RODA DA VIDA

Oramos pela vida e saúde dos homens de Paz no Mundo, Homens e Mulheres com missões dificílimas, de dação de esperança e de forte influencia contra a corrupção que assola o mundo e o mantém cativo na desgraça da injustiça. Louvemos estes inspirados irmãos e irmãs, desde os mais influentes, como Francisco Pai da Igreja Católica, Dalai Lama Pai dos Budistas, e tantos outros em suas respectivas importâncias, que movem o mundo com a força de suas Almas devotas, num mundo melhor para todos, mais justo, onde os indefesos não estejam à mercê de nenhum tirano, onde o único exercito ou militar à face da terra seja a serviço do Amor ao Próximo - Oremos diáriamente pela Mãe Terra, nosso planeta que tanto precisa de nossa atenção e nossas preces pelas causas ecologistas, sejamos a diferença que queremos ver no respeito pelo ambiente, elevemos o pensamento no sentido de todos mantermos a calma perante a ameaça da pandemia COVID-19 - Assim seja

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

"A realidade do trabalho espiritual"


Portanto, não espereis para começar o trabalho espiritual, o trabalho do pensamento, pois será graças a ele que encontrareis as melhores soluções para todos os problemas com que ireis deparar-vos. Não conteis com mais nada. Enquanto não puserdes este trabalho em primeiro lugar, só tereis decepções, não conhecereis nem a satisfação nem a plenitude.
Se interrogardes os cristãos, eles dir-vos-ão que contam com o Senhor, com a Providência.

Mas então por que é que eles estão sempre doentes, infelizes?
Por que é que o Bom Deus não vem curá-los e fazê-los felizes?

Simplesmente porque não pode; Ele não pode ajudá-los porque eles não plantaram nada, não semearam nada que desse às forças do Universo um motivo suficiente para agirem. Eles que lancem uma semente à terra e depois observem como a chuva e o sol vêm fazê-la crescer...

Sim, lançai uma semente à terra - simbolicamente falando - e todas as forças do Céu e da terra estarão convosco, podereis contar com elas para obter resultados. O trabalho do pensamento é a única coisa em que acredito; ele dá um sentido divino a todas as actividades da vossa vida, tornando-as benéficas para vós e para todas as criaturas do mundo.

Este trabalho é que vos irá ajudar, apoiar e proteger.

Regra geral, as actividades profissionais das pessoas só mexem com elas superficialmente; ir à fábrica ou ao escritório, trabalhar num laboratório, fazer política, tratar de doentes,.. está tudo muito bem, mas isso não pode despertar as forças que o Criador nelas depositou, a não ser que ao mesmo tempo, por intermédio do pensamento, elas façam um trabalho que toque as raízes do seu ser.

Aprendei a fazer este trabalho que dará resultados infinitos que ninguém poderá tirar-vos, pois é um trabalho que realizais em vós mesmos, lá onde ninguém tem acesso. Mesmo que tenhais uma profissão extremamente importante e interessante, começai também este trabalho interior, que dará um sentido a tudo o resto. Continuai com a vossa profissão, mas fazei este trabalho, pois ele é o único susceptível de vos melhorar profundamente e de dar gosto a todas as vossas actividades. Senão, pouco a pouco perdereis o gosto pelas coisas, e perder o gosto é a maior das infelicidades!

Por isso vos digo, com toda a franqueza, que para mim nada mais conta além deste trabalho, que podemos fazer todos os dias e graças ao qual acabaremos por remexer todo o Universo.

Vou dar-vos uma imagem.

Estais à beira-mar e divertis-vos agitando a água com um pauzinho: ao fim de uns instantes aparecem algumas palhinhas, depois umas rolhas e a seguir um pedacinho de papel que começam a girar em círculo. Vós continuais e alguns barquinhos também entram nesse movimento. Vós continuais... continuais... e pouco depois já arrastastes os grandes paquetes e por fim o mundo inteiro!

É apenas uma questão de continuação.

Interpretemos esta imagem.

O ser humano também está mergulhado num oceano, o oceano etérico, cósmico, mas não sabe que movimentos deve fazer para influenciar o seu meio e obter resultados. Pois bem, esses movimentos são justamente o trabalho de que eu estou a falar. Quando meditais, orais, comeis, vos lavais ou passeais, podeis aproveitar cada uma dessas actividades para vos tornardes mais puros, mais luminosos, mais inteligentes, mais fortes e mais saudáveis. Há tantas ocasiões em que podeis acrescentar, pela palavra e pelo pensamento, um elemento susceptível de vos trazer melhorias, a vós e a tudo o que vos rodeia!

Com o tempo, uma melhoria interior acaba sempre por produzir também melhorias exteriores. Portanto, é isto: o trabalho é que conta e, depois de ter descoberto o verdadeiro trabalho, o discípulo nunca mais pára.

Eu recordo-me de que, era eu ainda muito novo, o Mestre Peter Deunov tinha o hábito de me repetir estas três palavras:

«Rabota, rabota, rabota. Vrémé, vrémé, vrémé. Véra, véra, véra.»

Isto quer dizer: o trabalho, o trabalho, o trabalho; o tempo, o tempo, o tempo; a fé, a fé, a fé.

Ele nunca me explicou por que é que repetia estas três palavras, mas durante anos aquilo preocupou-me e eu compreendi que ele tinha condensado nelas toda uma filosofia, que é a seguinte: é necessário o trabalho, mas também a fé, para desencadear e continuar esse trabalho, e sobretudo o tempo. Sim, é preciso tempo!

Não deveis julgar que tudo vai realizar-se de repente. Agora sei o que é «vrémé»: os anos passaram e eu constato que «vrémé» é algo muito importante!

E o trabalho?!...

Quanto há ainda a dizer sobre esta palavra!

É claro que os humanos trabalham, fazem uns trabalhos para ganhar a vida, mas isso não é o trabalho mais importante. Eles semeiam, transpiram, cansam-se e julgam que trabalham porque têm uma ocupação para garantir o pão de cada dia. Não, eles ainda não começaram, pois o trabalho, tal como os Iniciados o compreendem, é a actividade de um ser livre, é uma actividade nobre, grandiosa. O trabalho espiritual subentende actividades de uma natureza particular.

Hoje eu fiz-vos entrever pelo menos três desses trabalhos, mas há muitos mais à vossa espera.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Últimas vontades

Você já se deu conta de que, de modo geral, costumamos doar nossos bens, somente após a morte?

Naturalmente, isso equivale a dizer que legamos nosso patrimônio a parentes próximos ou distantes, registrando em testamento as nossas vontades.

Estabelecemos divisões equitativas ou não, dispondo de bens móveis e imóveis, joias, títulos financeiros, cédulas e moedas, em favor dos que permanecem na carne.

Alguns de nós, mesmo nessas disposições últimas, impomos condições aos herdeiros a fim de que possam colocar as mãos no que lhes legamos.

Registramos desejos absurdos que retratam, em síntese, que mesmo partindo para a vida espiritual, pretendemos prosseguir a comandar vidas alheias, graças aos legados que lhes dizemos doar.

Por vezes, vamos ao ponto de determinar o que os herdeiros deverão fazer com os valores que lhes dispensamos.

Colocamos cláusulas testamentárias estabelecendo que certas porcentagens sejam direcionadas à prática da caridade, de forma direta ou através de instituições.

Nesse caso, convenhamos, se somos cristãos sabemos que é nosso dever atender o irmão sofredor, o quanto antes, e por nós mesmos pois que Jesus nos ensinou que mais importante do que dar é dar-se.

Igualmente temos consciência de que o bem só tem valor real quando parte do coração e ao coração se dirige.

O que quer dizer que distribuição do que quer que seja, por imposição, não trará jamais o selo do amor e da doação espontânea.

Temos a pensar ainda que, se durante os anos de nossa vida, não nos esmeramos em exemplificar a caridade, se não nos preocupamos em ensinar aos filhos, netos, sobrinhos, ou quem quer que seja, o verdadeiro sentido da caridade, como pretendermos que eles a pratiquem, sob dispositivo de cláusula testamentária?

Cumpre-nos revisar nossa postura perante a vida. Primeiro, iniciando a partilha do que excede em nossos armários, sejam roupas, calçados, alimentos, livros etc.

Segundo, educando aqueles por quem somos responsáveis, à meridiana luz do verdadeiro Cristianismo.

Tudo isso, enquanto é tempo, enquanto estamos a caminho, enquanto a lucidez nos comanda o raciocínio.

Repartir o pão do corpo e da alma, distribuir o de que disponhamos, em favor do nosso irmão, é medida que prescreve o Cristianismo, desde os versos primeiros da Boa Nova.

Você sabia?

Você sabia que os recursos amoedados devem sempre ser entendidos como meios e não como meta em nossas vidas?

E que na Terra, as coisas têm o valor que lhes damos? Entre outras, o dinheiro tem o peso exacto que lhe oferecemos.

Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Evangelho (Mc 4,1-20)

Outra vez, à beira-mar, Jesus começou a ensinar, e uma grande multidão se ajuntou ao seu redor. Por isso, entrou num barco e sentou-se, enquanto toda a multidão ficava em terra, à beira-mar. Ele se pôs a ensinar-lhes muitas coisas em parábolas. No seu ensinamento, dizia-lhes: «Escutai! O semeador saiu a semear. Ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e os passarinhos vieram e comeram. Outra parte caiu em terreno cheio de pedras, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, mas quando o sol saiu, a semente se queimou e secou, porque não tinha raízes. Outra parte caiu no meio dos espinhos; estes cresceram e a sufocaram, e por isso não deu fruto. E outras sementes caíram em terra boa; brotaram, cresceram e deram frutos: trinta, sessenta e até cem por um. E acrescentou: «Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!». 

Quando ficaram a sós, os que estavam com ele junto com os Doze faziam perguntas sobre as parábolas. Ele dizia-lhes: «A vós é confiado o mistério do Reino de Deus. Para aqueles que estão fora tudo é apresentado em parábolas, de modo que, por mais que olhem, não enxergam, por mais que escutem, não entendem, e não se convertem, nem são perdoados». 

Jesus então perguntou-lhes: «Não compreendeis esta parábola? Como então, compreendereis todas as outras parábolas? O semeador semeia a palavra. Os da beira do caminho onde é semeada a palavra são os que a ouvem, mas logo vem Satanás e arranca a palavra semeada neles. Os do terreno cheio de pedras são aqueles que, ao ouvirem a palavra, imediatamente a recebem com alegria, mas não têm raízes em si mesmos, são de momento; chegando tribulação ou perseguição por causa da palavra, desistem logo. Outros ainda são os que foram semeados entre os espinhos: são os que ouvem a palavra, mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e os outros desejos, a palavra é sufocada e fica sem fruto. E os que foram semeados em terra boa são os que ouvem a palavra e a acolhem, e produzem frutos: trinta, sessenta e cem por um».

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Evangelho (Mc 3,13-19)

Jesus subiu a montanha e chamou os que ele quis; e foram a ele. Ele constituiu então doze, para que ficassem com ele e para que os enviasse a anunciar a Boa Nova, com o poder de expulsar os demónios. Eram: Simão (a quem deu o nome de Pedro); Tiago, o filho de Zebedeu, e João, seu irmão(aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”); e ainda André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Evangelho (Mc 3,7-12):

Jesus, então, com seus discípulos, retirou-se em direcção ao lago, e uma grande multidão da Galileia o seguia. Também veio a ele muita gente da Judeia e de Jerusalém, da Iduméia e de além do Jordão, e até da região de Tiro e Sidônia, porque ouviram dizer quanta coisa ele fazia. Ele disse aos discípulos que providenciassem um barquinho para ele, a fim de que a multidão não o apertasse. Pois, como tivesse curado a muitos, aqueles que tinham doenças se atiravam sobre ele para tocá-lo. E os espíritos impuros, ao vê-lo, caíam a seus pés, gritando: «Tu és o Filho de Deus». Mas ele os repreendeu, proibindo que manifestassem quem ele era.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A família em primeiro lugar

O administrador Stephen Kanitz, colunista da revista Veja, escreveu em edição de fevereiro de 2002 mais ou menos o seguinte:

Há vinte anos presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida. Foi num almoço com um empresário respeitado e bem mais velho que eu. O encontro foi na própria empresa. Ele não tinha tempo para almoçar com a família em casa, nem com os amigos num restaurante. Os amigos tinham de ir até ele. Seus olhos estavam estranhos. Achei até que vi uma lágrima no olho esquerdo. “Bobagem minha”, pensei. Homens não choram, especialmente na frente dos outros.

Mas, durante a sobremesa, ele começou a chorar copiosamente. Fiquei imaginando o que eu poderia ter dito de errado. Supus que ele tivesse se lembrado dos impostos pagos no dia.

“Minha filha vai se casar amanhã”, disse sem jeito, “e só agora a ficha caiu. Percebo que mal a conheci. Conheço tudo sobre meu negócio, mal conheço minha própria filha. Dediquei todo o tempo à minha empresa e me esqueci de me dedicar à família.”

Voltei para casa arrasado. Por meses, me lembrava dessa cena e sonhava com ela. Prometi a mim mesmo e a minha esposa que nunca aceitaria seguir uma carreira assim. Colocar a família em primeiro lugar não é uma proposição tão aceita por aí. Normalmente, a grande discussão é como conciliar família e trabalho. Será que dá?

O cinema americano vive mostrando o cliché do executivo atarefado que não consegue chegar a tempo para a peça de teatro da filha ou ao campeonato infantil de seu filho. Ele se atrasou justamente porque tentou conciliar trabalho e família. Só que surgiu um imprevisto de última hora, e a cena termina com o pai contando uma mentira ou dando uma desculpa esfarrapada. e tivesse colocado a família em primeiro lugar, esse executivo teria chegado a tempo. Teria levado pessoalmente a criança ao evento. Teria dado a ela o suporte psicológico necessário nos momentos de angústia que antecedem um teatro ou um jogo.

A questão é justamente essa. Se você, como eu e a grande maioria das pessoas, tem de conciliar família com amigos, trabalho, carreira ou política, é imprescindível determinar quem você coloca em primeiro lugar. Colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projecção social.

Muitos de seus amigos poderão ficar ricos, mais famosos que você e um dia olhá-lo com desdém. Nessas horas, o consolo é lembrar um velho ditado que define bem por que priorizar a família vale a pena:

“Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar.”

Qual o verdadeiro sucesso de ter um filho drogado por falta de atenção, carinho e tempo para ouvi-lo no dia a dia? De que adianta ser um executivo bem-sucedido e depois chorar durante a sobremesa porque não conheceu sequer a própria filha?

O lar constitui o cantinho redentor das almas. Merece nosso investimento em recursos de afecto, compreensão e boa vontade, a fim de dilatar os laços da estima. Os que compõem o lar são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do Espírito encarnado. Assim, acima de todas as contingências de cada dia, compete-nos ser o cônjuge generoso e o melhor pai, o filho dedicado e o companheiro benevolente.


Afinal, na família consanguínea, temos o teste permanente de nossas relações com toda a Humanidade.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Evangelho (Mc 2,1-12):

Alguns dias depois, Jesus passou novamente por Cafarnaum, e espalhou-se a notícia de que ele estava em casa. Ajuntou-se tanta gente que já não havia mais lugar, nem mesmo à porta. E Jesus dirigia-lhes a palavra. 

Trouxeram-lhe um paralítico, carregado por quatro homens. Como não conseguiam apresentá-lo a ele, por causa da multidão, abriram o tecto, bem em cima do lugar onde ele estava e, pelo buraco, desceram a maca em que o paralítico estava deitado. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados são perdoados». 

Estavam ali sentados alguns escribas, que no seu coração pensavam: «Como pode ele falar deste modo? Está blasfemando. Só Deus pode perdoar pecados»! Pelo seu espírito, Jesus logo percebeu que eles assim pensavam e disse-lhes: «Por que pensais essas coisas no vosso coração? Que é mais fácil, dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados são perdoados’, ou: ‘Levanta-te, pega a tua maca e anda’? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados — disse ao paralítico — eu te digo: levanta-te, pega a tua maca, e vai para casa!» 

O paralítico se levantou e, à vista de todos, saiu carregando a maca. Todos ficaram admirados e louvavam a Deus dizendo: «Nunca vimos coisa igual!».

sábado, 6 de janeiro de 2018

Evangelho (Mc 1,6-11):

Ele proclamava: «Depois de mim vem aquele que é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de, abaixando-me, desatar a correia de suas sandálias. Eu vos batizei com água. Ele vos batizará com o Espírito Santo». Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galiléia e foi batizado por João, no rio Jordão. Logo que saiu da água, viu o céu rasgar-se e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. E do céu veio uma voz: «Tu és o meu Filho amado; em ti está meu pleno agrado».

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Evangelho (Jn 1,43-51)

No dia seguinte, ele decidiu partir para a Galileia e encontrou Filipe. Jesus disse a este: «Segue-me»! (Filipe era de Betsaida, a cidade de André e de Pedro). Filipe encontrou-se com Natanael e disse-lhe: «Encontramos Jesus, o filho de José, de Nazaré, aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, bem como os Profetas». Natanael perguntou:«De Nazaré pode sair algo de bom?» Filipe respondeu: «Vem e vê»! 

Jesus viu Natanael que vinha ao seu encontro e declarou a respeito dele: «Este é um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade»! Natanael disse-lhe: «De onde me conheces?» Jesus respondeu: «Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi». Natanael exclamou: «Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!» Jesus lhe respondeu: «Estás crendo só porque falei que te vi debaixo da figueira? Verás coisas maiores que estas”. E disse-lhe ainda: «Em verdade, em verdade, vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem!»


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Nosso verdadeiro lugar

Jesus era um educador de qualidades especiais. Ele não perdia oportunidade alguma para o ensino.Toda acção, palavra, feito que ocorresse onde Ele estivesse, era motivo de observações precisas. Como nosso Modelo e Guia, tinha plena consciência de que a vida é dada ao homem para o seu progresso. E todos os momentos na vida são oportunidades de crescimento.

Narra o Evangelista Lucas que, em dia de sábado, entrou Jesus na casa de um fariseu. O nome do fariseu não é mencionado, no entanto, o Mestre fora ali convidado à refeição.

Quando adentrou o local, foi observado pelos que lá se encontravam. Por Sua vez, observou Jesus que os convidados escolhiam os primeiros lugares, em quase atropelo. Todos desejavam ficar o mais próximo possível do anfitrião.

Recordemos que, ao tempo do Cristo, as refeições não eram realizadas em torno de uma mesa. Os convidados se acomodavam em poltronas, sofás que eram distribuídos pelo ambiente, em mais ou menos semicírculo. As refeições eram tomadas com o convidado meio reclinado, apoiando a cabeça sobre o braço esquerdo e servindo-se com a mão direita. Por isso, a grande disputa pelos lugares mais próximos ao dono da casa. Talvez porque desejassem ser vistos por ele, porque isso lhes constituiria um ponto a mais no relacionamento inter-pessoal, o que poderia ter valor para negociações de futuro. Talvez estivessem interessados em estar mais próximos para não perderem nenhuma das palavras que o anfitrião proferisse. Assim, poderiam participar do diálogo, tanto quanto teriam possibilidades de tudo avaliar. E, possivelmente, formular críticas mais tarde, sobre esse ou aquele ponto.

Relançando o olhar pela sala, Jesus tomou da palavra e propôs uma parábola, dizendo:

Quando fordes convidados para bodas, não tomeis o primeiro lugar, para que não suceda que, havendo entre os convidados uma pessoa mais considerada do que vós, aquele que vos haja convidado venha a dizer-vos:

Dai o vosso lugar a este.

E vos vejais constrangidos a ocupar, cheios de vergonha, o último lugar. Quando fordes convidados, ide colocar-vos no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos convidou chegar, vos diga:

Meu amigo, venha mais para cima. Isso será para vós um motivo de glória, diante de todos os que estiverem convosco à mesa.

Porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado.

As palavras de Jesus eram, primeiramente, uma lição de etiqueta. Porque ninguém que seja convidado para um banquete, deve ir se assentando onde bem queira. A etiqueta estabelece que se aguarde o direccionamento do mestre de cerimónias ou de quem às vezes lhe faça.

Era a exortação do Mestre, também, um ensino essencialmente voltado ao Espírito. Somente quem abriga em si a humildade, cresce de forma autêntica, progredindo. Não foi diversa a postura do Modelo e Guia da Humanidade que se credenciou como o servidor de todos. São Suas as palavras: Estou entre vós como aquele que serve.

Pensemos nisso: se o Senhor das estrelas, o Cristo, assim se posicionou, por que ainda nos magoamos tanto quando não recebemos as deferências dos homens?

Sirvamos sempre. Deus, que a tudo vê e tudo sabe, conhece exactamente o lugar onde precisamos estar.

Ele é a Justiça Suprema e nunca se engana.

Pensemos nisso e vivamos melhor, menos preocupados com o olhar dos homens. E mais atentos ao que o Senhor da Vida tem a ofertar a cada um de nós.

com base no cap. XIV, versículos 1, 7 a 11 do Evangelho de Lucas

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Evangelho (Jn 1,29-34)

No dia seguinte, João viu que Jesus vinha a seu encontro e disse: «Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo. É dele que eu falei: ‘Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia’! Eu também não o conhecia, mas vim baptizar com água para que ele fosse manifestado a Israel”. João ainda testemunhou: «Eu vi o Espírito descer do céu, como pomba, e permanecer sobre ele. Pois eu não o conhecia, mas aquele que me enviou disse-me: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, é ele quem baptiza com o Espírito Santo’. Eu vi, e por isso dou testemunho: ele é o Filho de Deus!».

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Evangelho (Jn 1,19-28):

Este é o testemunho de João, quando os judeus enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas para lhe perguntar: «Quem és tu?» Ele confessou e não negou; ele confessou: «Eu não sou o Cristo». Perguntaram: «Quem és, então? Tu és Elias?» Respondeu: «Não sou». — «Tu és o profeta?» — «Não», respondeu ele. Perguntaram-lhe: «Quem és, afinal? Precisamos dar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?» Ele declarou: «Eu sou a voz de quem grita no deserto: ‘Endireitai o caminho para o Senhor! ’», conforme disse o profeta Isaías.

Eles tinham sido enviados da parte dos fariseus, e perguntaram a João: «Por que, então, baptizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?» João lhes respondeu: «Eu baptizo com água. Mas entre vós está alguém que vós não conheceis: aquele que vem depois de mim, e do qual eu não sou digno de desatar as correias da sandália!». Isso aconteceu em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava baptizando.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

A mulher sol

Não a conheço. Jamais a vira antes e, possivelmente, nesta cidade onde transitam milhares de pessoas, todos os dias, jamais tornarei a vê-la.

Ela transitava pela calçada, no sentido contrário ao da minha caminhada. O que me chamou a atenção foram seus cabelos de prata que admirei.

Seriam tingidos pelos dedos do tempo ou por produtos químicos?

Ao passar por mim, o rosto dela se iluminou, num sorriso aberto, espontâneo. Seus lábios se abriram e disseram com uma agradável entonação: Bom dia!

Senti uma vibração de paz invadir-me. Uma aura de harmonia abraçar-me. E, naquele átimo de segundo em que nos cruzamos, enquanto lhe respondia ao cumprimento, pude lhe ver o rosto.

As rugas haviam iniciado a desenhar arabescos em linhas suaves, denunciando o passar dos anos. Os olhos claros brilhavam na manhã ensolarada.

Gravei-lhe a expressão na memória.

Nestes dias de tanto atropelo, tanta pressa, em que as pessoas parecem correr como se desejassem recuperar minutos que já se foram, deparar com um rosto tão tranquilo, realmente, é inusitado.

Também encontrar alguém que deseje Bom dia! Com vontade, com sincero desejo de que seja um dia muito bom.

Nada mecânico. Nada convencional.

Continuei meu caminho quase num enlevo, envolvido nas vibrações harmônicas jorradas daquela expressão fisionômica tão serena.

Fiquei pensando em quantas pessoas ela haveria de encontrar em seu dia e para quantas a sua presença, o seu olhar, o seu sorriso ou o seu cumprimento fariam a grande diferença.

Como fizera comigo, em rápido segundo.

A quantas ela ofereceria aquele cumprimento tão especial. E não pude deixar de indagar a mim mesmo:

Terá ela saído de casa com esse propósito de iluminar as horas das pessoas que encontrasse? Ou aquilo lhe seria, simplesmente, a maneira natural de ser em sua vida?


Quantos de nós temos essa capacidade de beneficiar alguém com nossa presença? Capacidade para iluminar o dia, alegrar as horas de quem caminha ao nosso lado ou de quem, simplesmente, passa por nós.

Quantos de nós temos esse condão de tornar o dia de alguém muito diferente, melhor?

Transformar brumas em sol, nuvens em claridade, problemas em soluções.

Somente pode fazer sol quem tem raios de luz dentro de si.

Somente pode irradiar serenidade quem alcançou a harmonia interior, quem suplantou a si próprio e administra muito bem as dificuldades que se apresentam.

Alcançar esse estágio deveria ser uma meta para nós. Destoarmos no mundo. Sermos irradiadores do bem, do belo, das coisas positivas e grandiosas.

Para isso, basta-nos a vontade, o querer. Por isso, enquanto o dia canta esperanças, enquanto as horas se renovam, iniciemos nossa campanha particular, individual.

A campanha de fazer sol nas alheias vidas.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Evangelho (Lc 2,22-35)

E quando se completaram os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, levaram o menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: «Todo primogénito do sexo masculino será consagrado ao Senhor”. Para tanto, deviam oferecer em sacrifício um par de rolas ou dois pombinhos, como está escrito na Lei do Senhor. 

Ora, em Jerusalém vivia um homem piedoso e justo, chamado Simeão, que esperava a consolação de Israel. O Espírito do Senhor estava com ele. Pelo próprio Espírito Santo, ele teve uma revelação divina de que não morreria sem ver o Ungido do Senhor. Movido pelo Espírito, foi ao templo. Quando os pais levaram o menino Jesus ao templo para cumprirem as disposições da Lei, Simeão tomou-o nos braços e louvou a Deus, dizendo: «Agora, Senhor, segundo a tua promessa, deixas teu servo ir em paz, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo». 

O pai e a mãe ficavam admirados com aquilo que diziam do menino. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe: «Este menino será causa de queda e de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição — e a ti, uma espada trespassará tua alma! — e assim serão revelados os pensamentos de muitos corações».

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Evangelho (Mt 2,13-18)


Depois que os magos se retiraram, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: «Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egipto! Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo». José levantou-se, de noite, com o menino e a mãe, e retirou-se para o Egipto; e lá ficou até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». 


Quando Herodes percebeu que os magos o tinham enganado, ficou furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, de acordo com o tempo indicado pelos magos. Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: «Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos e não quer ser consolada, pois não existem mais».

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Evangelho (Jn 20,2-8)

Maria Madalena saiu correndo e foi se encontrar com Simão Pedro e com o outro discípulo, aquele que Jesus mais amava. Disse-lhes: «Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram». Pedro e o outro discípulo saíram e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, e o outro discípulo correu mais depressa, chegando primeiro ao túmulo. Inclinando-se, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Simão Pedro, que vinha seguindo, chegou também e entrou no túmulo. Ele observou as faixas de linho no chão, e o pano que tinha coberto a cabeça de Jesus: este pano não estava com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. O outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também, viu e creu.


domingo, 24 de dezembro de 2017

A estrela do Natal

Naquela manhã, avó e neta carregavam diversos enfeites e diminutas lâmpadas coloridas. Chegara o esperado dia de enfeitar a árvore de Natal.

Aos poucos, o belo pinheiro foi se transformando: luzes cintilantes o iluminavam, bolas de cores variadas o adornavam e, no topo, uma estrela fulgurante arrematava a encantadora decoração.

Algumas horas depois, a árvore de Natal estava completamente enfeitada.

Vovó, eu gosto muito de decorar o pinheirinho de Natal com você! - Revelou a menina, aconchegando-se no colo da gentil senhora.

E eu gosto muito que você me ajude a fazer isso, minha filha, redarguiu a avó, sorrindo.

Mas você sabe, prosseguiu, é preciso também que enfeitemos o pinheirinho que todos temos dentro do coração.

Um pinheirinho dentro do coração? - Questionou a menina, sem compreender.

Sim, respondeu a avó. O Criador plantou no coração de cada um de nós um pinheirinho. É nossa responsabilidade enfeitá-lo, assim como enfeitamos a árvore que agora ilumina a nossa casa.

Mas, vovó, como podemos enfeitar o pinheirinho do coração?

Ora, minha filha, nós o enfeitamos com laços, bolas coloridas, luzes e até mesmo com uma estrela como esta, explicou a senhora, indicando a estrela que fora colocada, no topo da árvore, que ambas haviam enfeitado.

Mas como fazemos isso?

A avó abraçou a neta, correndo-lhe os dedos pelos cabelos, e respondeu:

Quando somos caridosos, quando perdoamos, quando amamos, criamos laços fraternos com aqueles que estão ao nosso redor.

São esses laços que enfeitam o pinheirinho que Deus plantou em nós.

Da mesma forma, a gentileza, o respeito, a humildade, a empatia, a generosidade, são as bolas coloridas com as quais enfeitamos a árvore do coração.

As luzes, prosseguiu a avó, são nossas orações. Todas as vezes que falamos com Deus, uma cintilante luz brilha em nosso interior, iluminando nosso caminho.

E a estrela, vovó? - Questionou a menina, olhos brilhantes, atenta à explicação.

A estrela é a fé. Fé que, quando cultivada, brilha no céu de nossas almas e transforma o choro e a tristeza em esperança.

E nos fortalece a vontade para continuar perseguindo nossos sonhos, até os vermos concretizados.

Abraçando a neta, a avó finalizou: Lembre que não há, minha filha, nenhuma estrela mais cintilante do que a fé e nenhuma luz mais brilhante que a oração.

*   *   *

A poetisa Cora Coralina escreveu certa vez: Enfeite a árvore de sua vida com guirlandas de gratidão.

Em sua lista de presentes, em cada caixinha embrulhe um pedacinho de amor, ternura, reconciliação, perdão!

No estoque do coração, a hora é agora!

Enfeite seu interior! Seja diferente! Seja reluzente!

*   *   *

Neste Natal, ofertemos para o desafeto, o perdão; para o oponente, a tolerância; para o próximo, o amor; para a criança, o exemplo; para o passado, a lição; para o presente, a oportunidade; para o futuro, a confiança; para nós mesmos, o nascimento de Jesus em nossos corações.

Feliz Natal para todos nós!

com base no poema Poesia de Natal, do livro Meu livro de cordel, de Cora Coralina, ed. Global.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A mãe de Jesus

Ela crescera, tendo o Espírito alimentado pelas profecias de Israel.

Desde a meninice, quando acompanhava a mãe à fonte de água, para apanhar o líquido precioso, ouvia os comentários.

Entre as mulheres, sempre que se falava a respeito, perguntavam-se umas às outras, qual seria o momento e quem seria a felizarda, a mãe do aguardado Messias.

Nas noites povoadas de sonhos, era visitada por mensageiros que lhe falavam de que fazeres que ela guardava na intimidade d’alma.

Então, naquela madrugada, quase manhã do princípio da primavera, em Nazaré, uma voz a chamou: Miriam. Seu nome egípcio-hebraico, significa querida de Deus.

Ela despertou. Que estranha claridade era aquela em seu quarto? Não provinha da porta. Não era o sol, ainda envolto, àquela hora, no manto da noite quieta.

De quem era aquela silhueta? Que homem era aquele que ousava adentrar seu quarto?

Sou Gabriel, identifica-se, um dos mensageiros de Yaweh. Venho confirmar-te o que teu coração aguarda, de há muito.

Teu seio abrigará a glória de Israel. Conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo e o Seu reino não terá fim.

Maria escuta. As palavras lhe chegam, repassadas de ternura e, pela sua mente transitam os dizeres proféticos.

Sente-se tão pequena para tão grande mister. Ser a mãe do Senhor. Ela balbucia: Eis aqui a escrava do Senhor. Cumpra-se em mim segundo a tua palavra.

O mensageiro se vai e ela aguarda. O Evangelista Lucas lhe registaria, anos mais tarde, o Cântico de glória, denominado Magnificat:

A minha alma glorifica o Senhor! E o meu Espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador!

Porque, volvendo o olhar à baixeza da Terra, para a minha baixeza e humildade atentou.

E eis, pois, que, desde agora, e por todos os tempos, todas as gerações me chamarão bem-aventurada!

Porque me fez grandes coisas o Poderoso e santo é o Seu nome!

E a Sua misericórdia se estende de geração em geração, sobre os que O temem. Com Seu braço valoroso, destruiu os soberbos, no pensamento de Seus corações.

Depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos.

Cumpriu a palavra que deu a Abraão, recordando-se da promessa da Sua misericórdia!

Ela gerou um corpo para o ser mais perfeito que a Terra já recebeu. Seus seios O alimentaram nos meses primeiros. Banhou-O, agasalhou-O, segurou-O fortemente contra o peito mais de uma vez. E mais de uma vez, deverá ter pensado:

Filho meu, ouve meu coração batendo junto ao Teu. Dia chegará em que não te poderei furtar à sanha dos homens. Por ora, Amado meu, deixa-me guardar-te e proteger-te.


Ela lhe acompanhou o crescimento. Viu-O iniciar o Seu período de aprendizado com o Pai, que lhe ensinou os versículos iniciais da Torá, conforme as prescrições judaicas, embora guardasse a certeza de que o menino já sabia de tudo aquilo.

Na sinagoga, O viu destacar-se entre os outros meninos, e assombrar os doutores. O seu Jesus, seu filho, seu Senhor. Angustiou-se mais de uma vez, enquanto O contemplava a dormir. Que seria feito d´Ele?

Maria, mãe de Jesus. Mãe de todos nós. Mãe da Humanidade. Agradecemos-Te a dádiva que nos ofertaste e, ao ensejo do Natal, Te dizemos: Obrigado, mãe.

com base no cap. A mãe de Jesus, do livro Personagens da Boa Nova, de Maria Helena Marcon, ed. FEP.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Servo de todos

O mergulho de Jesus nos fluidos grosseiros do orbe terráqueo, é a história da redenção da própria humanidade, que sai das furnas do “eu”, para os altos píncaros da liberdade.

Vivendo os reinados de Augusto e Tibério, cujas vidas assinalaram com vigor inusitado a história, o Seu berço e o Seu túmulo marcaram indelevelmente os tempos.

Aceitando como berço o reduto humílimo de uma estrebaria, no momento significativo de um censo, elaborou, desde o primeiro momento, a profunda lição da humildade para inaugurar um reinado diferente entre as criaturas.

E não se afastou, jamais, da diretriz inicial assumida: a de servo de todos.

Jesus concedeu ao verbo servir um significado todo diferente        .

Como o maior de todos pôde fazer tal afirmativa? – Questionam os apressados.

Servo de todos? Colocar-se como um subalterno, uma pessoa menor, que apenas serve?

Ora, os grandes do mundo sempre foram servidos, e jamais servos de alguém!

E tal compreensão ainda é actual, infelizmente, no orbe terrestre: a de que aqueles que têm mais, intelectualmente, financeiramente, precisam ser servidos, e não servir.

Talvez, se compreendêssemos melhor a proposta milenar do Cristo, veríamos que estamos no caminho oposto à felicidade, quando assim pensamos.

É muito lógico pensar que, quem tem mais, pode e precisa dar mais; que aqueles que têm maiores condições na esfera da inteligência, devem colocá-la a serviço dos menos capacitados.

Essa é uma das propostas do Cristo, não só em Seu verbo, mas enraizada em Suas ações.

O Ser mais perfeito que esteve na face da Terra, esse Espírito que já alcançou os patamares evolutivos que todos almejamos, veio à Terra para servir!

Os grandes servem! Eis a lição clara, que precisa tomar espaço em nosso íntimo.

Não há humilhação alguma em servir, em ser servo! São os preconceitos da alma humana que criaram esta impressão falsa.

Assim, se queremos ser grandes, se desejamos construir uma felicidade madura, real, o caminho de servir é fundamentalmente seguro e necessário.

*   *   *

Quando se aproxima mais uma celebração do nascimento de Jesus na Terra, e temos ensejo de fazer balanços e avaliações em nosso viver, recordemos da lição do servir.

Estamos servindo à nossa família como poderíamos? Estamos servindo à sociedade de forma suficiente? Estamos servindo ao bem, de acordo com o potencial que temos?

Quem conhece as lições do Cristo, e Sua grandiosidade no que diz respeito ao poder de transformação do Espírito humano, já tem muito para dar, e pode ser servidor poderoso.

Servimos, toda vez que estendemos a mão a quem precisa.

Servimos, sempre que contribuímos para o sorriso dos outros, ao invés de provocar o choro amargo.

Servimos, toda vez que cumprimos com os deveres de pai, de mãe, de filho.

Servimos, sempre que escolhemos o bem, o entendimento, a conciliação, nas disputas inter-relacionais ao nosso redor.

Seja servo de todos e seja mais feliz.

com base no cap. Boas novas, do livro Primícias do Reino, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

orar quando?

Quantas vezes deste conta nas coisas para ti sagradas, antes de orar tentas purificar-te, limpar-te de tuas faltas, para que te sintas o mais possível apresentável.

Para orar e talvez para muitos outros momentos, isso de pouco valerá, a não ser para reforço das tuas próprias ilusões ou dissimulações veladas.

Já pensaste, que quando oras a Deus, a qualquer tipo de entidade por ti cultuada, adorada, representa um Ser Superior que tudo vê, de ti e  tua vida. Em verdade Vê de ti o que ainda nem tu conseguiste enxergar de ti próprio. 

Então achas que consegues esconder de Deus as tuas faltas no momento de orar? - Que O podes "enganar" apresentando-te muito submisso e cordeirinho?

Diria que não, que essa postura só serve mesmo para enganares a ti próprio.

Diria mais; que são as tuas faltas, dificuldades em te melhorares, que precisamente deves colocar aos pés do teu Deus como oração sincera. De um coração que sofre muito e pede ajuda para melhorar aquelas facetas de si próprio e as  reconhece perante Deus e que necessita aprimorar à Sua Luz.

O convite é trazer à superfície da tua devoção todos os elementos de ti próprio que desejas transmutar com a ajuda Divina, em qualidades que te promovam perante ti próprio e assim cumpras os sagrados desígnios Divinos.

Assim Seja