Senhor, este sábado amanhece como um território de respiração longa, e eu me coloco diante de Ti com o coração desarmado. Não venho pedir espetáculo, venho pedir profundidade. Que Tua presença toque as camadas mais discretas do meu ser, aquelas que quase ninguém vê, mas que determinam tudo o que eu me torno.
Deus, ensina-me a santidade do simples neste dia. Que eu reconheça valor no intervalo, no silêncio entre tarefas, na pausa que cura pensamentos apressados. Retira de mim a compulsão de preencher cada hora com urgências inventadas. Que eu não confunda movimento com sentido, nem produtividade com plenitude.
Neste sábado, dá-me leitura espiritual do que vivi: o que precisa descanso, o que precisa reparo, o que pede continuidade. Se houver ferida escondida sob aparência de força, revela. Se houver orgulho vestido de razão, desmonta. Se houver bondade tímida dentro de mim, fortalece para que ela apareça em gesto, palavra e atitude concreta.
Senhor, guarda meu campo interior de excessos e comparações. Que minha energia não seja drenada pelo que não me pertence. Dá-me fronteiras sábias, compaixão lúcida e discernimento limpo para escolher onde colocar atenção, afeto e tempo. Que eu saiba dizer sim com inteireza e não com paz.
Consagra este sábado como dia de reconciliação entre alma e direção. Que eu termine a jornada mais claro por dentro, mais livre do que pesa, mais fiel ao que é verdadeiro em Ti. E quando a noite chegar, que eu recolha o dia com gratidão madura, sentindo que houve alinhamento, não apenas passagem. Que assim seja!

Sem comentários:
Enviar um comentário