Naquele tempo, Jesus foi a uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão iam com ele. Quando chegou à porta da cidade, coincidiu que levavam um morto para enterrar, um filho único, cuja mãe era viúva. Uma grande multidão da cidade a acompanhava. Ao vê-la, o Senhor encheu-se de compaixão por ela e disse: «Não chores!». Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o carregavam pararam. Ele ordenou: «Jovem, eu te digo, levanta-te!». O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram tomados de temor e glorificavam a Deus dizendo: «Um grande profeta surgiu entre nós», e: «Deus veio visitar o seu povo». Esta notícia se espalhou por toda a Judeia e pela redondeza inteira.
“Há um lugar dentro de ti onde todas as coisas são perfeitas, pois repousam na criação de Deus. Neste lugar és amparado pela luz e pelo amor e diante disso o que poderia machucar o teu coração ou fazer-te pequeno perante a alegria de Deus? Um lugar onde a respiração é pausada porque é feita de tranquilidade. Vai e toma teu lugar ...”
terça-feira, 17 de setembro de 2019
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
Onde chegamos
Algumas notícias nos fazem cogitar de que estamos vivendo dentro de filmes de ficção científica.
Poderíamos até nos perguntarmos: Qual o limite do homem? Qual o limite da tecnologia? Se algo pode ser pensado, será que um dia não poderá ser realizado?
Em pleno ano de 2019 foram testadas as primeiras próteses controladas pelo pensamento.
Um consórcio de engenheiros, neuro-cientistas e clínicos de um projecto financiado pela União Europeia, conseguiu inovar, de forma surpreendente, nessa tecnologia revolucionária.
A equipe apresentou o primeiro protótipo e os primeiros testes realizados em um paciente. Trata-se de uma prótese de mão que também poderá fornecer à pessoa sensações naturais de toque e movimento.
Isso não é incrível? Percebamos o bem que o conhecimento aplicado com fins nobres pode realizar.
Por outro lado, temos posições não tão benéficas.
Todos que lidamos com dispositivos electrónicos como computadores, smartphones, tablets etc, temos enfrentado ameaças constantes. São os malwares.
Hostil, intrusivo e intencionalmente prejudicial, o malware ou software malicioso, invade, danifica ou desabilita computadores, sistemas de computador, redes e dispositivos móveis.
Esse intruso geralmente assume o controle das operações desses aparelhos, podendo extrair informações e destruir sua estrutura interna.
Os chamados Cavalos de Tróia, por exemplo, trazem programas que aparentam ser legítimos, mas que escondem alguma espécie de código que possibilita o cometimento de actividades prejudiciais aos usuários.
Alguns criminosos chegam a pedir resgate on- line pelas informações que, dessa forma, usurparam de organizações e usuários.
Outros fazem o mal pelo prazer de prejudicar apenas...
Leis específicas tiveram que ser criadas para tipificar tais crimes, que podem levar a grandes desastres.
Assim, podemos reflectir sobre o mal que o conhecimento aplicado com fins mesquinhos pode realizar.
É de nos questionarmos: Onde chegamos? Em que ponto estamos da evolução humana?
Tanta inteligência, tanta criatividade, mas ainda utilizadas de formas tão distintas! O bem e o mal como as escolhas de sempre.
Allan Kardec, na obra fundamental do Espiritismo, O livro dos Espíritos, indagou à Espiritualidade o porquê de povos mais esclarecidos serem, por vezes, os mais pervertidos.
A resposta obtida foi de que o progresso completo é o alvo a atingir. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não tenham desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a se equilibrar.
Percebamos o detalhe: duas forças que só com o tempo chegam a se equilibrar.
Esse é o equilíbrio que devemos buscar, trazendo o senso moral para os mesmos patamares da inteligência. E é a partir desse ponto que construiremos nossa verdadeira felicidade.
Pensemos a respeito e comecemos hoje nossa proposta de melhoria moral.
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
A ORAÇÃO - Parte nº. 5
Quando tiverdes que enfrentar grandes dificuldades, se não pedirdes nada, ficareis impotentes. Este átomo da oração é o único que pode remediar tudo; mas, se não lhe derdes qualquer actividade, suportareis interiormente tudo o que estava previsto. A força deste átomo está no domínio psíquico, quer dizer, nos vossos pensamentos, nas vossas emoções.
Graças à oração, mesmo que exteriormente nada mude, vós não podereis permanecer no mesmo estado interior. Se estiver um tempo de gelo, tereis frio; se ficardes doentes, sofrereis; mas a oração produziu mudanças em vós próprios.
Um homem vai morrer e está sozinho, abandonado, na miséria. Mas, graças à oração, ele parte com alegria, em paz, na luz, enquanto outro, nas mesmas condições, mas que não ora, é invadido por sentimentos de revolta e de raiva.
Mesmo quando não se consegue alterar as condições exteriores, a oração age imenso, ainda que seja só para a próxima encarnação.
A maior parte das pessoas ignora porque é que a religião tenta sempre convencer um criminoso ou um ateu arrepender-se, a pedir perdão ao Senhor antes de morrer. É por causa da importância desse momento final: se alguém que foi bom, virtuoso, crente, durante toda a sua vida, se revoltar ou perder a fé no último momento, estará em risco de destruir o bem que fez durante a vida inteira… Porque é o último minuto que conta.
Como vedes, é importante conhecer as leis e viver em conformidade com elas.
Portanto, se não tiverdes conseguido alterar nada nesta vida, isso não tem uma importância absoluta; Se tiverdes vivido bem o último minuto, o vosso destino futuro será mudado, a vossa própria encarnação será melhor. Nunca esqueçais isto.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
Palavras de Jesus
As palavras de Jesus têm sido estudadas e analisadas ao longo do tempo pelos homens.
Algumas delas ainda hoje nos parecem estranhas, seja porque a forma que as várias traduções lhe deram as tenham deturpado, seja porque ainda não foram compreendidas por nós.
Dentre essas, uma das frases que tem intrigado a mente estudiosa é a que pronunciou enquanto na cruz: Deus meu, Deus meu, por que me glorificaste?
Essa expressão atesta a perfeita ciência de Jesus ao propósito para o qual viera à Terra.
Ele, o Pastor desta Humanidade, desejou vir ter com o Seu rebanho para guiá-lo mais precisamente. Para mostrar que o reino dos céus pode ser por todos conquistado.
E, particularmente, para leccionar o amor.
Ele tinha plena consciência do que viria a sofrer, considerando a ignorância dos homens da época.
Ao entender que está sendo glorificado no Seu sacrifício, manifesta a plena adesão à missão que assumira.
Se Ele assim procedeu, outros que lhe seguiram o exemplo, igualmente o fizeram.
Narra-se que o rabi Akiba, ao ser torturado, sorriu e porque lhe fosse indagado pelo general romano por que sorria, respondeu:
Durante toda minha vida tenho aprendido que devia amar o Senhor meu Deus com todo o meu coração, com toda minha vida, com todas as minhas forças.
Jamais pude amá-lO com toda minha vida senão agora. Por isso estou feliz.
Também como Jesus, os Apóstolos, com excepção de João, que teve morte natural, em avançada idade, sofreram torturas e morte dolorosas.
E não vacilaram em momento algum. Testemunho de fé. Compromisso com a missão abraçada.
Outra frase de Jesus, enquanto padecia a agonia da crucificação, é de superior exemplificação. Ele se expressa dizendo: Tenho sede.
Natural. Ele sofrera o suplício dos açoites e da colocação da coroa de espinhos, na noite anterior, o que O levara à perda de sangue.
Desde a ceia que fizera com os discípulos, antes da prisão, não mais comera, nem bebera.
O esforço da caminhada até o alto do Gólgota, lhe consumira as energias. Estava desidratado.
Então, conforme o costume, os soldados embeberam uma esponja em vinagre e mirra, mistura que constituía um narcótico para diminuir as agruras das dores da crucificação.
Colocaram-na em uma vara e a levaram aos lábios de Jesus. Ele a recusou.
Desejava estar íntegro, consciente, até o final.
Como Modelo e Guia, não poderia proceder de forma diferente.
Se ensinava por palavras, agia de forma condizente ao que leccionava. Modelo do verdadeiro líder. Do autêntico instrutor.
Finalmente, verificando que a hora derradeira se aproximava, Seus lábios se abrem para dizer mais uma frase: Pai, em tuas mãos entrego meu espírito.
Palavras de Jesus. Ensinamentos preciosos. Quanto ainda nos compete compulsar os Evangelhos, ler e reler Seus ditos e Seus feitos.
O mundo necessita muito da presença de Jesus. E nós, os cristãos, nos devemos esmerar em mergulhar a mente e embeber o coração nesses conteúdos, a fim de traduzi-los em conduta e expressões.
Pensemos nisso.
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
A MORTE E A VIDA NO ALÉM
O plano astral é habitado por criaturas de toda a espécie, de que os humanos não fazem qualquer ideia. Mas, quer as conheçam, quer não, eles atraem aquelas a que estão ligados pela lei da afinidade. É assim que, nas sessões espíritas, os participantes atraem presenças do oceano astral, mas raramente são os espíritos dos mortos que eles aguardam. Vós direis: «Sim, mas como é que essas criaturas conseguiram conhecer o suficiente sobre esse morto para serem capazes de se fazer passar por ele?» Não é difícil, está tudo inscrito no Akasha Cronica (ou seja, nos arquivos etéricos do Universo), e as entidades podem informar-se muito rapidamente, mas muitas vezes não vêem bem e dão informações erradas.
Tudo depende da pessoa que se dirige ao mundo invisível; se ela for muito pura, muito luminosa, receberá uma resposta exacta, não porque os espíritos tenham descido, mas porque ela subiu até eles para obter a comunicação. É claro que há casos (já vos falei disto) em que certos espíritos são forçados a deixar a sua região para vir à terra, porque são chamados por mágicos muito poderosos que os obrigam a descer servindo-se de fórmulas mágicas que sabem pronunciar. Mas isto não é normal, não é natural, é o homem que deve elevar-se pelo pensamento para os contactar na região em que eles se encontram; os mortos não devem ter de descer à terra.
Há duas espécies de magia: uma, pela qual a pessoa se dirige aos seres superiores cujas bênçãos quer obter, que se chama invocação; outra, pela qual se quer fazer regressar as almas dos mortos para que eles se manifestem, e que se chama evocação. Mas, de uma forma geral, como já vos disse, não se consegue obter realmente a presença desses espíritos que se quis invocar: são outras criaturas que tomam a sua forma ou a sua voz, porque têm interesse em enganar os humanos.
Por conseguinte, há que ser muito prudente. Eu nunca recomendei a ninguém que participasse em sessões espíritas, pelo contrário. Quando era novo, assisti a algumas, mas rapidamente compreendi que as pessoas que lá se encontravam estavam atoladas na sua sensualidade, nas suas cobiças, nas suas ambições. Então, sob o pretexto de comunicar com os seus pais ou os seus amigos, atraem criaturas astrais de que não conseguirão desembaraçar-se, porque estas tentarão satisfazer os seus desejos inferiores através delas. Por isso é que muitos espíritas acabaram bastante mal.
Então deixai os mortos partir tranquilos lá para onde eles devem ir. Não vos apegueis aos vossos pais, aos vossos amigos, não os retenhais com os vossos desgostos e as vossas lamentações, e, sobretudo, não tenteis chamá-los para comunicar com eles; se o fizerdes, estareis a importuná-los e a impedi-los de se libertarem. Orai por eles, enviai-lhes o vosso amor, pensai que eles se libertam e se elevam cada vez mais na luz. Ficai a saber que, se os amais verdadeiramente, um dia estareis com eles. É verdade! Quantas vezes eu vos disse: "Onde estiver o vosso amor, aí estareis um dia!".
terça-feira, 30 de julho de 2019
O valor de cada um
Narra uma lenda indiana que um homem foi contratado para levar água de uma fonte à residência do seu amo, todos os dias.
A sua tarefa consistia em encher um grande recipiente com a água cristalina.
Para isso, lhe forneceram dois potes, amarrados com cordas a um pedaço de madeira especial, que ele carregava aos ombros, um de cada lado.
Todas as manhãs, mal rompia o dia, lá estava ele enchendo os potes de barro, caminhando pela estrada e realizando o seu trabalho com muita alegria.
Passados alguns meses, o trabalhador observou que um dos potes rachou. Assim, no trajecto da fonte até a casa do seu senhor, muita água se ia perdendo pelo caminho, de forma que em vez de chegar com dois potes cheios, ele chegava com somente um e meio.
Numa manhã, o servidor foi surpreendido pela fala do pote rachado que lhe perguntou por que ele não o substituía por um novo. Ele estava rachado. Perdia muita água. Não servia mais.
O homem, entusiasmado, lhe respondeu:
De forma nenhuma considero você inutilizado para o trabalho. Você talvez não tenha se dado conta mas vai sempre pendurado do meu lado direito.
O fato de você ir derramando água pelo trajecto, fez-me perceber que a terra daquele lado ficou emudecida, mais verde.
Então, vendo a terra assim tão disposta, arranjei algumas sementes de flores e as semeei. Se você prestar atenção, verificará que do lado direito há um canteiro de flores belas, perfumadas e coloridas.
Graças à sua rachadura, transformei o caminho em um jardim agradável.
Mas o pote voltou à carga.
Contudo, o seu amo está sendo lesionado e não deve estar gostando nada do seu desempenho. Você foi contratado para levar dois potes cheios de água, e chega somente com um e meio.
Novamente, o homem respondeu, feliz:
Ao contrário. Cada dia meu amo mais aprecia o meu trabalho e a minha dedicação. Desde que as flores começaram a surgir, na sua profusão de qualidades e encantos, passei a colher algumas.
Levo-as com cuidado e as deposito no vaso na mesa da sala do meu senhor.
Ele se delicia com o perfume. E já o surpreendi, mais de uma vez, a acariciar as pétalas das flores, encantado.
* * *
À semelhança do pote rachado, alguns de nós nos sentimos inúteis na vida. Parece-nos que não somos importantes a ninguém, que nada de útil ou bom fazemos.
Mas não é verdade. Pensemos em quantas vidas influenciamos com a nossa presença. Pensemos no que, mesmo com nossos poucos recursos, podemos realizar a bem de quem vive à nossa volta.
Quem dispõe de voz, pode usá-la para cantar uma canção e alegrar o dia. Quem dispõe de braços, pode estendê-los na direcção do outro e agasalhá-lo nos dias da adversidade, como um colo de mãe protege o filho.
Quem tem pernas saudáveis, pode direcciona-las no caminho da carência e aliviar dores escondidas em casebres, barracos e ruas.
Quem tem um coração que ama, pode modificar o mundo, começando pelo seu local de trabalho, seu lar, sua rua, sua comunidade.
com base em conto narrado por Divaldo Pereira Franco
quarta-feira, 24 de julho de 2019
A MORTE E A VIDA NO ALÉM
É evidente que a maioria dos humanos, quando deixa a terra, não ficam imediatamente libertos dos laços terrenos: continuam ligados aos pais e outros familiares, a amigos (ou inimigos!), a locais, a bens, e, se não são já evoluídos, se não têm no coração e na alma o desejo de descobrir outros espaços e de ir para Deus, ficam rodando à volta desses seres, dessas casas e desses objectos.
São almas errantes que sofrem e que não podem ainda libertar-se, mesmo que espíritos luminosos venham ajudá-las. Ao passo que aqueles que, na terra, já viveram no amor e na luz, aqueles que já cultivaram as virtudes, deixam muito rapidamente o seu corpo e voam para as regiões sublimes, onde nadam na felicidade e na alegria.
De lá podem enviar correntes benéficas a todos aqueles que deixaram em baixo, para os ajudar e os proteger, mas nunca voltam para eles, não voltam a descer, como muita gente imagina. Quando morrem, vão para muito longe da terra e não voltam.
Vós direis: «Mas então, como se explica que os espíritos acreditem que entram em comunicação com certas personagens ilustres do passado?»
Na realidade, não é com elas que comunicam, mas vou dizer-vos o que se passa.
Quando o ser humano se liberta para partir para o outro lado, deixa algumas das suas roupagens. É claro que não falo de roupas físicas, mas sim das etéricas e das astrais, que flutuam na atmosfera e estão impregnadas com tudo aquilo que o ser viveu. São como conchas ou invólucros vazios, abandonados pelos seus ocupantes e que podem ser animados, vivificados, pelos fluidos das pessoas reunidas nas sessões espíritas para evocar os mortos.
E como, em geral, essas pessoas não são muito evoluídas, é evidente que só podem libertar fluidos muito inferiores, impregnados de paixões, de sensualidade e de cobiça. E esses fluidos atraem dos planos astral e etérico toda a espécie de existências flutuantes que ainda não foram absorvidas pelo centro da terra.
O espaço psíquico que rodeia a terra é naturalmente liberto de tudo o que por lá se arrasta e que é enviado para o centro da terra; Contudo, há certas entidades, certas criaturas inferiores, a que se chama larvas e elementais, que lá permanecem, e são elas, precisamente, que muitas vezes aparecem nas sessões espíritas para enganar e desorientar os humanos.
E não só os desorientam e os enganam, como também os esgotam, porque, para continuarem a viver durante mais algum tempo, elas absorvem a vitalidade dos humanos.
terça-feira, 23 de julho de 2019
COMO O SOM DO SINO...
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quarta-feira, 17 de julho de 2019
A palavra da inocência
Quase sempre acreditamos que as crianças não entendem o que acontece ao seu redor. Tomamos decisões, inclusive a respeito de suas próprias vidas, sem nos importar com seus sentimentos.
Assim acontece nas separações conjugais, em que se decide com quem ficarão os filhos. Assim é quando se decide mudar de residência e até mesmo quando se opta por transferi-los de uma para outra escola.
No entanto, as crianças estão atentas e percebem os acontecimentos muito mais do que possamos imaginar.
A jornalista Xiran que, apesar do regime de opressão e abandono que viveu na China, manteve um programa de rádio, em Nanquim, conta uma história singular, em seu livro As boas mulheres da China.
Havia uma jovem que se casou com um rapaz muito culto e de projeção política na China. Durante três anos, pelo seu status, ele foi estudar em Moscou. Ela viveu anos de felicidade ao seu lado. Um casamento que foi abençoado com dois filhos. Era uma mulher de sorte, comentava-se.
Então, exatamente no momento em que o casal se alegrava com o nascimento do segundo filho, o marido teve um ataque cardíaco e morreu, repentinamente. No final do ano seguinte, o filho mais novo morreu de escarlatina.
Com o sofrimento causado pela morte do marido e do filho, ela perdeu a coragem de viver. Um dia, pegou o filho que restava e seguiu para a margem do rio Yang-Tsé. Seu intuito era se unir ao marido e ao bebê na outra vida. Parada à beira do rio, ela se preparava para se despedir da vida, quando o filho perguntou, inocentemente:
Nós vamos ver o papai?
Ela levou um choque. Como é que uma criança de cinco anos podia saber o que ela pretendia fazer?
E perguntou: O que é que você acha?
Ele respondeu: É claro que vamos ver o papai! Mas eu não trouxe o meu carrinho de brinquedo para mostrar para ele!
Ela começou a chorar. Nada mais perguntou. Deu-se conta de que ele sabia muito bem o que ela pretendia.
Compreendia que o pai não estava no mesmo mundo que eles, embora não fizesse uma distinção muito clara entre a vida e a morte. As lágrimas reavivaram nela o instinto materno e o senso de dever. Tomou o filho no colo e, deixando a correnteza do rio levar a sua fraqueza, retornou para sua casa. A mensagem de suicida que tinha escrito foi destruída. Enquanto fazia o caminho de volta ao lar, o menino tornou a perguntar:
E então, não vamos ver o papai?
Procurando engolir o pranto, ela respondeu:
O papai está muito longe. Você é pequeno demais para ir até lá. A mamãe vai ajudá-lo a crescer, para que você possa levar para ele mais coisas. E coisas muito melhores. Depois disso, ela fez tudo o que uma mãe sozinha pode fazer para dar ao filho o melhor.
As crianças não são tolas. E muito mais do que possamos imaginar permanecem atentas, em especial a tudo que lhes diga respeito.
Percebem os desentendimentos conjugais, as dificuldades domésticas, a ponto de ficar enfermas.
Por tudo isso, preste mais atenção ao seu filho. E, sobretudo, fale com ele sobre as dificuldades e sobre as soluções possíveis.
Não o deixe crescer ansioso e triste. Ajude-o a viver no mundo, seguro e firme.
com base no cap. A catadora de lixo, do livro As boas mulheres da China, de autoria de Xinran
terça-feira, 16 de julho de 2019
A paz do Cristo
O Evangelista Mateus anotou palavras de Jesus que, até hoje, causam um certo espanto ao estudioso dos Evangelhos, ao menos no primeiro momento.
Dentre elas, a afirmativa: Não cuideis que vim trazer a paz à Terra. Não vim trazer a paz, mas a espada.
Acontece que o conceito de paz, entre os homens, desde muitos séculos está viciado.
Na expressão comum, ter paz significa ter atingido garantias do mundo, dentro das quais possa o homem viver, sem maiores cuidados.
Paz, para muitos, significa ter a garantia de grandes somas de dinheiro, não importando o que tenha que fazer para as conseguir.
Isso porque muito dinheiro significa poder se rodear de servidores, de pessoas que realizem as tarefas que, normalmente, a criatura deveria executar.
Também tem a ver com viagens maravilhosas para todos os lugares possíveis, ida a restaurantes caros, roupas finas, perfumes exóticos.
Desfrutar de tudo o que é considerado bom no mundo.
Naturalmente, Jesus não poderia endossar esse tipo de tranquilidade, onde o ser vegeta e não vive realmente.
Assim, em contrapartida ao falso princípio estabelecido no mundo, Jesus trouxe consigo a luta regeneradora, a espada simbólica do conhecimento interior pela revelação divina, para que o homem inicie a batalha do aperfeiçoamento em si mesmo.
Jesus veio instalar o combate da redenção. É um combate sem sangue, uma frente de batalha sem feridos.
A guerra que o Senhor Jesus propõe é contra o mal. Ele mesmo foi o primeiro a inaugurar o testemunho pelos sacrifícios supremos.
Convidado a se sentar no Sinédrio, junto aos poderosos do templo de Jerusalém, optou, sem desprezar ninguém, por se dedicar à gente simples, para quem ensinou bondade, compaixão, piedade.
Exatamente numa época em que a lei do mais forte imperava. O dominador romano mandava e o povo escravo deveria obedecer.
Uma época em que os portadores de hanseníase, que conheciam como lepra, eram colocados para fora das cidades, longe do convívio dos seus amores, sem cuidado algum.
Uma época em que as crianças enjeitadas eram abandonadas nas ruas, entregues a ninguém.
Há mais de vinte séculos a Terra vive sob esses impulsos renovadores da mensagem de Jesus.
Buscar a mentirosa paz do conforto exclusivo, pensando somente em si próprio, é infelicitar-se.
Todos aqueles que pretendem seguir Jesus encontram, pela frente, a batalha pela conquista das virtudes. Mas, igualmente, a serenidade inalterável, na divina fonte de repouso dos corações que se unem ao amor de Jesus.
Ele é o sustentáculo da paz sublime para todos os homens bons e sinceros.
A conquista da paz do Cristo, em essência, é fácil. Basta seguir pequenas regras: não ter ambição em demasia e saber valorizar o que se tem.
Amar e perdoar, sem acumular mágoas, que somente pesam na economia da alma, infelicitando-a.
Cumprir fielmente os seus deveres, na certeza de que a paz de consciência se alcança com o dever retamente cumprido.
Finalmente, entregar-se confiante aos desígnios de Deus. O bom Deus que cuida das aves do céu e dos lírios do campo, vela incessantemente por todos nós.
com base no cap. 104, do livro Caminho, verdade e vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier
Dentre elas, a afirmativa: Não cuideis que vim trazer a paz à Terra. Não vim trazer a paz, mas a espada.
Acontece que o conceito de paz, entre os homens, desde muitos séculos está viciado.
Na expressão comum, ter paz significa ter atingido garantias do mundo, dentro das quais possa o homem viver, sem maiores cuidados.
Paz, para muitos, significa ter a garantia de grandes somas de dinheiro, não importando o que tenha que fazer para as conseguir.
Isso porque muito dinheiro significa poder se rodear de servidores, de pessoas que realizem as tarefas que, normalmente, a criatura deveria executar.
Também tem a ver com viagens maravilhosas para todos os lugares possíveis, ida a restaurantes caros, roupas finas, perfumes exóticos.
Desfrutar de tudo o que é considerado bom no mundo.
Naturalmente, Jesus não poderia endossar esse tipo de tranquilidade, onde o ser vegeta e não vive realmente.
Assim, em contrapartida ao falso princípio estabelecido no mundo, Jesus trouxe consigo a luta regeneradora, a espada simbólica do conhecimento interior pela revelação divina, para que o homem inicie a batalha do aperfeiçoamento em si mesmo.
Jesus veio instalar o combate da redenção. É um combate sem sangue, uma frente de batalha sem feridos.
A guerra que o Senhor Jesus propõe é contra o mal. Ele mesmo foi o primeiro a inaugurar o testemunho pelos sacrifícios supremos.
Convidado a se sentar no Sinédrio, junto aos poderosos do templo de Jerusalém, optou, sem desprezar ninguém, por se dedicar à gente simples, para quem ensinou bondade, compaixão, piedade.
Exatamente numa época em que a lei do mais forte imperava. O dominador romano mandava e o povo escravo deveria obedecer.
Uma época em que os portadores de hanseníase, que conheciam como lepra, eram colocados para fora das cidades, longe do convívio dos seus amores, sem cuidado algum.
Uma época em que as crianças enjeitadas eram abandonadas nas ruas, entregues a ninguém.
Há mais de vinte séculos a Terra vive sob esses impulsos renovadores da mensagem de Jesus.
Buscar a mentirosa paz do conforto exclusivo, pensando somente em si próprio, é infelicitar-se.
Todos aqueles que pretendem seguir Jesus encontram, pela frente, a batalha pela conquista das virtudes. Mas, igualmente, a serenidade inalterável, na divina fonte de repouso dos corações que se unem ao amor de Jesus.
Ele é o sustentáculo da paz sublime para todos os homens bons e sinceros.
Amar e perdoar, sem acumular mágoas, que somente pesam na economia da alma, infelicitando-a.
Cumprir fielmente os seus deveres, na certeza de que a paz de consciência se alcança com o dever retamente cumprido.
Finalmente, entregar-se confiante aos desígnios de Deus. O bom Deus que cuida das aves do céu e dos lírios do campo, vela incessantemente por todos nós.
com base no cap. 104, do livro Caminho, verdade e vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier
quinta-feira, 11 de julho de 2019
A palavra de Jesus
O Seu semblante refletia o resplendor do sol. Algo havia em Sua pessoa que emprestava força às Suas palavras.
Ele falava como quem tinha autoridade. Autoridade sobre todos: Espíritos e homens.
Ninguém que a Ele se comparasse. Os oradores de Roma, de Atenas e de Alexandria eram famosos, mas o jovem Nazareno era diferente de todos eles. E maior.
Aqueles possuíam a arte que encantava os ouvidos. Quando Jesus falava, os que O ouviam deixavam vagar o próprio coração por lugares antes nunca visitados.
Ele sabia falar de forma adequada a cada um. Foi o mais extraordinário pedagogo da História.
Narrava parábolas e criava histórias como jamais haviam sido narradas ou criadas antes dEle.
O Seu verbo desencadeava-se ora doce, ora enérgico, tal como as estações primaveris e as invernosas sabem se apresentar.
Falava das coisas simples, que todos entendiam, para lecionar as leis divinas e arrebanhar os Espíritos ao reino de Deus.
Suas histórias começavam assim: Um semeador saiu a semear...
E enquanto discursava, os que O fitavam podiam assistir, à semelhança de prodigiosa tela mental, o homem, em plena madrugada, indo ao campo, e espalhando as sementes..
Poderiam, inclusive, quase vê-las a brotar, a partir da terra fértil.
Ou então era assim que falava: Um pastor contou seu rebanho, ao cair da tarde, e descobriu que faltava uma ovelha.
E todos lembravam a figura dedicada do pastor solitário, que passava em torno de nove meses, nos campos, com seu rebanho.
Ao anoitecer, colocava todas as ovelhas no aprisco, um abrigo de pedras, e ele mesmo se transformava em porta viva, deitado atravessado no único acesso, protegendo-as.
Em Sua fala havia um poder que faltava aos brilhantes oradores da Velha Roma e da Grécia.
Quando eles pronunciavam seus discursos falavam da vida aos seus ouvintes. O Nazareno informava da destinação gloriosa do ser, da vida que não perece nunca.
Falava de um reino de riquezas imperecíveis. Um reino para o qual todos teriam acesso, porque é do Pai e todos somos Seus filhos.
Eles observavam a vida com olhos humanos apenas. Jesus via a vida à luz de Deus e assim a apresentava.
Ele era como uma montanha que se dirigia às planícies. Conhecia a intimidade de cada um e individualmente alcançava as criaturas, falando-lhes do que tinham maior carência.
Ninguém que O igualasse. Isso porque Jesus é maior do que todos os homens. Sua sabedoria vinha diretamente do Pai, com quem comungava ininterruptamente.
Por isso mesmo, por mais de uma vez, expressou-se afirmando: Eu e o pai somos um, o que levou alguns de nós a pensarmos que Ele era o próprio Deus.
Se Jesus é tão grande e Sua mensagem tão clara, por que, apesar de mais de dois milênios transcorridos, prosseguimos sem lhe seguir os ensinos?
De que mais carecemos para que nossas mentes despertem e nossos corações se afeiçoem ao bem?
O tempo urge. As tempestades nos alcançam.
Pensemos: Ele é o porto seguro, o Pastor, nosso Mestre.
com base no cap. Assaf, chamado O orador de Tiro, do livro Jesus, o Filho do Homem, de Kalil Gibran
quinta-feira, 4 de julho de 2019
quarta-feira, 3 de julho de 2019
Vontade de Deus
Em nossa caminhada na Terra, nos deparamos com dificuldades de diversas ordens. São as doenças que nos chegam inesperadamente, os reveses financeiros, os desentendimentos pessoais, perdas de parentes e amigos.
Nesses momentos nossa fé é colocada à prova, pois muito do que nos acontece nos escapa à compreensão. Através de questionamentos íntimos, buscamos incessantemente a causa do que nos aflige e, muitas vezes, não a encontramos.
Perguntamo-nos qual a melhor conduta a adotar nessas situações. É certo que devemos buscar as providências práticas necessárias para tentar superar, na medida do possível, essas dificuldades.
Mas, quando carregamos em nosso íntimo a fé verdadeira, qualquer que seja o caminho escolhido para ser percorrido na busca das soluções, com certeza, se tornará menos árduo.
A fé nos ensina que Deus é Pai bondoso e misericordioso e que só deseja o nosso bem. Melhor do que nós, sabe o que nos convém.
Quando, na oração dominical, rogamos ao Pai que seja feita a vontade d´Ele, estamos nos submetendo aos Seus decretos.
Mas, somente nos submeteremos à vontade de Deus sem queixas e sem revoltas, quando compreendermos que Deus é fonte de toda sabedoria e que tudo que nos acontece tem um propósito.
A Vontade Divina se manifesta em nosso favor, desde as pequenas contrariedades do dia a dia, até nos grandes problemas que, por vezes, julgamos sem solução.
A luta é necessária para nosso crescimento e a superação das dificuldades nos deixa mais fortalecidos.
Para transformar o barro em um perfeito vaso, o oleiro necessita do calor do fogo, usando a sua chama com todo cuidado e carinho.
O sofrimento e a luta são as chamas invisíveis que o nosso Pai Celestial criou para o embelezamento das nossas almas que, um dia, serão vasos sublimes e perfeitos para o serviço do céu.
Podemos discernir a vontade de Deus, em todas as situações:
No sofrimento, é a paciência.
Na perturbação, é a serenidade.
Diante da maldade, é o bem que auxilia sempre.
Perante as sombras, é a luz.
No trabalho, é o devotamento do dever.
Na amargura, é a esperança.
No erro, é a correcção.
Na queda, é o reerguimento.
Na luta, é o valor moral.
Na tentação, é a resistência.
Junto à discórdia, é a harmonia.
À frente do ódio, é o amor.
No ruído da maledicência, é o silêncio.
Na ofensa, é o perdão completo.
Na vida comum, é a bondade em favor de todos.
O objectivo da prece consiste em elevar a nossa alma a Deus. O importante é que ela seja sempre dita de coração e não somente dos lábios.
Quando utilizarmos a oração dominical, o Pai Nosso, que nos foi ensinada por Jesus, o façamos de todo o nosso coração. Que o sentido de cada palavra toque verdadeiramente a nossa alma.
com frases da pt. 4, do livro Pai Nosso, pelo Espírito Meimei,psicografia de Francisco Cândido Xavier
sexta-feira, 21 de junho de 2019
Evangelho (Mt 6,19-23)
«Não ajunteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, ajuntai para vós tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Pois onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
A lâmpada do corpo é o olho: se teu olho for simples, ficarás todo cheio de luz. Mas se teu olho for ruim, ficarás todo em trevas. Se, pois, a luz em ti é trevas, quão grandes serão as trevas!».
terça-feira, 11 de junho de 2019
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