RODA DA VIDA

Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos pela vida e pela saúde de todos os que servem a Paz no mundo — homens e mulheres de todas as culturas, tradições e caminhos espirituais que, com coragem e entrega, assumem missões difíceis para levar esperança, justiça e consciência a um planeta tantas vezes ferido pela corrupção e pela desigualdade. Honramos estes irmãos e irmãs da humanidade, desde figuras amplamente reconhecidas, como o Papa Francisco e o Dalai Lama, até todos aqueles que, de forma silenciosa e anónima, trabalham pela harmonia, pela verdade e pelo bem comum. Cada um deles, na sua própria luz, ajuda a elevar a vibração da Terra e a despertar a compaixão nos corações. Que o seu exemplo inspire um mundo onde nenhum ser esteja à mercê da tirania, onde a força seja sempre colocada ao serviço do Amor, e onde a verdadeira autoridade seja a da consciência desperta e da dignidade humana. Elevemos também a nossa prece à Mãe Terra, casa sagrada de todos os povos e de todas as formas de vida. Que a nossa atenção, o nosso cuidado e as nossas ações reflitam o respeito profundo que ela merece. Que sejamos a mudança viva, a presença consciente e o gesto compassivo que contribui para a cura do planeta. Assim é, e assim se manifesta. - "Divina Fonte de toda a Vida, clamamos hoje pelo despertar das consciências. Que o ruído das armas seja silenciado pelo pulsar de corações em harmonia. Pedimos o fim imediato de todas as guerras, que as fronteiras do ódio se dissolvam e que o diálogo substitua o confronto. Que cada líder seja tocado pela compaixão e cada povo encontre no outro um irmão. Que a Terra não seja mais palco de dor, mas um solo fértil onde a paz floresça como direito de todos. Pela união, pela vida, pela paz mundial — que assim seja."- Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos por la vida y la salud de todos aquellos que sirven a la Paz en nuestro mundo — hombres y mujeres de todas las culturas, tradiciones y caminos espirituales que, con valentía y entrega, asumen misiones difíciles para llevar esperanza, justicia y conciencia a un planeta tantas veces herido por la corrupción y la desigualdad. Honramos a estos hermanos y hermanas de la humanidad, desde figuras ampliamente reconocidas como el Papa Francisco y el Dalai Lama, hasta todos aquellos que, en la humildad de su servicio silencioso, trabajan por la armonía, la verdad y el bien común. Cada uno de ellos, con su propia luz, ayuda a elevar la conciencia de la Tierra y a despertar la compasión en los corazones humanos. Que su ejemplo inspire un mundo donde ningún ser quede a merced de la tiranía, donde la fuerza esté siempre al servicio del Amor, y donde la verdadera autoridad surja de la conciencia despierta y de la dignidad humana. Elevemos también nuestra oración a la Madre Tierra, hogar sagrado de todos los pueblos y de todas las formas de vida. Que nuestra atención, nuestro cuidado y nuestras acciones reflejen el profundo respeto que ella merece. Que seamos el cambio vivo, la presencia consciente y el gesto compasivo que contribuye a la sanación del planeta. Así es, y así se manifiesta. - Divina Fuente de toda Vida, clamamos hoy por el despertar de las conciencias. Que el estruendo de las armas sea silenciado por el latir de corazones en armonía. Pedimos el fin inmediato de todas las guerras, que las fronteras del odio se disuelvan y que el diálogo reemplace al enfrentamiento. Que cada líder sea tocado por la compasión y cada pueblo encuentre en el otro a un hermano. Que la Tierra no sea más escenario de dolor, sino un suelo fértil donde la paz florezca como derecho de todos. Por la unión, por la vida, por la paz mundial — que así sea." -Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - We pray for the life and health of all those who serve Peace in our world — men and women from every culture, tradition, and spiritual path who, with courage and devotion, take on difficult missions to bring hope, justice, and awareness to a planet so often wounded by corruption and inequality. We honor these brothers and sisters of humanity, from widely recognized figures such as Pope Francis and the Dalai Lama to all those who, in quiet humility, work for harmony, truth, and the common good. Each of them, in their own light, helps elevate the consciousness of the Earth and awaken compassion in human hearts. May their example inspire a world where no being is left at the mercy of tyranny, where strength is always placed in the service of Love, and where true authority arises from awakened conscience and human dignity. Let us also raise our prayer to Mother Earth, the sacred home of all peoples and all forms of life. May our attention, our care, and our actions reflect the deep respect she deserves. May we become the living change, the conscious presence, and the compassionate gesture that contribute to the healing of the planet. So it is, and so it manifests. - "Divine Source of all Life, we call today for the awakening of consciences. May the roar of weapons be silenced by the pulse of hearts in harmony. We plead for the immediate end of all wars, that the borders of hate may dissolve and that dialogue may replace conflict. May every leader be touched by compassion and every nation find a brother in one another. May the Earth no longer be a stage for pain, but a fertile ground where peace flourishes as a right for all. For unity, for life, for world peace — so be it."

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

orar quando?

Quantas vezes deste conta nas coisas para ti sagradas, antes de orar tentas purificar-te, limpar-te de tuas faltas, para que te sintas o mais possível apresentável.

Para orar e talvez para muitos outros momentos, isso de pouco valerá, a não ser para reforço das tuas próprias ilusões ou dissimulações veladas.
Já pensaste, que quando oras a Deus, a qualquer tipo de entidade por ti cultuada, adorada, representa um Ser Superior que tudo vê, de ti e  tua vida. Em verdade Vê de ti o que ainda nem tu conseguiste enxergar de ti próprio. 

Então achas que consegues esconder de Deus as tuas faltas no momento de orar? - Que O podes "enganar" apresentando-te muito submisso e cordeirinho?

Diria que não, que essa postura só serve mesmo para enganares a ti próprio.

Diria mais; que são as tuas faltas, dificuldades em te melhorares, que precisamente deves colocar aos pés do teu Deus como oração sincera. De um coração que sofre muito e pede ajuda para melhorar aquelas facetas de si próprio e as  reconhece perante Deus e que necessita aprimorar à Sua Luz.

O convite é trazer à superfície da tua devoção todos os elementos de ti próprio que desejas transmutar com a ajuda Divina, em qualidades que te promovam perante ti próprio e assim cumpras os sagrados desígnios Divinos.

Assim Seja

sábado, 21 de dezembro de 2024

Até quando seremos assim?

 Até quando cairemos

Sem aprender as lições da queda?

Até quando faremos escolhas egoístas...

Quando tudo aponta para uma existência de colaboração?

Até quando nos perderemos por tão pouco

Confundindo o que é meio com o que é fim?

Até quando afundaremos na lama

Segurando o fôlego, em agonia,

Desejando estar noutro lugar?

Os erros se repetem. A História se repete, em muitos aspectos. Mudam as gerações e vemos os mesmos vícios ainda tão presentes. As questões sociais, as disputas políticas, os problemas familiares. Tudo isso reflete ainda o ser em transformação lenta. Olhando assim, é bastante desanimador. No entanto, não nos enganemos e não nos permitamos contagiar pelos pessimistas de plantão. Nem por aqueles que insistem em apenas enxergar a doença e não, também, o trabalho silencioso e necessário que ela realiza na intimidade da alma humana.

As mudanças são lentas, graduais. Mas, elas têm acontecido. Basta ter olhos de ver. Há uma geração antiga, que persiste nos mesmos caminhos desastrosos. Há, também, já encarnando na Terra, há algum tempo, uma geração nova, fazendo tudo isso mudar. E, quando falamos de geração antiga e geração nova não nos referimos aos que somos mais velhos ou mais novos de idade. Referimo-nos a uma geração de hábitos e pensamentos viciados em ideias ultrapassadas, que cultivam o individualismo, o preconceito e a violência.

A geração nova, falando em termos espirituais, é aquela que está aberta ao diálogo, que sabe ouvir, que desenvolve a compaixão, que não consegue ver o próximo em sofrimento ao seu lado, sem fazer algo em seu benefício. Vivemos tempos em que as duas gerações se misturam no planeta.

A antiga, recebendo a última chance de mudar. A nova, tendo como missão liderar, influenciar e carregar multidões, pelo seu exemplo. Independente de geração, somos irmãos em evolução no planeta, aprendendo uns com os outros, diariamente. Dessa forma, a resposta para o Até quando? é individual, é de cada um.

Só você pode dizer até quando irá aceitar certas coisas como normais ou toleráveis. Só você poderá dar aquele próximo passo e dizer Chega! Não sou mais assim. Ou, Não quero mais essa vida para mim. Só você consegue estancar, pelo perdão, o ódio de séculos. Ou a raiva, de alguns dias, dizendo: Vamos deixar isso de lado e seguir adiante. Só você, com todo seu empenho e persistência, poderá dizer: Venci mais essa!

Até quando? – é uma pergunta a se fazer todos os dias. É um questionamento necessário para quem deseja crescer, ir adiante, conquistar e conquistar-se.

Até quando? - vai além de uma indignação de sofá, de quem observa o mundo em chamas, mas não é capaz de apanhar sequer um balde d’água.

É a questão da mudança, do despertar, do agora.

"Há imensas pessoas que estão animadas por um ideal de justiça, de honestidade, de bondade, mas não sabem como agir e entram continuamente em choque com os outros ou acabam por desanimar. Então, o que hão de fazer?

Mudar de método. Seja qual for a nobreza do vosso ideal, não vos ocupeis dos outros, trabalhai unicamente para vós mesmos vos aperfeiçoardes. Assim, pouco a pouco, quando estiverdes com eles, impressioná-los-eis com a vossa luz; ao verem-vos, eles compreenderão que estão a patinhar na lama. Se, pelo contrário, vos ocupardes em procurar a lama que existe neles, afundar-vos-eis nela e ficareis também enlameados! Trabalhai apenas para vos tornardes luminosos e, quando estiverdes com os outros, mesmo sem dizerdes uma só palavra, eles compreenderão que se transviaram." - Mestre Omraam

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Razão de viver

Existir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmo. Assim, a vida que pulsa na intimidade de cada um de nós é convite de Deus para nos integrarmos a Ele, ao Universo, visto sermos Seus filhos, criados pela Sua essência amorosa.

Para cada um de nós, a busca do sentido de viver, por entender que a vida deve ter um significado especial, é a força que nos impulsiona ao próprio progresso. Os que elegemos um objetivo para viver, sejam nossos ideais, nossas necessidades ou mesmo nossas ambições, descobrimos um sentido para a própria vida. Mesmo sob pesadas tormentas, o objetivo a alcançar nos constituirá sempre a mola propulsora. Afinal, quando se tem o porquê viver, se torna de caráter secundário a forma como vivemos, desde que alcancemos o objetivo desejado.

Viktor Frankl, psiquiatra judeu, afirmou que somente venceu os suplícios dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial porque conseguiu encontrar um nobre objetivo para quando saísse de lá. Ele tinha três razões para viver: sua fé, sua vocação e a esperança de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou não somente a vida, mas algo maior. Enquanto muitos resvalavam na fuga pelo suicídio, nos dias de confinamento, ele superou as dores físicas e morais, ao se apoiar nos objetivos que se propôs alcançar.

Thomas Alva Edison, após mais de dois mil experimentos, mantinha o mesmo ânimo na busca de soluções para a criação da lâmpada elétrica, impulsionado que estava pelo objetivo da descoberta.

Muitos aposentados e idosos, depressivos diversos, que se neurotizaram, recuperam-se através do serviço ao próximo, da autodoação à comunidade, do labor em grupo, sem interesse pecuniário, reinventando razões e motivos para serem úteis, assim rompendo o refúgio sombrio da perda do sentido existencial.

Sem meta não se vive. Mas ela se constitui sempre de um sentido pessoal, que ninguém pode oferecer e que é particular a cada um. De outra forma, pessoas atuantes, vibrantes, quando perdem o objetivo pelo qual pautavam sua vida, resvalam nos sombrios caminhos da depressão. Assim, cabe a cada um de nós não se esquecer do significado maior da vida. Se os acontecimentos externos modificam-se, se a vida se altera, é natural que nossos objetivos também se ajustem a esse novo curso. Porém, não nos esqueçamos de que será sempre objetivo de cada um de nós a busca da construção íntima através do desenvolvimento intelectual e das conquistas morais. Será a conjugação desses dois valores que proporcionarão bem-estar interior e plenitude. Quem percebe a vida como uma oportunidade constante e inesgotável de progresso, jamais deixará de possuir objetivos, pois terá como meta maior a construção da plenitude existencial na intimidade da alma. Pensemos a respeito e, se necessário, reformulemos nossos objetivos de vida, para nos sentirmos estimulados à continuidade da luta, sem esmorecer.

domingo, 1 de dezembro de 2024

Nossa Senhora dos Prazeres

Nossa Senhora dos Prazeres é um antigo título de Nossa Senhora. Em português moderno o título seria melhor compreendido como “Nossa Senhora das Alegrias”, pois esta denominação refere-se às alegrias da Virgem Maria.

OrigensA devoção à Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora dos Prazeres, originou-se em Portugal. Aconteceu por volta do ano 1590. A história conta que a imagem da Virgem apareceu em cima de uma fonte de água na cidade de Alcântara, mais precisamente numa quinta chamada quinta dos condes da Ilha.  Após o aparecimento da imagem, curas milagrosas aconteceram na vida de pessoas que iam beber água na fonte. Como era de se esperar, a notícia desses fatos espalhou-se rapidamente e o povo começou a ir em peregrinação até à fonte.

Abate os poderosos de seus tronosPor causa do movimento do povo, os donos das terras onde fica a fonte decidiram levar a imagem da Virgem para dentro de sua casa. A imagem, porém, desapareceu da casa e foi encontrada novamente sobre uma outra fonte. A segunda aparição da imagem se deu a uma menina que tinha ido a esta segunda fonte beber água. Ela viu a imagem e aproximou-se. Então, a própria Virgem Maria se manifestou e pediu que a menina levasse um recado para o povo dizendo: “Nossa Senhora pede que seja construída uma igreja no local da fonte e que lá ela seja invocada como Nossa Senhora dos Prazeres.” A convicção da menina ao relatar o fato foi tamanha, que o povo acreditou e construiu a igreja. Pouco tempo depois o local se transformou num destino de peregrinações onde muitas curas foram alcançadas.

Os sete prazeres ou alegrias de Nossa SenhoraNossa Senhora dos Prazeres é também conhecida como Nossa Senhora das Sete Alegrias.  Os franciscanos foram os responsáveis por espalhar esta devoção mariana. Isto se deve ao fato de que as sete alegrias de Nossa Senhora foram descritas por um franciscano. Vamos conhecê-las:

Primeira alegria: a Anunciação

Foi quando o Anjo Gabriel anunciou à Virgem que ela conceberia e daria à luz o Filho de Deus. (Lc 1, 31)

Segunda alegria: a saudação de Isabel

Quando Maria visita Isabel e esta a saúda dizendo: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc 1, 42)

Terceira alegria: o Nascimento de Jesus

Jesus nasce numa manjedoura e é visitado pelos pastores. (Lc 2, 1-20)

Quarta alegria: a visitação dos Reis Magos

A ciência e o poder terreno se curvam diante do Rei dos Reis. (Mt 2, 1-12)

Quinta alegria: o encontro com Jesus no Templo aos 12 anos

Após uma busca angustiante, Maria e José encontram com Jesus no Templo conversando com os doutores da Lei. (Lc 2, 41-52)

Sexta alegria: a aparição de Jesus Ressuscitado

Todos os Evangelhos relatam as aparições de Jesus logo após sua morte e ressurreição.

Sétima alegria: a coroação de Maria no céu

É o quinto Mistério Glorioso, quando, após ser assunta ao céu, Maria é coroada como Rainha do Céu e da Terra.

Pai, Em nome de Jesus e pelo poder do Espírito Santo, afasta de minha vida todas as pestes do pecado, fraquezas, vícios, tristezas, doenças, desarmonia no lar, e problemas financeiros. Com a intercessão de Nossa Senhora dos Prazeres, concede-me toda a alegria que necessito para estar de bem com a vida. Amém.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

O melhor pai

O carteiro chegou e entregou o telegrama. Carlos Alberto leu e uma ruga lhe sulcou a testa. Eram palavras breves: Seu pai morreu. Enterro: 18 horas. Mãe.

Ele continuou parado, olhando o vazio. Nenhuma lágrima. Por que não sentia a morte do velho? Avisou a esposa e apanhou o autocarro. No íntimo não desejava ir ao funeral. Ia para que sua mãe não ficasse ainda mais triste. Ela sabia que pai e filho não se davam bem. Desde o dia que Carlos Alberto havia feito as malas, depois de mais uma discussão com o seu pai, e saído de casa, nunca mais voltara. Telefonava para a sua mãe no Natal, Ano Novo, aniversário.  Não pensava no pai.

No velório, poucas pessoas. Sua mãe estava pálida, chorosa. Carlos Alberto não chorou. Parecia-lhe estar no velório de um estranho. Depois do funeral, ele prometeu retornar trazendo a esposa e os netos, para conhecer a mãe. Agora que seu pai não estava mais lá para criticá-lo e para lhe dar conselhos ácidos, ele podia vir visitá-la. Quando se despediu, a mãe lhe colocou algo pequeno e retangular na mão. Algo que havia encontrado entre os guardados do marido, recentemente.

No autocarro, Carlos Alberto abriu curioso aquela caderneta de capa vermelha. Reconheceu a caligrafia firme de seu pai: Nasceu hoje o Carlos Alberto. Quase quatro quilos. Meu primeiro filho. Um garotão. Cada folha que Carlos Alberto lia o remetia ao passado, numa mistura de dor e perplexidade. Hoje meu filho foi para a escola. Fiquei emocionado quando o vi de uniforme. Desejei-lhe um futuro cheio de sabedoria. Que ele possa ser alguém na vida, melhor do que eu que não pude estudar. Noutra página, estava escrito: Carlos Alberto pediu hoje uma bicicleta. Meu salário não dá. Vou fazer horas extras para conseguir comprar uma. Ele merece, pois é estudioso e esforçado. Carlos Alberto mordeu os lábios. Lembrou das discussões que teve com o pai para ganhar a bicicleta. Se todos os amigos tinham, por que ele não podia ter?

Agora ele descobrira porque seu pai tinha sempre os olhos vermelhos. Era de atravessar as madrugadas em horas extras para comprar o que o filho queria. Hoje fui obrigado a levantar a mão contra o meu filho. Foi preciso chamá-lo à razão. Carlos Alberto anda com más companhias.

Carlos Alberto lembrou da cena. Naquela noite, se seu pai não o tivesse impedido, ele teria ido ao baile com os amigos. Amigos cujos caixões ele acompanhara ao cemitério, vítimas de um terrível acidente de carro, no dia seguinte.

As páginas se sucediam. Anotações e mais anotações. Em silêncio, seu pai o havia amado. Escrevia na madrugada de solidão. Ninguém havia ensinado aquele pai a chorar, a dividir as suas dores. O mundo esperava que ele fosse durão. Nem fraco. Nem covarde. Mas agora Carlos Alberto estava tendo a prova de que, debaixo daquela fachada de fortaleza, havia um coração terno e cheio de amor. Quando fechou a caderneta, depois das últimas anotações, Carlos Alberto sentia o peito doer. Honre seu pai para que os dias de sua velhice sejam tranquilos! Onde ouvira aquilo?

Nos dias da sua adolescência e da sua juventude jamais havia parado para pensar em verdades mais profundas. Os pais eram descartáveis. Sem valor. Agora, tudo lhe passava pela mente, de forma bem diversa. Gostaria de poder recomeçar. Mas o pai se fora. Uma lágrima brotou como o orvalho. De repente, Carlos Alberto estava dizendo para o pai que partira: Se Deus me mandasse escolher, eu juro que não queria ter tido outro pai que não fosse você, meu velho! Obrigado por tanto amor. Perdoe-me por haver sido tão cego e tão tolo.

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Santas Chagas pela Libertação dos Vícios nas Drogas

Senhor Pai Misericordioso, pelas Santas Chagas de Teu Filho Jesus, concedei a vida a todos aqueles que se encontram encarcerados num vício, escravos de alguma droga.

Senhor Pai cheio de misericórdia, pelas Santas Chagas dolorosas e gloriosas de Jesus, libertai da escravidão do vício nas drogas, bebida, cigarro, compulsões e mentiras.

Quebrai todas as cadeias e grilhões dessas pessoas que cito agora e protegei-as: (Diga os nomes)

Senhor Pai Misericordioso, Deus da Vida, pelas Santas Chagas de Jesus, libertai as carências, os traumas, os desgostos e toda a escravidão espiritual, afetiva, emocional e moral. Preenchei o vazio na vida destas pessoas a ponto de conseguirem a libertação deste mal.

Senhor, pelas cinco Chagas de Teu Filho Jesus, tirai todos esses malefícios e dai a serenidade no viver e no querer.

Senhor Jesus, nas Tuas Santas Chagas, colocamos todos os dependentes químicos e as causas que levaram ao vício nas drogas.

Livrai-os de toda carência, de toda rejeição, de toda falta de amor, de toda amargura, de todo complexo e das más companhias.

Senhor Jesus, nas Tuas Santas Chagas, colocamos também todas as famílias que estão lutando contra o vício de um (ou mais) de seus membros. Dai ânimo, força e discernimento para que possam obter a total libertação das drogas.

Abençoai, Senhor, nossos amigos e a todos os que se aproximarem de nós para que as famílias possam viver a alegria de uma vida longe do vício.

Senhor Jesus, pelas Tuas Santas Chagas, libertai minha família do vício nas drogas!

Senhor Jesus, pelas Tuas Santas Chagas, libertai minha família do vício nas drogas!

Senhor Jesus, pelas Tuas Santas Chagas, libertai minha família do vício nas drogas!

Amém

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Evangelho (Mt 18,15-20)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: «Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, tu e ele a sós! Se ele te ouvir, terás ganhado o teu irmão.

Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, de modo que toda questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 

Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um publicano. 

Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles».


Nesta parábola Jesus alude à importância do bom entendimento em comunidade entre os seus vários membros, que bem pode ser uma família, uma cidade, um país ou mesmo o próprio mundo terreno.

Reafirma que quando no homem se verificar o sentido de justiça misericordiosa, quando se procurar estabelecer entendimento para os assuntos fraturantes e em seu resultado a união das pessoas sair reforçada na terra, em nome da verdade, da justiça e da paz entre os homens de boa vontade, o Espirito de Jesus e de seus ensinamentos se fará presente elevando a experiencia a uma união igualmente no céu, com todos os envolvidos. 

Também adverte, que uma negação consciente a este convite à reconciliação, quando levado a cabo de forma consciente, irrevogavelmente trará as suas consequências perturbantes à pessoa, pela óbvia negação ao seu progresso espiritual em comunidade. 

O Homem só na vontade firme de transcendência dos seus interesses egoístas e belicosos, poderá ingressar numa vida em comunhão com o Espirito Santo. Não é tanto pelo ingresso numa igreja especifica ou pela observância de alguns tipos de rituais respetivamente, que o homem de bem se elevará a si e aos seus, mas sim pelo verdadeiro esforço de conciliação e abertura emocional, para a entrega de coração ao que não sendo o mais fácil, é o que o seu coração lá bem fundo clama dentro de si, como sendo o mais certo procedimento.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Hoje celebramos a Festa dos Anjos da Guarda, nossos zelosos protetores

A existência desses seres espirituais, não corporais, chamados anjos, tem a seu favor o claro testemunho das Sagradas Escrituras e a unanimidade da Tradição. “O anjo de Iahweh acampa ao redor dos que o temem, e os liberta”(Sl 34,8). Os anjos são mensageiros da salvação: “porventura não são todos eles espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?”, lê-se na carta aos Hebreus (1,14).

Fundando esta verdade de fé na própria afirmação de Jesus, a Igreja nos diz que cada cristão, desde o momento do batismo, é confiado a um anjo particular, que tem a missão de guardá-lo, guiá-lo no caminho do bem, inspirar-lhe bons sentimentos, secundar suas livres escolhas quando estas o encaminham a Deus, ou fazer-lhe perceber a censura interior da consciência quando elas conduzem à transgressão da lei divina.

A estas invisíveis testemunhas de nossos pensamentos mais recônditos e inconfessáveis, de nossas ações boas ou não tão boas, públicas ou escondidas, nossa época voltou a dar particular atenção. Seu precioso “serviço” é testemunhado na vida de muitos santos de nosso tempo. “Os anjos”, escreve Bossuet, “oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até nossos desejos, fazem valer diante de Deus também nossos pensamentos. Sejamos felizes por ter amigos assim pressurosos, intercessores fiéis, intérpretes caridosos”.

A festividade deste dia foi estendida à Igreja universal por Paulo V, em 1608, mas já um século antes era celebrada à parte da de São Miguel.

Retirado do livro “Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente”, Paulinas Editora.


Desde o início de sua vida até o momento de passar para a eternidade, todo ser humano é cercado pela proteção e intercessão de um anjo designado por Deus para o guiar, proteger e orientar. Assim, cada um de nós tem um Anjo da Guarda.

Provavelmente, quase todos nós aprendemos em casa, ou nas aulas de catecismo, a clássica oração: 

“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém”.

“Grande é a dignidade das almas – exclama São Jerônimo -, quando cada uma delas, desde a hora de seu nascimento, tem um anjo destinado para sua custódia!” É muito reconfortante saber que um ser superior à nossa natureza está continuamente a nosso lado; que ele, puro espírito, mantém-se na contemplação incessante de Deus e, ao mesmo tempo, vela por nós, quer-nos todo o bem, e seu objetivo é levar-nos para a felicidade perfeita e infindável do Céu.

Quando nos damos conta da presença desse incomparável guardião, estabelecemos com ele uma amizade firme e íntima, como descreve o grande escritor francês Paul Claudel: “Entre o anjo e nós existe algo permanente. Há uma mão que, ainda quando dormimos, não solta a nossa. Sobre a terra onde nos encontramos, compartilhamos o pulso e o latejar do coração desse irmão celeste que fala com o nosso Pai”.

Se tivéssemos maior confiança nesse celeste protetor, nesse bom amigo que nunca falha – ainda quando dele nos afastamos, por nossa má conduta -, seríamos capazes de recobrar a paz e o equilíbrio dos quais tanto precisamos!

Eles estão a nosso lado, incansáveis, solícitos, bondosos


A Bem-Aventurada Hosana Andreasi, de Mântua (Itália), ainda com seis anos de idade, tomara o gosto de passear pelas margens do Rio Pó, extasiada com a beleza do panorama. Um dia encontrava-se sozinha nesse lugar, quando de repente viu surgir diante de si um belo jovem, alto e forte. Nunca o havia visto antes… Surpresa, mas não amedrontada, ouviu o recém-chegado chegado dizer com voz clara, ao mesmo tempo suave e firme: “A vida e a morte consistem em amar a Deus”. Sua surpresa aumentou quando o “jovem” a ergueu do chão e, olhando-a diretamente nos olhos, acrescentou: “Para entrar no Céu, você precisa amar muito a Deus. Ame-O. Tudo foi criado por Ele, para que as pessoas O amem”. Foi este o primeiro de numerosos encontros que Hosana teve, até seu falecimento (em 1505), com seu Anjo da Guarda.

Casos como esse, de relacionamento intenso com os anjos, não são nada raros. Santa Gemma Galgani (1878- 1903), por exemplo, teve a constante companhia de seu anjo protetor, com quem mantinha um trato familiar. Ele lhe prestava todo tipo de ajuda, até mesmo levando suas mensagens para seu confessor, em Roma.

Ainda mais próximos de nós, encontramos os episódios frequentes ocorridos com São Pio de Pietrelcina (1887-1968), grande incentivador da devoção aos Anjos da Guarda. Em diversas ocasiões ele recebeu recados dos Anjos da Guarda de pessoas que, à distância, necessitavam de algum auxílio dele.

O Beato João XXIII, outro grande devoto dos anjos, dizia: “Nosso desejo é que aumente a devoção ao Anjo Custódio”. Nossos anjos guardiães estão ao lado de cada um de nós, incansáveis, solícitos, bondosos, prontos para nos ajudar em tudo quanto precisarmos – inclusive em nossas necessidades materiais, mas especialmente para nos proporcionar os bens espirituais, auxiliando- nos a caminhar na via da virtude.

Diz São João da Cruz: “Os anjos, além de levar a Deus notícias de nós, trazem os auxílios divinos para nossas almas e as apascentam como bons pastores (…) amparando-nos e defendendo-nos dos lobos, os demônios”.

Confiando-nos inteiramente aos nossos Anjos da Guarda, não precisamos temer os demônios. Afinal, estes últimos nada conseguem contra o poder daqueles.

(Revista Arautos do Evangelho, Out/2006, n. 58, p. 34 e 35)

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Um Mestre...

"Um Mestre é um ser que conseguiu dominar os seus pensamentos, os seus sentimentos e os seus atos. Podereis objetar que não é grande coisa, mas, na realidade, tudo reside nisso. Dominar os seus pensamentos, os seus sentimentos e os seus atos subentende uma disciplina, exige métodos especiais baseados num profundo saber. Esse saber diz respeito à estrutura do ser humano, às forças que nele circulam, às correspondências que existem entre todo o seu ser (isto é, o seu corpo físico e os seus corpos subtis) e os diferentes planos dos mundos visível e invisível. Ser senhor de si também pressupõe que se conhece as entidades do mundo invisível e a estrutura de todo o Universo.

Um Mestre é um ser que resolveu os problemas essenciais da vida, é livre, possui uma vontade forte e, acima de tudo, é pleno de amor, de bondade, de doçura e de luz."


segunda-feira, 16 de setembro de 2024

E se...

Certamente tivemos, em algum momento, em nossas vidas, o desejo de que as pessoas se comportassem de maneira diferente para connosco. Possivelmente, já aconteceu de nos incomodarmos com a maneira de alguém agir, ou com os valores e princípios que defende. Constantemente, avaliamos os outros e nos deixamos afetar, pelas posturas que apresentam. É comum no trânsito, no supermercado, na reunião familiar ou no trabalho, nos desgostarmos com as pessoas.

Por um motivo ou outro são com esses que demonstramos a nossa impaciência, agimos de forma impulsiva ou até de maneira grosseira e pouco amigável. É verdade que nos relacionarmos em sociedade sempre é um grande desafio. Atitudes de colegas, familiares ou conhecidos nos colocam, muitas vezes, nos limites da nossa estrutura emocional. E nossos desejos se manifestam com frases como Queria que Fulano fosse assim, ou Gostaria que Beltrano mudasse sua maneira de agir.

E vamos fomentando ideias que nunca estão ao nosso alcance, porque o que desejamos é a mudança do outro. Dificilmente nos pomos a pensar que, eventualmente, o outro apreciaria que alterássemos as nossas atitudes, que o ferem, que o machucam. Que tal se, ao invés de avaliarmos alguém pela sua aparência, pela roupa, cabelo ou pelo vocabulário que usa, buscássemos conhecê-lo melhor?

Saber da sua história de vida, dificuldades e lutas que vem enfrentando. Afinal, ninguém está isento delas. E se, ao invés de julgarmos as pessoas, seu comportamento, suas opções e escolhas de vida, buscássemos compreendê-las um pouco mais?

Entender que cada um busca ser feliz à sua maneira, mesmo que tenha que percorrer longos caminhos para tanto. Isso porque todos estamos palmilhando uma estrada de aprendizado. E se oferecêssemos ao outro a antítese, isto é, o contrário daquilo que não gostamos nele ou que nos agride?

Poderíamos oferecer a nossa paciência ao exaltado, dando-lhe a oportunidade de receber compreensão, atenção e cuidado que, muitas vezes, a vida não lhe concedeu. Para o grosseiro, retribuir com educação, mostrando outras possibilidades de relacionamento, pautadas no respeito e consideração. Talvez a falta de trato social seja apenas ausência de oportunidade de aprender outras maneiras de se relacionar. Ao bruto ofertar a gentileza, dando-lhe ensejo de provar a doçura e leveza que podem nascer a partir de pequenos gestos. Por vezes, a brutalidade que se apresenta no dia a dia não lhe permite acreditar que é possível ter um tanto de suavidade na vida. Para aquele com posicionamentos opostos aos nossos podemos construir uma ponte de empatia. Tenhamos em mente que ninguém é obrigado a pensar como nós, e que cada um é fruto de seus esforços, de sua história e de suas opções. Enfim, são muitas as oportunidades que aqueles que cruzam nossos caminhos nos ofertam para sermos melhores. Busquemos neles, esses professores que a vida nos oferece, a chance de construir em nós virtudes que permanecem latentes. Nesse esforço, estaremos contribuindo para uma sociedade pautada em elevados valores de amor e generosidade.



quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Ainda cabe Jesus?

Em trânsito pelos caminhos terrestres, a cada dia tua capacidade de observação se aprimora, oferecendo aos teus raciocínios largo material de observação. Parece, ao teu olhar, que a Humanidade desandou, apesar de tanta cultura.

A agressividade campeia desenfreada, como incontrolável animal em campina sem fim. Escasseia a paz, fazendo com que os homens se armem, uns contra os outros. O discurso parece distante da prática.

Diante de alguns dias de sol abundante, seguem-se horas intermináveis de nuvens escuras, despejando sobre os lares aguaceiro devastador. Imaginas que a segurança para teu lar pode ser uma grade forte, fios eletrificados e monitoramento dos passos alheios. Dessa maneira, deixas entender que todo mundo é suspeito, até prova em contrário. Tens a impressão de que a cultura avançou sobre as rodas de um veículo ligeiro, enquanto a ética anda muito longe, caminhando lentamente ao lado de uma montaria cansada. Tantos livros, bibliotecas e incontáveis analfabetos!

Campos fartos e fome nas metrópoles.

Lojas abarrotadas de artigos de vestuário e cada dia tens notado mais corpos desnudos.

A medicina proclama seus avanços admiráveis e milhares tombam sob o contágio de enfermidades cruéis.

Tantos templos religiosos e a descrença reinando solta nas consciências.

Discursos espiritualistas e condutas materialistas.

Cartas e leis admiráveis em torno dos direitos humanos e, por toda parte, a indiferença, o abuso e a invasão desses direitos, fazendo do outro simples estatística. Homens e mulheres andando na praça com seus animais de estimação, enquanto seus genitores estão em abrigos da terceira idade, mergulhados na dolorosa saudade dos afetos. Fala-se em luz, em claridade abundante, em ruas iluminadas pelos néons e led's de alta tecnologia. No entanto, muitos transeuntes estão em densas sombras íntimas.

O riso no palco e o choro convulsivo na coxia.

A gargalhada estridente no cinema ou no show da celebridade. Logo após, a agonia íntima, arrastando o ser para o paroxismo das emoções em desgoverno. Ou muito agito ou muita paralisia. Som muito alto. A conversa ao celular é quase aos gritos.


Quem realmente és tu?

E te perguntas: Ainda cabe Jesus no coração da criatura humana?

Qual o resultado de dois mil anos de Cristianismo?

Buscas, então, refúgio numa pequena porção de natureza, um lugar à parte desse burburinho quase enlouquecedor e tentas obter alguns momentos de silêncio, refazendo teu inquieto mundo interior.

Ora.

Silencia.

Medita.

Recorda o Divino Amigo, em ouvindo novamente a severa advertência: No mundo, tereis aflições!

Ele também atravessou um tempo parecido com esse, em proporção numérica menor. Contudo, as agonias eram as mesmas, as buscas, as ilusões...

Adestra tua paciência.

Acalma teus raciocínios.

Testa tua resiliência.

Se chegaste até aqui, com Jesus podes ir um pouco mais adiante. Confia. Trabalha, ama e segue.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Oração da manhã ao Espírito Santo

Adorável Espírito de Deus, Espírito vivificador e santificador, que desde o princípio da criação imprimistes nas criaturas o selo da perfeição que lhes convinha, passai sobre mim como então passáveis sobre as águas e derramai na minha alma as riquezas da graça e dos vossos dons, acrescentando força e constância, para que corresponda aos vossos divinos favores e jamais me canse de correr pelo caminho que leva ao céu.

Suplico-vos ainda, ó Divino Espírito, Amor Eterno, que visiteis o coração de todos os vossos fiéis e o enchais de vossa divina graça; que visiteis o coração dos cristãos tíbios e desleixados e que reacendais neles o fogo do amor celeste; que visiteis o coração dos pecadores para o acordar do sono funesto da morte; e, finalmente, que visiteis as terras dos não evangelizados, que lhes deis de novo a vossa bênção e que envieis a essa grande seara muitos operários que recolham os preciosos frutos da Redenção.

Permanecei também comigo, Divino Espírito Santo, e abençoai-me desde o principio deste dia, guiai os meus pensamentos, possuí os meus pensamentos, possuí os meus afetos, regulai a minha vontade, refreai os meus sentidos e de um modo especial a língua, e concedei-me a graça de chegar à noite, ou melhor, ao fim da vida sem vos ter causado nenhuma tristeza.


sábado, 7 de setembro de 2024

Peregrinação – um abrandamento externo face a uma aceleração interna.

«Se as pessoas que pedem graças à Mãe do Céu, não bloquearem à primeira contrariedade, se não ajuizarem da divina ajuda, não amuarem em birras de criança mimada, certo estejam: a Mãe do Céu só necessita de um pouco de colaboração, um pouco de confiança e tudo, mas tudo se resolverá. E como um inesperado e maravilhoso presente, como uma espécie de recompensa, para além dos problemas onde solicitaste ajuda e encontraste resolução, ainda obterás algo inesperado. 

As respostas do porquê do teu agir, as tuas motivações profundas, a integração matrimonial com a ciência amorosa dos céus, incompreensível para os homens, senão através de um processo de iniciação como o descrito ou algum outro semelhante.» 

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Peregrinação – um abrandamento externo face a uma aceleração interna.

«A fé é também acreditar que tudo terá o seu destino. Nem que este seja o infinito indefinível. 

A fé é a consciência da expansão energética das tuas moléculas. 

É saber, ou querer saber até onde percepcionas, interages, para além dos sentidos grosseiros. 

A fé é o amor-dos-homens, é ser-se leal. 

A fé não está na escrita, não tem formulário, pode ser até considerada herege aos olhos de vulgo homem contemporâneo.» 

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Peregrinação – um abrandamento externo face a uma aceleração interna.

«Normalmente todos os humanos são como uns bebés espirituais... na escala do cosmos. Uns queridos e bonitos bebés mimados. 

Esse é o estado atual da humanidade. 

Devemos aprender. Aprender a deixar de ser conduzidos, a deixar cair o medo. 

O nosso trabalhar deve agora recair sobre nós mesmos, ser um poderoso íman, orientado por forças celestes, para semear a pré-aventurança.» 

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Peregrinação – um abrandamento externo face a uma aceleração interna.

«Certo, façamos a escolha... Agora. 

Sim, mesmo já!

E porque não aproveitar em celebração e em sossego, bem devagarinho e bem interiorizado… entregar tudo ao Céu. 🙏

Sobretudo o que não conseguimos resolver prontamente... deixar "assentar o pó", para depois enxergar melhor. 

No entanto, recordar que existe sempre alguém que enxerga melhor que tu, e isso para te ajudar a evoluir, para teu bem supremo. 

Só tens mesmo que deixar os velhos hábitos, e confiar...»


terça-feira, 3 de setembro de 2024

Peregrinação – um abrandamento externo face a uma aceleração interna.

«Todas as Primaveras e todos os Outonos estão contidos neste preciso instante. A imensa possibilidade que isto acarreta é poder virar o teu destino assim de repente, como quem vira de direção numa encruzilhada. E claro esta decisão está carregada de “self”, ou seja, de si mesmo, carregada de tua presença no caminho, como tu decides, como tu vês e ajuízas o mundo que te rodeia, como tu percebes as próprias fronteiras do teu agir. Cada momento, cada inspiração, cada expiração, é uma oportunidade de modificar um pouco mais a tua vida para aquilo que consideras o teu sonho a alcançar.  Não faças por menos, estás a trabalhar com energias sublimes e poderosas, que governam a própria razão das coisas que acontecem a cada instante, não a razão dos homens ou da ciência. Acredita no teu coração, não descurando o teu intelecto. Tem sempre nessa estrada, quem vela por ti.» 


domingo, 1 de setembro de 2024

Peregrinação – um abrandamento externo face a uma aceleração interna.

 «Aqui estou pelo trilho, bem-disposto, com muito otimismo. Tomara este otimismo floresça pelo mundo, pois certamente não são poucos os necessitados de algum descanso. De tanto assédio, tanto stress, tanta violência e desencontro. Tomara que doravante este otimismo invisível aos olhos, sejam testemunho dos correios espirituais responsáveis pelas notícias. Noticias que ao espalhar-se inspirarão mesmo aqueles, que aqueles jornais não leem.» 

O gabinete da vontade

A mente humana pode ser comparada a um grande escritório, dividido em diversas secções de serviço, em vários departamentos, cada um com sua função específica. Podemos enfocar os quatro principais:

O departamento do desejo, em que se operam os propósitos e as aspirações da alma, acalentando o estímulo ao trabalho. Ele nos projeta no futuro, naquilo que queremos realizar, vinculando nosso coração a um alvo, a uma meta.

A segunda secção é o departamento da inteligência, onde encontramos os patrimônios da evolução e da cultura, isto é, todas as conquistas do intelecto. Tudo que foi conquistado em nosso processo evolutivo na área intelectual.

O terceiro departamento é o da imaginação. A responsabilidade dele é trabalhar as riquezas do ideal e da sensibilidade. Ali está tudo aquilo que nos leva a abstrair, a dar um voo mais alto, a deixar, por vezes, a esfera acanhada de nossas atividades. Ali estão as conquistas da arte e do belo.

Por fim, temos a quarta divisão: o departamento da memória, cujo objetivo é arquivar todas as experiências do Espírito, ao longo das encarnações.

No entanto, toda organização, todo escritório, necessita de uma gerência. Surge então, acima de todos eles, o gabinete da vontade. A vontade é a gerência esclarecida e vigilante que governa todos os setores da ação mental. É a maior das potências da alma. Nela dispomos do botão que decide o movimento ou a inércia da máquina. Sem essa administração segura, sem essa gerência, os departamentos passam a correr grandes riscos, pois tendem a operar por conta própria, de acordo com seus entendimentos particulares. A coordenação e a liderança da vontade garantem que todos os setores trabalhem em harmonia, sintonizados com um objetivo maior, cada um cumprindo sua função e todos vinculados ao mesmo fim. Quando a vontade não cumpre seu papel, o desejo pode tomar conta e comprar enganosamente séculos e séculos de aflição e comprometimento. Vemos isso quando somos dominados pelas paixões, pelos desejos do imediato, dos interesses transitórios. Se a vontade está fragilizada, o departamento da inteligência pode se aprisionar à criminalidade. É o que vemos quando temos grandes inteligências ligadas a interesses mesquinhos e não ao bem, e não às realizações coletivas. Assim também se dará quando o departamento da imaginação e da memória resolverem agir sem esse comando seguro da vontade. Eles se perdem, um podendo criar monstros na sombra e o outro caindo em relaxamento. Só a vontade, como auréola da razão, tem capacidade e lucidez para gerenciar todos esses setores com sabedoria.

A vontade é, sem dúvida, a maior das potências da alma. O poder da vontade é ilimitado. O homem, consciente de si mesmo, de seus recursos latentes, sente crescerem suas forças na razão dos esforços. Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se inevitavelmente, ou na atualidade ou na série das suas existências, quando seu pensamento se puser de acordo com a lei divina. E é nisso que se verifica a palavra celeste:
 “A fé transporta montanhas.”

sábado, 31 de agosto de 2024

No silêncio dos nossos pensamentos

Venho instruir e consolar os pobres deserdados. Venho dizer-lhes que elevem a sua resignação ao nível de suas provas. Que chorem, porquanto a dor foi sagrada no Jardim das Oliveiras. Mas, que esperem, pois que também a eles os anjos consoladores lhes virão enxugar as lágrimas. Vossas almas não estão esquecidas. E eu, o jardineiro divino, as cultivo no silêncio dos vossos pensamentos.


Quanto estamos precisando de consolo nestes dias que vivemos...

Quanto estamos necessitando saber ou lembrar que não estamos abandonados, que o mundo não está perdido e que não caminhamos para o caos. O Jardineiro Divino, Jesus, afirma que está connosco, acompanhando-nos nas duras provas que enfrentamos, provas que as crianças aprendizes precisam enfrentar para se tornarem adultos espirituais.

Resignação, Ele nos diz. Resignação dinâmica, isto é, a aceitação do problema com uma atitude corajosa de enfrentá-lo e lhe remover a causa. Curiosa a origem dessa palavra. Do latim resignatio, de resignare, que significava fazer uma marca oposta a uma primeira. O termo vem da linguagem de atividades de contadoria. Referia-se originalmente a fazer um registo, uma marca de crédito em oposição a um registo anterior de dívida. Refletindo, perceberemos que há muita relação com a maneira que lidamos com as dores, com nossas provações e expiações. Encontrar uma forma oposta de enxergar as vicissitudes e o sofrimento faz parte da virtude da resignação. No entanto, vejamos que há o componente ação na proposta que a palavra nos traz. Este é o ingrediente que a faz ser dinâmica e não passiva. Coragem de enfrentar, forças para suportar, mas também disposição para encontrar, entender e remover suas causas. O bem sofrer é aprender com a dor enquanto ela se fizer necessária. Retornar, então, ao equilíbrio, será o próximo passo sempre. A dor é hóspede e não habitante.

É de insuperável significação positiva o equilíbrio mental diante do sofrimento, o que podemos conseguir através do treinamento pela meditação, pela oração, que decorrem do conhecimento que ilumina a consciência, orientando-a corretamente. Meditar é esvaziar a mente, renová-la; abri-la para as muitas possibilidades de sintonia elevada; despertá-la de seu sono atormentado por pesadelos angustiantes. Orar é fazer conexão com nossa essência, é reler com cuidado a assinatura divina que trazemos na alma e buscar entender o que ela nos diz e o que ela nos proporciona. Iluminar a consciência é compreender as leis que regem o Universo. Leis perfeitas, leis que atuam com regularidade e grandeza em todos os cantos, em todas as situações, banhadas sempre pelos eflúvios edificantes do amor. Amor que canta no silêncio de nossos pensamentos. Amor que nos sustenta. Amor que nos convida a seguir adiante. É também por amor que o Mestre e Amigo Jesus nos acompanha neste processo de amadurecimento moral da Humanidade. Desde que modelou a estrutura material do planeta, até os presentes dias, segue o Jardineiro Divino com amoroso cuidado, amparando-nos em todos os instantes da existência. Sigamos com Ele.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Oração para o fim das guerras

Senhor Jesus neste momento tão difícil para muitos países em guerra, momento terrível em que são muitos os atingidos, em que são tantas as vítimas, tantos os feridos, dilacerados, sem chão, sem teto, sem água e comida; sem partes do corpo; com famílias e lares completamente destruídos, nós nos voltamos para ti Senhor, vem com a tua divina providência derramando sobre eles a tua graça e tua força e proteção.

Dai Senhor, também, ao mundo, às nações, às forças de paz, às organizações de ajuda humanitárias…, a todos os países e a cada um de nós: capacidades, inteligência, solidariedade e amor para que possamos nos mobilizar com missões pacíficas, ajudas humanitárias, com auxílios para que eles possam reconstruir seus países, suas famílias, seus lares, se recuperarem de todos os danos possíveis, que cessem as guerras, que alcancem a paz. Abençoai-nos Senhor.

Rezemos também Senhor a Ti, pedindo por todas as pessoas, nossos irmãos e irmãs que faleceram nessas horríveis tragédias, para que em Ti tenham o repouso eterno. E pelos seus familiares parentes e amigos que ficaram, que o Senhor lhes de consolo e força para continuarem suas vidas. Obrigado Senhor. Amém.

Padre Geraldinho

domingo, 11 de agosto de 2024

Os amigos espirituais

Aqueles dias se faziam desafiadores. Um vírus mortal se espraiara rapidamente por todos os continentes, colocando o planeta em estado de pandemia. O ano de 2021 iniciara e a infeção continuava a ceifar milhares de vidas, enlutando famílias indistintamente. Muito embora o esforço abnegado de mulheres e homens da Ciência, que desenvolveram vacinas para combater o vírus, naquele momento, ainda não se faziam acessíveis para todos.

Foi nesse cenário que Estela viu seu núcleo familiar, aos poucos, se transferir do lar para os leitos de enfermaria e depois U T I. Primeiramente os pais, mais idosos, depois a irmã. Ela, logo em seguida, teve que buscar os recursos hospitalares. Adentrou ao hospital emocionalmente devastada. Às preocupações com os pais e a irmã, há dias internados, somavam-se agora com as do seu próprio estado de saúde. Preciso me manter forte, preciso recuperar-me logo, para atender aos meus, pensava, enquanto era transferida para uma enfermaria. As noites se faziam longas, os dias intermináveis, na angústia da falta de notícia dos seus, na preocupação com seu refazimento. Naquela noite, em especial, não conseguia conciliar o sono. O silêncio natural da madrugada inundava a enfermaria e os corredores da casa hospitalar, porém, o sono teimava em não visitá-la. Foi quando, inesperadamente, um senhor de sorriso simpático adentrou ao local.

Nunca o vira antes. Seu olhar calmo e acolhedor conquistou-lhe a confiança. A figura respeitável, o ar distinto, os modos gentis e a fala tranquila daquele senhor a envolveram e ela se acalmou. Ele perguntou sobre seu estado de saúde, como ela se sentia. Foram perguntas e mais perguntas, dessas próprias que médicos e enfermeiros fazem aos pacientes. Passou, então, a lhe prescrever alguns exercícios respiratórios, para acelerar a recuperação dos pulmões, um tanto comprometidos. Estela, tomada de curiosidade, perguntou se ele era médico, porque não lembrava de tê-lo visto anteriormente. Serenamente, ele respondeu que estava ali para ajudá-la. Disse que ela logo se recuperaria, que não precisava se preocupar. Que fizesse os exercícios indicados e seguisse a medicação prescrita pelos médicos. Ao final, perguntou se ela confiava nele, o que imediatamente respondeu de forma afirmativa. Pois bem, disse ele, então eu serei o seu anjo da guarda. Estarei aqui velando, cuidando de você e de sua família. Não se preocupe, tudo irá acabar bem. De imediato à sua saída, ela adormeceu tranquilamente.

No dia seguinte, buscou informações sobre o médico que viera visitá-la tarde da noite. Descreveu-o com cuidado a todos que ali trabalhavam. Ninguém o conhecia. Nesse momento, ela entendeu que, efetivamente, ele era o seu anjo da guarda.

Assim são os amigos espirituais. Encontram os mais variados meios para nos auxiliar. Agem em nome da Providência Divina, a fim de que tenhamos amparo e proteção. Todos temos nossos anjos guardiães, que velam nosso caminhar e nos acompanham, na jornada terrena. São a manifestação do amor de Deus em nossas vidas.