RODA DA VIDA

Oramos pela vida e saúde dos homens de Paz no Mundo, Homens e Mulheres com missões dificílimas, de dação de esperança e de forte influencia contra a corrupção que assola o mundo e o mantém cativo na desgraça da injustiça. Louvemos estes inspirados irmãos e irmãs, desde os mais influentes, como Francisco Pai da Igreja Católica, Dalai Lama Pai dos Budistas, e tantos outros em suas respectivas importâncias, que movem o mundo com a força de suas Almas devotas, num mundo melhor para todos, mais justo, onde os indefesos não estejam à mercê de nenhum tirano, onde o único exercito ou militar à face da terra seja a serviço do Amor ao Próximo
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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

hoje...

Hoje sinto falta da melodia monótona que segredavas ao rezar. A repetição pausada, quase adormecida, de palavras quase mortas de cansaço, quase desfeitas.

Sinto falta da sonolência que nos chegava com o fim do terço, e mais falta ainda da paz com que deixávamos as nossas cabeças repousar após a oração. Uma espécie de auto-perdão, ou de esquecimento justo dos pecados após a penitência


Sinto falta de mim ao lado da ladaínha que dizias ao fim do dia.

Sinto falta de ser essa criança que aceitava, serena, o que não entendia.


Hoje, que penso entender tanta coisa, entendo mais que nunca que sinto falta de mim nas tuas orações sofridas, minha avó.


Sinto falta da fé sem questionamentos nem conhecimentos. Sinto medo. Sinto a escuridão de quem não sabe acender uma vela e rezar pelas alminhas de outro mundo.

Sinto medo de chorar, sinto medo de falhar, sinto medo de rezar e sinto medo até de ser feliz demais... Tudo porque nunca mais senti essa paz antes de dormir.

Sinto falta de ti, de nós, aqui nesta espécie de oração inacabada, teclada sem a nossa voz, sem a nossa fé, sem a luz da lamparina que iluminava o nosso quarto...

Apenas um desabafo de saudade angustiada.

Uma lágrima na noite, Um grito de nada.

Ana Homem de Albergaria