RODA DA VIDA

Oramos pela vida e saúde dos homens de Paz no Mundo, Homens e Mulheres com missões dificílimas, de dação de esperança e de forte influencia contra a corrupção que assola o mundo e o mantém cativo na desgraça da injustiça. Louvemos estes inspirados irmãos e irmãs, desde os mais influentes, como Francisco Pai da Igreja Católica, Dalai Lama Pai dos Budistas, e tantos outros em suas respectivas importâncias, que movem o mundo com a força de suas Almas devotas, num mundo melhor para todos, mais justo, onde os indefesos não estejam à mercê de nenhum tirano, onde o único exercito ou militar à face da terra seja a serviço do Amor ao Próximo

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Prece de Caritas

Deus nosso Pai,

que Sois todo poder e bondade,

dai força àqueles que passam pela provação,

dai luz àqueles que procuram a verdade,
e ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus,

dai ao viajante a estrela Guia,

ao aflito a consolação,

ao doente o repouso.

Pai,

dai ao culpado o arrependimento,

ao espírito, a verdade,

à criança o guia,

ao órfão, o pai.

Que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criaste.

Piedade, Senhor, para aqueles que não Vos conhecem, 

esperança para aqueles que sofrem.

Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores,

derramarem por toda à parte a paz, 

a esperança e a fé.

Deus,

um raio, uma faísca do Vosso divino amor pode abrasar a Terra,

deixai-nos beber na fonte dessa bondade fecunda e infinita, 

todas as lágrimas secarão,

todas as dores acalmar-se-ão.

Um só coração, um só pensamento subirá até Vós,

como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha,
nós Vos esperamos com os braços abertos.

Oh! bondade, Oh! Poder, Oh! beleza, 
Oh! perfeição,

queremos de alguma sorte merecer Vossa misericórdia.

Deus,

Dai-nos a força no progresso de subir até Vós,

Dai-nos a caridade pura,

Dai-nos a fé e a razão,

Dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde reflectirá um dia a Vossa Santíssima imagem.

Amém

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Noventa segundos

A neuro-cientista americana Jill Bolte Taylor teve um derrame em 2008, aos trinta e sete anos.
Seu cérebro ficou comprometido de tal forma que, quando foi apresentada a uma simples conta de matemática, como um mais um, não sabia o que era o número um.
Hoje, totalmente recuperada, Jill vem pesquisando o funcionamento do cérebro e das emoções. Oferece palestras e escreveu um livro sobre o que descobriu desde o Acidente Vascular Cerebral até a recuperação.
Revela que nossas emoções são originadas por descargas químicas na corrente sanguínea. Dessa forma, diante de um estímulo, nosso corpo reage movido por substâncias que permanecem durante um tempo no sangue. Depois, o organismo absorve essas substâncias e volta ao normal.
A doutora Jill explica que a raiva e outras emoções são respostas programadas que podem ser disparadas automaticamente.
Diz ela: Uma vez desencadeada, a química liberada por meu cérebro percorre meu corpo e tenho a experiência fisiológica.
Noventa segundos depois do disparo inicial, o componente químico da raiva dissipou-se completamente do meu sangue e minha resposta automática está encerrada. Se, porém, me mantenho zangada depois desses noventa segundos, é porque escolhi manter o circuito rodando.
Essa constatação da doutora Jill nos faz reflectir. Se as emoções, entre elas a raiva, são reacções que podem ocorrer, automaticamente mas, a química que liberam dura apenas noventa segundos em nós, por que, então, nos permitimos sentir raiva por horas, dias, semanas, meses e anos?
Porque escolhemos continuar sentindo raiva, seria a resposta da pesquisadora.
Quantas vezes sentimos raiva de alguém ou de alguma situação, por muito tempo?
Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou, ou que simplesmente não atendeu nossas expectativas?
As causas que disparam a emoção da raiva podem ser muitas, mas o tempo de permanência desse sentimento em nós é uma escolha.
Quando o Mestre Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete vezes, ele nos deu a chave para não sentirmos raiva, para não desejarmos vingança. Porém, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induz a atos dos quais nos arrependeremos num futuro próximo.
Alimentar a raiva é contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibrações carregadas de negatividade.
Também comprometer nosso organismo, envenenar órgãos nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades.
Mas, como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em nós?
Primeiramente, observando a nós mesmos. Porque nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam?
Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irmão ferido, doente, que sofre e ainda não tem condição de agir de outra forma.
Não temos controle sobre a forma do nosso próximo agir, mas podemos controlar a forma como nós reagimos ao que ele nos apresenta.
Pensemos nisso.
 
Redação do Momento Espírita, com base no livro
 A cientista que curou seu próprio cérebro, de
Jill Bolte Taylor, ed. Ediouro.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016


Pai-Nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 
venha o teu Reino; 
seja feita a tua vontade, como no Céu, assim também na terra. 
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 
Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. 
E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do Maligno. 

domingo, 11 de setembro de 2016

Oração Dominical

Pai-nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome!

Cremos em ti, Senhor, porque tudo revela o teu poder e a tua bondade.
A harmonia do Universo dá testemunho de uma sabedoria, de uma prudência e de uma previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas.
Em todas as obras da Criação, desde o raminho de erva minúscula e o pequenino insecto, até os astros que se movem no espaço, o nome se acha inscrito de um ser soberanamente grande e sábio.
Por toda a parte se nos depara a prova de paternal solicitude. Cego, portanto, é aquele que te não reconhece nas tuas obras, orgulhoso aquele que te não glorifica e ingrato aquele que te não rende graças.

Venha o teu reino!

Senhor, deste aos homens leis plenas de sabedoria e que lhes dariam a felicidade, se eles as cumprissem.
Com essas leis, fariam reinar entre si a paz e a justiça e mutuamente se auxiliariam, em vez de se maltratarem, como o fazem.
O forte sustentaria o fraco, em vez de o esmagar.
Evitados seriam os males, que se geram dos excessos e dos abusos.
Todas as misérias deste mundo provêm da violação de tuas leis, porquanto nenhuma infracção delas deixa de ocasionar fatais consequências.
Deste ao bruto o instinto, que lhe traça o limite do necessário, e ele maquinalmente se conforma; ao homem, no entanto, além desse instinto, deste a inteligência e a razão; também lhe deste a liberdade de cumprir ou infringir aquelas das tuas leis que pessoalmente lhe concernem, isto é, a liberdade de escolher entre o bem e o mal, a fim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas acções.
Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis, pois, com paternal previdência, quiseste que elas se gravassem na consciência de cada um, sem distinção de cultos, nem de nações.
Se as violam, é porque as desprezam.
Dia virá em que, segundo a tua promessa, todos as praticarão. Desaparecido terá, então, a incredulidade.
Todos te reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas, e o reinado das tuas leis será o teu reino na Terra. Digna-te, Senhor, de apressar-lhe o advento, outorgando aos homens a luz necessária, que os conduza ao caminho da verdade.

Faça-se a tua vontade, assim na Terra como no Céu.

Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o seu superior, quão maior não deve ser a da criatura para com o seu Criador!
Fazer a tua vontade, Senhor, é observar as tuas leis e submeter-se, sem queixumes, aos teus decretos.
O homem a ela se submeterá, quando compreender que és a fonte de toda a sabedoria e que sem ti ele nada pode.
Fará, então, a tua vontade na Terra, como os eleitos a fazem no Céu.

Dá-nos o pão de cada dia.

Dá-nos o alimento indispensável à sustentação das forças do corpo; mas, dá-nos também o alimento espiritual para o desenvolvimento do nosso Espírito.
O bruto encontra a sua pastagem; o homem, porém, deve o sustento à sua própria actividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criaste livre.
Tu lhe hás dito: "Tirarás da terra o alimento com o suor da tua fronte." Desse modo, fizeste do trabalho, para ele, uma obrigação, a fim de que exercitasse a inteligência na procura dos meios de prover às suas necessidades e ao seu bem-estar, uns mediante o labor manual, outros pelo labor intelectual.
Sem o trabalho, ele se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores.
Ajudas o homem de boa vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário; não, porém, àquele que se compraz na ociosidade e desejara tudo obter sem esforço, nem àquele que busca o supérfluo.
Quantos e quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido!
Esses são os artífices do seu infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que pecaram.
Mas, nem a esses mesmos abandonas, porque és infinitamente misericordioso.
As mãos lhes estendes para socorrê-los, desde que, como o filho pródigo, se voltem sinceramente para ti.
Antes de nos queixarmos da sorte, inquiramos de nós mesmos se ela não é obra nossa.
A cada desgraça que nos chegue, cuidemos de saber se não teria estado em nossas mãos evitá-la.
Consideremos também que Deus nos outorgou a inteligência para tirar-nos do lameiro, e que de nós depende o modo de a utilizarmos.
Pois que à lei do trabalho se acha submetido o homem na Terra, dá-nos coragem e forças para obedecer a essa lei.
Dá-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de não perdermos o respectivo fruto.
Dá-nos, pois, Senhor, o pão de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, porquanto ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.
Se trabalhar nos é impossível, à tua divina providência nos confiamos.
Se está nos teus desígnios experimentar-nos pelas mais duras provações, mau grado aos nossos esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tenhamos cometido nesta existência, ou noutra anterior, porquanto és justo.
Sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigas sem causa.
Preserva-nos, ó meu Deus, de invejar os que possuem o que não temos, nem mesmo os que dispõem do supérfluo, ao passo que a nós nos falta o necessário.
Perdoa-lhes, se esquecem a lei de caridade e de amor do próximo, que lhes ensinaste.
Afasta, igualmente, do nosso espírito a ideia de negar a tua justiça, ao notarmos a prosperidade do mau e a desgraça que cai por vezes sobre o homem de bem.
Já sabemos, graças às novas luzes que te aprouve conceder-nos, que a tua justiça se cumpre sempre e a ninguém exceptua; que a prosperidade material do mau é efémera, quanto a sua existência corpórea, e que experimentará terríveis reveses, ao passo que eterno será o júbilo daquele que sofre resignado.

Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem. - Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam.

Cada uma das nossas infracções às tuas leis, Senhor, é uma ofensa que te fazemos e uma dívida que contraímos e que cedo ou tarde teremos de saldar.
Rogamos-te que no-las perdoes pela tua infinita misericórdia, sob a promessa, que te fazemos, de empregarmos os maiores esforços para não contrair outras.
Tu nos impuseste por lei expressa a caridade; mas, a caridade não consiste apenas em assistirmos os nossos semelhantes em suas necessidades; também consiste no esquecimento e no perdão das ofensas.
Com que direito reclamaríamos a tua indulgência, se dela não usássemos para com aqueles que nos hão dado motivo de queixa?
Concede-nos, ó meu Deus, forças para apagar de nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor.
Faze que a morte não nos surpreenda guardando nós no coração desejos de vingança.
Se te aprouver tirar-nos hoje mesmo deste mundo, faze que nos possamos apresentar, diante de ti, puros de toda animosidade, a exemplo do Cristo, cujos últimos pensamentos foram em prol dos seus algozes.
Constituem parte das nossas provas terrenas as perseguições que os maus nos infligem.
Devemos, então, recebê-las sem nos queixarmos, como todas as outras provas, e não maldizer dos que, por suas maldades, nos rasgam o caminho da felicidade eterna, visto que nos disseste, por intermédio de Jesus: "Bem-aventurados os que sofrem pela justiça!"
Bendigamos, portanto, a mão que nos fere e humilha, uma vez que as mortificações do corpo nos fortificam a alma e que seremos exalçados por efeito da nossa humildade.
Bendito seja teu nome, Senhor, por nos teres ensinado que nossa sorte não está irrevogavelmente fixada depois da morte; que encontraremos, em outras existências, os meios de resgatar e de reparar nossas culpas passadas, de cumprir em nova vida o que não podemos fazer nesta, para nosso progresso.
Assim se explicam, afinal, todas as anomalias aparentes da vida. É a luz que se projecta sobre o nosso passado e o nosso futuro, sinal evidente da tua justiça soberana e da tua infinita bondade.

Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal.

Dá-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos Espíritos maus, que tentem desviar-nos da senda do bem, inspirando-nos maus pensamentos.
Mas, somos Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e melhorar-nos.
Em nós mesmos está a causa primária do mal e os maus Espíritos mais não fazem do que aproveitar os nossos pendores viciosos, em que nos entretêm para nos tentarem.
Cada imperfeição é uma porta aberta à influência deles, ao passo que são impotentes e renunciam a toda tentativa contra os seres perfeitos.
E inútil tudo o que possamos fazer para afastá-los, se não lhes opusermos decidida e inabalável vontade de permanecer no bem e absoluta renunciação ao mal.
Contra nós mesmos, pois, é que precisamos dirigir os nossos esforços e, se o fizermos, os maus Espíritos naturalmente se afastarão, porquanto o mal é que os atrai, ao passo que o bem os repele.
Senhor, ampara-nos em nossa fraqueza; inspira-nos, pelos nossos anjos guardiães e pelos bons Espíritos, a vontade de nos corrigirmos de todas as imperfeições a fim de obstarmos aos Espíritos maus o acesso à nossa alma.
O mal não é obra tua, Senhor, porquanto o manancial de todo o bem nada de mau pode gerar.
Somos nós mesmos que criamos o mal, infringindo as tuas leis e fazendo mau uso da liberdade que nos outorgaste. Quando os homens as cumprirmos, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu de mundos mais adiantados que o nosso.
O mal não constitui para ninguém uma necessidade fatal e só parece irresistível aos que nele se comprazem.
Desde que temos vontade para o fazer, também podemos ter a de praticar o bem, pelo que, ó meu Deus, pedimos a tua assistência e a dos Espíritos bons, a fim de resistirmos à tentação.

Assim seja.

Praza-te, Senhor, que os nossos desejos se efectivem.
Mas, curvamo-nos perante a tua sabedoria infinita.
Que em todas as coisas que nos escapam à compreensão se faça a tua santa vontade e não a nossa, pois somente queres o nosso bem e melhor do que nós sabes o que nos convém.
Dirigimos-te esta prece, ó Deus, por nós mesmos e também por todas as almas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, pelos nossos amigos e inimigos, por todos os que solicitem a nossa assistência e, em particular, por N...
Para todos suplicamos a tua misericórdia e a tua bênção.




Nota - Aqui, podem formular-se os agradecimentos que se queiram dirigir a Deus e o que se deseje pedir para si mesmo ou para outrem. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

OS UPANISHADS

A Vida no mundo e a vida no espírito não são incompatíveis. 

O trabalho, ou a acção, não é contrário ao conhecimento de Deus, porém, na verdade, se realizado sem apego, é um instrumento para ele. 

Por outro lado, a renúncia significa renúncia do ego, do egoísmo - não da vida. 

A finalidade, tanto do trabalho como da renúncia, é conhecer o Eu interiormente e Brahman exteriormente, e perceber sua identidade. 

O Eu é Brahman, e Brahman é tudo.

nota. Significado de Brahman = o "Absoluto", o "Espírito Divino e Infinito" 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Intérprete de Deus

Eu e o pai somos um. – Dessa forma, o Suave Rabi da Galileia se identificou, apresentando as suas credenciais.

Tal frase, anotada pelo Evangelista João, de forma equivocada serviu de argumentação para alguns considerarem como o próprio Deus ao Mestre Jesus.

Contudo, o que desejava nos dizer o Cristo é que Ele interpretava o pensamento de Deus sobre a Terra. De tal modo comungava com o Pai, que sabia exactamente expressar a Sua vontade.

Espírito enviado para nos servir de Modelo e Guia, elegeu-se o intérprete de Deus, para isso se servindo de simbologias, parábolas, imagens figurativas.

Tudo para nos dar aproximada ideia da infinitude Divina.

A fim de nos oferecer a lição de esperança na Providência Divina, que tudo vê, tudo provê, a tudo está atenta, ergueu Sua voz para declamar:

Contemplai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem armazenam em celeiros. Contudo, vosso pai celestial as sustenta. Não tendes vós muito mais valor do que as aves?

E continuando: Olhai os lírios do campo. Eles não fiam, nem tecem. Eu, todavia, vos asseguro que nem mesmo Salomão, em todo o seu esplendor, pôde se vestir como um deles.

Então, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais a vós outros, homens de pouca fé.

Para legitimar a nossa filiação Divina, ensinou:

Um só é o vosso pai, o qual está nos céus.

E para que entendêssemos a qualidade desse Pai, leccionou: 

Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate se lhe abrirá.

Qual pai, dentre vós, se o filho lhe pedir um peixe, em lugar disso lhe dará uma cobra? 

Ou se pedir um ovo, lhe dará um escorpião?

Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o pai celestial àqueles que lhe pedirem?

Servindo-se da oportunidade em que um homem correu ao seu encontro e ajoelhando-se, lhe indagou: 

Bom mestre! O que devo fazer para herdar a vida eterna?

Replicou: Por que me chamas bom? 
Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus!

Mestre de todos os tempos, testificou a lei do trabalho como Lei Divina, ao expressar que o Pai trabalha incessantemente e eu trabalho também.

Jesus! Ninguém maior do que Ele sobre a face da Terra, em todos os tempos. Intérprete de Deus, nos leccionou a lei do amor, dizendo-nos que Deus, o Pai, deveria ser amado acima de todas as coisas.

Em Seu discurso de despedida, sentenciou: 

Na casa de meu pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Vou à frente preparar-vos o lugar.

Que lição magnífica: o nosso retorno será para a casa do Pai, que nos criou e alimenta com amor.

Pai que nos protege, nos guarda e aguarda.

Aguarda que, filhos pródigos, retornemos à casa paterna, para sermos felizes, no Seu seio, todos nós, os Seus filhos.

Filhos de todas as raças, todas as nações, todos os credos. Filhos do Seu amor. Criados para o amor.

Oxalá apressemos esses dias para nossa própria felicidade.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Quando Jesus teria sido maior?

Não se sabe bem quando Jesus teria sido maior.

Se ao nascer em Belém sobre as palhas de uma manjedoura, com isso iniciando Sua incomparável exemplificação da humildade;

ou quando no templo, ainda na infância, discutia com os doutores, confundindo-os.

Não se sabe bem quando Jesus teria sido maior. Se ao ensinar: Ame seus inimigos, bendiga os que o maldizem; faça o bem aos que o odeiam, e ore pelos que o maltratam e perseguem;

ou quando recomenda que, ao darmos uma esmola, cuidemos que não saiba nossa mão esquerda o que fez a direita.

Teria sido ao dizer que, para orar, devemos entrar em nosso aposento e, fechando a porta, dirigir-nos ao nosso Pai que está oculto, pois que Ele, que vê secretamente, nos recompensará;

ou quando nos previne a respeito dos falsos profetas, que vêm vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.

Não se sabe bem quando Jesus teria sido maior.

Se ao alertar-nos de que não deveríamos julgar, para não sermos julgados;

ou quando indicava sensatamente a medida desse conceito, mencionando que não estávamos impedidos de julgar de acordo com a reta justiça.

Se proferindo coisas que teriam lugar vinte séculos após: O irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e os filhos se levantarão contra os pais.

Ou quando profetizava: Não vim trazer a paz, mas a luta, a divisão, a espada.

Isso porque Ele conhecia a Humanidade e, portanto, sabia de antemão que Sua doutrina, pelas diferentes interpretações que os homens lhe dariam, seria dividida em mil pedaços, com lutas, incompreensões e perseguições.

Teria sido ao dizer aos discípulos que fossem e ensinassem a verdade, curassem os enfermos, dando de graça o que de graça recebessem;

ou quando acentuava que não necessitavam de médico os sãos, somente os doentes.

Se ao dizer, em maravilhosa síntese: Eu sou o caminho, a verdade, a vida; ninguém vai ao Pai senão por mim;

ou quando, interpelado por Nicodemos, sublinha: Aquele que não nascer de novo não poderá ver o reino de Deus.

Não se sabe bem quando Jesus teria sido maior.

Se no famoso episódio da pecadora: Mulher, onde estão seus acusadores? Ninguém a condenou? Nem eu também a condeno. Vá e não peques mais.

Ou quando, diante do sumo sacerdote e dos que O acusavam, respondia com o silêncio e a serenidade dos inocentes e dos justos.

Se ao recomendar aos discípulos fossem pelo mundo a pregar o Evangelho a toda criatura, em Seu nome, falando novas línguas;

Ou ao erigir o portentoso monumento, que é o Sermão da Montanha, no qual traçava para a Humanidade de todos os tempos o mais autêntico e belo código de conduta.

Não sabemos, francamente, quando Jesus teria sido maior.

Sabemos que, passados quase dois mil anos, ainda rastejamos na Terra, num intérmino aprendizado da Sua doutrina.

Até quando continuaremos como aprendizes? 

Quando nos disponemos a praticá-la?

Quando a excelsa doutrina passará do nosso cérebro ao nosso coração, da teoria à prática?

Pensemos nisso. E nos disponemos à ação.