RODA DA VIDA

Oramos pela vida e saúde dos homens de Paz no Mundo, Homens e Mulheres com missões dificílimas, de dação de esperança e de forte influencia contra a corrupção que assola o mundo e o mantém cativo na desgraça da injustiça. Louvemos estes inspirados irmãos e irmãs, desde os mais influentes, como Francisco Pai da Igreja Católica, Dalai Lama Pai dos Budistas, e tantos outros em suas respectivas importâncias, que movem o mundo com a força de suas Almas devotas, num mundo melhor para todos, mais justo, onde os indefesos não estejam à mercê de nenhum tirano, onde o único exercito ou militar à face da terra seja a serviço do Amor ao Próximo - Oremos diáriamente pela Mãe Terra, nosso planeta que tanto precisa de nossa atenção e nossas preces pelas causas ecologistas, sejamos a diferença que queremos ver no respeito pelo ambiente, elevemos o pensamento no sentido de todos mantermos a calma perante a ameaça da pandemia COVID-19 - Assim seja

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

A Oração - nº. 13

Contudo, para que uma oração seja ouvida há que respeitar certas condições. Porque é que, por exemplo, os Iniciados do passado ensinaram o gesto de juntar as mãos quando se ora? É simbólico. É porque a verdadeira oração representa a união dos dois princípios: o coração e o intelecto. Se é o vosso coração que pede, mas o vosso pensamento não participa, não se junta a ele, a vossa oração não será recebida. Para ela ser recebida, tem que vir do coração e do intelecto, do pensamento e do sentimento, isto é, dos dois princípios, masculino e feminino, unidos.

Em quantos quadros se representam pessoas a orar, até crianças com as mãos juntas! Mas nunca se compreendeu a profundidade deste gesto. Isto não quer dizer que para orar é obrigatório juntar as mãos fisicamente. Não, não é a atitude física que conta, mas a atitude interior. É preciso juntar o coração e o intelecto, a alma e o espírito, porque é da sua união que resulta a força da oração. Nesse momento, projectais uma força para o Céu, em resposta, envia-vos a luz a paz. Portanto, ao mesmo tempo, vós dais e recebeis, sois activos e receptivos.

A oração é um impulso do homem para o Céu, para Deus, e esse impulso pode ser mudo ou assente em palavras. Evidentemente, o essencial da oração não está nas palavras, mas na intensidade, no fervor. Muitas vezes, quando as pessoas oram em voz alta, as palavras que pronunciam caem em saco roto; a sua boca murmura qualquer coisa, mas elas não oram, porque em si nada vibra. Ora, para ajudar à realização, a palavra pronunciada é muito importante, porque as vibrações sonoras têm grandes poderes sobre a matéria.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Anjos da ponte

A ponte Golden Gate, na baía de São Francisco, Califórnia, Estados Unidos, é a ponte mais visitada por turistas.

Não há quem não admire sua imponência e a vista que oferece a quem por ela transite.

No entanto, o monumento guarda um outro recorde, nada animador: é um dos principais pontos de suicídio do planeta.

A questão é tão séria que a ponte tem a sua própria equipe de voluntários, a Bridgewatch Angels - anjos da brigada da ponte, dedicada a detectar potenciais suicidas e salvar suas vidas com um método simples: ouvir o que têm a dizer.

Desde sua inauguração, em 1937, a ponte conta com o triste índice de mais de mil e setecentos suicídios.

No ano de 2018, duzentas e quatorze pessoas tentaram pular. O fato de apenas vinte e sete terem realizado o seu desejo é um sinal do sucesso do trabalho conjunto desses voluntários com a polícia.

Apesar de viver na região, a policial Mia Munayer não tinha conhecimento do legado sombrio da Golden Gate, até assistir em 2010 ao documentário The bridge.

Tinha que fazer algo para ajudar a impedir que mais pessoas morressem, diz ela, que fundou a Bridgewatch Angels.

Desde 2011, os voluntários percorrem a ponte em datas importantes, como Dia dos namorados, véspera de Natal, e outras. São treinados para abordar qualquer pessoa que acreditem possa estar em perigo.

Munayer gastou mais de dez mil dólares do próprio bolso para financiar as campanhas, que incluem seminários para pessoas interessadas em ajudar a patrulhar a ponte em épocas de maior preocupação.

A policial treina os voluntários para lidar com aqueles que parecem isolados e angustiados. Eles aprendem a detectar os sinais de alerta e maneiras de reagir a isso. Os voluntários fazem perguntas que podem começar com um simples Você está bem?

É uma questão de estimular a pessoa a falar.

Conversamos com as pessoas. Mostramos que não estão sozinhas. Nós ouvimos. Às vezes, essa é a melhor resposta. Mas é importante tentar não tocar em assuntos sensíveis e apenas mantê-las conversando. - Diz a policial.

*   *   *

Talvez não tenhamos parado para pensar sobre isso, mas próximo a nós pode haver alguém pensando em desistir da própria vida.

Fiquemos atentos, mostremos que ninguém está só, que juntos podemos nos ajudar a solucionar os problemas e que não é desistindo de tudo que fará com que o sofrimento, a dor, vá embora.

O suicídio é uma saída enganosa, uma saída falsa, uma infracção às leis maiores do Universo.

A vida nos foi dada para evoluirmos. Para isso passamos por provas e expiação. Importante suportá-la e ainda, retirar de todos os dias o seu aprendizado, pois mesmo os maiores erros, os maiores deslizes têm algo a nos ensinar.

Estamos aqui para viver e viver é lidar com tudo isso, fortalecendo-nos em cada luta.

Não estamos sós. Temos nosso Espírito protetor ao nosso lado, temos amores que se importam conosco aqui na Terra, temos o Criador da vida no coração aguardando que nos aproximemos dele.
com base em reportagem do site BBC News Brasil.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

A ORAÇÃO - N. 15

Tudo reside, portanto, na intensidade, e a intensidade está sempre ligada ao poder que se tem de libertar os seus pensamentos e sentimentos de todas as preocupações estranhas à oração. Por isso, a atitude interior é muito importante: conseguir por tudo de lado, por uns momentos, para mergulhar num trabalho espiritual intenso. Só nesta condição é que se é atendido pelo Céu.

Cada coisa espiritual tem a sua correspondência material e cada partícula de matéria tem a sua correspondência no plano espiritual. Existe, pois, uma correlação entre o mundo subtil da consciência, do pensamento, do sentimento, e o mundo da matéria. Cada vez que a vossa oração vos projecta para as regiões superiores da consciência, vós atraís do espaço materiais de uma grande pureza graças aos quais podereis dar um corpo aos vossos desejos divinos. Há que começar por trabalhar no plano espiritual: o plano material transformar-se-á, então, automaticamente. Todos os Iniciados basearam a sua acção nesta lei das correspondências. A sua única preocupação é trabalharem correctamente, harmoniosamente. Em relação ao resto, estão completamente convencidos de que existe uma fidelidade e que o que já está realizado pelo pensamento no mundo espiritual será realizado um dia no plano físico.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

A Oração - 14

Sem a palavra, os pensamentos e os sentimentos têm dificuldade em realizar-se no plano físico, porque lhes falta um veículo, um corpo para se poderem materializar. A palavra é como que o corpo que deveis dar a essa alma que é o vosso pensamento. Enquanto não lhe derdes um corpo essa alma é obrigada a percorrer os mundos astral e físico à procura de materiais que lhe permitam encarnar-se, e isso leva muito tempo. Porém, se acompanhardes o vosso pensamento de um sentimento forte que lhe sirva de combustível e depois o projectardes no plano físico por meio de palavras, tereis as melhores condições para a realização. 

A palavra tem uma grande força que pode ser comparada à assinatura de uma acta, de uma encomenda ou de um contrato. E, como sabeis, um papel só tem valor se estiver assinado. Assim, após terdes meditado, podeis dar à palavra a possibilidade de fazer descer os vossos pensamentos e os vossos desejos. Ela é, então, como que a assinatura que permite o desencadeamento das forças do Alto, sim, mas só se o vosso desejo e o vosso pensamento forem já poderosos no plano espiritual.

Quando sentirdes um grande amor para com Deus, como o sentimento é algo puramente psíquico, não tereis necessidade de exprimir-vos por palavras, podeis exprimir-vos apenas pela força do vosso amor. Mas suponhamos que quereis obter a realização de um desejo no plano físico, material; nessa altura, é necessário pronunciar palavras. Todavia, o essencial está na intensidade do pensamento e do sentimento, senão, mesmo que pronuncieis palavras durante horas seguidas, isso não terá qualquer resultado, não sereis atendidos. Aliás, vós próprios sentis quando a vossa oração é ou não ouvida. Há dias em que sentis uma tal força, uma tal plenitude, que sabeis que, finalmente, o Céu vos ouviu. Isto não quer dizer que haverá, de um momento para o outro, resultados no plano físico. Não! Mas o Céu escutou-vos, tomou em consideração o vosso pedido, e isso é o essencial: sentir que a vossa oração foi escutada!

terça-feira, 5 de novembro de 2019

A fé que nos conduz

Fé é a confiança da criatura em seus destinos. É o sentimento que nos eleva ao Criador, a certeza de que estamos no caminho que nos conduz para a verdade.

De um modo geral, para adquirirmos a fé inabalável, passamos por tribulações da dúvida e angústias que nos embaraçam a jornada.

Se buscarmos respostas, se questionarmos, teremos como resultado a fé profunda porque estará alicerçada em tudo aquilo que a nossa razão aceita como coerente.

A razão, dizia o Apóstolo Paulo, é Deus em nós. É um reflexo da razão eterna.

Não podemos lhe desconhecer o valor e a utilidade. Se assim fizermos, estaremos menosprezando a natureza humana e ultrajando a própria Divindade.

A fé, iluminada pela razão, nos abre um campo vasto de ação consciente. Harmoniza as nossas faculdades e nos traz paz interior.

Não se trata, portanto, de uma simples crença em certos dogmas religiosos. Está na convicção que nos anima e nos arrebata para os ideais elevados.

Quando temos fé em nós mesmos e ainda a conjugamos com a fé no Pai de bondade, temos capacidade de realizar grandes obras.

Foi assim que Francisco de Assis revolucionou o pensamento cristão, na Idade Média, convidando os homens a um retorno ao Cristianismo primitivo.

Sensibilizou corações jovens que o seguiram, comungando do seu ideal de amor a Deus e às criaturas. Um grande ecologista à sua época, exemplificando o respeito a todo ser vivente.

Foi assim que Madre Tereza de Calcutá venceu todas as dificuldades, até mesmo a má vontade de alguns, e fundou a sua obra de assistência aos pobres mais pobres.

Atraiu para si pessoas idealistas que lhe secundaram os esforços e suas casas de beneficência se espalharam pelo mundo, instaladas sempre nos lugares mais necessitados.

Foi assim que Irmã Dulce, na Bahia, ergueu um hospital, na sua fragilidade orgânica mas grande força moral.

Conseguiu a adesão de muitos corações, tocados pela sua energia.

Foi assim que Divaldo Pereira Franco, também na Bahia, ergueu um lar de bênçãos, a Mansão do Caminho. Atendimento à criança, à família, ao idoso.

Pão para o corpo, pão para a alma com educação, desde a mais tenra idade. Um projecto para formar homens instruídos, esclarecidos. Homens de bem para o mundo.

Todos motivados pela fé. A mesma fé que move o artista, o pensador, o filósofo. Fé que é a visão de algo maior, de um ideal sonhado e que deve se concretizar.

Fé que repousa na base sólida que lhe oferecem o livre pensar e o livre exame.

Mãe dos grandes feitos e dos mais nobres sentimentos, torna o homem firme perante tudo que lhe ocorre.

Detentor de fé, o homem não se permite abalar pelas lutas, pelos revezes. Ao contrário, firme, a tudo enfrenta.

Fé em si mesmo, Espírito imortal. Fé num poder superior, que a tudo governa, tudo preside.

Quando todas as almas encarnadas na Terra se unirem nessa fé poderosa, assistiremos à maior transformação moral que a História jamais registou.

Iniciemos por nós mesmos, agora, hoje, enquanto é tempo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

A ORAÇÃO - Parte nº. 12

O aposento secreto é, pois, um lugar de silêncio e de segredo. Os outros não devem perceber aquilo que dizeis, como o dizeis e a quem vos dirigis. É claro que algumas vezes não podereis impedi-los de se darem conta de que estais a orar. Mas, quanto menos eles se aperceberem, mais valor terá a vossa oração. Numa parábola, Jesus fala daquele fariseu que tinha subido ao templo de Jerusalém e que orava com grande ostentação… Pois bem, toda a sua atitude mostrava que ele não se encontrava no aposento secreto.

Podemos dizer que este aposento secreto é o coração, o silêncio do coração. Mas, evidentemente, o coração aqui não é o que corresponde ao plano astral, o lugar dos desejos inferiores, da avidez. O aposento secreto é o coração espiritual, quer dizer, a alma. Enquanto não se consegue chegar ao verdadeiro silêncio, não se penetrou nesse aposento. Há tantos "aposentos" no homem! E, de entre todos esses aposentos, muito poucas pessoas encontraram precisamente aquele em que o silêncio é valorizado. A maioria é desviada para os outros aposentos e é lá que ora; mas como aí não há aparelhos apropriados o Céu não recebe os seus pedidos.

Portanto, não é suficiente reservar um lugar da casa para a Divindade. Se, na verdade, quiserdes ser visitados, precisais de consagrar um lugar no vosso coração, na vossa alma, dizendo: "Este lugar é para o Senhor, ou para a Mãe Divina, ou para o Cristo, ou para o Arcanjo Miguel, porque - acreditai! - se houver um lugar para eles, eles virão.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Evangelho (Lc 12,35-38)

Podeis fechar-vos quantas vezes quiserdes entre as quatro paredes de um quarto e aí orar; se não tiverdes amor pelo Senhor, se não conseguirdes atingir esse estado de fervor que é próprio da oração, não podereis encontrar esse aposento secreto nem entrar nele. O aposento secreto é o estado de grande concentração, de paz, de silêncio interior, em que tudo o resto se extingue, em que não existe mais nada senão a vossa oração, a vossa palavra interior que percorre o espaço. Nesse momento, mesmo se não souberdes que estais nesse aposento secreto, vós estais lá realmente.

O aposento secreto é um símbolo magnífico e de uma grande profundidade, que era certamente conhecido muito antes de Jesus. Todos os Iniciados e místicos sabem que para orar é preciso entrar nesse aposento interior, porque no exterior o Céu não os ouvirá. Porquê? Imaginai que estais na rua e que quereis falar a um amigo que se encontra noutra cidade: não podereis fazê-lo, a menos que entreis numa cabina telefónica, porque há lá um aparelho onde marcareis um número e estabelecereis a comunicação. Se ficardes na rua, por mais que griteis, por mais que berreis, o vosso amigo não vos ouvirá. Da mesma maneira, para sermos ouvidos pelo Céu, é preciso que entremos nesse aposento secreto de que falava Jesus, porque ele também está apetrechado com aparelhos telefónicos que permitem comunicar com os mundos superiores.

Mas aprofundemos mais ainda esta comparação: quando entrais numa cabina telefónica, fechais a porta para poder escutar e falar sem barulhos. De igual modo, esse aposento secreto deve estar silencioso, porque não é com barulho que se faz o trabalho espiritual.
Devemos, pois, compreender que existe em todos os seres um lugar muito silencioso em que eles devem penetrar fechando a portas atrás de si. Fechar a porta quer dizer não deixar entrar pensamentos e desejos estranhos à oração, senão haverá parasitas na vossa comunicação com o Céu e não obtereis resposta. Só no aposento secreto é que a comunicação pode passar correctamente: Vós falais e ouvis; dirigis um pedido ao Céu e recebeis uma resposta. Se não conseguirdes captar o que vos dizem é porque vos esquecestes de fechar a porta ou não conseguistes acalmar o tumulto dos vossos pensamentos e dos vossos sentimentos.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Evangelho (Lc 11,42-46):

Naquele tempo, o Senhor disse: «Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Isto é que deveríeis praticar, sem negligenciar aquilo. Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro assento nas sinagogas e de serdes cumprimentados nas praças. Ai de vós, porque sois como túmulos que não se vêem, sobre os quais as pessoas andam sem saber». Um doutor da Lei tomou a palavra e disse: «Mestre, falando assim, insultas também a nós!». Jesus respondeu: «Ai de vós igualmente, doutores da Lei, porque carregais as pessoas com fardos insuportáveis, e vós mesmos, nem com um só dedo, não tocais nesses fardos!».

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

A ORAÇÃO - Parte nº. 10

Lembro-me de que, antigamente, na Bulgária, havia em todas as casas um pequeno nicho onde era colocado um ícone diante do qual as pessoas vinham todas as noites acender a lamparina e recolher-se um instante a fim de ficarem protegidas durante a noite. Este costume também existia em muitos outros países, porém hoje está quase abandonado por todo o lado.

Os seres humanos perderam o desejo de se ligar, a eles e a toda a família, com essas forças luminosas que podem guiá-los, protegê-los. Já nem sequer crêem que pode existir essa protecção invisível. Têm outras protecções, protecções físicas, materiais, graças às quais se julgam mais protegidas, o que em certos casos é verdade, mas noutros não.

É bom estarmos protegidos no plano físico, e a técnica está sempre a preparar novos aparelhos para assegurar a segurança dos seres humanos; porém, é também indispensável estarmos protegidos, do ponto de vista espiritual, por correntes, por entidades celestes.

Mas esse lugar de que estou a falar-vos, esse lugar nas nossas casas que é bom prepararmos e purificarmos para que aí se instale a Divindade, é apenas a concretização no plano físico de um outro lugar, invisível, aquele de que Jesus falava, ao dizer: «Quando orares, entra no teu aposento, fecha a porta e ora ao teu Pai que está aí, no aposento secreto.» Este aposento secreto não é outra coisa senão um estado de consciência. Quando conseguis criar em vós o silêncio e a paz, quando tendes necessidade de exprimir ao Senhor o vosso amor por Ele, estais já nesse aposento secreto. Ele pode estar no coração, pode estar também na mente, na alma… Na realidade, é um estado de consciência superior até onde vós conseguistes elevar-vos.

Meditais, por exemplo, acerca de verdades sublimes que não conseguis captar, e eis que ao fim de algum tempo conseguis compreendê-las. O que se passou? De onde veio essa compreensão?... O vosso espírito já a possuía desde sempre, mas era um domínio ao qual a vossa consciência ainda não tinha tido acesso. Porque o homem, que não sabe o que se passa no seu subconsciente, também não sabe o que se passa no Alto, no Céu, no seu Céu, no seu espírito, a super-consciência.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A oração de uma criança

Certa vez, uma mãe viu seu filhinho sentado em um canto da sala, recitando alto as letras do alfabeto: a, b, c, d, e, f, g...

Intrigada, ela se aproximou e lhe perguntou:

Filho, o que você está fazendo?

Mamãe, você me disse para eu orar sempre a Deus. Acontece que eu não sei como fazer. Então resolvi ir dizendo o alfabeto inteiro para Deus, pedindo que faça uma boa oração com essas letras.

O fato poderia ser tomado como uma dessas coisas de criança se não houvesse tanta fé na simplicidade do gesto. Simplicidade que esquecemos muitas vezes.

Quantas vezes dizemos que não sabemos orar ou como nos dirigir ao Criador. Chegamos a pedir a outros que orem por nós, pelas nossas necessidades, pelos nossos afectos, porque não sabemos como orar.

E é tão simples. Orar é dialogar com Quem é o maior responsável pela nossa vida, por tudo que somos, desde que nos originamos da Sua vontade: Deus.

Não há necessidade de palavras difíceis, rebuscadas ou decoradas. A oração deve ser espontânea, gerada pela necessidade do momento. Ou por um momento de intensa alegria, uma conquista concretizada, um objectivo alcançado.

Já nos ensinou o Mestre Galileu a Seu tempo: Não creiais que por muito falardes, sereis ouvidos. Não é pela multiplicidade das palavras que sereis atendidos.

E sabiamente ainda ensinou Jesus que se devia orar ao Pai em secreto. Portanto, existem muitas preces que nem chegam a ser proferidas. Explodem da alma para os céus sem que os lábios tomem parte, sem que as cordas vocais sejam accionadas.

Deus vê o que se passa no fundo dos corações. Lê o pensamento dos Seus filhos.

A oração pode se tornar incessante em nossas vidas sem que haja necessidade de tomarmos qualquer postura especial. A prece pode ser de todos os instantes, sem nenhuma interrupção dos nossos trabalhos.

Pode consistir no ato de reconhecimento a Deus quando escapamos de um acidente que poderia ser fatal. Pode ser um momento de êxtase pela beleza do oceano que joga suas ondas contra as rochas, desejando arrebatá-las para o seu seio.

Ou, ainda, ante o espectáculo de cores do arco-íris após a tormenta que despetalou as rosas.

Sem fórmulas prontas, sem palavras encomendadas ou de difícil pronúncia.

Rogar, agradecer. Exactamente como a criança que ganha um brinquedo, pula no colo do pai, e diz sorrindo: Obrigado, papai. Adorei.

Ou, quando, súplice, pede: Papai, compra um sorvete? Ah, por favor. Compra, papai.

Singeleza, simplicidade. É assim que devemos dialogar com Deus, nosso Pai.

*   *   *

Deus, em Sua infinita misericórdia, criou um canal especial de comunicação para que a qualquer hora, em qualquer lugar, todo ser pensante pudesse falar com Ele.

Este canal chama-se prece. Acessível ao pobre, ao abastado, ao letrado e ao desprovido de recursos intelectuais. À criança e ao adulto; a quem crê e até mesmo a quem não crê mas que um dia se dá conta que é muito confortador ter um Pai que escuta sempre, atende e socorre.

Não se esqueça de usar o seu canal especial de comunicação.
com relato do cap. A oração de uma criança, do livro Histórias para o coração da mulher, de Alice Gray

terça-feira, 8 de outubro de 2019

A ORAÇÃO - Parte nº. 9

O que muito me agradou quando viajei pela Índia, e que me fez também reflectir, foi que em cada casa, tanto a mais pobre como a mais rica, havia sempre um pequeno altar com imagens ou estatuetas de divindades, diante das quais estavam acesas lamparinas e ardiam alguns paus de incenso. Os grandes Mestres da Índia conseguiram incutir nos homens e mulheres daquele país a necessidade de reservar um pequeno lugar para todos os espíritos luminosos a fim de receberem a sua ajuda e a sua protecção.

Este lugar tanto pode estar no exterior como no interior da casa. Até os hotéis têm pequenos santuários nas varandas ou nos terraços e vêem-se também muitos nas ruas. Evidentemente, o que menos me agradou foi que raramente vi altares bem conservados: havia toda a espécie de coisas no espaço onde estava o altar e até as imagens estavam muitas vezes sujas e estragadas como se as pessoas de lá não dessem qualquer importância à ordem e à limpeza, mas apenas ao lado simbólico das coisas.

Os espiritualistas, os místicos, precisam de ter um lugar para se recolherem e orarem. Evidentemente, é preferível poderem fazê-lo na solidão de uma sala onde não se corra o risco de ser incomodado. Por isso recomendo-vos que, se possível, tenhais em vossa casa um lugar que fique à parte, sagrado, onde nem toda a gente possa entrar, mesmo que não seja maior do que uma cabine telefónica. O essencial é que seja um lugar consagrado cujas vibrações, cujos fluidos subtis, irão permitir-vos entrar mais facilmente em contacto com as entidades celestes.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Oração e humildade

Meu Deus, sei que ainda sou um ser em evolução e que muitas vezes fujo dos objectivos que o Senhor traçou para que eu alcance a minha felicidade.

Sei também que nem sempre consigo fazer o bem que desejo, e muitas são as vezes que faço o mal que já não gostaria mais de fazer.

Por isso venho a ti, Senhor, para rogar forças, coragem e lucidez para acertar mais vezes do que me equivocar, e quando me equivocar, que seja por fraqueza ou ignorância, mas nunca por deliberação.

Venho a ti para pedir que não permitas, em tempo algum, que eu perca a vontade de viver, apesar dos momentos de dor e de sofrimento, que por certo terei que passar.

Pedir ajuda para cultivar o optimismo, mesmo que o futuro não seja tão promissor.

Para que me ensine a desenvolver o romantismo, ainda que em meu peito o coração pareça ter emudecido.

Senhor, ajuda-me a não perder a fé na amizade, mesmo que às vezes os amigos me traiam ou me abandonem nos momentos em que mais precisar deles.

Ajuda-me a cultivar o hábito e a alegria de ajudar as pessoas, ainda que muitas delas sejam ingratas e incapazes de retribuir.

Ensina-me a manter o equilíbrio até nos momentos de grandes abalos, em que tudo conspire para que eu perca o rumo.

Senhor, ajuda-me a amar sem esperar retribuição nem reconhecimento dos seres amados.

A observar a vida com brilho no olhar, até nos momentos em que a escuridão turbe os meus olhos.

A enfrentar os desafios da vida com garra e disposição, mesmo sabendo que as derrotas são inevitáveis no meu caminho.

Permite-me usar sempre a razão e o bom senso, ainda que o apelo dos vícios seja forte, insistente e constante na minha intimidade.

Sobretudo, Senhor, ajuda-me a elevar o sentimento de justiça acima dos meus próprios interesses.

Permite-me conservar o amor pela família, mesmo que ela me exija imensos esforços e árduas renúncias em prol da sua harmonia.

Ensina-me a ver sempre o lado bom e belo das coisas, apesar das lágrimas que brotam amargas do fundo da minha alma.

Senhor, que eu jamais perca a vontade de herdar as estrelas, mesmo habitando um planeta pequeno e de categoria inferior.

E, acima de tudo...

Que eu jamais esqueça que o Senhor é a inteligência suprema e que me ama infinitamente...

Que provê minhas necessidades, ampara-me sempre e só quer o meu aperfeiçoamento.

Que eu possa entender as pessoas que são mais frágeis que eu...

A não julgar o meu semelhante...

A educar meus sentimentos e desenvolver minha inteligência...

E, por fim, que eu nunca esqueça que sou um Espírito imortal... E que minha felicidade é uma conquista minha...

*   *   *

Nos dias em que a tristeza se apresentar, dissimulada e insistente em sua janela, recolha-se por alguns instantes...

Busque sintonizar com as forças do bem, que pairam acima das nuvens densas que envolvem a Terra, e alimente sua intimidade com a harmonia celeste.

Não se deixe envolver pela tristeza, pois ela lhe impedirá de ver a esperança que insiste em lhe acenar com a certeza de que um novo e lindo dia surgirá.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

A ORAÇÃO - Parte nº. 8

No momento em que orais, esforçai-vos também por criar uma imagem: a de uma multidão de espíritos dispersos pelo mundo inteiro mas que, lá onde eles se encontram, estão a concentrar-se no Criador, a ligar-se a Ele. Pelo pensamento, ligai-vos a esses seres para orar com eles e assim a vossa voz já não ficará isolada no deserto da vida. Quando dirigirdes solicitações ao Céu juntamente com milhares de seres luminosos, a vossa oração será ouvida por causa da colectividade e vós beneficiareis igualmente dela. É por agirdes sozinhos que o vosso pensamento não alcança o seu objectivo e retorna a vós. O segredo está em vos ligardes a todos os que oram, porque a cada momento há seres a orar em qualquer lugar do mundo.

Orar é, portanto, pedir. Contudo, há pedidos e pedidos. A maioria das pessoas pensam que orar a Deus é pedir-Lhe tudo o que lhes falta: precisam de abrigo, de roupa, de algum dinheiro… desejam escapar a um perigo, a uma doença…, desejam um marido, uma mulher, filhos, e pedem tudo isto a Deus. Quem é que, antes de orar, pensa em não pedir nada, em orar somente para se sentir mais próximo do Senhor? Quem ora verdadeiramente não pede nada. E, aliás, nessa altura, mesmo sem nada pedir, obtém tudo. Deus é força, sabedoria, amor, pureza, beleza, e aqueles que se ligam a Ele adquirem pouco a pouco cada uma das Suas virtudes, das Suas riquezas. Então, como podem eles duvidar de que um dia obterão tudo o que desejam?

É na oração que deveis encontrar a vossa felicidade, no próprio acto de orar, conscientes de que no dia em que todos os vossos desejos forem atendidos já não tereis a felicidade de pedir! Quando os desejos se tornam realidade, já não temos com que nos alegrar, temos saudades desses belos dias e que esperávamos a imaginávamos algo de maravilhoso. Por isso, deveis encontrar toda a vossa felicidade nessa ligação que, através da oração, criastes com o Céu, porque depois, quando tiverdes obtido o que desejais, só Deus sabe se ireis ter dias felizes! Aquele que compreendeu o verdadeiro significado da oração será sempre feliz, mesmo que nada tenha, porque ninguém poderá impedi-lo de criar no mundo subtil do pensamento coisas extraordinárias que, permanecendo inacessíveis, estarão sempre presentes nele.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Evangelho (Lc 7,11-17)

Naquele tempo, Jesus foi a uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão iam com ele. Quando chegou à porta da cidade, coincidiu que levavam um morto para enterrar, um filho único, cuja mãe era viúva. Uma grande multidão da cidade a acompanhava. Ao vê-la, o Senhor encheu-se de compaixão por ela e disse: «Não chores!». Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o carregavam pararam. Ele ordenou: «Jovem, eu te digo, levanta-te!». O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram tomados de temor e glorificavam a Deus dizendo: «Um grande profeta surgiu entre nós», e: «Deus veio visitar o seu povo». Esta notícia se espalhou por toda a Judeia e pela redondeza inteira.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Onde chegamos

Algumas notícias nos fazem cogitar de que estamos vivendo dentro de filmes de ficção científica.
Poderíamos até nos perguntarmos: Qual o limite do homem? Qual o limite da tecnologia? Se algo pode ser pensado, será que um dia não poderá ser realizado?
Em pleno ano de 2019 foram testadas as primeiras próteses controladas pelo pensamento.
Um consórcio de engenheiros, neuro-cientistas e clínicos de um projecto financiado pela União Europeia, conseguiu inovar, de forma surpreendente, nessa tecnologia revolucionária.
A equipe apresentou o primeiro protótipo e os primeiros testes realizados em um paciente. Trata-se de uma prótese de mão que também poderá fornecer à pessoa sensações naturais de toque e movimento.
Isso não é incrível? Percebamos o bem que o conhecimento aplicado com fins nobres pode realizar.
Por outro lado, temos posições não tão benéficas.
Todos que lidamos com dispositivos electrónicos como computadores, smartphones, tablets etc, temos enfrentado ameaças constantes. São os malwares.
Hostil, intrusivo e intencionalmente prejudicial, o malware ou software malicioso, invade, danifica ou desabilita computadores, sistemas de computador, redes e dispositivos móveis.
Esse intruso geralmente assume o controle das operações desses aparelhos, podendo extrair informações e destruir sua estrutura interna.
Os chamados Cavalos de Tróia, por exemplo, trazem programas que aparentam ser legítimos, mas que escondem alguma espécie de código que possibilita o cometimento de actividades prejudiciais aos usuários.
Alguns criminosos chegam a pedir resgate on- line pelas informações que, dessa forma, usurparam de organizações e usuários.
Outros fazem o mal pelo prazer de prejudicar apenas...
Leis específicas tiveram que ser criadas para tipificar tais crimes, que podem levar a grandes desastres.
Assim, podemos reflectir sobre o mal que o conhecimento aplicado com fins mesquinhos pode realizar.
É de nos questionarmos: Onde chegamos? Em que ponto estamos da evolução humana?
Tanta inteligência, tanta criatividade, mas ainda utilizadas de formas tão distintas! O bem e o mal como as escolhas de sempre.
Allan Kardec, na obra fundamental do Espiritismo, O livro dos Espíritos, indagou à Espiritualidade o porquê de povos mais esclarecidos serem, por vezes, os mais pervertidos.
A resposta obtida foi de que o progresso completo é o alvo a atingir. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não tenham desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a se equilibrar.
Percebamos o detalhe: duas forças que só com o tempo chegam a se equilibrar.
Esse é o equilíbrio que devemos buscar, trazendo o senso moral para os mesmos patamares da inteligência. E é a partir desse ponto que construiremos nossa verdadeira felicidade.
Pensemos a respeito e comecemos hoje nossa proposta de melhoria moral.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A ORAÇÃO - Parte nº. 5

Quando tiverdes que enfrentar grandes dificuldades, se não pedirdes nada, ficareis impotentes. Este átomo da oração é o único que pode remediar tudo; mas, se não lhe derdes qualquer actividade, suportareis interiormente tudo o que estava previsto. A força deste átomo está no domínio psíquico, quer dizer, nos vossos pensamentos, nas vossas emoções. 

Graças à oração, mesmo que exteriormente nada mude, vós não podereis permanecer no mesmo estado interior. Se estiver um tempo de gelo, tereis frio; se ficardes doentes, sofrereis; mas a oração produziu mudanças em vós próprios.

Um homem vai morrer e está sozinho, abandonado, na miséria. Mas, graças à oração, ele parte com alegria, em paz, na luz, enquanto outro, nas mesmas condições, mas que não ora, é invadido por sentimentos de revolta e de raiva. 

Mesmo quando não se consegue alterar as condições exteriores, a oração age imenso, ainda que seja só para a próxima encarnação.

A maior parte das pessoas ignora porque é que a religião tenta sempre convencer um criminoso ou um ateu arrepender-se, a pedir perdão ao Senhor antes de morrer. É por causa da importância desse momento final: se alguém que foi bom, virtuoso, crente, durante toda a sua vida, se revoltar ou perder a fé no último momento, estará em risco de destruir o bem que fez durante a vida inteira… Porque é o último minuto que conta.

Como vedes, é importante conhecer as leis e viver em conformidade com elas. 

Portanto, se não tiverdes conseguido alterar nada nesta vida, isso não tem uma importância absoluta; Se tiverdes vivido bem o último minuto, o vosso destino futuro será mudado, a vossa própria encarnação será melhor. Nunca esqueçais isto.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Palavras de Jesus

As palavras de Jesus têm sido estudadas e analisadas ao longo do tempo pelos homens.

Algumas delas ainda hoje nos parecem estranhas, seja porque a forma que as várias traduções lhe deram as tenham deturpado, seja porque ainda não foram compreendidas por nós.

Dentre essas, uma das frases que tem intrigado a mente estudiosa é a que pronunciou enquanto na cruz: Deus meu, Deus meu, por que me glorificaste?

Essa expressão atesta a perfeita ciência de Jesus ao propósito para o qual viera à Terra.

Ele, o Pastor desta Humanidade, desejou vir ter com o Seu rebanho para guiá-lo mais precisamente. Para mostrar que o reino dos céus pode ser por todos conquistado.

E, particularmente, para leccionar o amor.

Ele tinha plena consciência do que viria a sofrer, considerando a ignorância dos homens da época.

Ao entender que está sendo glorificado no Seu sacrifício, manifesta a plena adesão à missão que assumira.

Se Ele assim procedeu, outros que lhe seguiram o exemplo, igualmente o fizeram.

Narra-se que o rabi Akiba, ao ser torturado, sorriu e porque lhe fosse indagado pelo general romano por que sorria, respondeu:

Durante toda minha vida tenho aprendido que devia amar o Senhor meu Deus com todo o meu coração, com toda minha vida, com todas as minhas forças.

Jamais pude amá-lO com toda minha vida senão agora. Por isso estou feliz.

Também como Jesus, os Apóstolos, com excepção de João, que teve morte natural, em avançada idade, sofreram torturas e morte dolorosas.

E não vacilaram em momento algum. Testemunho de fé. Compromisso com a missão abraçada.

Outra frase de Jesus, enquanto padecia a agonia da crucificação, é de superior exemplificação. Ele se expressa dizendo: Tenho sede.

Natural. Ele sofrera o suplício dos açoites e da colocação da coroa de espinhos, na noite anterior, o que O levara à perda de sangue.

Desde a ceia que fizera com os discípulos, antes da prisão, não mais comera, nem bebera.

O esforço da caminhada até o alto do Gólgota, lhe consumira as energias. Estava desidratado.

Então, conforme o costume, os soldados embeberam uma esponja em vinagre e mirra, mistura que constituía um narcótico para diminuir as agruras das dores da crucificação.

Colocaram-na em uma vara e a levaram aos lábios de Jesus. Ele a recusou.

Desejava estar íntegro, consciente, até o final.

Como Modelo e Guia, não poderia proceder de forma diferente.

Se ensinava por palavras, agia de forma condizente ao que leccionava. Modelo do verdadeiro líder. Do autêntico instrutor.

Finalmente, verificando que a hora derradeira se aproximava, Seus lábios se abrem para dizer mais uma frase: Pai, em tuas mãos entrego meu espírito.

Palavras de Jesus. Ensinamentos preciosos. Quanto ainda nos compete compulsar os Evangelhos, ler e reler Seus ditos e Seus feitos.

O mundo necessita muito da presença de Jesus. E nós, os cristãos, nos devemos esmerar em mergulhar a mente e embeber o coração nesses conteúdos, a fim de traduzi-los em conduta e expressões.
Pensemos nisso.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

A MORTE E A VIDA NO ALÉM

O plano astral é habitado por criaturas de toda a espécie, de que os humanos não fazem qualquer ideia. Mas, quer as conheçam, quer não, eles atraem aquelas a que estão ligados pela lei da afinidade. É assim que, nas sessões espíritas, os participantes atraem presenças do oceano astral, mas raramente são os espíritos dos mortos que eles aguardam. Vós direis: «Sim, mas como é que essas criaturas conseguiram conhecer o suficiente sobre esse morto para serem capazes de se fazer passar por ele?» Não é difícil, está tudo inscrito no Akasha Cronica (ou seja, nos arquivos etéricos do Universo), e as entidades podem informar-se muito rapidamente, mas muitas vezes não vêem bem e dão informações erradas. 

Tudo depende da pessoa que se dirige ao mundo invisível; se ela for muito pura, muito luminosa, receberá uma resposta exacta, não porque os espíritos tenham descido, mas porque ela subiu até eles para obter a comunicação. É claro que há casos (já vos falei disto) em que certos espíritos são forçados a deixar a sua região para vir à terra, porque são chamados por mágicos muito poderosos que os obrigam a descer servindo-se de fórmulas mágicas que sabem pronunciar. Mas isto não é normal, não é natural, é o homem que deve elevar-se pelo pensamento para os contactar na região em que eles se encontram; os mortos não devem ter de descer à terra. 

Há duas espécies de magia: uma, pela qual a pessoa se dirige aos seres superiores cujas bênçãos quer obter, que se chama invocação; outra, pela qual se quer fazer regressar as almas dos mortos para que eles se manifestem, e que se chama evocação. Mas, de uma forma geral, como já vos disse, não se consegue obter realmente a presença desses espíritos que se quis invocar: são outras criaturas que tomam a sua forma ou a sua voz, porque têm interesse em enganar os humanos. 

Por conseguinte, há que ser muito prudente. Eu nunca recomendei a ninguém que participasse em sessões espíritas, pelo contrário. Quando era novo, assisti a algumas, mas rapidamente compreendi que as pessoas que lá se encontravam estavam atoladas na sua sensualidade, nas suas cobiças, nas suas ambições. Então, sob o pretexto de comunicar com os seus pais ou os seus amigos, atraem criaturas astrais de que não conseguirão desembaraçar-se, porque estas tentarão satisfazer os seus desejos inferiores através delas. Por isso é que muitos espíritas acabaram bastante mal. 

Então deixai os mortos partir tranquilos lá para onde eles devem ir. Não vos apegueis aos vossos pais, aos vossos amigos, não os retenhais com os vossos desgostos e as vossas lamentações, e, sobretudo, não tenteis chamá-los para comunicar com eles; se o fizerdes, estareis a importuná-los e a impedi-los de se libertarem. Orai por eles, enviai-lhes o vosso amor, pensai que eles se libertam e se elevam cada vez mais na luz. Ficai a saber que, se os amais verdadeiramente, um dia estareis com eles. É verdade! Quantas vezes eu vos disse: "Onde estiver o vosso amor, aí estareis um dia!".

terça-feira, 30 de julho de 2019

O valor de cada um

Narra uma lenda indiana que um homem foi contratado para levar água de uma fonte à residência do seu amo, todos os dias.

A sua tarefa consistia em encher um grande recipiente com a água cristalina.

Para isso, lhe forneceram dois potes, amarrados com cordas a um pedaço de madeira especial, que ele carregava aos ombros, um de cada lado.

Todas as manhãs, mal rompia o dia, lá estava ele enchendo os potes de barro, caminhando pela estrada e realizando o seu trabalho com muita alegria.

Passados alguns meses, o trabalhador observou que um dos potes rachou. Assim, no trajecto da fonte até a casa do seu senhor, muita água se ia perdendo pelo caminho, de forma que em vez de chegar com dois potes cheios, ele chegava com somente um e meio.

Numa manhã, o servidor foi surpreendido pela fala do pote rachado que lhe perguntou por que ele não o substituía por um novo. Ele estava rachado. Perdia muita água. Não servia mais.

O homem, entusiasmado, lhe respondeu:

De forma nenhuma considero você inutilizado para o trabalho. Você talvez não tenha se dado conta mas  vai sempre pendurado do meu lado direito.

O fato de você ir derramando água pelo trajecto, fez-me perceber que a terra daquele lado ficou emudecida, mais verde.

Então, vendo a terra assim tão disposta, arranjei algumas sementes de flores e as semeei. Se você prestar atenção, verificará que do lado direito há um canteiro de flores belas, perfumadas e coloridas.

Graças à sua rachadura, transformei o caminho em um jardim agradável.

Mas o pote voltou à carga.

Contudo, o seu amo está sendo lesionado e não deve estar gostando nada do seu desempenho. Você foi contratado para levar dois potes cheios de água, e chega somente com um e meio.

Novamente, o homem respondeu, feliz:

Ao contrário. Cada dia meu amo mais aprecia o meu trabalho e a minha dedicação. Desde que as flores começaram a surgir, na sua profusão de qualidades e encantos, passei a colher algumas.

Levo-as com cuidado e as deposito no vaso na mesa da sala do meu senhor.

Ele se delicia com o perfume. E já o surpreendi, mais de uma vez, a acariciar as pétalas das flores, encantado.

*   *   *

À semelhança do pote rachado, alguns de nós nos sentimos inúteis na vida. Parece-nos que não somos importantes a ninguém, que nada de útil ou bom fazemos.

Mas não é verdade. Pensemos em quantas vidas influenciamos com a nossa presença. Pensemos no que, mesmo com nossos poucos recursos, podemos realizar a bem de quem vive à nossa volta.

Quem dispõe de voz, pode usá-la para cantar uma canção e alegrar o dia. Quem dispõe de braços, pode estendê-los na direcção do outro e agasalhá-lo nos dias da adversidade, como um colo de mãe protege o filho.

Quem tem pernas saudáveis, pode direcciona-las no caminho da carência e aliviar dores escondidas em casebres, barracos e ruas.

Quem tem um coração que ama, pode modificar o mundo, começando pelo seu local de trabalho, seu lar, sua rua, sua comunidade.

com base em conto narrado por Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 24 de julho de 2019

A MORTE E A VIDA NO ALÉM

É evidente que a maioria dos humanos, quando deixa a terra, não ficam imediatamente libertos dos laços terrenos: continuam ligados aos pais e outros familiares, a amigos (ou inimigos!), a locais, a bens, e, se não são já evoluídos, se não têm no coração e na alma o desejo de descobrir outros espaços e de ir para Deus, ficam rodando à volta desses seres, dessas casas e desses objectos. 

São almas errantes que sofrem e que não podem ainda libertar-se, mesmo que espíritos luminosos venham ajudá-las. Ao passo que aqueles que, na terra, já viveram no amor e na luz, aqueles que já cultivaram as virtudes, deixam muito rapidamente o seu corpo e voam para as regiões sublimes, onde nadam na felicidade e na alegria. 

De lá podem enviar correntes benéficas a todos aqueles que deixaram em baixo, para os ajudar e os proteger, mas nunca voltam para eles, não voltam a descer, como muita gente imagina. Quando morrem, vão para muito longe da terra e não voltam. 

Vós direis: «Mas então, como se explica que os espíritos acreditem que entram em comunicação com certas personagens ilustres do passado?» 

Na realidade, não é com elas que comunicam, mas vou dizer-vos o que se passa. 

Quando o ser humano se liberta para partir para o outro lado, deixa algumas das suas roupagens. É claro que não falo de roupas físicas, mas sim das etéricas e das astrais, que flutuam na atmosfera e estão impregnadas com tudo aquilo que o ser viveu. São como conchas ou invólucros vazios, abandonados pelos seus ocupantes e que podem ser animados, vivificados, pelos fluidos das pessoas reunidas nas sessões espíritas para evocar os mortos. 

E como, em geral, essas pessoas não são muito evoluídas, é evidente que só podem libertar fluidos muito inferiores, impregnados de paixões, de sensualidade e de cobiça. E esses fluidos atraem dos planos astral e etérico toda a espécie de existências flutuantes que ainda não foram absorvidas pelo centro da terra. 

O espaço psíquico que rodeia a terra é naturalmente liberto de tudo o que por lá se arrasta e que é enviado para o centro da terra; Contudo, há certas entidades, certas criaturas inferiores, a que se chama larvas e elementais, que lá permanecem, e são elas, precisamente, que muitas vezes aparecem nas sessões espíritas para enganar e desorientar os humanos. 

E não só os desorientam e os enganam, como também os esgotam, porque, para continuarem a viver durante mais algum tempo, elas absorvem a vitalidade dos humanos.