RODA DA VIDA

Oramos pela vida e saúde dos homens de Paz no Mundo, Homens e Mulheres com missões dificílimas, de dação de esperança e de forte influencia contra a corrupção que assola o mundo e o mantém cativo na desgraça da injustiça. Louvemos estes inspirados irmãos e irmãs, desde os mais influentes, como Francisco Pai da Igreja Católica, Dalai Lama Pai dos Budistas, e tantos outros em suas respectivas importâncias, que movem o mundo com a força de suas Almas devotas, num mundo melhor para todos, mais justo, onde os indefesos não estejam à mercê de nenhum tirano, onde o único exercito ou militar à face da terra seja a serviço do Amor ao Próximo - Oremos diáriamente pela Mãe Terra, nosso planeta que tanto precisa de nossa atenção e nossas preces pelas causas ecologistas, sejamos a diferença que queremos ver no respeito pelo ambiente, elevemos o pensamento no sentido de todos mantermos a calma perante a ameaça da pandemia COVID-19 - Assim seja

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A oração mais pura - uma criança.

Sim, já consideraste?

Até qualquer um de nós foi em alguma altura a oração mais perfeita.


Lembras quando criança?
Não tem algo mais parecido com um Anjo que uma criança, pois do seu mundo ela ainda conserva a aparência.

Para ti agora volvidos os anos, quando em Deus quiseres reflectir, ou num Anjo quiseres relembrar a tua origem,

Olha para uma criança, olha sem pensar, deixa o teu coração entregue à sua mensagem, e rejubila, pois o teu testemunho te chegou ainda a tempo, de fazeres cumprir em ti o modelo dos mundos superiores. 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

INVOCAÇÃO UNIVERSAL

Em nome de todos os povos da Terra,

Unimos os nossos corações ao Ritmo do Cosmos
E invocamos a grandeza da Força Universal
Com o apelo vivente das nossas almas.

Ó Senhor do Amor e da Luz,
Mestre do Saber de todos os tempos e lugares,
Vem unir todas as partes cindidas, 
todos os anseios,
Todos os credos, 
todas as luzes, 
todas as vidas!

Dá-nos o Ânimo, 
dá-nos a força de servir!
Dá-nos, ó Mestre, o Poder do Teu Verbo,
Para que o Reino venha, para sempre, na Terra!

Nós Te afirmamos 
como Vontade do Bem!
Nós Te afirmamos 
como Amor consagrado!

Nós Te afirmamos 
como Sabedoria de Deus!
E Te manifestamos no mundo 
como Luz e Verdade!

Nós todos, Senhor, 
Te vivemos em nós!
AUM!
  
Que a Paz e o Amor reinem no coração de cada um de nós.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Evangelho (Mt 6,7-15

«Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. 

»Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do Maligno. De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas».

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Yesua

Sobre as dúvidas de a cada instante estar mais fácil; Yeshua conhecia o Pai integralmente, para dar de seu testemunho foi selvaticamente e cobardemente assassinado por nossos antepassados em Jerusalém. Seus directos discípulos conheceram o Senhor em vida, e por seus ensinamentos um pouco por todo mundo, perseguidos foram selvaticamente assassinados. Comparativamente tu hoje, não conheces a nenhum Humano dessa estirpe mas, tu próprio tens um ambiente propício a adorares e transformares a tua vida, como nenhum deles anterior a ti teve, e para que isso aconteça, nem és perseguido nem tens que dar a vida,... apenas que ser feliz ❤️


terça-feira, 23 de maio de 2017

Ó meu amado Jesus, preenche-me de ti...

Evangelho (Jn 16,5-11): «Agora, eu vou para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: ‘Para onde vais? ’ Mas, porque vos falei assim, os vossos corações se encheram de tristeza. No entanto, eu vos digo a verdade: é bom para vós que eu vá. Se eu não for, o Defensor não virá a vós. Mas, se eu for, eu o enviarei a vós. Quando ele vier, acusará o mundo em relação ao pecado, à justiça e ao julgamento. Quanto ao pecado: eles não acreditaram em mim. Quanto à justiça: eu vou para o Pai, de modo que não mais me vereis. E quanto ao julgamento: o chefe deste mundo já está condenado».

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Servidores de Deus

Numa sala de audiências do Vaticano, o papa João Paulo II recebeu a visita de uma das mais altas autoridades religiosas do judaísmo, Israel Meir Lau, o grão rabino do Estado de Israel.

O papa já se encontrava com a síndrome de Parkinson, por isso foi pedido que a entrevista não se alongasse em demasia.

O rabino tomou a palavra e iniciou interessante relato:

Em 1942, numa aldeia no norte da Polônia, os nazistas, fazendo a seleção dos judeus para os campos de extermínio, levaram um pai de família.

A esposa, que ficara com um filho de apenas dois anos, temeu ser a próxima vítima e decidiu salvar o filho.

Muito amiga de uma mulher católica, a procurou para que adotasse o seu menino.

A senhora pensou um pouco e concordou. Nesse exato momento, a dama judia lhe fez um pedido:

“Há um detalhe, no entanto. Meu filho é judeu e tenho certeza de que ele veio à Terra para uma missão muito especial.

Então, quando essa guerra acabar, e um dia haverá de acabar, eu peço que mande meu filho para Israel, para que ele possa desenvolver o ministério que Jeová lhe destinou.”

Ante a concordância da amiga, ali ficou a criança.

Naquela semana, a mãe judia foi levada para o campo de extermínio.

O tempo passou. Acabou a guerra. Quando a criança completou seis anos, em 1946, a mãe adotiva o desejou batizar na igreja de sua fé.

Mas, lembrou da promessa. E agora, o que fazer?

Então, ela procurou o pároco da sua aldeia para se aconselhar.

Depois de ouvi-la, ele lhe deu uma resposta rápida e segura:

“Como cristã, você não pode defraudar a confiança que aquela mulher levou ao túmulo. Assim, você deve mandar o menino para Israel, conforme se comprometeu.”

Com o coração em frangalhos, ela se despediu do filho adotivo e o encaminhou a Israel. Manteve correspondência com ele, visitou-o várias vezes.

Então, Santidade, quero lhe dizer que aquele menino se tornou um rabino. Aquele menino sou eu.

O fato pareceu muito interessante a Karol Wojtyla, mas passou a ser realmente comovedor quando o grande rabino concluiu:

Sua Santidade sabe o que é mais importante nisso tudo? Sabe quem foi o sacerdote que aconselhou aquela mulher, naquele ano de 1946?

Aquele sacerdote era Sua Santidade, na época pároco da aldeia.

Os dois se abraçaram, envolvendo-se em lágrimas.

Um era o representante da nação católica. Outro, um rabino israelense, reverenciado por judeus e não judeus no mundo inteiro.

Tinha razão aquele coração de mãe em dizer que seu filho tinha uma missão. E visão de verdadeiro homem de bem aquele pároco, que bem aconselhou a mãe adotiva.

*   *   *

Os grandes homens vêm ao mundo para servir ao bem. Sua causa é a Humanidade, a paz, o amor, acima de qualquer seita, doutrina ou religião que seguem.

E o Divino Pai os coloca em muitos lugares do planeta, a fim de que todos os Seus filhos, neste bendito lar chamado Terra, possam sentir de mais perto o hálito do Seu amor, pela palavra dessas criaturas.

Sentir o Seu abraço através dos braços de homens e mulheres que no mundo se entregam ao serviço dos seus irmãos.

E esta é a grande verdade: somos todos filhos do mesmo Pai, vivendo neste planeta azul, com o objetivo de nos amarmos e crescer, até alcançar as estrelas.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Ando devagar porque já tive pressa

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa de ter tantas coisas, de chegar a tantos lugares, pressa do ter, do parecer.

Mas hoje ando a passo lento, pois já entendo que a vida é uma busca de si mesmo, do ser: ser melhor, ser amável, ser amigo, ser sensível, ser compassivo, ser caridoso...

Hoje compreendo que é preciso paz para poder sorrir, pois o sorriso verdadeiro, a felicidade autêntica, vem da paz de espírito, a paz de consciência, de quem segue o caminho do bem a todo custo.

Entendo também que as chuvas são bem-vindas, e que sem elas não há floradas, pois é preciso chuva para florir.

A dor nos esculpe a alma, quando bem entendida, quando bem absorvida nos passos diários da lida.

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa do sucesso a qualquer custo, pressa de ser popular, de ser o primeiro, de agradar a todos...

Mas hoje ando tranquilo, percebendo mais as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs, absorvendo a vida em toda sua plenitude.

O viver pode ser o mesmo, as circunstâncias podem permanecer inalteradas, mas minhas lentes são outras. Enxergo tudo de outra forma.

E o mais importante de tudo: descobri que para cumprir a vida, para cumprir meu papel, minha missão aqui, preciso compreender minha própria marcha.

Sêneca, antigo sábio, afirmou que nenhum vento é a favor para quem não sabe para onde ir. Então, compreender a marcha é fundamental. Precisamos saber para onde estamos indo, precisamos saber o que é nossa marcha, nossa vida.

Só então posso ir tocando em frente, com simplicidade e devoção, com alegria e coração.

Pois todos temos talento, todos carregamos o dom de ser capaz e ser feliz.

A felicidade não é para poucos, não, é para todos. E cada um a vai encontrando no seu tempo, no seu momento, da sua forma.

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa de partir, já quis desistir de tudo, em alguns momentos, mas hoje ando como que em câmera lenta, com a coragem de quem quer ficar e ver tudo até o fim.

Carrego esse sorriso porque já chorei demais, mas isso não quer dizer que não voltarei a derramar alguma gota dos olhos. Significa apenas que os sorrisos serão a regra. A lágrima, exceção.

Ando devagar no passo curto dos meus filhos, pois se resolver andar acelerado, os deixarei para trás.

Ando devagar para perceber o sabiá cantador, pois se torno minha vida uma bomba-relógio, passo a não perceber a vida que passa ao largo de meus passos, e assim, os sabiás passam a não existir mais.

Ando devagar para ainda conseguir olhar onde piso, e não esmagar nada, nem ninguém com minha desatenção ou deselegância.

Ando devagar para pensar um tanto mais antes de agir, para escolher as palavras certas, para digerir uma ideia nova, para escolher um caminho, para silenciar a mim mesmo por alguns instantes.

Ando devagar... porque já tive pressa.

*   *   *

A vida é especialmente rica para que se passe por ela, às pressas, sem atentar para os detalhes.

O mundo é pleno de belezas para que se o percorra aos saltos, sem nos determos a descobrir as belezas das flores, o segredo das matas, o encanto das fontes.

Pensemos nisso!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Tesouro da oração

Francisco Osuna, sacerdote místico espanhol do período renascentista - séculos quinze e dezesseis - na sua grande obra “Abecedário terceiro”, afirma que:

“A primeira forma de orar, a que se situa no plano da fé, é como escrever a um amigo.

A segunda forma de orar, situada no plano da esperança, é como escrever a um amigo e esperar por uma resposta.

A terceira maneira de orar, situada no plano do amor, é como se fôssemos pessoalmente à casa desse amigo.”

A antiguidade do conceito - mais de quinhentos anos - é de grande utilidade, porque esse amigo é Deus, cuja oração deve ser-lhe dirigida.

Trata-se de um grito emocional na hora da aflição encaminhado ao Pai Criador, como um ato de irrestrita confiança.

Noutras vezes, é uma descarga de angústias que necessita de socorro imediato e, por fim, é um enlevo de gratidão em delícia de emoção.

Por isso a oração, de maneira alguma se circunscreve apenas ao ato da rogativa. Também é instrumento de louvação e, por fim, de júbilo pelo bem alcançado, em forma de reconhecimento.

Orar é romper as barreiras mentais limitadoras das emoções e necessidades imediatas para alcançar os altiplanos da vida.

Nem sempre é tão fácil a oração assinalada pela perfeita integração da criatura com o Criador.

A falta do hábito salutar interrompe o fluxo do pensamento e ideias extravagantes interferem no ato, dificultando a sintonia.

A insistência disciplinadora, mediante a criação de novo programa, termina por facultar a doce interação entre quem ora e o destinatário.

Quando a fé ora, uma vibração ascendente superior rompe as cristalizações mentais e abre o psiquismo ao Senhor.

Quando a esperança ora, há uma natural comunhão que devolve a onda de luz que beneficia quem faz a solicitação.

Quando é o amor que ora, sucede uma fusão de psiquismos que culminam no êxtase.

*   *   *

Ainda associamos a oração a um ritual externo, a um endereçamento de palavras rebuscado, repleto de formalidades. São séculos e séculos de cultura arraigada na alma antiga.

Escrevemos a um Senhor que tememos, não conhecemos, e que mora muito longe...

Porém, quando desconstruirmos essa ideia – aos poucos, é claro – e transformarmos esse ato numa conversa de respeito, amizade e encanto, perceberemos que o Criador nunca esteve longe como imaginávamos. Nós é que criamos tal distância...

*   *   *

A palavra religião pode ter duas principais raízes.

Para alguns pensadores, o termo latino religare teria criado a palavra religião, numa alusão à necessidade de uma religação com o Criador.

Para outros, o termo pode ter vindo da palavra relegere, que significa reler, revisitar, retomar o que estava largado.

Que nossa oração aprenda a encurtar caminhos.

Que nossa oração nos faça perceber o Pai em tudo e em todos.

Que nossa oração seja, por si só, remédio para os pensamentos deletérios que ainda reinam em nossas mentes agitadas e confusas.

Que nossa oração – tesouro que temos – nos possibilite caminhar com os pés limpos, mesmo ainda pisando os pântanos do mundo.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Coragem! Eu venci o mundo!

Não te deixes derrotar em qualquer situação.
Tem coragem!
A derrota pior é daquele que desanima.
Nem sempre perder é ser derrotado, mas desanimar é ser vencido.

Cristo venceu a morte com a morte.
Com Cristo venceremos
É grande o que vence o mal com o bem.

O desanimo bate-me muitas vezes à porta: são dificuldade de saúde, de trabalho, de relacionamentos, de ...
Por vezes apetece-me cruzar os braços: olho para a direita e vejo o céu carregado de nuvens, à minha esquerda chove, caminho e escorrego...

Senhor, eu preciso ouvir a Tua palavra: "Coragem! Eu venci o mundo!
Permite que ela faça eco e permaneça em meu ouvido!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Evangelho (Lc 24,13-35)

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos iam para um povoado, chamado Emaús, a uns dez quilómetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os seus olhos, porém, estavam como vendados, incapazes de reconhecê-lo. 

Então Jesus perguntou: «O que andais conversando pelo caminho?». Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: «És tu o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes dias?». Ele perguntou: «Que foi?». Eles responderam: «O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e diante de todo o povo. Os sumos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele quem libertaria Israel; mas, com tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos assustaram. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que ele está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém viu». Então ele lhes disse: «Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram!. Não era necessário que o Cristo sofresse tudo isso para entrar na sua glória?». E, começando por Moisés e passando por todos os Profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, as passagens que se referiam a ele. 

Quando chegaram perto do povoado para onde iam, ele fez de conta que ia adiante. Eles, porém, insistiram: «Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!». Ele entrou para ficar com eles. Depois que se sentou à mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu a eles. 

Neste momento, seus olhos se abriram, e eles o reconheceram. Ele, porém, desapareceu da vista deles. Então um disse ao outro: «Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?». Naquela mesma hora, levantaram-se e voltaram para Jerusalém, onde encontraram reunidos os Onze e os outros discípulos. E estes confirmaram: «Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!». Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como o tinham reconhecido ao partir o pão.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Quantas vezes já ouvimos falar a respeito de pacientes em fase terminal que, de forma repentina, acusam melhora do seu estado, surpreendendo médicos e familiares?

Quantas vezes ouvimos histórias a respeito de enfermos que, apresentando confusão mental ou demência, desde algum tempo, adquirem plena lucidez, conversando com quem esteja ao lado, de forma plena e consciente?

Também ouvimos que isso dura pouco. Talvez algumas horas, um dia, para depois morrerem. Isso é tão verdadeiro que o dito popular denominou tais questões de a melhora da morte.

Aquele médico, cientista de primeira linha, tinha uma história muito peculiar, vivenciada por ele próprio. Não havia explicação científica para o que ele presenciara e o assombrara. No entanto, ele não pôde se furtar a admitir a verdade profunda e confortante: somos Espíritos imortais. E todos os que nos amamos estamos interconectados, nesta vida e na outra. A morte não apaga os luminosos raios da estrela do amor nem destrói os laços do afecto.

Seu pai estava enfermo há cinco anos e entrara em uma fase bastante difícil, nos últimos vinte e quatro meses. Incapaz, demente, sentia muita dor e insistia que queria morrer. Não suportava mais viver daquela forma, confessava.

Então, de repente, pareceu tomado de lucidez. Fixou o olhar no pé da cama e se pôs a fazer observações a respeito da vida e da família. O filho, John, prestou atenção no que dizia seu velho pai e se deu conta de que ele conversava com alguém. Ninguém menos do que a sua mãe, morta há uns sessenta e cinco anos, quando ele era apenas um adolescente. John pouco ouvira falar a respeito dessa avó, mas agora verificava que seu pai mantinha com ela uma animada conversa. E pelo tom do diálogo, John deduziu que ela estava dando as boas vindas ao Espírito de seu pai.

Depois de alguns minutos, o enfermo se voltou para ele com uma expressão totalmente diferente no olhar. Nada lembrava aquela alienação dos últimos dois anos. Ele sorriu, irradiando uma aura de paz jamais antes apresentada.

Durma, papai. – Disse o médico. Descanse, está tudo bem.

E foi exactamente o que ele fez. Fechou os olhos, e se deixou levar, com uma expressão de serenidade no rosto. Ele partiu e John guardou a certeza de que a sua avó estivera ali, recebendo nos braços o Espírito do filho do qual se apartara fisicamente há mais de sessenta anos.

*   *   *

Nossos amores não nos abandonam. Partem para a pátria espiritual mas mantém os olhos fixos nos que permanecemos por cá, ainda com tarefas a realizar, missões a desempenhar. Periodicamente, nos enviam suas vibrações de bom ânimo, por vezes nos visitam nas asas do sonho, arrefecendo as saudades da separação. Finalmente, quando se aproxima o momento da nossa partida, ei-los a postos, encorajando-nos para a grande viagem a empreender. Eles vêm nos tranquilizar, falando de sua própria experiência e do que nos espera, do outro lado da vida. Estão ali para nos recepcionar, para nos abraçar e nos dizer: Sejam bem-vindos. Demorou um pouco mas nos reencontramos.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Que ninguém vos engane com falsas e vãs filosofias

Sê feliz!

Lembra-te que a felicidade está pendente de ti mesmo!

Constrói a felicidade em bases sólidas: ouve os conselhos das pessoas idóneas; sê sincero e puro; aproveita o tempo; cultiva-te.

Constrói a felicidade com uma vida digna e nobre.

Se alguém te quiser afastar do bom caminho, não o sigas; continua na estrada do bem: aquela que te leva à felicidade.
*
Ajuda o outro a ser feliz.
Fá-lo com o auxilio
- da palavra
- da fé
- da caridade
- do testemunho
*
Sou feliz?
Como ajudo o outro ser feliz?
Que posso fazer para ser e ajudar a ser feliz?
*
Eu quero ser feliz. 
Eu vou construir a felicidade!

quarta-feira, 29 de março de 2017

E se a morte...

E se a morte fosse apenas uma passagem, como um portal, para um outro ambiente, para outro local, onde tudo muda, porém continuamos a ser a mesma pessoa? Analisando assim, a morte não seria o fim, o término, o ponto final. Apenas passagem.

E se a morte fosse apenas uma viagem? Dessas em que nos despedimos de quem vai para muito longe, sentimos saudades, lembramos sempre, sabendo que o outro está seguindo a vida. Não nos desesperamos, só choramos baixinho de saudades, porque sabemos que não é uma viagem sem volta, ou uma partida sem reencontro. Amanhã, também viajaremos, e nossos amores, nossos amigos, estarão no cais do porto para se despedirem e assistir ao nosso embarque. Assim considerada, a morte não seria a separação sem fim, um destino incerto. Seria apenas uma viagem.

E se a morte fosse apenas uma mudança de casa? A mudança do vizinho amigo, que morava há anos ao nosso lado, e se foi...

É verdade que a casa permanece vazia, sem vida, sem alegria, porque ele não se encontra ali. Nossa amizade já não se faz no contacto diário, nas conversas ao pé do muro. Mas, sabemos que ele está em outro lugar, em outro local, em outra casa. Pensando assim, a morte não seria o abandono, o desaparecer, o não existir. Apenas uma mudança.

E se a morte fosse o voltar para casa, depois de longa viagem, dessas onde se percorrem estradas, se visitam localidades, aprendem-se lições e vivências acontecem? Então, o término da viagem seria a alegria do viajante que retorna para o lar, enquanto outros companheiros de viagem ainda têm trechos a percorrer. Trechos que, logo mais, eles também concluirão e estarão connosco. Por esse ângulo, a morte não seria a conclusão, o epílogo, o fechamento de uma história. Apenas o retomar da vida em outras paragens, para mais um capítulo.

*   *   *

Em verdade, assim é a morte: a mudança, a passagem, a transição, a viagem ou o retorno. Mas, todos continuaremos. A vida prossegue tão ou mais pujante mesmo quando a consideramos encerrada. Isso porque não somos o corpo físico, que um dia abandonaremos. Ele é apenas a vestimenta física, em carácter de empréstimo pela Providência Divina, a fim de vivenciarmos as lições de que carecemos.

Concluído o que aqui viemos fazer, apartamo-nos dele, e prosseguimos a viver. Por isso, a morte não deve se constituir na dor pungente do adeus. Apenas nas saudades do até logo. Além disso, não permanecemos isolados totalmente de nossos amores que nos antecederam na saída do corpo. Eles comparecem em nossos sonhos, nos visitam para amenizar as saudades, ou para nos aconselhar, ou nos atender em alguma circunstância. Quantas vezes demonstram suas presenças invisíveis com um abraço caloroso, palavras doces, que nos levam a recordá-los, senti-los, emocionando-nos até às lágrimas?

Dessa forma, se as saudades nos apertam o coração, tenhamos paciência. Não tarda o dia em que todos aportaremos no lado de lá, a fim de continuarmos a vida, sepultando definitivamente a morte.

terça-feira, 28 de março de 2017

Na hora mais amarga

Ela é assim. Chega quando se está no auge da alegria, quando os planos são muitos e se espera o jamais alcançado. Chega e derruba sonhos, destrói prazeres idealizados, consome de dor os que permanecem.

Conta a actriz Helen Hayes a sua inconformação com a morte de sua filha, de apenas dezanove anos de idade, levada por um ataque de poliomielite. 

Por quê? – Gritava seu coração. Minha filha era jovem e inocente, por que razão ser levada desta forma, às vésperas de sua estreia na carreira teatral, em nova Iorque? Ela própria, envolta em luto, abandonou a carreira artística. Como poderia criar beleza nos palcos, se estava morta por dentro? Passou a recusar compromissos sociais e profissionais, limitando-se a receber as pessoas mais íntimas da família. Tentou encontrar Deus, na literatura. Leu São Tomás de Aquino, a vida e a obra de Gandhi, a Bíblia. Tudo, porém, sem êxito algum. Sua filha estava morta e ela só conseguia ver sombras espessas no mundo, na sua vida.

Mas, Deus tem formas estranhas de informar da Sua existência e socorrer Seus filhos.

Então, um tal Isaac Frantz começou a telefonar, diariamente, para sua casa, tentando lhe falar. Helen jamais o atendeu. Finalmente, como ele não desistisse, ela concordou em recebê-lo em sua casa. Ele chegou, com a esposa. E foi no início do diálogo que a actriz entendeu o motivo da visita do casal.

A ideia fora do senhor Isaac, inclusive, sem o conhecimento da esposa, que ficara apavorada ao saber do compromisso. Contudo, comparecera, considerando que o marido tivera tanta dificuldade para marcar aquele encontro. O que surpreendeu Helen foi a espontaneidade com que a visitante começou a falar do filho, desencarnado, há pouco tempo, vítima de paralisia infantil.

Subitamente, percebeu que ela mesma estava mencionando o nome de sua filha, o que não havia feito desde a sua morte. E isso, emocionalmente, aliviara o seu coração. Entretanto, o que a escandalizou foi ouvir a visitante lhe dizer que tinha intenção de adotar um órfão de Israel.

A senhora Frantz, delicadamente, lhe disse: A senhora está pensando que esse órfão irá tomar o lugar do meu filho? Isso jamais poderá acontecer. No entanto, ainda há amor no meu coração e não desejo que esse sentimento se perca por falta de uso. Não posso morrer, emocionalmente, porque meu filho morreu biologicamente. Não devo amar menos por ter desaparecido fisicamente o afecto do coração. Devo amar ainda mais, porque o meu coração conhece o sofrimento dos que perderam o seu ente querido.

Quando o casal se despediu, concluída a visita, Helen compreendeu porque não encontrara Deus anteriormente. É que ele, o Deus-amor, não está nas páginas de um livro. Ele reside no coração humano. Também reconheceu que Deus a ninguém privilegia. Pessoas famosas ou quase anónimas, todas são iguais, perante o Seu amor e a Sua justiça.

*   *   *

Na hora mais amarga, serão a resignação dinâmica e a busca de Deus que poderão aplacar a dor e estabelecer novas directrizes para a continuidade da vida. Afinal, a aurora se faz extraordinária, explodindo em cores, a cada dia. E nos convida a amar, a não permitir que esse sentimento seque em nossa intimidade. Porque Deus é amor, por amor nos criou e nos sustenta.

sábado, 25 de março de 2017

Shon Thor de Órion

"Eu, nesse momento, plenamente consciente do Ser Divino que sou, passando por uma experiência na tridimensionalidade, aceito, de uma vez por todas, o meu compromisso universal de ser Luz. Portanto, todos e quaisquer sentimentos contrários a esse momento único de iluminação, daqui para a frente, deverão ser abandonados. Nesse momento, é meu compromisso junto ao plano espiritual e junto às Consciências Cósmicas abandonar, de uma vez por todas, o sentimento de medo e ansiedade, completamente desnecessários para essa nova fase da minha vida. Solicito à Alta Espiritualidade a Iluminação, o Discernimento e a Vontade para que eu possa encarar de uma vez por todas as minhas ansiedades e os meus medos, sabendo que são contrários ao Amor e a Fé. Que a luz da Alta Espiritualidade possa encontrar o reflexo dentro de mim, para que tudo isso possa acontecer. Que eu possa permanecer num mar de Harmonia, Alegria e Amor."

sexta-feira, 24 de março de 2017

Saber morrer

Morrer. Desse destino, nenhum ser humano escapará. E, no entanto, como tememos esse momento! Com que dor a maioria de nós pensa no instante da morte. É que fomos ensinados a temer a morte. Ela nos é apresentada como sinónimo de lágrimas, instante de trevas, definitiva separação dos seres amados. Abismo e tristeza. Aprendemos que a morte se faz de luto e mistérios, névoa e saudade. Mas é preciso se preparar para a chegada da hora final. 

Afinal, a cada dia se reduz nossa estada na Terra.

Desde que nascemos, cada respiração assinala a diminuição de nosso tempo no planeta. Porque o ritmo da vida material nos envolve, quase sem perceber, deixamos de lado a lembrança de que caminhamos mais um passo em direcção à morte. O fim é apenas do corpo físico, pois a alma – a essência do que somos – esta existirá para sempre. Os séculos correrão, mas nós... nós sobreviveremos. Nessa longa estrada que é a vida, muito iremos aprender. Outros amores, parentes, lugares e situações irão enriquecer a nossa experiência. E muitos outros corpos servirão de instrumento para o nosso aprendizado. Por isso, nada de demasiado apego ao corpo. Ele é importantíssimo, mas é uma ferramenta de trabalho. Nele temos apenas um auxiliar para a nossa educação. Com a ajuda desse corpo, vivemos na Terra, construímos uma família e nos relacionamos com outros seres humanos. Ele é essencial para a vida em sociedade que burila o nosso Espírito. É que no contacto com as outras pessoas temos a oportunidade de exercitar paciência, tolerância, solidariedade e ética. Enfim, pôr em prática gestos e situações que são puras manifestações de amor. E não é esse o objectivo maior de nossa vida: descobrir, exercitar e vivenciar o amor?

Nada há a temer na morte quando a vida é plena em amor, quando os dias são perfumados pela bondade, quando a consciência é recta e o dever cumprido. Quem vive assim – de coração sossegado e plantando alegrias – aguarda que a vida cumpra seu ciclo natural. Para este, a hora da morte é serena. Abrirá os portais de um mundo novo, cheio de descobertas: a Casa do Pai Celeste.

Um homem de bem morre como alguém que descansa após um dia de trabalho bem feito. Não tem apego a nada, pois sabe que deve devolver a Deus tudo o que recebeu. A renovação é a regra geral da natureza. Quando a morte chega é a hora de devolver ao mundo o corpo frágil, que se misturará às águas e à Terra. Será consumido, alimentará micro-organismos. Outros seres viverão a partir dali. E o homem que usou aquele corpo estará longe: abrirá os braços para o infinito. Seus olhos contemplarão estrelas, luzes, cores e formas nunca sonhadas. Seguirá com o coração em festa. Pronto para novas experiências, disposto a aprender e a amar.

O poeta Rabindranath Tagore, Prêmio Nobel de Literatura, escreveu sobre a própria morte:

É hora de partir, meus irmãos, minhas irmãs.
Eu já devolvi as chaves de minha porta
E desisto de qualquer direito à minha casa.
Fomos vizinhos durante muito tempo
E recebi mais do que pude dar.
Agora vai raiando o dia

E a lâmpada que iluminava o meu canto escuro, apagou-se. 
Veio a intimação e estou pronto para a minha jornada.

Não perguntem o que levo comigo: 

Sigo de mãos vazias e coração confiante.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Anjo guardião

Pelos caminhos da vida, um amigo invisível nos acompanha: nosso anjo guardião. Designado por Deus para acompanhar nossos passos na longa jornada pela Terra, esse Espírito nos aconselha, auxilia e pacifica nos momentos de crise. Também em nossas vitórias, quando sorrimos felizes, ao nosso lado está o divino emissário, em silenciosa prece de gratidão a Deus. Devemos pensar nele como um irmão mais velho, um companheiro que nos dedica a amizade mais pura e desinteressada. Estar em contacto com esse bom companheiro é essencial. E podemos fazê-lo pela prece, em momentos de meditação.

Para escutá-lo, é preciso silenciar a mente, acalmar o tumulto interior. Afinal, quem consegue ouvir algo quando tudo em volta é ruído?

Assim, com a mente calma, ouviremos a voz do anjo amigo. Não será uma voz física, mas a voz interna, que ressoa apenas na alma. Os conselhos desse amigo celeste se farão ouvir pela intuição. É que Deus não quer que o anjo guardião faça o nosso trabalho maior, que é nos tornarmos pessoas melhores. A nossa tarefa de auto-aprimoramento é individual, intransferível. A figura do anjo guardião é um recurso que Deus utiliza para nos dar apoio. Mas a tarefa é nossa. E isso acontece para que cada um de nós tenha o mérito pelas boas obras e atitudes que pratica. É o nosso livre-arbítrio, nossa liberdade de escolher o bem, o belo e o amor.

Deus deseja a nossa felicidade. Ele nos dotou de força de vontade, inteligência e sensibilidade para que todos nós possamos progredir intelectual e moralmente. Se outra pessoa tomasse decisões por nós, qual seria o nosso mérito? Dessa forma, também não aprenderíamos as lições que a vida oferece.

O fogo da experiência nos engrandece: traz maturidade, compreensão, paciência. Na imensa escola que é o mundo, somos estudantes que têm deveres a cumprir, conteúdos a aprender. Nesta escola, há outros mais adiantados, que ajudam os que estão iniciando. Esses são os anjos guardiães ou Espíritos protectores.

Eles não nos substituem, nem tomam as rédeas de nossa vida. Eles sugerem, aconselham, consolam. E como fazem isso? Quando falamos com eles? Fazem isso por sugestão mental e pela intuição. Também nos aconselham quando estamos dormindo. Sim, nessa hora em que estamos libertos do corpo, entramos em contacto com o mundo espiritual. E nele vive nosso anjo guardião.

Por isso os Espíritos protectores são sempre mais adiantados. É que precisamos de sua sabedoria para nos orientar. São sábios, pois somente um sábio poderia respeitar o livre-arbítrio quando seu protegido faz enormes tolices e sofre por causa delas.

É esse Espírito protector que nos ouve nas horas calmas, quando aparentemente falamos para as paredes; quando lamentamos as oportunidades perdidas; quando admitimos a nossa imperfeição. Há coisas que falamos apenas para nós mesmos. Mas Deus as ouve. E determina ao Espírito amigo que também as escute. Nessas horas, quando a solidão nos alcança, a tristeza desaba sobre nossas cabeças e o desânimo se faz presente, o anjo de guarda nos abraça. Enlaça a nossa alma cansada, embala o nosso sono. Suas lágrimas regam nossa estrada, seus sorrisos iluminam nossos dias. Porque a missão dessa alma generosa é seguir connosco e nos amar.