RODA DA VIDA

Oramos pela vida e saúde dos homens de Paz no Mundo, Homens e Mulheres com missões dificílimas, de dação de esperança e de forte influencia contra a corrupção que assola o mundo e o mantém cativo na desgraça da injustiça. Louvemos estes inspirados irmãos e irmãs, desde os mais influentes, como Francisco Pai da Igreja Católica, Dalai Lama Pai dos Budistas, e tantos outros em suas respectivas importâncias, que movem o mundo com a força de suas Almas devotas, num mundo melhor para todos, mais justo, onde os indefesos não estejam à mercê de nenhum tirano, onde o único exercito ou militar à face da terra seja a serviço do Amor ao Próximo - Oremos diáriamente pela Mãe Terra, nosso planeta que tanto precisa de nossa atenção e nossas preces pelas causas ecologistas, sejamos a diferença que queremos ver no respeito pelo ambiente, elevemos o pensamento no sentido de todos mantermos a calma perante a ameaça da pandemia COVID-19 - Assim seja

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Noventa segundos

A neuro-cientista americana Jill Bolte Taylor teve um derrame em 2008, aos trinta e sete anos.
Seu cérebro ficou comprometido de tal forma que, quando foi apresentada a uma simples conta de matemática, como um mais um, não sabia o que era o número um.
Hoje, totalmente recuperada, Jill vem pesquisando o funcionamento do cérebro e das emoções. Oferece palestras e escreveu um livro sobre o que descobriu desde o Acidente Vascular Cerebral até a recuperação.
Revela que nossas emoções são originadas por descargas químicas na corrente sanguínea. Dessa forma, diante de um estímulo, nosso corpo reage movido por substâncias que permanecem durante um tempo no sangue. Depois, o organismo absorve essas substâncias e volta ao normal.
A doutora Jill explica que a raiva e outras emoções são respostas programadas que podem ser disparadas automaticamente.
Diz ela: Uma vez desencadeada, a química liberada por meu cérebro percorre meu corpo e tenho a experiência fisiológica.
Noventa segundos depois do disparo inicial, o componente químico da raiva dissipou-se completamente do meu sangue e minha resposta automática está encerrada. Se, porém, me mantenho zangada depois desses noventa segundos, é porque escolhi manter o circuito rodando.
Essa constatação da doutora Jill nos faz reflectir. Se as emoções, entre elas a raiva, são reacções que podem ocorrer, automaticamente mas, a química que liberam dura apenas noventa segundos em nós, por que, então, nos permitimos sentir raiva por horas, dias, semanas, meses e anos?
Porque escolhemos continuar sentindo raiva, seria a resposta da pesquisadora.
Quantas vezes sentimos raiva de alguém ou de alguma situação, por muito tempo?
Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou, ou que simplesmente não atendeu nossas expectativas?
As causas que disparam a emoção da raiva podem ser muitas, mas o tempo de permanência desse sentimento em nós é uma escolha.
Quando o Mestre Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete vezes, ele nos deu a chave para não sentirmos raiva, para não desejarmos vingança. Porém, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induz a atos dos quais nos arrependeremos num futuro próximo.
Alimentar a raiva é contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibrações carregadas de negatividade.
Também comprometer nosso organismo, envenenar órgãos nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades.
Mas, como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em nós?
Primeiramente, observando a nós mesmos. Porque nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam?
Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irmão ferido, doente, que sofre e ainda não tem condição de agir de outra forma.
Não temos controle sobre a forma do nosso próximo agir, mas podemos controlar a forma como nós reagimos ao que ele nos apresenta.
Pensemos nisso.
 
Redação do Momento Espírita, com base no livro
 A cientista que curou seu próprio cérebro, de
Jill Bolte Taylor, ed. Ediouro.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016


Pai-Nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 
venha o teu Reino; 
seja feita a tua vontade, como no Céu, assim também na terra. 
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 
Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. 
E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do Maligno. 

domingo, 11 de setembro de 2016

Oração Dominical

Pai-nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome!

Cremos em ti, Senhor, porque tudo revela o teu poder e a tua bondade.
A harmonia do Universo dá testemunho de uma sabedoria, de uma prudência e de uma previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas.
Em todas as obras da Criação, desde o raminho de erva minúscula e o pequenino insecto, até os astros que se movem no espaço, o nome se acha inscrito de um ser soberanamente grande e sábio.
Por toda a parte se nos depara a prova de paternal solicitude. Cego, portanto, é aquele que te não reconhece nas tuas obras, orgulhoso aquele que te não glorifica e ingrato aquele que te não rende graças.

Venha o teu reino!

Senhor, deste aos homens leis plenas de sabedoria e que lhes dariam a felicidade, se eles as cumprissem.
Com essas leis, fariam reinar entre si a paz e a justiça e mutuamente se auxiliariam, em vez de se maltratarem, como o fazem.
O forte sustentaria o fraco, em vez de o esmagar.
Evitados seriam os males, que se geram dos excessos e dos abusos.
Todas as misérias deste mundo provêm da violação de tuas leis, porquanto nenhuma infracção delas deixa de ocasionar fatais consequências.
Deste ao bruto o instinto, que lhe traça o limite do necessário, e ele maquinalmente se conforma; ao homem, no entanto, além desse instinto, deste a inteligência e a razão; também lhe deste a liberdade de cumprir ou infringir aquelas das tuas leis que pessoalmente lhe concernem, isto é, a liberdade de escolher entre o bem e o mal, a fim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas acções.
Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis, pois, com paternal previdência, quiseste que elas se gravassem na consciência de cada um, sem distinção de cultos, nem de nações.
Se as violam, é porque as desprezam.
Dia virá em que, segundo a tua promessa, todos as praticarão. Desaparecido terá, então, a incredulidade.
Todos te reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas, e o reinado das tuas leis será o teu reino na Terra. Digna-te, Senhor, de apressar-lhe o advento, outorgando aos homens a luz necessária, que os conduza ao caminho da verdade.

Faça-se a tua vontade, assim na Terra como no Céu.

Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o seu superior, quão maior não deve ser a da criatura para com o seu Criador!
Fazer a tua vontade, Senhor, é observar as tuas leis e submeter-se, sem queixumes, aos teus decretos.
O homem a ela se submeterá, quando compreender que és a fonte de toda a sabedoria e que sem ti ele nada pode.
Fará, então, a tua vontade na Terra, como os eleitos a fazem no Céu.

Dá-nos o pão de cada dia.

Dá-nos o alimento indispensável à sustentação das forças do corpo; mas, dá-nos também o alimento espiritual para o desenvolvimento do nosso Espírito.
O bruto encontra a sua pastagem; o homem, porém, deve o sustento à sua própria actividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criaste livre.
Tu lhe hás dito: "Tirarás da terra o alimento com o suor da tua fronte." Desse modo, fizeste do trabalho, para ele, uma obrigação, a fim de que exercitasse a inteligência na procura dos meios de prover às suas necessidades e ao seu bem-estar, uns mediante o labor manual, outros pelo labor intelectual.
Sem o trabalho, ele se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores.
Ajudas o homem de boa vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário; não, porém, àquele que se compraz na ociosidade e desejara tudo obter sem esforço, nem àquele que busca o supérfluo.
Quantos e quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido!
Esses são os artífices do seu infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que pecaram.
Mas, nem a esses mesmos abandonas, porque és infinitamente misericordioso.
As mãos lhes estendes para socorrê-los, desde que, como o filho pródigo, se voltem sinceramente para ti.
Antes de nos queixarmos da sorte, inquiramos de nós mesmos se ela não é obra nossa.
A cada desgraça que nos chegue, cuidemos de saber se não teria estado em nossas mãos evitá-la.
Consideremos também que Deus nos outorgou a inteligência para tirar-nos do lameiro, e que de nós depende o modo de a utilizarmos.
Pois que à lei do trabalho se acha submetido o homem na Terra, dá-nos coragem e forças para obedecer a essa lei.
Dá-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de não perdermos o respectivo fruto.
Dá-nos, pois, Senhor, o pão de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, porquanto ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.
Se trabalhar nos é impossível, à tua divina providência nos confiamos.
Se está nos teus desígnios experimentar-nos pelas mais duras provações, mau grado aos nossos esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tenhamos cometido nesta existência, ou noutra anterior, porquanto és justo.
Sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigas sem causa.
Preserva-nos, ó meu Deus, de invejar os que possuem o que não temos, nem mesmo os que dispõem do supérfluo, ao passo que a nós nos falta o necessário.
Perdoa-lhes, se esquecem a lei de caridade e de amor do próximo, que lhes ensinaste.
Afasta, igualmente, do nosso espírito a ideia de negar a tua justiça, ao notarmos a prosperidade do mau e a desgraça que cai por vezes sobre o homem de bem.
Já sabemos, graças às novas luzes que te aprouve conceder-nos, que a tua justiça se cumpre sempre e a ninguém exceptua; que a prosperidade material do mau é efémera, quanto a sua existência corpórea, e que experimentará terríveis reveses, ao passo que eterno será o júbilo daquele que sofre resignado.

Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem. - Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam.

Cada uma das nossas infracções às tuas leis, Senhor, é uma ofensa que te fazemos e uma dívida que contraímos e que cedo ou tarde teremos de saldar.
Rogamos-te que no-las perdoes pela tua infinita misericórdia, sob a promessa, que te fazemos, de empregarmos os maiores esforços para não contrair outras.
Tu nos impuseste por lei expressa a caridade; mas, a caridade não consiste apenas em assistirmos os nossos semelhantes em suas necessidades; também consiste no esquecimento e no perdão das ofensas.
Com que direito reclamaríamos a tua indulgência, se dela não usássemos para com aqueles que nos hão dado motivo de queixa?
Concede-nos, ó meu Deus, forças para apagar de nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor.
Faze que a morte não nos surpreenda guardando nós no coração desejos de vingança.
Se te aprouver tirar-nos hoje mesmo deste mundo, faze que nos possamos apresentar, diante de ti, puros de toda animosidade, a exemplo do Cristo, cujos últimos pensamentos foram em prol dos seus algozes.
Constituem parte das nossas provas terrenas as perseguições que os maus nos infligem.
Devemos, então, recebê-las sem nos queixarmos, como todas as outras provas, e não maldizer dos que, por suas maldades, nos rasgam o caminho da felicidade eterna, visto que nos disseste, por intermédio de Jesus: "Bem-aventurados os que sofrem pela justiça!"
Bendigamos, portanto, a mão que nos fere e humilha, uma vez que as mortificações do corpo nos fortificam a alma e que seremos exalçados por efeito da nossa humildade.
Bendito seja teu nome, Senhor, por nos teres ensinado que nossa sorte não está irrevogavelmente fixada depois da morte; que encontraremos, em outras existências, os meios de resgatar e de reparar nossas culpas passadas, de cumprir em nova vida o que não podemos fazer nesta, para nosso progresso.
Assim se explicam, afinal, todas as anomalias aparentes da vida. É a luz que se projecta sobre o nosso passado e o nosso futuro, sinal evidente da tua justiça soberana e da tua infinita bondade.

Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal.

Dá-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos Espíritos maus, que tentem desviar-nos da senda do bem, inspirando-nos maus pensamentos.
Mas, somos Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e melhorar-nos.
Em nós mesmos está a causa primária do mal e os maus Espíritos mais não fazem do que aproveitar os nossos pendores viciosos, em que nos entretêm para nos tentarem.
Cada imperfeição é uma porta aberta à influência deles, ao passo que são impotentes e renunciam a toda tentativa contra os seres perfeitos.
E inútil tudo o que possamos fazer para afastá-los, se não lhes opusermos decidida e inabalável vontade de permanecer no bem e absoluta renunciação ao mal.
Contra nós mesmos, pois, é que precisamos dirigir os nossos esforços e, se o fizermos, os maus Espíritos naturalmente se afastarão, porquanto o mal é que os atrai, ao passo que o bem os repele.
Senhor, ampara-nos em nossa fraqueza; inspira-nos, pelos nossos anjos guardiães e pelos bons Espíritos, a vontade de nos corrigirmos de todas as imperfeições a fim de obstarmos aos Espíritos maus o acesso à nossa alma.
O mal não é obra tua, Senhor, porquanto o manancial de todo o bem nada de mau pode gerar.
Somos nós mesmos que criamos o mal, infringindo as tuas leis e fazendo mau uso da liberdade que nos outorgaste. Quando os homens as cumprirmos, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu de mundos mais adiantados que o nosso.
O mal não constitui para ninguém uma necessidade fatal e só parece irresistível aos que nele se comprazem.
Desde que temos vontade para o fazer, também podemos ter a de praticar o bem, pelo que, ó meu Deus, pedimos a tua assistência e a dos Espíritos bons, a fim de resistirmos à tentação.

Assim seja.

Praza-te, Senhor, que os nossos desejos se efectivem.
Mas, curvamo-nos perante a tua sabedoria infinita.
Que em todas as coisas que nos escapam à compreensão se faça a tua santa vontade e não a nossa, pois somente queres o nosso bem e melhor do que nós sabes o que nos convém.
Dirigimos-te esta prece, ó Deus, por nós mesmos e também por todas as almas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, pelos nossos amigos e inimigos, por todos os que solicitem a nossa assistência e, em particular, por N...
Para todos suplicamos a tua misericórdia e a tua bênção.




Nota - Aqui, podem formular-se os agradecimentos que se queiram dirigir a Deus e o que se deseje pedir para si mesmo ou para outrem. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

OS UPANISHADS

A Vida no mundo e a vida no espírito não são incompatíveis. 

O trabalho, ou a acção, não é contrário ao conhecimento de Deus, porém, na verdade, se realizado sem apego, é um instrumento para ele. 

Por outro lado, a renúncia significa renúncia do ego, do egoísmo - não da vida. 

A finalidade, tanto do trabalho como da renúncia, é conhecer o Eu interiormente e Brahman exteriormente, e perceber sua identidade. 

O Eu é Brahman, e Brahman é tudo.

nota. Significado de Brahman = o "Absoluto", o "Espírito Divino e Infinito" 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Intérprete de Deus

Eu e o pai somos um. – Dessa forma, o Suave Rabi da Galileia se identificou, apresentando as suas credenciais.

Tal frase, anotada pelo Evangelista João, de forma equivocada serviu de argumentação para alguns considerarem como o próprio Deus ao Mestre Jesus.

Contudo, o que desejava nos dizer o Cristo é que Ele interpretava o pensamento de Deus sobre a Terra. De tal modo comungava com o Pai, que sabia exactamente expressar a Sua vontade.

Espírito enviado para nos servir de Modelo e Guia, elegeu-se o intérprete de Deus, para isso se servindo de simbologias, parábolas, imagens figurativas.

Tudo para nos dar aproximada ideia da infinitude Divina.

A fim de nos oferecer a lição de esperança na Providência Divina, que tudo vê, tudo provê, a tudo está atenta, ergueu Sua voz para declamar:

Contemplai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem armazenam em celeiros. Contudo, vosso pai celestial as sustenta. Não tendes vós muito mais valor do que as aves?

E continuando: Olhai os lírios do campo. Eles não fiam, nem tecem. Eu, todavia, vos asseguro que nem mesmo Salomão, em todo o seu esplendor, pôde se vestir como um deles.

Então, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais a vós outros, homens de pouca fé.

Para legitimar a nossa filiação Divina, ensinou:

Um só é o vosso pai, o qual está nos céus.

E para que entendêssemos a qualidade desse Pai, leccionou: 

Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate se lhe abrirá.

Qual pai, dentre vós, se o filho lhe pedir um peixe, em lugar disso lhe dará uma cobra? 

Ou se pedir um ovo, lhe dará um escorpião?

Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o pai celestial àqueles que lhe pedirem?

Servindo-se da oportunidade em que um homem correu ao seu encontro e ajoelhando-se, lhe indagou: 

Bom mestre! O que devo fazer para herdar a vida eterna?

Replicou: Por que me chamas bom? 
Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus!

Mestre de todos os tempos, testificou a lei do trabalho como Lei Divina, ao expressar que o Pai trabalha incessantemente e eu trabalho também.

Jesus! Ninguém maior do que Ele sobre a face da Terra, em todos os tempos. Intérprete de Deus, nos leccionou a lei do amor, dizendo-nos que Deus, o Pai, deveria ser amado acima de todas as coisas.

Em Seu discurso de despedida, sentenciou: 

Na casa de meu pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Vou à frente preparar-vos o lugar.

Que lição magnífica: o nosso retorno será para a casa do Pai, que nos criou e alimenta com amor.

Pai que nos protege, nos guarda e aguarda.

Aguarda que, filhos pródigos, retornemos à casa paterna, para sermos felizes, no Seu seio, todos nós, os Seus filhos.

Filhos de todas as raças, todas as nações, todos os credos. Filhos do Seu amor. Criados para o amor.

Oxalá apressemos esses dias para nossa própria felicidade.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Quando Jesus teria sido maior?

Não se sabe bem quando Jesus teria sido maior.

Se ao nascer em Belém sobre as palhas de uma manjedoura, com isso iniciando Sua incomparável exemplificação da humildade;

ou quando no templo, ainda na infância, discutia com os doutores, confundindo-os.

Não se sabe bem quando Jesus teria sido maior. Se ao ensinar: Ame seus inimigos, bendiga os que o maldizem; faça o bem aos que o odeiam, e ore pelos que o maltratam e perseguem;

ou quando recomenda que, ao darmos uma esmola, cuidemos que não saiba nossa mão esquerda o que fez a direita.

Teria sido ao dizer que, para orar, devemos entrar em nosso aposento e, fechando a porta, dirigir-nos ao nosso Pai que está oculto, pois que Ele, que vê secretamente, nos recompensará;

ou quando nos previne a respeito dos falsos profetas, que vêm vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.

Não se sabe bem quando Jesus teria sido maior.

Se ao alertar-nos de que não deveríamos julgar, para não sermos julgados;

ou quando indicava sensatamente a medida desse conceito, mencionando que não estávamos impedidos de julgar de acordo com a reta justiça.

Se proferindo coisas que teriam lugar vinte séculos após: O irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e os filhos se levantarão contra os pais.

Ou quando profetizava: Não vim trazer a paz, mas a luta, a divisão, a espada.

Isso porque Ele conhecia a Humanidade e, portanto, sabia de antemão que Sua doutrina, pelas diferentes interpretações que os homens lhe dariam, seria dividida em mil pedaços, com lutas, incompreensões e perseguições.

Teria sido ao dizer aos discípulos que fossem e ensinassem a verdade, curassem os enfermos, dando de graça o que de graça recebessem;

ou quando acentuava que não necessitavam de médico os sãos, somente os doentes.

Se ao dizer, em maravilhosa síntese: Eu sou o caminho, a verdade, a vida; ninguém vai ao Pai senão por mim;

ou quando, interpelado por Nicodemos, sublinha: Aquele que não nascer de novo não poderá ver o reino de Deus.

Não se sabe bem quando Jesus teria sido maior.

Se no famoso episódio da pecadora: Mulher, onde estão seus acusadores? Ninguém a condenou? Nem eu também a condeno. Vá e não peques mais.

Ou quando, diante do sumo sacerdote e dos que O acusavam, respondia com o silêncio e a serenidade dos inocentes e dos justos.

Se ao recomendar aos discípulos fossem pelo mundo a pregar o Evangelho a toda criatura, em Seu nome, falando novas línguas;

Ou ao erigir o portentoso monumento, que é o Sermão da Montanha, no qual traçava para a Humanidade de todos os tempos o mais autêntico e belo código de conduta.

Não sabemos, francamente, quando Jesus teria sido maior.

Sabemos que, passados quase dois mil anos, ainda rastejamos na Terra, num intérmino aprendizado da Sua doutrina.

Até quando continuaremos como aprendizes? 

Quando nos disponemos a praticá-la?

Quando a excelsa doutrina passará do nosso cérebro ao nosso coração, da teoria à prática?

Pensemos nisso. E nos disponemos à ação.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Oração de Libertação

Vinde Espírito Santo, penetrai as profundezas da minha alma com o Vosso amor e o Vosso poder. 

Arrancai as raízes mais profundas e ocultas da dor e do pecado que estão enterradas em mim. 

Lavai no precioso Sangue de Jesus e aniquilai definitivamente toda ansiedade que trago em mim, toda amargura, angústia, sofrimento interior, desgaste emocional, infelicidade, tristeza, ira, desespero, inveja, ódio e vingança, sentimento de culpa e de auto-acusação, desejo de morte e de fuga de mim mesmo, toda opressão do maligno na minha alma, no meu corpo e toda insídia que ele coloca em minha mente. 

Ó, bendito Espírito Santo, queimai com o Vosso fogo abrasador toda treva instalada dentro de mim, que me consome e impede de ser feliz. 

Destruí em mim todas as consequências dos meus pecados e dos pecados dos meus ancestrais, que se manifestam em minhas atitudes, decisões, temperamento, palavras, vícios. 

Libertai, Senhor, toda a minha descendência de herança de pecado e rebelião às coisas de Deus que eu próprio lhe transmiti. 

Vinde, Santo Espírito! Vinde em nome de Jesus! Lavai-me no Sangue precioso de Jesus, purificai todo o meu ser, quebrai toda a dureza do meu coração, destruí todas as barreiras de ressentimento, mágoa, rancor, egoísmo, maldade, orgulho, soberba, intolerância, preconceitos e incredulidade que existem em mim. 

E, no poder de Jesus Cristo ressuscitado, libertai-me, Senhor! Curai-me, Senhor!

Tende piedade de mim Senhor! 

Vinde, Santo Espírito! 

Fazei-me ressuscitar agora para uma vida nova, plena do Vosso amor, alegria, paz e plenitude.

Creio que estais fazendo isto em mim agora e assumo pela fé a minha libertação, cura e salvação em Jesus Cristo, meu salvador.

Glórias a Vós, meu Deus! 

Bendito sejais para sempre! 

Louvado sejais, ó, meu Deus! 

Em nome de Jesus e por Maria nossa Mãe.

 Amém

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Contos Zen: Oração

Esta é uma historia famosa a respeito de Moisés. 

Ele estava passando por uma floresta quando viu um homem orando. 

O homem estava dizendo coisas tão absurdas que Moisés teve que parar. O que o homem estava dizendo era profano, era sacrilégio. Ele dizia:

“Deus, há momentos em que se deve estar sentindo muito só. Eu posso ir e estar sempre consigo, como se fosse sua sombra. Por que sofrer com a solidão quando eu estou aqui? Eu não sou um imprestável — posso lhe dar um bom banho e tirar todos os piolhos de seu cabelo e de seu corpo...”

Piolhos? Moisés não acreditava no que estava ouvindo: o que esse homem estava dizendo? 

"E irei cozinhar para si, todos gostam do que cozinho. Farei sua cama e lavarei suas roupas.

Quando ficar doente, irei cuidar de si, serei sua mãe, sua mulher, seu servo, seu escravo... Posso ser qualquer coisa, basta que me dê um sinal para que eu possa ir...”.

Moisés interrompeu-o e perguntou-lhe o que estava fazendo, com quem estava falando:

“Piolhos no cabelo de Deus? Ele precisa tomar banho? Pare de falar asneiras! Isso não é uma oração. Deus irá se ofender com suas palavras!”

Olhando para Moisés, o homem atirou-se a seus pés e disse: “Perdoe-me, sou um analfabeto, um ignorante. Não sei rezar, por favor ensine-me!”

Então Moisés ensinou-lhe a forma correta de rezar e ficou muito feliz por ter colocado este homem no bom caminho. 

Feliz, com seu ego satisfeito, Moisés se foi.

E, quando estava sozinho na floresta, uma voz de trovão vindo dos céus, disse: 

”Moisés, eu o trouxe ao mundo para levar as pessoas a mim, para criar uma ponte entre mim e elas, e não para afastar de mim aqueles que me amam. E foi exatamente isso que fez. Aquele homem era um dos mais próximos a mim. 

Volte lá e peça desculpas. Diga-lhe que esqueça a reza que você ensinou. Você destruiu toda a beleza do diálogo dele. 

Ele é sincero, é amoroso. Seu amor é verdadeiro. Seja o que for que ele diga, as palavras vêm do fundo de seu coração, não são apenas parte de um ritual. 

O que você lhe deu, contudo, é apenas um ritual. 

Ele irá repetir as palavras, mas falará apenas com os lábios e não do fundo do seu ser.”

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Falando aos pássaros


Em tempos em que se fala a respeito de meio ambiente, ecologia, mundo sustentável, pensamos em quantas criaturas já nos exemplificaram a importância de viver em harmonia sobre o planeta.

Mesmo porque nós, criaturas humanas, fazemos parte desse meio ambiente. Lembramos de Francisco de Assis que, no século XIII tinha cuidados extremos com os animais.

Animais selvagens, maltratados por outras pessoas, costumavam fugir para junto dele. Em sua presença, encontravam refúgio.

Frequentemente libertava cordeiros da ameaça da morte porque sentia compaixão. Chegava a retirar minhocas da estrada para que não fossem esmagadas pelos passantes.

Ele chamava a todos os animais de irmãos e irmãs.

Narram seus biógrafos, com leves alterações de forma e conteúdo que, certa feita, regressando a Assis, parou na estrada a uns dez quilómetros da cidade.

Estava aborrecido com a indiferença de muita gente. Anunciou que provavelmente seria ouvido com mais respeito pelos pássaros.

Ele viu uma multidão de pássaros reunidos: pombos, corvos e gralhas.

Foi em sua direcção, deixando seus companheiros na estrada. Quando estava bem perto das aves, saudou-as:

Que o Senhor vos dê a paz.

Surpreendeu-se porque os pássaros não voaram. Mexeram e viraram seus pescoços e ficaram ali, esperando.

Cheio de alegria, Francisco lhes pediu que ouvissem as suas palavras. E discursou:

Meus irmãos pássaros, vocês devem louvar seu Criador. 
E amá-lO sempre.
Ele lhes dá penas para vestir, asas para voar e tudo de que necessitam.
Deus lhes dá um lar na pureza do ar. E, embora vocês não plantem, nem realizem colheitas, Ele mesmo os protege e cuida.

Os pássaros abriram as asas e os bicos e continuaram olhando para ele.

Francisco passou por entre eles, indo e vindo, tocando suas cabeças e corpos com sua túnica.

Ao finalizar sua fala, os abençoou e lhes deu permissão para que voassem a outro lugar.

Alguns dirão que isso é lenda. Mas é de conhecimento geral que certos homens e mulheres possuem um vínculo singular com animais.

Pessoas sem qualquer treinamento especial, muito frequentemente, parecem saber os gestos ou tons de voz que são tranquilizadores.

E os animais sentem a simpatia, a delicadeza, a boa vontade e reagem a isso de maneiras consideradas, por vezes, maravilhosas.

O que ressalta do fato é que com sua atitude, Francisco ensinava que todas as criaturas na Terra merecem respeito.

Leccionava o amor pela natureza e que podemos estabelecer laços com todos os seres viventes.

Pensemos nisso pois já aprendemos que tudo em a natureza se encadeia por elos que ainda não podemos apreender.

E apoiemos, quanto possível, os movimentos e as organizações de protecção aos animais, através de atos de generosidade cristã e humana compreensão.

Lembremos: a luz do bem deve fulgir em todos os planos.



com base no cap. Oito (1209-1210)
do livro Francisco de Assis, o santo relutante, de Donald Spoto,
 ed. Objetiva

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Consolar, que ser consolado

A oração da paz, que carrega em sua poesia a essência da vida de Francisco de Assis, o apóstolo da pobreza, traz a seguinte proposta:

Senhor, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado; compreender que ser compreendido; amar que ser amado.

Aqui está a postura de um verdadeiro instrumento da paz, alguém que se coloca na posição de dar, antes de querer receber.

Espírito maduro, mensageiro do Alto, trabalhador do Cristo.

Porém, há uma subtileza nos versos inspirados da oração.  O requinte poético e moral está na palavra mais. Que eu procure mais.

Francisco não quis afirmar que ele só iria consolar, compreender e amar, mas que iria procurar fazer isso em primeiro lugar, entendendo que haveria momentos que ele também necessitaria de consolo, compreensão e amor.

Isso aproxima as grandes almas de nós. Isso mostra que ser instrumento da paz não é ser perfeito, puro, inquebrável, apenas dedicado, zeloso e esforçado.

Ser instrumento do amor na Terra é possível para todos os que desejamos construir um mundo melhor dentro e fora de nós.

Precisamos estar dispostos a consolar, a compreender e a amar, estendendo as mãos ao outro, saindo da posição egoísta, pequena; passando para o lado altruísta e lúcido da vida.

Mas, isso não significará que ficaremos livres de momentos em que nós também precisaremos de auxílio e de colo.

Mesmo aqueles que estamos engajados em causas nobres, que estamos à frente de movimentos importantes na Terra, de grandes responsabilidades, temos momentos de fraqueza e necessitamos de ajuda.

Não vejamos isso como sinal de derrota. O bom guerreiro precisa conhecer seus limites. Sentar sobre uma rocha, avaliar a luta, pedir conselhos, ouvir, chorar.

Depois disso, levantar-se, animar-se, erguer os olhos e seguir adiante em sua missão bendita.

Há ainda, mais uma beleza nisso tudo: as leis de Deus, em Sua grandeza infinita, funcionam de uma forma que, quando estamos consolando, enxugando lágrimas, amparando irmãos, ao mesmo tempo, estamos tratando de nós mesmos.

Na oração citada lembramos do é dando que se recebe, que nos permite captar a essência dessa ideia.

Isso mesmo. Ao doarmo-nos, estaremos, igualmente, recebendo. A lâmpada que emite a luz é a primeira a se iluminar. O frasco de perfume é o primeiro a ficar perfumado.

Não estamos falando de retribuição, mas de uma simples acção natural das leis divinas que encharcam de alegria e beleza aqueles que se propõem a levar alegria e beleza aos demais.

Entendendo isso, a alma madura buscará mais consolar, obviamente, e essas ações na direcção do próximo a preencherão de uma forma muito especial.

Assim compreenderemos porque pensar no outro em primeiro lugar não significa esquecer de si mesmo, ou mesmo desvalorizar-se.

Estamos todos interligados. Eu, você, ele, ela, como filhos do mesmo Pai estamos interconectados pelo mesmo amor, pelas mesmas energias.

Amar a si mesmo, amar ao próximo e a Deus se confundem num mesmo facho luminoso de amorosidade, pois um amor depende do outro para se desenvolver, para se edificar dentro de nós.

*   *   *

Senhor, fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

- Insistir Paulo - Roberto Gaefke

Para os grandes conflitos da alma,
uma tomada de decisão.

Para a ausência de soluções,
uma nova experiência.

Para a desilusão do amor,
uma nova forma de amar.

Para o desespero da solidão,
a solidariedade.

Para o momento de aflição,
o poder de uma oração.

Para grandes perguntas,
pequenas respostas,
Para o que parece complicado,
a simplicidade do fazer.

Para a dor da separação,
a esperança de uma reconciliação;
Para a ausência da morte,
a certeza da vida eterna.

Para a decepção do que não conquistamos,
nasce  um novo dia.

Para quem se perdeu,
a luz de uma nova OPORTUNIDADE,
para quem desistiu de si mesmo,
um recomeçar.

Ainda que as portas estejam fechadas,
ainda que tudo pareça estar contra você,
ainda que juntem provas e queiram o seu fim, ainda assim, não desista, 
Deus é contigo,

por isso, eu insisto;
em tudo e por tudo,
tente outra vez!

Eu acredito em você

Paulo Roberto Gaefke

COMPAIXÃO E ENTENDIMENTO

Amados,

É importante conectarem-se aos seus corações, seguindo seus conselhos, lembrando que algumas pessoas estão passando por experiências em seu presente momento que requerem a sua empatia, compaixão e entendimento, à medida que elas lidam com os seus sentimentos, através de seus próprios e respectivos caminhos. Lembre-se de que o amor que está no âmago desse ser e no seu, apenas deixe que ele aconteça, pois, ele deseja manifestar-se.

Algumas mudanças que ocorrem na vida das pessoas são aquelas que criam uma total reavaliação de como alguém vê a si próprio e isso pode ser um processo difícil, à medida que é experimentado.

No cerne de todas as mudanças na vida de alguém está uma lição de aceitação, de que nem tudo pode permanecer igual e de que acontecem eventos que conduzem a um vazio, onde nada pode ser substituído sempre. Nisso, apenas a passagem do tempo é que cura essas realizações.

O amor em suas muitas facetas de expressão é uma força muito potente e ela pode curar mesmo as expectativas mais cínicas.

Quando o amor é mantido acima de tudo no coração de uma pessoa, o mundo conspira para trazer uma experiência que reflecte esse amor. Permitindo que o coração de alguém permaneça aberto durante os tempos de tristezas e mágoas, isso ajuda no processo de cura de cada pessoa.

Muitas vezes, essas expressões chegam de um lugar cheio de feridas internas da psique da pessoa, no entanto, isso permite que ela vá para o seu interior e examine esses sentimentos com um foco maior, do que se fosse de outra forma.

Isso auxilia a pessoa a crescer e expandir, no que tange ao entendimento de si mesma e dos outros em sua volta, de modo que ela entenda que cada pessoa tem eventos similares em sua própria vida que ajudam a moldá-la para uma expressão mais amorosa e mais aberta dos atributos do Criador.


Tendo como base o amor, tudo, todas as coisas podem ser superadas. Na vida de cada pessoa chegam muitos eventos e circunstâncias que a sua alma escolheu experimentar, no sentido de alinhar aquelas áreas no interior de sua própria personalidade com os aspectos mais elevados da expressão humana.

Isso as ajuda a se conectarem com um poder maior do que os seus egos humanos podem perceber, e é assim que elas começam a compreender de que existe uma força maior atuando na vida individual de cada pessoa que ela previamente assumiu.

É assim que a qualidade da fé começa a crescer e expandir no interior de sua consciência. Esse despertar do conhecimento de um poder mais elevado atuante, no entanto, muitas vezes ocasiona provações e tribulações, imbuindo às pessoas com uma força interna que nunca foi perdida, não importando qual o evento estiver transpirando.

Através da experiência pessoal de cada um, a pessoa ganha um valor importante que se torna parte de seu reportório de habilidades e ferramentas, as quais ela programa em sua vida, à medida que for necessário. É apenas através da experiência própria de cada pessoa que ela consegue sentir empatia e união com a outra.

É através desse processo que a união entre todos os seres acontece. Existe também um processo que chega, com o dar para a si mesmo, amor e nutrição que trazem cura e liberta de auto recriminações, culpa, vergonha e outros sentimentos que estiveram segurando a pessoa em uma vibração inferior, e isso pode liberá-la para que ela se mova para frente em sua vida, em um novo simbólico começo.

Cada vida vivenciada na Terra tem grande valor e aqueles que deixam esse plano de existência, deixam uma profunda marca sobre aqueles em sua esfera de influência.

Aqueles que foram deixados para trás, procuram pelos talentos que foram dados pelos seus entes queridos em suas associações e interações entre si.

Algumas vezes, esses presentes podem apenas ser reconhecidos, através da passagem do tempo e das experiências das pessoas deixadas para trás.

Cada experiência é utilizada por sua alma eterna para ganhar sabedoria e expansão, como sendo uma parte de suas qualidades de alma.

Esse tem sido o propósito da vida em um mundo da dualidade, à medida que as almas experimentam as polaridades das forças opostas, e ainda conseguem lembrar-se do âmago da essência do amor e luz em seu interior.

Pascoal Gomes
Arquignóstico
PP