RODA DA VIDA

Oramos pela vida e saúde dos homens de Paz no Mundo, Homens e Mulheres com missões dificílimas, de dação de esperança e de forte influencia contra a corrupção que assola o mundo e o mantém cativo na desgraça da injustiça. Louvemos estes inspirados irmãos e irmãs, desde os mais influentes, como Francisco Pai da Igreja Católica, Dalai Lama Pai dos Budistas, e tantos outros em suas respectivas importâncias, que movem o mundo com a força de suas Almas devotas, num mundo melhor para todos, mais justo, onde os indefesos não estejam à mercê de nenhum tirano, onde o único exercito ou militar à face da terra seja a serviço do Amor ao Próximo - Oremos diáriamente pela Mãe Terra, nosso planeta que tanto precisa de nossa atenção e nossas preces pelas causas ecologistas, sejamos a diferença que queremos ver no respeito pelo ambiente, elevemos o pensamento no sentido de todos mantermos a calma perante a ameaça da pandemia COVID-19 - Assim seja

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Mensagem de Paz

Na aplicação de qualquer receita destinada à composição da felicidade. Não te esqueças do aviso de que a felicidade nasce de ti mesmo.

Não aguardes do mundo a segurança que tão somente poderá ser construída por ti mesmo. Dentro de ti.

Nunca menosprezes o trabalho que a vida te confiou. A tarefa que desempenhas hoje é a base de teu apoio futuro.

Aceita-te como és e com aquilo de que disponhas para realizar o melhor que possas. Observa sempre que não existe criatura alguma destituída de valor e da qual não venhas a necessitar algum dia.

Quanto possível, conserva a luz da virtude que te norteia a elevação. Mas não permitas que a tua virtude viva sem escadas para descer ao encontro daqueles que se debatem sob a ventania da adversidade a te pedirem socorro e compreensão.

Se fiel ao campo da verdade que abraças. Sem desconsiderar a parte da verdade em que os outros se encontram.

Usa a paciência nas pequenas dificuldades para que não te falte serenidade nas grandes crises que todos somos levados a facear nas trilhas do tempo.

Não te apegues aos anseios da juventude. Nem te acomodes com o cansaço de muitos que ainda não aprenderam a viver com a criatividade da madureza.

Recorda que até hoje ninguém descobriu o ponto de interacção onde termina a fadiga e começa a ociosidade.

Em qualquer tempo exercita a fortaleza espiritual para que as tuas energias não se dissolvam, de inesperado. Quando as calamidades da experiência humana se façam inevitáveis.

Resigna-te a transitar no mundo, entre os que se te revelem na condição de opositores naturais aos teus pontos de vista. 
Mas não formes inimigos nem cultives ressentimentos. 

Não abuses e nem brinques com os sentimentos alheios. Guarda a tua paz, ainda mesmo nas grandes lutas.

Não creias em pessimismo e derrota, solidão e abandono, porque se amas conforme determinam as Leis do Universo. 
Descobrirás a beleza e a alegria em qualquer circunstância e em qualquer parte da Terra.

E jamais desesperes, porquanto sejas quem sejas e estejas onde estiveres. Ninguém te pode furtar o privilégio da imortalidade e nem te arredar do Esquema de Deus

Emanuel 
Com um abraço de muita paz

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Pai, que estais no céu...

Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando tua porta, ora a teu pai que está em secreto; e teu pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.
Portanto, orarás assim: Pai nosso, que estais no céu...

*   *   *

A Torá, livro sagrado da fé judaica, nomeia Deus por meio de títulos como El shaddai, que significa Deus todo poderoso, ou Elohim, que indica o poder de Deus enquanto Criador.

Os Evangelistas relatam que, na época do Cristo, escribas e fariseus referiam-se a Deus de forma muito cerimoniosa, utilizando-se de palavras como Senhor ou Eterno.

Jesus, entretanto, foi o primeiro a referir-se a Deus como Abba, palavra utilizada de modo informal pelos judeus a fim de se dirigirem a seus próprios pais de maneira carinhosa.

Ao chamar Deus de Pai, o mestre instituiu uma importante mudança teológica, apresentando-nos a um Pai celestial do qual todos somos filhos.

Porém, o que significa chamarmos Deus de Pai?

*    *   *

Antes do sol raiar, Yu Xukang desperta seu filho, Xiao, que é deficiente físico e não pode caminhar.

Por morarem em uma cidade rural no sudoeste chinês, não há ónibus escolar e nem transporte público adequado às necessidades especiais do menino de nove anos.

Dessa forma, Yu caminha pouco mais de trinta quilómetros diariamente com o filho amarrado às costas, a fim de levá-lo à escola.

O pai se recusa a desistir, mesmo que suas costas estejam doridas e já tenham se tornado curvadas por conta do esforço diário.

Eu sinto imenso orgulho do meu filho. Ele é um dos melhores alunos da classe e não irei desistir, afirma o pai, que sonha ver o filho entrando para a universidade.

*    *   *

Chamar Deus de Pai revela a grande intimidade e a profunda relação de amor que há entre Criador e criatura.

Chamando-o de Pai, estendemos uma forte ligação de confiança com Ele, tal qual uma criança que, dirigindo-se ao seu progenitor, confia, sente-se amada, amparada, segura.

Ao chamá-lo de Pai, transbordamos de Sua misericórdia, que a todos nos perdoa. Também nos deparamos com Sua perfeita pedagogia, que nos ensina com infinita justiça.

Justiça que não nos abandona em nossas faltas, mas, antes, permite repararmos o mal que cometemos, os corações que magoamos, o auxílio que não distendemos, o perdão que não oferecemos.

Ao invocarmos o Pai celestial, a Ele confiamos todas as nossas tribulações: das mais triviais e quotidianas, como o alimento, a saúde, o trabalho, até as mais elevadas, como a reforma íntima, a evolução pessoal, o progresso daqueles que marchamos em direcção à angelitude.

E Deus, Pai verdadeiro que é, em tudo nos atende: para nossas mazelas morais, nos oferece a oportunidade de progresso; para nossas lágrimas, permite brote o sorriso e em nossas angústias, Ele nos revela a paz.

Silenciemos e o escutemos, fechemos os olhos e O sintamos: Pai que conhece a todos os homens e a cada um de nós em particular.

Pai que conduz nossos passos, Pai que nos ama infinitamente, conforta-nos, dá-nos esperança e nos aguarda de braços abertos.

Pai nosso, que estais no céu...

com base em dados biográficos de Yu Xukang.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Evangelho (Mt 20,17-28)

Subindo para Jerusalém, Jesus chamou os doze discípulos de lado e, pelo caminho, disse-lhes: «Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, açoitá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia, ressuscitará». 

A mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, aproximou-se de Jesus e prostrou-se para lhe fazer um pedido. Ele perguntou: «Que queres» Ela respondeu: «Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda». Jesus disse: «Não sabeis o que estais pedindo. Podeis beber o cálice que eu vou beber?» Eles responderam: «Podemos». «Sim», declarou Jesus, «do meu cálice bebereis, mas o sentar-se à minha direita e à minha esquerda não depende de mim. É para aqueles a quem meu Pai o preparou». 

Quando os outros dez ouviram isso, ficaram zangados com os dois irmãos. Jesus, porém, chamou-os e disse: «Sabeis que os chefes das nações as dominam e os grandes fazem sentir seu poder. Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós, seja vosso escravo. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos».

segunda-feira, 18 de março de 2019

Evangelho (Lc 6,36-38)

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: «Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros, servirá também para vós».

quinta-feira, 14 de março de 2019

A Mão de Deus

Conta-se que o conquistador mongol Genghis-Khan tinha como animal de estimação um falcão. Com ele saía a caçar. Era seu amigo inseparável.

Certo dia, em uma das suas jornadas, com o falcão como companhia, sentiu muita sede. Aproximou-se de um rochedo de onde um filete de água límpida brotava.

Tomou da sua taça, encheu até a borda e a levou aos lábios. No mesmo instante, o falcão se jogou contra a taça e o líquido precioso caiu ao chão.

Genghis-Khan ficou muito irritado. Apanhou o recipiente e o tornou a encher. De novo, antes que ele pudesse beber uma gota sequer, o falcão investiu contra sua mão, fazendo com que a taça caísse e se perdesse a água.

Dessa vez, o impiedoso conquistador olhou para a ave e gritou:

Vou tornar a encher a taça. Se você a derrubar outra vez, impedindo que eu beba, perderá a vida.

Na mão direita segurando a espada mongol, com a esquerda ele tornou a colocar a taça debaixo do filete de água e a encheu.

No exacto momento que a levava aos lábios, o falcão voou rápido e a derrubou.

Ágil como ele só, Genghis-Khan utilizou a espada e em pleno ar, decepou a cabeça do falcão, que lhe caiu morto aos pés.

Ainda com raiva, ele chutou longe o corpo do animal.

E porque a taça se tivesse quebrado na terceira queda, ele subiu pelas pedras para beber do ponto mais alto do rochedo, no que imaginou fosse a nascente da fonte.

Para sua surpresa, descobriu presa entre as pedras, bem no meio da nascente, uma enorme cobra venenosa. O animal estava morto há tempo, com certeza, porque mostrava sinais de decomposição. O cheiro era insuportável.

Nesse instante, e somente então, o grande conquistador se deu conta de que o que o falcão fizera, por três vezes, fora lhe salvar a vida, pois se bebesse daquela água contaminada, poderia adoecer e morrer.

Tardiamente, lamentou o gesto impensado que o levara a matar o animal, seu amigo.


Assim, muitas vezes, somos nós. A Providência Divina estabelece formas de auxílio para nós e não as entendemos. Pelo contrário, nos rebelamos.

Por vezes, a presença de Deus em nossas vidas se faz através dos sábios conselhos de amigos. Contudo, quando eles vêm nos falar de como seria mais prudente agirmos nessa ou naquela circunstância, nos irritamos. E podemos chegar a romper velhas amizades.

De outras vezes, Deus estabelece que algo que desejamos intensamente, não se concretize. Algo que almejamos: um concurso, uma viagem, um prêmio, uma festa, um determinado emprego. É o suficiente para que gritemos contra o Pai, nos dizendo abandonados, esquecidos do Seu apoio.

Raras vezes paramos para pensar e analisar sobre o que nos está acontecendo. Quase nunca nos perguntamos: Será a mão de Deus agindo, para dizer que este não é o melhor caminho para mim?

Nada ocorre ao acaso. Tudo tem uma razão de ser.

Estejamos atentos. Busquemos entender as pequenas mensagens que Deus nos envia, de forma constante.

E não nos irritemos. Não nos alteremos. Agradeçamos. A Mão de Deus está agindo em nosso favor, em todos os momentos, todos os dias.

com base no texto O rei e o falcão, adaptação de James Baldwin,de O livro das virtudes, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Evangelho (Mc 7,31-37)

Jesus deixou de novo a região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galiléia, atravessando a região da Decápole. Trouxeram-lhe, então, um homem que era surdo e mal podia falar, e pediram que impusesse as mãos sobre ele. Levando-o à parte, longe da multidão, Jesus pôs os dedos nos seus ouvidos, cuspiu, e com a saliva tocou-lhe a língua. Olhando para o céu, suspirou e disse: «Efatá!» —que quer dizer: «Abre-te». 
Imediatamente, os ouvidos do homem se abriram, sua língua soltou-se e ele começou a falar correctamente. Jesus recomendou, com insistência, que não contassem o ocorrido para ninguém. Contudo, quanto mais ele insistia, mais eles o anunciavam. Cheios de grande admiração, diziam: «Tudo ele tem feito bem. Faz os surdos ouvirem e os mudos falarem».

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Prece ao amanhecer

Hoje eu acordei muito cedo e senti uma vontade enorme de conversar com Jesus. Pedi a Ele que ajudasse todos os meus familiares e amigos.
Mas também me lembrei de ti.

Pensei que talvez ainda estivesses dormindo, por isso pedi a Jesus que abençoasse o teu sono a fim de que acordasses disposto para um dia de boas realizações.

Pedi fortemente a Ele que tocasse o teu coração para que não esquecesses de amar a ti mesmo.

Supliquei também que cada pessoa que cruzar o teu caminho no dia de hoje possa levar um pouquinho do teu amor.

Pedi a Jesus que colocasse paz em tua mente para que teus pensamentos fossem claros e serenos, e assim pudesses tomar as melhores decisões e escolher os melhores caminhos neste dia.

Pedi ardentemente ao Mestre que enxugasse tuas lágrimas se porventura a dor te visitasse, e que essas lágrimas lavassem teu peito da amargura e do desencanto.

Roguei a Jesus que, quando tu estivesses a ler este texto, as forças divinas pudessem plantar novas ideias em tua mente.

Pedi a Jesus alegria quando estivesses triste.

Pedi a Ele forças quando te sentisses fraco e sem vontade de lutar.

Pedi a Ele humildade quando estivesses orgulhoso.

E, finalmente, supliquei a Ele que tu te lembrasse da morte quando estivesses desperdiçando a vida.

Ao terminar a oração, banhado em lágrimas de emoção, Jesus disse que meus pedidos seriam atendidos, por isso sei que tu terás um lindo dia.

Assim seja

José Carlos De Lucca

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Evangelho (Mc 5,21-43):

Jesus passou novamente para a outra margem, e uma grande multidão se ajuntou ao seu redor. Ele estava à beira-mar. Veio então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, caiu-lhe aos pés e suplicava-lhe insistentemente: «Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe as mãos sobre ela para que fique curada e viva!». Jesus foi com ele. Uma grande multidão o acompanhava e o apertava de todos os lados. 

Estava aí uma mulher que havia doze anos sofria de hemorragias e tinha padecido muito nas mãos de muitos médicos; tinha gastado tudo o que possuía e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se, na multidão, por detrás e tocou-lhe no manto. Ela dizia: «Se eu conseguir tocar na roupa dele ficarei curada». Imediatamente a hemorragia estancou, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele e, voltando-se para a multidão, perguntou: «Quem tocou na minha roupa»? Os discípulos disseram: «Tu vês a multidão que te aperta, e ainda perguntas: ‘Quem me tocou? ’». Ele olhava ao redor para ver quem o havia tocado. A mulher, tremendo de medo ao saber o que lhe havia acontecido, veio, caiu-lhe aos pés e contou toda a verdade. Jesus então disse à mulher: «Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e fica livre da tua doença». 

Enquanto ainda estava falando, chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga dizendo: «Tua filha morreu. Por que ainda incomodas o mestre?». Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: «Não tenhas medo, somente crê». Ele não permitiu que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a agitação, pois choravam e lamuriavam muito. Entrando na casa, ele perguntou: «Por que essa agitação, por que chorais? A menina não morreu, ela dorme». E começaram a zombar dele. Afastando a multidão, levou consigo o pai e a mãe da menina e os discípulos que o acompanhavam. Entrou no lugar onde estava a menina. Pegou a menina pela mão e disse-lhe: «Talitá cum!(que quer dizer: «Menina, eu te digo, levanta-te»). A menina logo se levantou e começou a andar — já tinha doze anos de idade. Ficaram extasiados de tanta admiração. Jesus recomendou com insistência que ninguém soubesse do caso e falou para que dessem de comer à menina.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

A importância da infância

Qual a utilidade da infância para o Espírito que retorna à Terra através da reencarnação?
Por que, como seres humanos, temos uma infância tão longa, comparada a todos os animais irracionais?

A resposta a estas perguntas tem nuances muito interessantes e importantes para nossa vida. Primeiramente precisamos compreender que esse ser pequenino, que os progenitores conduzem em seus braços carinhosos, não passa de milenário viajor da evolução para o Criador.

Sim, exactamente: um Espírito imortal que volta ao orbe terrestre com objectivos muito claros, envolvendo a autossuperação, a reestruturação do carácter moral e abrilhantamento intelectual. Este ser passa sempre por um processo de esquecimento do passado, recebendo a nova existência como uma nova oportunidade. É um verdadeiro começar de novo.

Renasce desprotegido, totalmente dependente, inspirando cuidados e amor a todos que estão ao seu redor. Para não lhe impor uma severidade muito grande, Deus lhe dá todo o toque da inocência. Essa inocência não é uma superioridade real sobre o que era antes. Não, é a imagem do que deveria ser. E a bondade e beleza dos desígnios divinos não param por aí, pois não é apenas por esse ser que o Criador lhe dá esse aspecto. É também e, principalmente, por seus pais, cujo amor é necessário para sua fragilidade.

Esse amor seria notoriamente enfraquecido frente a um carácter impertinente e rude, ao passo que, ao acreditar que seus filhos são bons e dóceis, os pais lhes dão toda afeição e os rodeiam com os mais atenciosos cuidados. Ainda há uma segunda razão, uma segunda utilidade para o período conhecido como infância.

O Espírito, encarnado para se aperfeiçoar, é mais acessível, durante esse tempo, às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento. A criança é verdadeira esponja a sorver tudo o que acontece à sua volta. Através dos exemplos que recebe, molda sua nova personalidade com características saudáveis ou não. O que virem como usual no comportamento dos progenitores e tutores, tomarão para si com facilidade muito grande. Imitarão o palavreado, os gestos e as atitudes frente a esta ou aquela situação.

É desta forma que aqueles que estão encarregados de sua educação desempenham um papel fundamental. Assim, eis a séria advertência do Espiritismo aos pais e educadores:

Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus, que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se.Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios, e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas.

Façam como o bom jardineiro, que corta os brotos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore.

Redação do Momento Espírita, com base nos itens 383 e 385 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB; no cap. XIV, item 9, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Evangelho (Mc 1,40-45)

Um leproso aproximou-se de Jesus e, de joelhos, suplicava-lhe: «Se queres, tens o poder de purificar-me!». Jesus encheu-se de compaixão, e estendendo a mão sobre ele, o tocou, dizendo: «Eu quero, fica purificado». Imediatamente a lepra desapareceu, e ele ficou purificado. Jesus, com severidade, despediu-o e recomendou-lhe: «Não contes nada a ninguém! Mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta, por tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés. Isso lhes servirá de testemunho”. 

Ele, porém, assim que partiu, começou a proclamar e a divulgar muito este acontecimento, de modo que Jesus já não podia entrar, publicamente, na cidade. Ele ficava fora, em lugares desertos, mas de toda parte vinham a ele».

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

1ª Leitura (1Jo 4,11-18)

Caríssimos: Se Deus nos amou tanto, também nós devemos amar-nos uns aos outros. A Deus ninguém jamais O viu. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e em nós o seu amor é perfeito. Nisto conhecemos que estamos n’Ele e Ele em nós: porque nos deu o seu Espírito. E nós vimos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus. Nós conhecemos o amor de Deus por nós e acreditamos no seu amor.

Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. Nisto se realiza a perfeição do amor de Deus em nós, porque somos neste mundo como é Jesus e assim temos plena confiança no dia do juízo. No amor não há temor; o amor que é perfeito expulsa o temor, porque o temor supõe um castigo. Quem teme não é perfeito no amor.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Evangelho (Mt 4,12-17.23-25)

 Quando soube que João tinha sido preso, Jesus retirou-se para a Galileia. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, às margens do mar da Galiléia, no território de Zabulon e de Neftali, para cumprir-se o que foi dito pelo profeta Isaías: «Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região além do Jordão, Galiléia, entregue às nações pagãs! O povo que ficava nas trevas viu uma grande luz, para os habitantes da região sombria da morte uma luz surgiu».

Daí em diante, Jesus começou a anunciar: «Convertei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo». Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, anunciando a Boa Nova do Reino e curando toda espécie de doença e enfermidade do povo. Sua fama também se espalhou por toda a Síria. Levaram-lhe todos os doentes, sofrendo de diversas enfermidades e tormentos: possessos, epilépticos e paralíticos. E ele os curava. Grandes multidões o acompanhavam, vindas da Galiléia, da Decápole, de Jerusalém, da Judéia e da região do outro lado do Jordão».

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

1ª Leitura (1Jo 2,22-28)

Caríssimos: Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é que é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Quem nega o Filho também não reconhece o Pai. Quem confessa o Filho reconhece também o Pai. Portanto, permaneça em vós a doutrina que ouvistes desde o princípio. Se permanecer em vós a doutrina que ouvistes desde o princípio, também vós permanecereis no Filho e no Pai. E a promessa que o Filho nos fez é a vida eterna.
Era isto o que eu tinha a escrever-vos acerca dos que tentam enganar-vos. Para vós, porém, a unção que recebestes de Cristo permanece em vós e não precisais que alguém vos ensine. Uma vez que a unção de Cristo vos instrui sobre todas as coisas e é verdadeira e não mente, permanecei n’Ele, conforme ela vos ensinou. E agora, meus filhos, permanecei em Cristo, para que possamos ter plena confiança quando Ele Se manifestar e não sejamos confundidos por Ele na sua vinda.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

E já é ano novo, outra vez

Quando chega, é sempre pleno de esperanças. Espera-se o Ano Novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas de vida, propósitos renovados para tantas coisas...

É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para o Novo Ano.

Mesmo sabendo que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos, é interessante essa movimentação individual, toda vez que o novo período convencional de um ano reinicia.

Mas, falando de lista de bons propósitos, já se deu conta que, quase sempre, esquecemos o que listamos?

Alguns até esquecemos onde guardamos a tal lista, o que  atesta da  pouca disposição em perseguir os itens elencados.

Ano Novo deve ter um significado especial.

Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renovação.

Renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas do trabalho profissional.

Importar-se mais com os filhos, lembrando-se de não somente indagar se já fizeram a lição, mas participar, olhando, lendo as observações feitas pelos professores nos cadernos, interessando-se pelos conteúdos disciplinares.

Sair mais com as crianças, não somente para passeios como a praia, a viagem de férias.

Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma saída para deliciar-se com um sorvete.

Outros, para só ficar olhando a carinha lambuzada de chocolate, literalmente afundando-se na taça de sorvete.

Outros, mais longos, para acompanhar o passo vacilante de quem está aprendendo a andar.

Uma tarde para um papo com os que já estão preparando a mochila para se retirar do cenário desta vida, quem sabe, nos próximos meses?

Isto é viver Ano Novo. Sair com amigos, abraçar amigos, sorrir pelo simples prazer de sorrir.

Trocar e-mails afectuoso, não somente os corriqueiros que envolvam decisões e finanças. Usar o telefone para dar um Olá, desejar Boa viagem, Feliz aniversário!

Bom, você também pode fazer propósitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condição de vida ou simplesmente adequar seu peso.

Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, fazer uma visita ao dentista.

E é claro, um bom check-up. Porque cuidar da saúde é essencial.

Bom mesmo é não esquecer de formular propósitos para sua alma.

Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, devotar-se a um trabalho voluntário, servir a alguém com alegria e bom ânimo.

Com certeza, cada um terá outros muitos itens a serem acrescentados à lista.

Até mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho-lar-escola.

Ou coisas mais complicadas, como se dispor a pensar um pouco no outro e não exclusivamente em si, no relacionamento a dois.

Imprescindível, no entanto, é que você coloque a lista à vista, para olhar muitas vezes, durante todo o Novo Ano.

Importante que se lembre de lê-la, para ir acompanhando o que já conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, até a vitória.

Seja este Ano Novo o ano de concretas realizações na sua vida!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Estranho versículo

Era uma noite fria na cidade de Chicago. O garotinho vendia jornais na esquina. Mas o frio era tanto que as pessoas passavam quase correndo, buscando as suas casas e nem paravam para comprar o jornal.

Por isso, o menino se aproximou de um policial e perguntou se ele lhe poderia arrumar um lugar quente para dormir, naquela noite. Estava muito frio para dormir na caixa de papelão no beco, como sempre.

O policial olhou para ele e falou:

Desça a rua até encontrar uma casa branca. Bata na porta e quando alguém vier abrir, diga: João 3:16.

O menino obedeceu e, quando uma senhora simpática atendeu, ele falou: João 3:16.

Ela o recolheu e o levou para se sentar em uma poltrona, próximo da lareira.

Ele pensou: Não sei o que quer dizer João 3:16, mas com certeza é uma coisa boa porque aquece um menino numa noite fria.

Mais tarde, a senhora o levou para a cozinha e lhe ofereceu farta comida. Enquanto se alimentava, o pequeno pensou:

Não estou entendendo, mas o que é certo é que João 3:16 sacia a fome de um menino.

Depois, ela o levou até o banheiro e ele mergulhou em uma banheira cheia de água quente.

Ainda molhado, ele pensou: João 3:16. Com certeza eu não entendi. Mas isso faz um menino sujo ficar limpo. Que me lembre, o único banho de verdade que tomei foi quando fiquei em frente a uma boca de incêndio, que esguichava água fria.

A senhora o levou até o quarto e o colocou em uma grande cama e o cobriu com um cobertor macio. Deu-lhe um beijo de boa noite e apagou as luzes.

No escuro do quarto, ele olhou pela janela e observou a neve caindo lá fora.

Na manhã seguinte, a senhora o despertou e lhe ofereceu um delicioso café. Depois o levou para a mesma poltrona em frente à lareira, apanhou o Evangelho e perguntou:

Você entendeu João 3:16?

Não, senhora. Quem me disse para lhe falar isso foi um policial, ontem à noite.

Ela abriu o Evangelho de João e leu o versículo dezesseis do capítulo três: Porque Deus amou tanto o mundo, que deu seu único filho. E aquele que acredita nele não morrerá, mas terá vida eterna.

E a boa senhora lhe falou a respeito de Jesus e do Seu grande amor para com todos os homens.

O garoto continuou sentado, ouvindo e ouvindo. Finalmente, falou: Senhora, tenho que lhe dizer. Ainda não consigo entender como Jesus concordou em vir à Terra e sofrer tudo o que sofreu, para nos ensinar o amor.

Mas uma coisa eu entendi muito bem. Tudo isso faz a vida valer a pena.

*   *   *

Jesus é o nosso Norte, nosso Roteiro.

Os que O seguem, são identificados na Terra pela sua postura perante a vida. Onde quer que se encontrem, semeiam.

E as suas sementes são luz nas estradas das vidas cheias de dores.

Na esteira dos seus passos, brilham estrelas que se acendem na noite dos tempos. Anonimamente, servem ao próximo, doando pão a bocas famintas, agasalho aos que padecem frio, esperança àqueles que perderam a fé na vida.

Como uma Via Láctea iluminada, apontam o caminho de estrelas na direcção do Cristo que, hoje e sempre, é o Amor Incondicional que a todos ama.

Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada e no cap. 1, do livro O semeador de estrelas, de Suely Caldas Schubert, ed. LEAL

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Um Rei sem igual

Ninguém que O igualasse em grandeza.

Ninguém que tivesse o Seu nascimento anunciado, séculos antes, por diferentes pessoas. Anúncios que desciam a detalhes de Sua concepção, nascimento, lutas, paixão e morte.

Ninguém, por mais nobre fosse a Sua descendência, teve um astro especial fulgurando nos céus, para Lhe anunciar a chegada ao planeta.

Astro brilhante, diferente, que serviu de aviso a magos de várias partes do Oriente, que entenderam a mensagem e saíram, em caravana, a procurá-lO.

Ninguém, como Ele, teve a notícia do Seu nascimento espalhada pelos campos por um coro de vozes celestes.

Ninguém, como Ele, teve um mensageiro pleno de luz para anunciar que Ele nascera, onde se encontrava e que o Seu nascimento assinalava um momento de extrema alegria para o mundo.

Nenhuma personalidade, por mais tenha sido grande ou sábia, conseguiu dividir a História entre antes e depois de si mesma.

Ninguém tão perseguido, desde a mais tenra infância, precisando exilar-se, em terras estrangeiras, distantes, vivendo ali os primeiros anos.

Ninguém teve um pai tão generoso e dedicado, disposto a se levantar em plena madrugada, ante uma advertência de um mensageiro celeste, recolher poucos pertences e fugir, a fim de salvá-lO.

Um pai de tal forma atencioso àquela vida nascente que não temeu viver entre estrangeiros, longe de sua própria gente e das suas origens. Tudo para salvaguardar-Lhe a vida preciosa.

Um pai que, sabendo-O maior que todos os seres viventes, não deixou de Lhe apontar os versículos da Torá, tanto quanto lhe ensinar o próprio ofício, conforme as tradições.

Ninguém teve a vida assinalada por tantos fenómenos espirituais, demonstrando a atenção especial de que era objecto, pela grandeza excepcional da Sua missão.

Ninguém como Ele teve um precursor a Lhe anunciar a chegada, a grandeza e os feitos que haveria de realizar.

Um Homem que não temia os maus, que tinha plena consciência de que era o arauto, aquele que deveria preparar os caminhos.

Que sabia que quando o Anunciado chegasse, ele deveria se apequenar e desaparecer do cenário, porque estava cumprida a sua missão.

Ninguém, como Ele, embora tão grande, soube se ocultar entre as carnes comuns a todos os humanos.

Ninguém como Ele, Luz do Mundo, soube disfarçar o próprio brilho, a fim de não ofuscar aos demais.

Ninguém produziu tanto em tão restrito tempo: menos de três anos.

Em uma época de escravidão humana, de subjugação de povos, de poder temporal reinante, Ele estabeleceu um código revolucionário: amar o inimigo, fazer o bem ao perseguidor, ser manso e humilde de coração.

Ninguém foi mais forte do que Ele, na demonstração da Verdade, sem discursos bombásticos ou frases de efeito.

Bastou-Lhe o silêncio ante a indagação de quem se acreditava a máxima autoridade, com poder de vida e morte sobre as criaturas.

Seu nome era Jesus. Nenhum nome mais doce, ou mais sublime. Yeshua, o filho do carpinteiro José.

Jesus, o Rei Solar, nosso Governador Planetário.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

ORAÇÃO À VERDADE

Dá-me, Deus ou Pai Divino, o poder de conhecer e viver a Tua Doutrina; 

Concede-me, Senhor, a Graça de ser um exemplo de conduta, apóstolo de Tua Soberana Vontade, a fim de contribuir para o triunfo da Verdade que diviniza.

Põe, Senhor, no coração dos Teus Filhos o sentimento de respeito à Tua Lei, ao Cristo Modelo que Enviaste, e ao nobre cultivo dos Dons Espirituais, para que lhes não falte a consoladora comunicação dos Anjos ou Espíritos Mensageiros. 

Põe nos seus corações o arrependimento dos desvios cometidos, e o desejo de trilhar a Doutrina da Verdade, do Amor e da Virtude.

Senhor, faze que entendam de uma vez para sempre, que fazer da Verdade a Religião é a única maneira de evitar sofrimentos, é o único modo de Desabrochar o Deus Interno, as Latentes Virtudes Divinas, em menos tempo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Lei Divina – lei de Justiça

Na cidade de Beatrice, no Estado americano de Nebraska, os quinze membros do coral da igreja haviam combinado um ensaio geral.

Era o dia primeiro de março de 1950 e o horário ajustado foi às dezanove horas e vinte minutos. Como quase sempre ocorre, quando se marcam eventos, ensaios, que envolvam várias pessoas, uma ou outra se atrasa alguns minutos. Dessa forma, era fácil prever que, naquela noite, algum membro do grupo chegasse mais tarde. Afinal, eram quinze pessoas com diferentes afazeres. O extraordinário, no entanto, foi que às dezanove horas e vinte e cinco minutos nenhum deles estava no local.

Duas senhoras, independentemente uma da outra, não conseguiram dar partida nos seus respectivos carros. Cada qual foi solicitar ajuda de alguma forma, mas o fato é que isso as impediu de chegar, na hora marcada.

Uma das meninas ficou retida, em casa, até um pouco mais tarde, porque precisara concluir a sua tarefa escolar.

Duas outras, embevecidas com o capítulo da novela, perderam a hora. Outra, dormira tão profundamente, que a mãe tivera que chamá-la repetidas vezes para que despertasse.

O próprio dirigente do coro se atrasou porque ficou esperando que sua mulher acabasse de passar o vestido da filha mais velha, também membro do coral.

Ninguém compareceu no horário, por motivos triviais, quase tolos. E se poderia pensar em simples coincidências. O que é de nos indagarmos é qual a possibilidade matemática de quinze pessoas de um mesmo grupo se atrasarem, ao mesmo tempo. O cálculo é complexo e o fato poderia não ter importância alguma. Isso se não tivesse acontecido o que aconteceu: às dezanove horas e vinte e cinco minutos daquela noite, ou seja, cinco minutos depois da hora que o ensaio deveria ter começado, uma explosão destruiu completamente a igreja da cidade. Ninguém estava lá e os danos foram somente materiais.

*   *   *

Existe um Deus, que a tudo governa, tudo vê, tudo provê. Suas leis são justas e ninguém sofre o que não lhe é devido. Isso assinala uma Lei que se chama de ação e reacção, que nos diz que para tudo que nos sucede, existe um motivo. Se não é desta vida, trata-se de algo de existências passadas. Por isso, algo nos detém o passo e nos atrasamos alguns segundos ou minutos. Isso nos evita o envolvimento em algum acidente de trânsito à frente. Por isso, alguém nos chama, quando nos encontramos à porta e exige que façamos algo, antes da nossa saída. Esse atraso nos fará perder o ónibus, o avião... que poderá sofrer um acidente, no seu trajectoA Lei Divina é precisa. E se acreditamos que há muita injustiça na Terra, o que podemos ter certeza é de que não há injustiçados.

Tudo tem uma razão de ser, de acontecer, cabendo-nos recordar a sábia exortação de Jesus: A cada um será dado segundo as suas obras.

Seria necessário transcorrer os séculos para aprendermos a respeito da multiplicidade das vidas, a fim de compreendermos o exacto sentido desse ensino de Jesus. Ensino que nos leva a entender porque algo ocorre connosco e não com nosso vizinho, nosso amigo, nosso parente. Ou, ao contrário, acontece com nosso conhecido e não nos alcança. Lei Divina. Lei de Justiça.

Pensemos a respeito.

com base no cap. 3, do livro Estudos e crónicas, de Hermínio C. Miranda, ed. FEB.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Evangelho (Lc 10,21-24)

Naquele mesma hora, ele exultou no Espírito Santo e disse: «Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar». E voltando-se para os discípulos em particular, disse-lhes: «Felizes os olhos que vêem o que vós estais vendo! Pois eu vos digo: muitos profetas e reis quiseram ver o que vós estais vendo, e não viram; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não ouviram». 

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...se eu pudesse diria a Jesus que não sou nem profeta nem rei e com certeza nem merecedor de sua atenção, mas certo certo é que a minha vida daria de imediato e de bom grado, somente para o ver, sentir e escutar. A um Ser Maravilhoso como Jesus, daria a toda a minha razão, o meu ser, a minha própria existência. 

Longe desta experiência só posso tentar imaginar a sua presença em mim e em tudo o que me rodeia e em todos os gestos por ele empreendidos em sua misteriosa vinda a este planeta à mais de 2.000 mil anos. 

Para mim é muito penoso não saber-te amar melhor, é necessária uma coragem que em mim não encontro; a fragilidade da condição humana derrota-me muitas vezes. Então lembro que vieste cá mostrar o caminho, de como transcender a essa mesma condição seguindo teu exemplo teu amor. Bem Hajas Senhor.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Deus agora não quer que te manifestes exteriormente,

Deus quer que te manifestes energéticamente.

O teu coração

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Masaharu Taniguchi

A força benéfica mais poderosa que existe no mundo é a força de Deus.

Não há outro método mais eficaz de anular a força destrutiva de pensamentos danosos do subconsciente do que concentrar a mente em Deus e orar a Ele, pois entrar em comunicação com Deus por meio da meditação e da oração intensifica o sentimento de união com Ele.

Quando você sentir que lhe faltam forças, direccione sua mente para Deus e peça-lhe ajuda.

É difícil uma pessoa volver a mente para Deus enquanto ele se fizer de valente pensando que ainda pode contar com a própria força.

Entretanto, por mais capacidade que a pessoa tenha, se continuar contando apenas com a própria força, certamente chegará o dia em que sentirá falta de algo especial.

Isso porque tal pessoa, tendo rompido por si mesma a sua ligação com Deus, segue sozinha pelos caminhos da vida

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

O cesto e a água

Dizem que isto aconteceu em um mosteiro chinês muito tempo atrás. Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:
- Mestre, por que devemos ler e decorar a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados a constantemente decorar de novo o que já esquecemos.

O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou ao discípulo:
- Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui.

O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu os cem degraus da escadaria do mosteiro até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir de volta. Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou até o mestre já não restava nada. O mestre perguntou-lhe:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:
- Aprendi que cesto de junco não segura água.

O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo de novo.

Quando o discípulo voltou com o cesto vazio novamente, o mestre perguntou-lhe:
- Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?

O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:
- Que cesto furado não segura água.

O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa. Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente exausto de tanto descer e subir as escadarias. Porém, quando o mestre lhe perguntou de novo:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:
- O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo.

O mestre, por fim, concluiu:
- Não importa que você não consiga decorar todas as passagens da Bíblia que você lê, o que importa, na verdade, é que no processo a sua mente e a sua vida ficam limpos diante de Deus.

Maktub

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Evangelho (Lc 19,11-28):

Naquele tempo, enquanto estavam escutando, Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia se manifestar logo. Disse: «Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. Chamou então dez dos seus servos, entregou a cada um uma bolsa de dinheiro e disse: Negociai com isto até que eu volte. Seus concidadãos, porém, tinham aversão a ele e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: Não queremos que esse homem reine sobre nós. 

Mas o homem foi nomeado rei e voltou. Mandou chamar os servos, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber que negócios cada um havia feito. O primeiro chegou e disse: Senhor, a quantia que me deste rendeu dez vezes mais. O homem disse: Parabéns, servo bom. Como te mostraste fiel nesta mínima coisa, recebe o governo de dez cidades. O segundo chegou e disse: Senhor, a quantia que me deste rendeu cinco vezes mais. O homem disse também a este: Tu, recebe o governo de cinco cidades. Chegou o outro servo e disse: Senhor, aqui está a quantia que me deste: eu a guardei num lenço, pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste. O homem disse: Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Sabias que sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. Então, por que não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros. 

Depois disse aos que estavam aí presentes: Tirai dele sua quantia e dai àquele que fez render dez vezes mais. Os presentes disseram: Senhor, esse já tem dez vezes a quantia! Ele respondeu: Eu vos digo: a todo aquele que tem, será dado, mas àquele que não tem, até mesmo o que tem lhe será tirado. E quanto a esses meus inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente». 

Depois dessas palavras, Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém.