RODA DA VIDA

Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos pela vida e pela saúde de todos os que servem a Paz no mundo — homens e mulheres de todas as culturas, tradições e caminhos espirituais que, com coragem e entrega, assumem missões difíceis para levar esperança, justiça e consciência a um planeta tantas vezes ferido pela corrupção e pela desigualdade. Honramos estes irmãos e irmãs da humanidade, desde figuras amplamente reconhecidas, como o Papa Francisco e o Dalai Lama, até todos aqueles que, de forma silenciosa e anónima, trabalham pela harmonia, pela verdade e pelo bem comum. Cada um deles, na sua própria luz, ajuda a elevar a vibração da Terra e a despertar a compaixão nos corações. Que o seu exemplo inspire um mundo onde nenhum ser esteja à mercê da tirania, onde a força seja sempre colocada ao serviço do Amor, e onde a verdadeira autoridade seja a da consciência desperta e da dignidade humana. Elevemos também a nossa prece à Mãe Terra, casa sagrada de todos os povos e de todas as formas de vida. Que a nossa atenção, o nosso cuidado e as nossas ações reflitam o respeito profundo que ela merece. Que sejamos a mudança viva, a presença consciente e o gesto compassivo que contribui para a cura do planeta. Assim é, e assim se manifesta. - "Divina Fonte de toda a Vida, clamamos hoje pelo despertar das consciências. Que o ruído das armas seja silenciado pelo pulsar de corações em harmonia. Pedimos o fim imediato de todas as guerras, que as fronteiras do ódio se dissolvam e que o diálogo substitua o confronto. Que cada líder seja tocado pela compaixão e cada povo encontre no outro um irmão. Que a Terra não seja mais palco de dor, mas um solo fértil onde a paz floresça como direito de todos. Pela união, pela vida, pela paz mundial — que assim seja."- Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos por la vida y la salud de todos aquellos que sirven a la Paz en nuestro mundo — hombres y mujeres de todas las culturas, tradiciones y caminos espirituales que, con valentía y entrega, asumen misiones difíciles para llevar esperanza, justicia y conciencia a un planeta tantas veces herido por la corrupción y la desigualdad. Honramos a estos hermanos y hermanas de la humanidad, desde figuras ampliamente reconocidas como el Papa Francisco y el Dalai Lama, hasta todos aquellos que, en la humildad de su servicio silencioso, trabajan por la armonía, la verdad y el bien común. Cada uno de ellos, con su propia luz, ayuda a elevar la conciencia de la Tierra y a despertar la compasión en los corazones humanos. Que su ejemplo inspire un mundo donde ningún ser quede a merced de la tiranía, donde la fuerza esté siempre al servicio del Amor, y donde la verdadera autoridad surja de la conciencia despierta y de la dignidad humana. Elevemos también nuestra oración a la Madre Tierra, hogar sagrado de todos los pueblos y de todas las formas de vida. Que nuestra atención, nuestro cuidado y nuestras acciones reflejen el profundo respeto que ella merece. Que seamos el cambio vivo, la presencia consciente y el gesto compasivo que contribuye a la sanación del planeta. Así es, y así se manifiesta. - Divina Fuente de toda Vida, clamamos hoy por el despertar de las conciencias. Que el estruendo de las armas sea silenciado por el latir de corazones en armonía. Pedimos el fin inmediato de todas las guerras, que las fronteras del odio se disuelvan y que el diálogo reemplace al enfrentamiento. Que cada líder sea tocado por la compasión y cada pueblo encuentre en el otro a un hermano. Que la Tierra no sea más escenario de dolor, sino un suelo fértil donde la paz florezca como derecho de todos. Por la unión, por la vida, por la paz mundial — que así sea." -Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - We pray for the life and health of all those who serve Peace in our world — men and women from every culture, tradition, and spiritual path who, with courage and devotion, take on difficult missions to bring hope, justice, and awareness to a planet so often wounded by corruption and inequality. We honor these brothers and sisters of humanity, from widely recognized figures such as Pope Francis and the Dalai Lama to all those who, in quiet humility, work for harmony, truth, and the common good. Each of them, in their own light, helps elevate the consciousness of the Earth and awaken compassion in human hearts. May their example inspire a world where no being is left at the mercy of tyranny, where strength is always placed in the service of Love, and where true authority arises from awakened conscience and human dignity. Let us also raise our prayer to Mother Earth, the sacred home of all peoples and all forms of life. May our attention, our care, and our actions reflect the deep respect she deserves. May we become the living change, the conscious presence, and the compassionate gesture that contribute to the healing of the planet. So it is, and so it manifests. - "Divine Source of all Life, we call today for the awakening of consciences. May the roar of weapons be silenced by the pulse of hearts in harmony. We plead for the immediate end of all wars, that the borders of hate may dissolve and that dialogue may replace conflict. May every leader be touched by compassion and every nation find a brother in one another. May the Earth no longer be a stage for pain, but a fertile ground where peace flourishes as a right for all. For unity, for life, for world peace — so be it."

terça-feira, 29 de abril de 2025

Evangelho (Jo 3,16-21)

Eis um texto do novo testamento, que deveria fazer recordar a todos aqueles que julgam que suas ações malévolas passarão sem consequências para eles próprios, senão aqui neste tempo em qualquer momento, mas certamente num futuro mais adiante. Todos deveríamos estar atentos, vigilantes, não vá o que aqui neste texto se revela, acontecer connosco, e assim no final deste ciclo existencial, seja desperdiçada uma maravilhosa oportunidade, de uma existência para a conquista do nosso caminho de volta ao nosso verdadeiro lar.

"De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem crê nele não será condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus. Ora, o julgamento consiste nisto: a luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo o que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que suas ações sejam manifestadas, já que são praticadas em Deus."

domingo, 27 de abril de 2025

Factores de Evolução

Nas múltiplas encruzilhadas do Caminho da Vida tenhamos nós a lucidez de preservar integra a nossa lealdade, intacta a confiança, límpida a prestabilidade.

São colunas de sustentação do companheirismo, do trabalho comum. São fatores régios da nossa evolução, quando os espelhamos nos outros.

Seja cada acto, decisão, encontro ou partida, uma oração embebida em frutuosa compaixão.

Sejamos abençoados pelas únicas lágrimas que viram Jesus verter, quando chorou Lázaro, seu irmão de coração.

Sejamos, essência desta oração.

terça-feira, 15 de abril de 2025

A força viva do progresso

O célebre artista japonês do século dezenove, Katsushika Hokusai, deixou um legado artístico memorável. Não apenas pela beleza das obras, mas por sua postura perante a arte. É dele a famosa série Trinta e seis vistas do monte Fuji, um conjunto de xilogravuras registando, de forma magistral, o citado monte em diferentes estações e de diversos locais distintos. A xilogravura conhecida como A grande onda de Kanagawa, está exposta atualmente no museu britânico. Hokusai deixou um interessante relato, quando estava com setenta e cinco anos de idade: 

Desde a idade de seis anos eu tinha a mania de desenhar a forma dos objetos. Por volta dos cinquenta, havia publicado uma infinidade de desenhos, mas tudo o que produzi antes dos sessenta não deve ser levado em conta. Foi aos setenta e três que compreendi mais ou menos a estrutura da verdadeira natureza, as plantas, as árvores, os pássaros, os peixes, os insetos. Em consequência, aos oitenta terei feito ainda mais progresso. Aos noventa, penetrarei o mistério das coisas. Aos cem, terei decididamente chegado a um grau de maravilha. E quando eu tiver cento e dez anos, para mim, seja um ponto, seja uma linha, tudo será vivo. O artista não chegou aos cento e dez anos de idade. Desencarnou aos oitenta e nove, mas o ponto principal é a sua noção de que somos perfectíveis, estamos em constante aprimoramento. Além de tudo, ele sabia também que a morte não seria o fim. Pouco antes de partir, em maio de 1849, deixou um haicai, um curtíssimo poema, que dizia: 

Agora como Espírito

Devo atravessar

Os campos de verão.

Certamente, o artista continuou seu trabalho na nova esfera e ainda percebeu, com alegria, o quanto poderia crescer, o quanto poderia ir adiante. Todos precisamos dessa visão. E que ela não seja uma visão de desânimo, como quando se olha uma estrada longa pela frente pensando em tudo que falta. Que seja a visão da disposição, do ânimo do caminhante que não vê a hora de conhecer o que os novos caminhos trarão. Quem conhece e aceita a lei do progresso sabe que caminhamos sempre para frente; que, embora enfrentemos crises, elas nos empurram para diante. Progredir é inevitável. Quando e como será é decisão pessoal.

Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem a ele se opor. É uma força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más. 

Quando estas se tornam incompatíveis com ele, despedaça-as juntamente com os que se esforcem por mantê-las. Assim será, até que o homem tenha posto suas leis em concordância com a Justiça Divina, que quer que todos participem do bem e não a vigência de leis feitas pelo forte em detrimento do fraco. 

Eis aí expressa a força viva do progresso. Podemos até retardá-la, criar-lhe embaraços. Contudo, jamais a poderemos anular. É Lei Divina.

Haverá dia em que tudo será vivo, como afirmou o artista. Haverá dia em que estaremos próximos de Deus e entenderemos tudo com mais clareza.

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Celebração da Quaresma e da Páscoa

Ainda que haja diferenças entre os calendários do Oriente e o do Ocidente, a Páscoa é geralmente celebrada em toda a parte do mundo na mesma altura do ano. Por ocasião do estabelecimento e estruturação da Religião Cristã, no ano 325 A.D. no Concílio de Niceia, convocado pelos clérigos Romanos, e presidido pelo Imperador Constantino, ao qual assistiram em maior número bispos do oriente e poucos do ocidente, foi determinado que a celebração da Páscoa Cristã deveria ser sempre solenizada no domingo seguinte ao plenilúnio da Primavera, o que se mantém até hoje.

Aproximadamente 200 anos depois de Cristo, os cristãos costumavam dedicar os três dias antes da Páscoa à meditação, oração e jejum como sinal de luto pela morte de Jesus Cristo. Arranjaram, ademais, uma forma de prolongar a alegria e a riqueza espiritual da Páscoa, instituindo um período de sete semanas depois da Páscoa, isto é, de cinquenta dias de Pentecostes, que deveriam ser celebrados com alegria. Assim, durante os dias de Pentecostes era costume orarem de pé, não era permitido jejuar e o baptismo era também administrado.

Para os Seres da Grande Fraternidade Branca Universal, a Páscoa, junto com os festivais do Natal, Wesak (Lua cheia de Maio) e Asala (Lua cheia de Julho), insere-se numa das datas mais importantes do ano, no campo espiritual, em que se dá a descida de energias muito fortes e intensas sobre a humanidade. Essas energias têm o poder não só de influenciar e beneficiar espiritualmente todos os homens que estiverem alerta e sigam de maneira séria o caminho espiritual, como também poderão exaltar em sentido menos positivo todos os que se encontram afastados do caminho do bem. 

Além disso, o Plano espiritual permite aos espíritos que ainda não atingiram a sua evolução, se aproximarem da órbita terrestre durante o período de preparação Quaresmal, influenciando e envolvendo, ao mesmo tempo, as pessoas na Terra, numa atmosfera taciturna e triste. Por isso, é conveniente vigiarmos os nossos pensamentos nestas alturas e não nos deixarmos envolver por uma atmosfera de depressão e de problemas, que naturalmente termos a tendência de projectar para o nosso interior.

Páscoa significa renascimento, renovação, ressurreição das energias antigas e limitadas, dos problemas e sofrimentos, cujo processo está ligado à passagem de Jesus pela Terra. Porém, a Páscoa é precedida pela Quaresma, que simboliza o período de quarenta dias de preparação para o grande acontecimento que é a Páscoa. A Quaresma está por isso ligada ao tempo de introspecção, vigília, renovação da própria vida, de confronto com os nossos receios, limites e medos que deveríamos saber transmutar. A simbologia do número quarenta está ligada a diversos factores significativos. Na Bíblia o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo da nossa vida na Terra, com todas as provações e dificuldades. Por conseguinte, a duração da Quaresma baseia-se no símbolo deste número na Bíblia. Temos como exemplo o dilúvio bíblico que durou quarenta dias e quarenta noites. O povo de Israel passou quarenta anos no deserto, a preparar-se para entrar na Terra Prometida. Os habitantes de Ninive fizeram penitência durante quarenta dias até receberem o perdão de Deus. Os Judeus passaram quatrocentos anos exilados no Egipto. Moisés e Jesus jejuaram por quarenta dias e quarenta noites a fim de prepararem a sua missão. Verificamos que esses períodos precedem sempre factos importantes, relacionados com a necessidade de se criar um clima apropriado para dirigir o coração para algo especial que deverá acontecer. 

Na verdade, Jesus jejuou sozinho durante quarenta dias, em completo confronto não só com o seu Eu Inferior mas também com o seu Ego Superior. Pelo que sabemos da Bíblia, Jesus durante aquele período que esteve só, sofreu muitas tentações do demónio. Entende-se que a personificação do mal, do demónio, só existe para os que acreditam no limite do ego. Essa explicação permite-nos compreender que nos sentimos envolvidos por várias energias mentais, sendo que a mente racional é regulada pelo poder do ego, isto é, pelo poder dos nossos diversos “Eus”: o racional, o inconsciente, o subconsciente e pela nossa mente ou ego superior.

Desta forma, seria muito importante que aprendêssemos a entrar em sintonia, não só com a nossa mente ou ego superior, como também com a nossa mente Crística interna, onde habita o Espírito Santo, visto neste período quaresmal afluírem energias muito especiais. Por conseguinte, se mantivermos, entretanto, o nosso Ego em vigília ser-nos-á possível transmutá-lo em Luz e Amor. Seria, aliás, muito positivo se conseguíssemos sintonizar o nosso pensamento com o que sentimos para podermos regular as nossas acções dentro da esfera da nossa própria verdade. Deveríamos igualmente livrar-nos, neste período, de pensamentos destrutivos e envolvermo-nos em amor e harmonia, para que possamos irradiá-los à nossa volta, pois como magnetos que somos, temos o poder de atrair estas boas energias também para nós próprios.

O dogma da revelação cristã, da redenção operada por Jesus Cristo pela Cruz, explica que o Verbo de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade Divina assume a natureza humana, para poder reparar todos os males do mundo. Deus precisava de uma reparação infinita que só Ele poderia dar, sendo que o homem deveria pagá-la, tendo o Verbo de Deus assumido em Cristo a natureza humana. Jesus sacrificou-se até à morte pela cruz, para dar toda a glória possível à infinita majestade de Deus, no reino do mal e da dor proveniente do pecado, tendo sido a glória de Deus o fim ulterior de toda a actividade divina. 

O Plano Espiritual sugere-nos que durante este período quaresmal, de reflexão, deveríamos orar muito e meditar. Acender velas de cor violeta, que ajudam a transmutar as energias que não estiverem em sintonia com o Poder da Luz de Deus. No Domingo de Páscoa iluminar a casa com velas amarelas, douradas ou brancas, porque estas cores simbolizam o renascimento, a iluminação, a ressurreição da passagem do antigo para um novo ciclo. As orações sugeridas são o Pai-Nosso, e a Grande Invocação, que se segue:

A GRANDE INVOCAÇÃO

Do ponto de Luz da Mente de Deus, 

que a Luz aflua à mente dos homens, 

que a Luz desça sobre a Terra. 

Do ponto de amor do coração de Deus, 

que o amor aflua aos corações dos homens

que Cristo volte à Terra. 

Do ponto donde a Vontade de Deus é conhecida, 

que o propósito guie a fraca vontade dos homens, 

o propósito que os Mestres conhecem e servem. 

Do centro a que chamamos a raça humana

que se cumpra o Plano de Paz, Luz e Amor 

que se encerrem para sempre as portas do mal. 

Que a Luz, o Amor e o Poder 

restabeleçam o Plano Divino na Terra. Amén.


Votos de uma Páscoa repleta de Amor de Cristo, Harmonia e Luz.

Lubélia Travassos

Ponta Delgada, 10 de Abril, 2025


domingo, 6 de abril de 2025

Saber morrer

Morrer. Desse destino, nenhum ser humano escapará. E, no entanto, como tememos esse momento! Com que dor a maioria de nós pensa no instante da morte. É que fomos ensinados a temer a morte. Ela nos é apresentada como sinónimo de lágrimas, instante de trevas, definitiva separação dos seres amados. Abismo e tristeza. Aprendemos que a morte se faz de luto e mistérios, névoa e saudade. Mas é preciso se preparar para a chegada da hora final. 

Afinal, a cada dia se reduz nossa estadia na Terra. Desde que nascemos, cada respiração assinala a diminuição de nosso tempo no planeta. Porque o ritmo da vida material nos envolve, quase sem perceber, deixamos de lado a lembrança de que caminhamos mais um passo em direção à morte. O fim é apenas do corpo físico, pois a alma – a essência do que somos – esta existirá para sempre. Os séculos correrão, mas nós… nós sobreviveremos. 

Nessa longa estrada que é a vida, muito iremos aprender. Outros amores, parentes, lugares e situações irão enriquecer a nossa experiência. E muitos outros corpos servirão de instrumento para o nosso aprendizado. Por isso, nada de demasiado apego ao corpo. Ele é importantíssimo, mas é uma ferramenta de trabalho. Nele temos apenas um auxiliar para a nossa educação. Com a ajuda desse corpo, vivemos na Terra, construímos uma família e nos relacionamos com outros seres humanos. Ele é essencial para a vida em sociedade que burila o nosso Espírito. 

É que no contacto com as outras pessoas temos a oportunidade de exercitar paciência, tolerância, solidariedade e ética. Enfim, pôr em prática gestos e situações que são puras manifestações de amor. E não é esse o objetivo maior de nossa vida: descobrir, exercitar e vivenciar o amor?

Nada há a temer na morte quando a vida é plena em amor, quando os dias são perfumados pela bondade, quando a consciência é recta e o dever cumprido. Quem vive assim – de coração sossegado e plantando alegrias – aguarda que a vida cumpra seu ciclo natural. Para este, a hora da morte é serena. Abrirá os portais de um mundo novo, cheio de descobertas: a Casa do Pai Celeste.

Um homem de bem morre como alguém que descansa após um dia de trabalho bem feito. Não tem apego a nada, pois sabe que deve devolver a Deus tudo o que recebeu. A renovação é a regra geral da natureza. 

Quando a morte chega é a hora de devolver ao mundo o corpo frágil, que se misturará às águas e à Terra. Será consumido, alimentará micro-organismos. Outros seres viverão a partir dali. 

E o homem que usou aquele corpo estará longe: abrirá os braços para o infinito. Seus olhos contemplarão estrelas, luzes, cores e formas nunca sonhadas. Seguirá com o coração em festa. Pronto para novas experiências, disposto a aprender e a amar.
O poeta Rabindranath Tagore, Prêmio Nobel de Literatura, escreveu sobre a própria morte:

É hora de partir, meus irmãos, minhas irmãs.
Eu já devolvi as chaves de minha porta
E desisto de qualquer direito à minha casa.
Fomos vizinhos durante muito tempo
E recebi mais do que pude dar.
Agora vai raiando o dia
E a lâmpada que iluminava o meu canto escuro, apagou-se. 
Veio a intimação e estou pronto para a minha jornada.
Não perguntem o que levo comigo: 
Sigo de mãos vazias e coração confiante.

terça-feira, 1 de abril de 2025

Oração a Maria

 Ave-Maria, cheia de graça

O Senhor é convosco,

Bendita sois Vós entre as mulheres,

Bendito o fruto do Vosso ventre, JESUS!

Santa Maria, Mãe de JESUS,

Rogai por nós Filhos e Filhas de Deus,

Agora e na hora da nossa vitória,

Sobre o pecado, a doença e a morte!

AMEN!