Senhor, recolhe meus passos e devolve-me o centro. Quero um descanso que acalme sem paralisar e uma alegria que não dependa de aplauso. Ensina-me a cuidar das raízes para que o fruto não se perca, a agradecer o que veio e a aprender com o que não chegou.
Peço que, neste sábado, o tempo tenha clareza. Mostra as visitas que não podem esperar, a mensagem que devolve dignidade, a presença que consola. Dá-me atenção para ouvir histórias, delicadeza para proteger confidências e firmeza para sustentar a verdade sem ferir. Que a mesa seja abrigo e a conversa, lugar de encontro.
Ilumina lembranças que ainda pedem sentido. Se houver ferida, aponta o gesto possível de reparo. Se houver culpas inúteis, ensina-me a transformá-las em responsabilidade viva. Aproxima de mim quem precisa de um cuidado que eu posso oferecer e conduz-me a pedir ajuda quando for honesto fazê-lo. Que eu não confunda silêncio com indiferença nem movimento com fuga.
Alegra meu serviço com simplicidade. Que o descanso renove a vontade de fazer o bem e que o bem se faça com discrição. Protege minha ida e minha volta, guarda meu corpo do excesso, inspira escolhas que mantenham a paz. Lembra-me Yeshua, manso e firme, que atravessou os dias como quem semeia cura. Que eu encerre esta noite com consciência limpa e um passo real na missão da alma. Assim seja!




























