RODA DA VIDA

Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos pela vida e pela saúde de todos os que servem a Paz no mundo — homens e mulheres de todas as culturas, tradições e caminhos espirituais que, com coragem e entrega, assumem missões difíceis para levar esperança, justiça e consciência a um planeta tantas vezes ferido pela corrupção e pela desigualdade. Honramos estes irmãos e irmãs da humanidade, desde figuras amplamente reconhecidas, como o Papa Leão XIV e o Dalai Lama, até todos aqueles que, de forma silenciosa e anónima, trabalham pela harmonia, pela verdade e pelo bem comum. Cada um deles, na sua própria luz, ajuda a elevar a vibração da Terra e a despertar a compaixão nos corações. Que o seu exemplo inspire um mundo onde nenhum ser esteja à mercê da tirania, onde a força seja sempre colocada ao serviço do Amor, e onde a verdadeira autoridade seja a da consciência desperta e da dignidade humana. Elevemos também a nossa prece à Mãe Terra, casa sagrada de todos os povos e de todas as formas de vida. Que a nossa atenção, o nosso cuidado e as nossas ações reflitam o respeito profundo que ela merece. Que sejamos a mudança viva, a presença consciente e o gesto compassivo que contribui para a cura do planeta. Assim é, e assim se manifesta. - "Divina Fonte de toda a Vida, clamamos hoje pelo despertar das consciências. Que o ruído das armas seja silenciado pelo pulsar de corações em harmonia. Pedimos o fim imediato de todas as guerras, que as fronteiras do ódio se dissolvam e que o diálogo substitua o confronto. Que cada líder seja tocado pela compaixão e cada povo encontre no outro um irmão. Que a Terra não seja mais palco de dor, mas um solo fértil onde a paz floresça como direito de todos. Pela união, pela vida, pela paz mundial — que assim seja."- Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos por la vida y la salud de todos aquellos que sirven a la Paz en nuestro mundo — hombres y mujeres de todas las culturas, tradiciones y caminos espirituales que, con valentía y entrega, asumen misiones difíciles para llevar esperanza, justicia y conciencia a un planeta tantas veces herido por la corrupción y la desigualdad. Honramos a estos hermanos y hermanas de la humanidad, desde figuras ampliamente reconocidas como el Papa León XIV y el Dalai Lama, hasta todos aquellos que, en la humildad de su servicio silencioso, trabajan por la armonía, la verdad y el bien común. Cada uno de ellos, con su propia luz, ayuda a elevar la conciencia de la Tierra y a despertar la compasión en los corazones humanos. Que su ejemplo inspire un mundo donde ningún ser quede a merced de la tiranía, donde la fuerza esté siempre al servicio del Amor, y donde la verdadera autoridad surja de la conciencia despierta y de la dignidad humana. Elevemos también nuestra oración a la Madre Tierra, hogar sagrado de todos los pueblos y de todas las formas de vida. Que nuestra atención, nuestro cuidado y nuestras acciones reflejen el profundo respeto que ella merece. Que seamos el cambio vivo, la presencia consciente y el gesto compasivo que contribuye a la sanación del planeta. Así es, y así se manifiesta. - Divina Fuente de toda Vida, clamamos hoy por el despertar de las conciencias. Que el estruendo de las armas sea silenciado por el latir de corazones en armonía. Pedimos el fin inmediato de todas las guerras, que las fronteras del odio se disuelvan y que el diálogo reemplace al enfrentamiento. Que cada líder sea tocado por la compasión y cada pueblo encuentre en el otro a un hermano. Que la Tierra no sea más escenario de dolor, sino un suelo fértil donde la paz florezca como derecho de todos. Por la unión, por la vida, por la paz mundial — que así sea." -Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - We pray for the life and health of all those who serve Peace in our world — men and women from every culture, tradition, and spiritual path who, with courage and devotion, take on difficult missions to bring hope, justice, and awareness to a planet so often wounded by corruption and inequality. We honor these brothers and sisters of humanity, from widely recognized figures such as Pope Leo XIV and the Dalai Lama to all those who, in quiet humility, work for harmony, truth, and the common good. Each of them, in their own light, helps elevate the consciousness of the Earth and awaken compassion in human hearts. May their example inspire a world where no being is left at the mercy of tyranny, where strength is always placed in the service of Love, and where true authority arises from awakened conscience and human dignity. Let us also raise our prayer to Mother Earth, the sacred home of all peoples and all forms of life. May our attention, our care, and our actions reflect the deep respect she deserves. May we become the living change, the conscious presence, and the compassionate gesture that contribute to the healing of the planet. So it is, and so it manifests. - "Divine Source of all Life, we call today for the awakening of consciences. May the roar of weapons be silenced by the pulse of hearts in harmony. We plead for the immediate end of all wars, that the borders of hate may dissolve and that dialogue may replace conflict. May every leader be touched by compassion and every nation find a brother in one another. May the Earth no longer be a stage for pain, but a fertile ground where peace flourishes as a right for all. For unity, for life, for world peace — so be it."
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sábado, 22 de agosto de 2026

Evangelho (Mt 23,1-12)

Naquele tempo, Yeshua falou às multidões e aos discípulos: «Os escribas e os fariseus sentaram-se no lugar de Moisés para ensinar. Portanto, tudo o que eles vos disserem, fazei e observai, mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. Amarram fardos pesados e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo. Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros, usam faixas bem largas com trechos da Lei e põem no manto franjas bem longas. Gostam do lugar de honra nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, de serem cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de "Rabi".

»Quanto a vós, não vos façais chamar de "Rabi", pois um só é vosso Mestre e todos vós sóis irmãos. Não chameis a ninguém na terra de "Pai", pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. Não deixeis que vos chamem de "Guia", pois um só é o vosso Guia, o Cristo. Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado».

Passagem do Evangelho que se mantém tão atual nos dias de hoje como nos dias em que foi sentenciada. Alerta e convoca ao bom senso de cada um, para que se mantenha atento, e faça a necessária distinção entre o que é publicitado e o que é praticado, De facto são muitas as personalidades de variados setores da vida comum, familiar, da vida publica, religiosa, profissional, enfim de todos os sectores da sociedade, que pelo seu labor da inteligência e desenvolvimento ético e moral, mencionam tomando a palavra de Yeshua como exemplo Divino, suas formulas de cumprir justamente o plano de uma vida plena, a forma de estar alinhado aos mais elevados preceitos divinos. 

Mas atenção, aqui é que é necessário recordar que a importância de todo conhecimento é a sua exemplificação. E infelizmente bem sabemos os horrores e injustiças, como as guerras e todo o tipo de violações dos direitos mais básicos humanos, direitos fundamentais de humanidade que são continuamente violados, por pessoas que o justificam como estando a cumprir planos e missões divinas. Não se iludam!

Como poderia a mão que mata, agir em nome da paz? Como poderia a mente que corrompe, estar a agir em nome da justiça de Deus?

Muito cuidado... a recomendação é logo que possível, começar todo aquele que é do bem a agir como tal, recordando que é pelas suas ações que será avaliado e não pelas suas palavras, é pelas suas ações que  conhecerá o veredito sobre a recompensa do seu esforço e do seu trabalho.

"Quando aprenderão os humanos a comportar-se uns com os outros de maneira a transmitirem entre si paz, confiança e alegria? Quando saímos à rua, quando andamos pelas lojas, no metropolitano, nas estações de comboio, só nos cruzamos com rostos macilentos, fechados, inexpressivos. Será normal as pessoas manifestarem tão pouca alegria por se encontrarem, e imporem umas às outras um espetáculo tão prosaico? Porque não são mais calorosas, mais expressivas, mais vivas? Isso é que é a verdadeira poesia.

O verdadeiro poeta não é aquele que escreve versos, mas o que cria a poesia na sua própria vida, esforçando-se por nela introduzir a pureza, o amor e a luz. Ter inspiração é isso. E quando tiver conseguido viver nesse estado, ele também proporcionará inspiração aos outros, transmitindo-lhes essa pureza, esse amor e essa luz." Omraam Mikhaël Aïvanhov

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Evangelho (Lc 5,12-16)

"...Cada vez mais, sua fama se espalhava, e as multidões acorriam para ouvi-lo e para serem curadas de suas doenças. Ele, porém, se retirava para lugares desertos, onde se entregava à oração."...

Se o coração se dispersar, recorda-me Yeshua, manso e firme, que atravessou os dias fazendo o bem. Que eu chegue ao anoitecer com a consciência de ter amado um pouco melhor e de ter caminhado um passo a mais na missão da alma. Amém!

sábado, 4 de abril de 2026

Reconcliliação

Evangelho (Lc 12,54-59): 

Naquele tempo, Yeshua dizia também às multidões: 

Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece.  Quando sentis soprar o vento sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. Hipócritas!  Sabeis avaliar o aspecto da terra e do céu. 

Como é que não sabeis avaliar o tempo presente? 
Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? 

Quando, pois, estás indo com teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto ainda a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e o oficial de justiça te jogará na prisão. Eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Evangelho (Mt 6,1-6.16-18)

«Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.»

Aqui neste texto, somos alertados para a forma correta de proceder perante a nossa consciência e perante o mundo que nos rodeia, aquando dos nossos esforços de evoluir,... de auto-evoluir. É nos recordada a importância relativa e superficial, da aparência dos nossos atos para o nosso crescimento, ou mesmo da aprovação ou testemunho do mundo. Tudo que é conquistado no sentido da nossa própria evolução, deve ser guardado como um tesouro precioso, frágil e secreto, que deve ser partilhado sem alarde, sob pena de sobre o populismo da nossa intensão residir a nossa própria recompensa, e precipitação do fim em si mesmo, sem possibilidade de vingar no próprio caráter da pessoa, que entretanto fascinada pelos seus auto-méritos logo sucumbe, à vaidade e egoísmo de sua auto-fascinação.

«E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.»

Aqui reforça o anteriormente descrito, também e sobretudo, para o acto sagrado da oração, meditação e as próprias manifestações da fé e da espiritualidade, que ganham muito mais em ser mantidas autenticas e discretas, que ser publicas, ritualizadas e até comercializadas. Todos os atos a estes níveis mantidos no intimo do nosso coração, são de muito maior proveito para o nosso crescimento espiritual, que aqueles que são despudoradamente expostos durante as cerimónias, e que logo no terminar destas, a pessoa age contrariamente, e denegride o que antes apregoou aos sete ventos. Mais valia silenciar, que perante a sua consciência e o mundo assim agir, pois isso constituiu a sua própria ruina.

«Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.»

A necessidade que cada um sente, de aprimorar a sua vida e a sua visão sobre o mundo, é acompanhada de uma sensação, de uma necessidade de algo, que transcende a própria natureza humana. É nestes momentos, que naturalmente o ser humano se aprofunda espiritualmente, e por consequência, se aprofunda moralmente e eticamente. Todas estas dinâmicas são como um precioso e divino néctar, a sacralizar o dia a dia de uma vida outrora cinzenta, experiência que deve ser estimada e cuidada com supremo esforço e delicadeza, para que se consolide no coração, no corpo e na mente. 

Se ao invés deste delicado e harmonioso equilíbrio, de uma relação intima e sagrada, for exposta sem cautela e ponderação, sem consideração pelo próximo, apenas e só para reconhecimento da sua própria vaidade e prepotência, para efeitos de autopromoção... a caída do pedestal será a sua inevitável recompensa ou pagamento, e a breve curso se dará.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Evangelho (Jo 20,19-31)

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: «A paz esteja convosco». Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, se alegraram por verem o Senhor. Jesus disse, de novo: «A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio». Então, soprou sobre eles e falou: «Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, ficarão retidos».

Tomé, chamado Gêmeo, que era um dos Doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe: «Nós vimos o Senhor!». Mas Tomé disse: «Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei».

Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!». Tomé respondeu: «Meu Senhor e meu Deus!». Jesus lhe disse: «Creste porque me viste? Bem-aventurados os que não viram, e creram!».

Jesus fez diante dos discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Evangelho (Mt 11,16-19)

Naquele tempo, Jesus disse: «Com quem vou comparar esta geração

É parecida com crianças sentadas nas praças, gritando umas para as outras: ‘Tocamos flauta para vós, e não dançastes. Entoamos cantos de luto e não chorastes!’ Veio João, que não come nem bebe, e dizem: ‘Tem um demônio’. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de publicanos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida em virtude de suas obras».

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Evangelho (Lc 12,49-53)

Naquele tempo, o Senhor disse aos seus discípulos: 

Fogo eu vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! Um batismo eu devo receber, e como estou ansioso até que isto se cumpra! Pensais que eu vim trazer a paz à terra? 

Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer a divisão. Pois daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; ficarão divididos: pai contra filho e filho contra pai; mãe contra filha e filha contra mãe; sogra conta nora e nora contra sogra.

Hoje, o Evangelho apresenta-nos Jesus como uma pessoa de grandes desejos: Fogo eu vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! (Lc 12,49). Jesus já queria ver o mundo a arder em caridade e em virtude. Nada menos! Tem que passar pela prova de um batismo, quer dizer, da cruz, e já queria tê-la passado. Naturalmente! Jesus tem planos e tem pressa em vê-los realizados. Poderíamos dizer que é pressa de uma santa impaciência. Também nós temos idéias e projetos, e queríamos vê-los realizados rapidamente. O tempo estorva-nos. Como estou ansioso até que isto se cumpra! (Lc 12,50), disse Jesus.

É a pressão da vida, a inquietude experimentada pelas pessoas que têm grandes projetos. Por outro lado, quem não tenha desejos é um covarde, um morto, um freio. E, além disso, é um triste, um amargurado que costuma desabafar criticando os que trabalham. São as pessoas com desejos que se mexem e originam movimento à sua volta, as que avançam e fazem avançar.

Tem grandes desejos! Aponta bem para o alto! Busca a perfeição pessoal, a da tua família, a do teu trabalho, a das tuas obras, a dos cargos que te confiem. Os santos aspiraram ao máximo. Não se assustaram diante do esforço e da pressão. Mexeram-se. Mexe-te tu também! Lembra-te das palavras de Santo Agostinho: Se dizes já chega, estás perdido. Acrescenta sempre, caminha sempre. Avança sempre; não pares no caminho, não retrocedas, não te desvies. O que não avança, pára; retrocede o que volta a pensar no ponto de partida, desvia-se o que deserta. É melhor o coxo que anda no caminho que o que corre fora do caminho. E acrescenta: Examina-te e não te contentes com o que és se queres chegar ao que não és. Porque no instante em que te deleites contigo mesmo, terás parado. Mexes-te ou estás parado? 
Pede ajuda à Santíssima Virgem, Mãe da Esperança. 🙏

Rev. D. Joan MARQUÉS i Suriñach
(Vilamarí, Girona, Espanha)

domingo, 19 de outubro de 2025

Evangelho (Lc 18,1-8)

Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de orar sempre, sem nunca desistir: «Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, e lhe pedia: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário! ’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Não temo a Deus e não respeito ninguém. Mas esta viúva já está me importunando. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha, por fim, a me agredir!’.

E o Senhor acrescentou: 

«Escutai bem o que diz esse juiz iníquo! 

E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? 

Será que vai fazê-los esperar? 

Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a terra?

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Evangelho (Mt 15,21-28):

Naquele tempo, Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia. Uma mulher Cananéia, vinda daquela região, pôs-se a gritar: «Senhor, filho de Davi, tem compaixão de mim: minha filha é cruelmente atormentada por um demônio!». Ele não lhe respondeu palavra alguma. Seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: «Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós». Ele tomou a palavra: «Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel». Mas a mulher veio prostrar-se diante de Jesus e começou a implorar: «Senhor, socorre-me!». Ele lhe disse: «Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos». Ela insistiu: «É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!». Diante disso, Jesus respondeu: «Mulher, grande é tua fé! Como queres, te seja feito!». E a partir daquela hora, sua filha ficou curada.


Grande exemplo da universalidade do pensamento cristão em Jesus, quando fica demonstrado neste episódio de sua vida entre nós, que para além do credo de cada um, da vida de cada um, de sua origem ou passado, a todos é dada a oportunidade de a cada instante de sua vida operar as modificações ou alterações que ache necessitárias fazer. A cada um só é como aqui demonstrado, necessário provar perante si próprio a pureza e autenticidade de sua intenção, afinal as condições verdadeiramente essenciais para que o seu pedido seja realizado. Uma vez mais, para isso é sempre necessária uma enorme dose de fé, de vontade e de esperança na mudança, muitas vezes mesmo além das próprias forças. Assim estarão reunidas as condições para que qualquer um, independentemente de sua condição, realize o milagre na sua vida. Acredite e entregue-se ao mais profundo do seu coração que urge revelar a mensagem que carrega consigo, de libertação.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Evangelho (Jn 14,1-6)

«Não se perturbe o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fosse assim, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós. E depois que eu tiver ido e preparado um lugar para vós, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também. E para onde eu vou, conheceis o caminho». Tomé disse: «Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?». Jesus respondeu: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim».

terça-feira, 29 de abril de 2025

Evangelho (Jo 3,16-21)

Eis um texto do novo testamento, que deveria fazer recordar a todos aqueles que julgam que suas ações malévolas passarão sem consequências para eles próprios, senão aqui neste tempo em qualquer momento, mas certamente num futuro mais adiante. Todos deveríamos estar atentos, vigilantes, não vá o que aqui neste texto se revela, acontecer connosco, e assim no final deste ciclo existencial, seja desperdiçada uma maravilhosa oportunidade, de uma existência para a conquista do nosso caminho de volta ao nosso verdadeiro lar.

"De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem crê nele não será condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus. Ora, o julgamento consiste nisto: a luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo o que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que suas ações sejam manifestadas, já que são praticadas em Deus."

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Evangelho (Lc 19,41-44)

Quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: 

«Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, está escondido aos teus olhos!. Dias virão em que os inimigos farão trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados. Esmagarão a ti e a teus filhos, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste o tempo em que foste visitada».


Passados mais de 2000 anos desta profecia, o coração do médio oriente continua desavindo, envolvido em chamas, um rasto de morte, pobreza e desgraça entre os seus povos, Israelitas e Palestinianos, irmãos de terra inimigos.

A mensagem da profecia continua viva, e no coração de cada ser humano faz-se ferida, a cada dia de vida que passa, as escolhas feitas nas decisões tomadas, estão a determinar o nosso destino face a um porto seguro ou face a um abismo sem fim.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Evangelho (Lc 19,41-44)

Quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. 

E disse: «Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, está escondido aos teus olhos!. Dias virão em que os inimigos farão trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados. Esmagarão a ti e a teus filhos, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste o tempo em que foste visitada».


Da figura história de Yeshua muitos corações  amordaçadamente se confrontam. Afinal passados mais de 2.000 anos, dos testemunhos da vida deste homem que nada escreveu e nada deixou por dizer, chegaram vários testemunhos de quem o seguiu, primeiramente de forma oral e cerca de 70 anos depois de sua crucificação, pelos primeiros registos escritos que chegaram até nós, da história de sua vida e da importância de sua mensagem. Ainda mais surpreendente, a sua filiação Divina, num tempo em que a abundancia de várias Divindades era aceite, eis que surgia um homem que se declarava como o primogénito de Deus.

Nunca mais o mundo seria o mesmo. A força desta revelação viria a inquietar muitos daqueles que temeram deixar de ser considerados poderosos e a apaziguar muitos mais, aqueles que em suas vidas difíceis procuravam um sentido para tanto sofrimento e esforço. 

Entre uns e outros constituíram-se aqueles que viriam a mediar sobre uns e outros, tantas vezes pensando na sua própria subsistência e preponderância, como de forma genérica todas as Igrejas oficiais, ritualizadas e organizadas.

Entre toda esta dinâmica temporal, por incrível que pareça, desde essa altura até agora a imagem e a mensagem de Yeshua permanece intacta. Muito mais pelo que o coração sente que pela maioria dos maus exemplos praticados pela humanidade, o coração continua sentindo um apelo irresistível, como se tentasse negar a própria respiração que mantém a vida.

Coração por dominar, resta à mente de muitos homens procurar desacreditar a veracidade de Yeshua dentro de si mesmos, remetendo este profeta para o canto mental das fábulas, dos mitos, das utopias criadas pelo tempo. Assim muitos homens vivem fascinados pelo materialismo hoje. fascinados procuram fascinar o coração, enquanto este resiste o quanto pode, sabendo que na hora do seu fascínio será ditada a hora do seu declínio espiritual.

Esta episódio da vida de Jesus, escrito e registado à mais de 2 mil anos deveria ser suficiente, para qualquer pessoa com conhecimento da atualidade mundial crer confirmando, a clarividência e veracidade desta reflexão milenar. Sabemos justamente com esta observação, que toda aquela região do médio oriente nunca mais se recompôs até aos dias de hoje. 

Jesus advertiu entristecido, que Jerusalém não veria a paz e prosperidade no seio de seu povo: Hoje verificamos que nunca mais existiu ali a paz entre o seu povo. Crianças e jovens são mortos sem pudor, irmão contra irmão, baixas entre os que estão no enclave e os que os comprimem a uma existência de miséria. Uns e outros reféns da guerra e de seus horrores, às mãos de políticos tão intolerantes como à 2.000 anos atrás, em que os ancestrais deles mesmos sacrificaram por interesses escusos, um inocente, o cordeiro de Deus.

A todos nós, mundo ocidental moderno, desenvolvido e com nossas próprias chagas de egoísmo por sarar, deveríamos estudar melhor a ciência deste homem santo, que em nome do amor, do progresso e da igualdade entre todos, da paz entre todas as fronteiras, veio a entregar a sua vida por nós.

Eu Acredito! Eu dou Graças!...

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Evangelho (Mt 18,15-20)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: «Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, tu e ele a sós! Se ele te ouvir, terás ganhado o teu irmão.

Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, de modo que toda questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 

Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um publicano. 

Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles».


Nesta parábola Jesus alude à importância do bom entendimento em comunidade entre os seus vários membros, que bem pode ser uma família, uma cidade, um país ou mesmo o próprio mundo terreno.

Reafirma que quando no homem se verificar o sentido de justiça misericordiosa, quando se procurar estabelecer entendimento para os assuntos fraturantes e em seu resultado a união das pessoas sair reforçada na terra, em nome da verdade, da justiça e da paz entre os homens de boa vontade, o Espirito de Jesus e de seus ensinamentos se fará presente elevando a experiencia a uma união igualmente no céu, com todos os envolvidos. 

Também adverte, que uma negação consciente a este convite à reconciliação, quando levado a cabo de forma consciente, irrevogavelmente trará as suas consequências perturbantes à pessoa, pela óbvia negação ao seu progresso espiritual em comunidade. 

O Homem só na vontade firme de transcendência dos seus interesses egoístas e belicosos, poderá ingressar numa vida em comunhão com o Espirito Santo. Não é tanto pelo ingresso numa igreja especifica ou pela observância de alguns tipos de rituais respetivamente, que o homem de bem se elevará a si e aos seus, mas sim pelo verdadeiro esforço de conciliação e abertura emocional, para a entrega de coração ao que não sendo o mais fácil, é o que o seu coração lá bem fundo clama dentro de si, como sendo o mais certo procedimento.

segunda-feira, 29 de julho de 2024

Evangelho (Lc 10,38-42)

«Naquele tempo, Jesus entrou num povoado, e uma mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Ela tinha uma irmã, Maria, a qual se sentou aos pés do Senhor e escutava a sua palavra. Marta, porém, estava ocupada com os muitos afazeres da casa. Ela aproximou-se e disse: «Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda pois que ela venha me ajudar!». O Senhor, porém, lhe respondeu: «Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada».


Esta extraordinária parábola do Mestre Jesus, recorda a todos sem excepção da relativa importância das tarefas mundanas, perante um acontecimento maior. 

É certo que existe mérito em cumprir com as tarefas do nosso dia a dia o mais responsavelmente possível, faz parte dos nossos deveres para com a sociedade, para com a família, e além disso é uma importante forma de dar um exemplo para os jovens, e com isso colaborar na construção de um mundo mais funcional e harmonioso.

A questão é, de que vale tudo isso, se mergulhados nessa dinâmica, ficarmos fascinados e perder a capacidade de priorizar os momentos e oportunidades únicas, muitas vezes fugazes, de um reencontro connosco mesmos ou com alguém que esteja disponível, ou necessitado, de uma ponte espiritual... 

A vida do dia a dia tem muitas prioridades que nos levam através da rotina a estabelecer apegos e devolvem falsas sensações de segurança, e deixamos lentamente de cuidar dos aspectos mais misteriosos de nossa alma, de nosso profundo sentir, muito mais desencontrado de rotinas, muito mais necessitado de silêncios da Alma, de disponibilidade para uma conversa secreta com o nosso Deus interior.

Não esqueçamos, é bom cumprir fielmente como seres comunitários, mas sem uma Alma, sem uma unidade, sem um propósito maior que nos dê um sentido a todo esse esforço moral e ético, de nada vale, porque o sentimento será sempre de vazio, de solidão, de falta e até de porquê?!

Cultivar atenção aos momentos em que nossa Alma pede um tempo para si mesma, é criar e promover encontros com a Divindade em nós, esse deveria ser o nosso propósito maior e não o que fica para o final... até porque afinal, pode até nem restar tempo suficiente, para esses sagrados encontros, quando deixados para depois.

terça-feira, 2 de julho de 2024

Evangelho (Jo 20,24-29)

Tomé, chamado Gêmeo, que era um dos Doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe: «Nós vimos o Senhor!». Mas Tomé disse: «Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei».

Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!». Tomé respondeu: «Meu Senhor e meu Deus!». Jesus lhe disse: «Creste porque me viste? Bem-aventurados os que não viram, e creram!»

Que ensinamento é este que Yeshua nos oferta com esta parábola? adverte-nos que no decurso de nossas atividades devemos sempre confiar e ter esperança, nos resultados de nossos esforços. Quantas vezes desacreditamos somente por conta de nossa ansiedade, ou por conta de nossa razão? Quantas vezes, mesmo após em consciência tomarmos determinada direção, nas primeiras dificuldades desistimos, sem dar tempo para que os resultados de nossas investidas produzam os desejados frutos.

Que seria se os marinheiros de um barco, com rumo a uma costa longínqua, desistissem de sua viagem no momento em que deixassem de conseguir ver a costa de onde partiram? - jamais se aventurariam a atravessar o Oceano e a vislumbrar a chegada de uma outra "terra à vista!"

Os desafios da existência humana, com todas a vicissitudes que lhe são inerentes, com todos os apegos à materialidade que a procuram subjugar, não deverão nunca ter livre rumo, para dominar o gênio do espirito humano. Sim, os humanos estão a viver uma experiencia que lhes recorda constantemente a suas próprias limitações e fragilidades, mas todo esse manto de prantos deverá servir o propósito maior, de os preparar para a defesa incondicional de suas verdades espirituais, seja qual for o desafio a superar. 

Nunca devemos acreditar que estamos sós, só porque momentaneamente estamos privados de vista… neste preciso momento, à nossa volta agitam-se mil mãos amigas que nos procuram conduzir discreta e docemente, à nossa suprema realização, à nossa de missão de vida, assim seja a Suprema vontade Divina e a nossa firme convicção, de o testemunhar em pleno ato de fé. 

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Evangelho (Lc 12,54-59)

Naquele tempo, Jesus dizia também às multidões: Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. Quando sentis soprar o vento sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. Hipócritas! Sabeis avaliar o aspeto da terra e do céu. Como é que não sabeis avaliar o tempo presente? Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? Quando, pois, estás indo com teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto ainda a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e o oficial de justiça te jogará na prisão. Eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo.

Palavras sábias de Jesus, que nos reconhece o mérito de perante tantos acontecimentos na nossa vida e mesmo no mundo à nossa volta sabermos discernir e mesmo em grande parte prever o rumo dos acontecimentos.

No entanto de igual forma nos indaga algo inconformado, como é possível com qualidades desenvolvidas como essas, não procedermos da mesma forma, com a igual justeza de avaliação e previsão, em relação a nós próprios e nosso vastíssimo mundo interior, afinal a sede de tudo que sentimos e fazemos. Só sendo imensamente hipócritas diz Jesus, se justifica esta atitude de cegueira para com as nossas consciências, e com a ligeireza em julgar e prever o que no exterior acontece à nossa volta.

Mas mais ainda nos diz no final desta parábola do Evangelho, concluindo em jeito de advertência, que tenhamos em linha de conta, que essa forma de atuarmos perante nós próprios e a comunidade onde estamos inseridos, como todas as interações que daí resultem, seus problemas e suas desarmonias, serão todas pesadas pela medida da nossa consciência e esforço em sermos autênticos, em fidelidade a nosso coração e em relação a esses assuntos "pendentes" gerados por nosso agir. Que é mais sábio aproveitar o tempo que nos está destinado a viver para sanar todas as desavenças e desarmonias que nos baterem à porta, que esperar que se resolvam por si mesmas.

Avisa-nos que por nossa escolha, a "habitação que construirmos na terra, será a nossa morada no céu..." - como sempre dizia o amado Mestre, quem tem ouvidos para ouvir, que ouça!

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Evangelho (Lc 12,35-38)

Naquele tempo, o Senhor disse aos seus discípulos: Ficai de prontidão, com o cinto amarrado e as lâmpadas acesas. Sede como pessoas que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrir a porta, logo que ele chegar e bater. Felizes os servos que o Senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade, vos digo: ele mesmo vai arregaçar sua veste, os fará sentar à mesa e passará para servi-los. E caso ele chegue pela meia-noite ou já perto da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar!.


Nesta parábola Jesus nos alerta que apesar da distancia do tempo desde a sua presença entre nós, os seus ensinamentos são intemporais e adequados para esta humanidade. Nos diz que permaneçamos vigilantes em relação às nossas atitudes, valores, exemplos de vida. Nos aponta inclusive a importância destas coisas em relação a nós próprios, quando estamos sós, a forma como convivemos connosco próprios longe dos olhares dos outros, em nossa intimidade. Jesus não nos refere nenhum tipo de proibição, ou inclusive indica que devemos ter esta ou aquela forma de ser. Não, respeitando a forma de ser de cada um, apenas refere que devemos ser vigilantes, para que assim chegue um momento em nossa vida de depararmos situações em que devemos optar reconhecidamente, pela justiça do nosso julgamento guiado pelo nosso coração, mente e seus ensinamentos, tenhamos a coragem e não sejamos apanhados desprevenidos. Que saibamos ter coragem para assumir as nossas convicções e estarmos do lado do que cremos ser justo, não renegarmos a nossa consciência.

Um ser humano surpreendido ou fascinado por algo que o retire do comando de sua consciência, passará de imediato a poder ser comparado com um mero animal irracional ou mesmo escravo.

É por isso que Jesus nos alerta através desta parábola contada por São Lucas, apóstolo que dizem ter sido uma pessoa muito culta, médico na altura, grande curador e estudioso das doenças do corpo e da alma, que poderia certamente ter ganho muito prestígio se optasse por apenas exercer os dons dos seus estudos dentre as pessoas de influencia. Em plena concordância com a sua consciência e coração, decidiu num ato de grande coragem seguir os Ensinamentos de Jesus e com os seus companheiros apóstolos, ajudar a semear a sua palavra, sua obra e os seus ensinamentos de salvação para a humanidade.

Ser-se justo e honesto, sempre foi extremamente difícil, dada a ambição desmedida do homem ao longo da história. No entanto continuamos a viver em comunidade, a ter a responsabilidade de criar famílias saudáveis, a conviver com os amigos, a encontrar os vizinhos e a trabalhar com os colegas de profissão. Jesus nos alerta que estejamos atentos, não vá alguma circunstância do destino apanhar-nos em faltas repetidas com o nosso consentimento e com isso, virmos a ficar devedores de uma justiça que ainda que não tenhamos grande conhecimento, a justiça divina, ela não deixará de se aplicar sobre seja quem for, por que motivo for, já que à luz dos ensinamentos, o nosso juiz divino conhecerá todas as nossas faltas cometidas, de uma forma que só nós mesmos julgamos conhecer. 

Poderíamos a bem dizer, que um dia e quando menos esperamos seremos julgados pelo implacável juiz da nossa consciência, sem conseguir omitir nenhum dos nossos atos, até ao ínfimo e mínimo detalhe. E quem conseguirá mentir a si próprio, à luz da sua consciência divina?

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Yeshua


Naquele tempo, ao ensinar, Jesus dizia: «Cuidado com os escribas! Eles fazem questão de andar com amplas túnicas e de serem cumprimentados nas praças, gostam dos primeiros assentos na sinagoga e dos lugares de honra nos banquetes. Mas devoram as casas das viúvas, enquanto ostentam longas orações. Por isso, serão julgados com mais rigor».

Jesus estava sentado em frente do cofre das ofertas e observava como a multidão punha dinheiro no cofre. Muitos ricos depositavam muito. Chegou então uma pobre viúva e deu duas moedinhas. Jesus chamou os discípulos e disse: «Em verdade vos digo: esta viúva pobre deu mais do que todos os outros que depositaram no cofre. Pois todos eles deram do que tinham de sobra, ao passo que ela, da sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha para viver».



terça-feira, 30 de abril de 2024

Evangelho (Jn 10,22-30)

Em Jerusalém celebrava-se a festa da Dedicação. Era inverno. Jesus andava pelo templo, no pórtico de Salomão. Os judeus, então, o rodearam e disseram-lhe: «Até quando nos deixarás em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-nos abertamente!». 

Jesus respondeu: «Eu já vos disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu pai dão testemunho de mim. Vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna. Por isso, elas nunca se perderão e ninguém vai arrancá-las da minha mão. Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior do que todos, e ninguém pode arrancá-las da mão do Pai. Eu e o Pai somos um»