O costume de orar ao Senhor acendendo uma vela e queimando incenso, advém de a vela e o incenso que ardem simbolizarem o sacrifício, a transformação de uma matéria bruta numa matéria mais subtil: a luz e o perfume.
“Há um lugar dentro de ti onde todas as coisas são perfeitas, pois repousam na criação de Deus. Neste lugar és amparado pela luz e pelo amor e diante disso o que poderia machucar o teu coração ou fazer-te pequeno perante a alegria de Deus? Um lugar onde a respiração é pausada porque é feita de tranquilidade. Vai e toma teu lugar ...”
O costume de orar ao Senhor acendendo uma vela e queimando incenso, advém de a vela e o incenso que ardem simbolizarem o sacrifício, a transformação de uma matéria bruta numa matéria mais subtil: a luz e o perfume.
"Quando meditais, quando orais, observai a natureza das vossas sensações. A meditação e a oração devem fazer-vos sentir um calor, uma luz, uma força, uma alegria, um deslumbramento... Se não for o caso, deveis procurar perceber qual é a razão.

Por vezes, quando se risca um fósforo na lixa, ele não se inflama, porque está molhado, ou então foi a caixa que apanhou humidade. E se um isqueiro não acende, é porque lhe falta gás ou porque a pedra está gasta. Nas práticas espirituais, tal como no plano material, os insucessos têm sempre uma causa, que é preciso descobrir. O intelecto nunca deve estar húmido, e o coração nunca deve estar seco. É preciso que o coração esteja húmido e quente, e que o intelecto esteja seco e frio. Um coração seco torna-se egoísta e, se estiver frio, terá falta de amor. Se se aquecer o intelecto, este adormecerá, e se estiver demasiado húmido, apodrecerá. Estas imagens simples e claras devem ajudar-vos a resolver as dificuldades da vossa vida interior."
Há muitas pessoas que vivem de qualquer maneira durante todo o dia e depois, à noite, antes de se deitarem, fazem uma oraçãozinha pedindo perdão a Deus pelas suas faltas. Mas isso não basta, elas devem saber que, agindo assim, terão sempre o diabo consigo, como o monge da anedota.
Sim, num convento, havia um monge que bebia, bebia… Todos os dias o nível de vinho nos tonéis baixava a olhos vistos. Um pouco envergonhado, todas as noites ele fazia as suas orações, pedindo perdão a Deus; depois, em paz consigo, adormecia tranquilamente, até ao dia seguinte... em que recomeçava a beber. Isto durou anos... Ora, certa noite, ele esqueceu-se de fazer a sua oração e, a meio do sono, sentiu que era abanado e ouviu alguém dizer-lhe: «Eh! Não rezaste esta noite. Vá, levanta-te, despacha-te! Tens de rezar!» Ele acordou, esfregou os olhos, e quem é que viu? O Diabo! Sim, era o Diabo que estava a acordá-lo, era ele que o induzia a rezar todas as noites. Para quê? Para o impedir de se corrigir. Como fazia as suas orações pedindo perdão ao Céu, o monge tinha a consciência tranquila e, no dia seguinte, recomeçava a beber, para grande alegria do Diabo. Diz a história que, quando compreendeu isso, o monge ficou tão assustado, que renunciou a beber, de uma vez por todas.
"Acender uma vela não é um ato tão simples e insignificante como parece, porque, mediante esse ato, entra-se em contacto com os quatro elementos. A própria vela, que é sólida, representa a terra; vós acendei-la, e lá está o fogo. Depois, pouco a pouco, a vela começa a fundir-se e forma-se um pequenino lago: é a água. Quanto ao ar, tem de estar presente, porque sem ele não há fogo. Privado de ar, o fogo extingue-se, e embora não o vejamos, percebemos a sua presença nos movimentos da chama, que oscila ligeiramente.
Portanto, quando acendeis uma vela, deveis estar conscientes de que vos encontrais em presença dos quatro elementos fundamentais da Criação e que podeis trabalhar com eles, ligando-vos aos quatro grandes Anjos que os governam: o Anjo do Fogo, o Anjo do Ar, o Anjo da Água e o Anjo da Terra."