RODA DA VIDA

Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos pela vida e pela saúde de todos os que servem a Paz no mundo — homens e mulheres de todas as culturas, tradições e caminhos espirituais que, com coragem e entrega, assumem missões difíceis para levar esperança, justiça e consciência a um planeta tantas vezes ferido pela corrupção e pela desigualdade. Honramos estes irmãos e irmãs da humanidade, desde figuras amplamente reconhecidas, como o Papa Leão XIV e o Dalai Lama, até todos aqueles que, de forma silenciosa e anónima, trabalham pela harmonia, pela verdade e pelo bem comum. Cada um deles, na sua própria luz, ajuda a elevar a vibração da Terra e a despertar a compaixão nos corações. Que o seu exemplo inspire um mundo onde nenhum ser esteja à mercê da tirania, onde a força seja sempre colocada ao serviço do Amor, e onde a verdadeira autoridade seja a da consciência desperta e da dignidade humana. Elevemos também a nossa prece à Mãe Terra, casa sagrada de todos os povos e de todas as formas de vida. Que a nossa atenção, o nosso cuidado e as nossas ações reflitam o respeito profundo que ela merece. Que sejamos a mudança viva, a presença consciente e o gesto compassivo que contribui para a cura do planeta. Assim é, e assim se manifesta. - "Divina Fonte de toda a Vida, clamamos hoje pelo despertar das consciências. Que o ruído das armas seja silenciado pelo pulsar de corações em harmonia. Pedimos o fim imediato de todas as guerras, que as fronteiras do ódio se dissolvam e que o diálogo substitua o confronto. Que cada líder seja tocado pela compaixão e cada povo encontre no outro um irmão. Que a Terra não seja mais palco de dor, mas um solo fértil onde a paz floresça como direito de todos. Pela união, pela vida, pela paz mundial — que assim seja."- Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos por la vida y la salud de todos aquellos que sirven a la Paz en nuestro mundo — hombres y mujeres de todas las culturas, tradiciones y caminos espirituales que, con valentía y entrega, asumen misiones difíciles para llevar esperanza, justicia y conciencia a un planeta tantas veces herido por la corrupción y la desigualdad. Honramos a estos hermanos y hermanas de la humanidad, desde figuras ampliamente reconocidas como el Papa León XIV y el Dalai Lama, hasta todos aquellos que, en la humildad de su servicio silencioso, trabajan por la armonía, la verdad y el bien común. Cada uno de ellos, con su propia luz, ayuda a elevar la conciencia de la Tierra y a despertar la compasión en los corazones humanos. Que su ejemplo inspire un mundo donde ningún ser quede a merced de la tiranía, donde la fuerza esté siempre al servicio del Amor, y donde la verdadera autoridad surja de la conciencia despierta y de la dignidad humana. Elevemos también nuestra oración a la Madre Tierra, hogar sagrado de todos los pueblos y de todas las formas de vida. Que nuestra atención, nuestro cuidado y nuestras acciones reflejen el profundo respeto que ella merece. Que seamos el cambio vivo, la presencia consciente y el gesto compasivo que contribuye a la sanación del planeta. Así es, y así se manifiesta. - Divina Fuente de toda Vida, clamamos hoy por el despertar de las conciencias. Que el estruendo de las armas sea silenciado por el latir de corazones en armonía. Pedimos el fin inmediato de todas las guerras, que las fronteras del odio se disuelvan y que el diálogo reemplace al enfrentamiento. Que cada líder sea tocado por la compasión y cada pueblo encuentre en el otro a un hermano. Que la Tierra no sea más escenario de dolor, sino un suelo fértil donde la paz florezca como derecho de todos. Por la unión, por la vida, por la paz mundial — que así sea." -Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - We pray for the life and health of all those who serve Peace in our world — men and women from every culture, tradition, and spiritual path who, with courage and devotion, take on difficult missions to bring hope, justice, and awareness to a planet so often wounded by corruption and inequality. We honor these brothers and sisters of humanity, from widely recognized figures such as Pope Leo XIV and the Dalai Lama to all those who, in quiet humility, work for harmony, truth, and the common good. Each of them, in their own light, helps elevate the consciousness of the Earth and awaken compassion in human hearts. May their example inspire a world where no being is left at the mercy of tyranny, where strength is always placed in the service of Love, and where true authority arises from awakened conscience and human dignity. Let us also raise our prayer to Mother Earth, the sacred home of all peoples and all forms of life. May our attention, our care, and our actions reflect the deep respect she deserves. May we become the living change, the conscious presence, and the compassionate gesture that contribute to the healing of the planet. So it is, and so it manifests. - "Divine Source of all Life, we call today for the awakening of consciences. May the roar of weapons be silenced by the pulse of hearts in harmony. We plead for the immediate end of all wars, that the borders of hate may dissolve and that dialogue may replace conflict. May every leader be touched by compassion and every nation find a brother in one another. May the Earth no longer be a stage for pain, but a fertile ground where peace flourishes as a right for all. For unity, for life, for world peace — so be it."

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Os muitos filhos de um mesmo Pai

O mundo é imenso. Imensa também a diversidade dos pensamentos, das culturas dos quase oito biliões que habitamos este bendito planeta.

Quase sempre, por causa dessas diferenças, criamos conflitos entre nós.

Paradoxalmente, por pensarmos de modos tão diversos acerca de quem nos criou, como nos criou, empreendemos batalhas verbais, quando não verdadeiras guerras chamadas religiosas.

Contudo, Deus não tem religião alguma. E, por ser Pai amoroso e bom, entende cada um dos Seus filhos.

Por saber que cada qual se situa em um ponto específico de sua evolução, recebe as homenagens da forma que lhes são oferecidas.

A todos atende, independentemente se oram num templo luxuoso, no alto de uma montanha, à beira de um muro em ruínas, ou na intimidade de um pequeno cômodo.

Não foi outro o motivo pelo qual Jesus, ao ser indagado pela mulher da Samaria, acerca do local mais adequado para se orar a Deus, recebeu a grande lição.

Lição que atravessou os séculos, mas que ainda não aprendemos devidamente: Deus deve ser adorado em Espírito e Verdade, no altar do coração.

Por isso, não importa se estamos vestindo branco ou negro; se nossas vestes são brilhantes ou escuras. O que importa é o sentimento, é o diálogo íntimo entre a criatura e o Criador.

Um diálogo que ecoa pelo infinito, que ressoa entre as estrelas, repercute no Universo e chega ao pai, que sempre envia a resposta.

Certo dia, um jovem chegou à Abadia das Sete Dores de Latroun, no caminho de Tel Aviv. Foi uma sensação maravilhosa penetrar nesse lugar de fé e paz, a menos de cinco quilómetros do acampamento onde lhe ensinavam a matar e destruir.

O canto dos monges, monocórdico e repetitivo, parecia elevar-se em direcção aos céus como uma interminável oferenda.

Mas, porque trazia o conceito de que orar era um ato solitário e silencioso, estranhou a prece praticada em comum e em voz alta.

Intimamente, ele não pôde furtar-se a uma pergunta: Esse matraquear não transformará a devoção em um insípido estribilho?

Um abade experiente, ao perceber-lhe a estranheza lhe disse: O importante, meu filho, é, a cada um desses momentos de oração conjunta, se destacar um versículo. Não importa qual seja.

Por exemplo, “Escuta ó, Senhor, o grito dos infelizes.” Ou “Ó, Deus, dá a Teus filhos alegria e esperança.”

Então, mesmo continuando a recitar a prece comum, imaginar Jesus dizendo as mesmas palavras. E tantos milhões de outros homens.

Procurar as realidades de hoje às quais essas palavras correspondem.

Então, finalizou, a oração se tornará intensa. Tornar-se-á meditação.

Pensemos nisso e aprendamos a respeitar todas as manifestações de carácter religioso, as formas diferentes das pessoas se dirigirem ao Criador.

E, como cristãos, sigamos Jesus, pronunciando com toda unção: Pai nosso, que estais nos céus. Santificado seja o vosso nome...

com base no cap. 3 do livro Muito além do amor,de Dominique Lapierre, ed. Salamandra.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Não estrague o seu dia

Você já experimentou, alguma vez, aquele amanhecer sombrio, em que tudo lhe parece amargo?
Esses dias aparentemente têm os mesmos aspectos para todos nós, mas são vividos de maneira diferente por cada indivíduo.
Alguns ficam tristes e quase calados. Buscam isolar-se para evitar qualquer contacto com alguém que lhes faça perguntas sobre o que está acontecendo, porque está assim etc.

Outros deixam o mau humor dirigir seus passos e, em poucos minutos, azedam todo o ambiente em que se encontram. Distribuem gestos bruscos, falam com irritação, respondem com azedume, culpam os outros por tudo de errado que acontece.

E a resposta para comportamentos desse tipo logo se faz sentir no organismo, em forma de azia, enxaqueca, dores musculares, entre outros males. E o pior de tudo é que nem sabemos o porquê de tanta irritação. Não paramos um pouco para meditar sobre a situação em que nos encontramos, nem para mudar o curso dos acontecimentos.

De maneira irreflectida, estragamos o nosso dia movidos por um estado d´alma que nos toma de assalto e no qual nos deixamos mergulhar, sem reflectir. Passados esses momentos amargos, fica uma desagradável sensação de mal-estar, de indisposição, de sentimentos feridos, de relacionamento comprometido. Assim, se você sentir que está diante de uma manhã sombria, de um momento amargo, vale a pena tomar medidas urgentes para não se deixar cair nas armadilhas.

Se ainda está em casa, faça uma prece antes de sair.

Se estiver no trabalho, busque um local que lhe permita ficar só por um instante, respire fundo e eleve o pensamento a Deus, rogando forças e discernimento para não se deixar levar por circunstâncias desagradáveis. Lembre-se, sempre, que todos temos momentos difíceis, e que só depende de nós complicá-los ainda mais, ou sair deles com sabedoria e bom senso.

Lembre-se, ainda que, por mais difícil que esteja a situação, ela será tragada pelas horas e substituída por momentos mais leves e mais felizes.

Por essa razão, nunca valerá a pena estragar o seu dia.



Não estrague o seu dia.

A sua irritação não solucionará problema algum.

As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.

Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.

O seu mau humor não modifica a vida.

A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.

A sua tristeza não iluminará os caminhos.

O seu desânimo não edificará a ninguém.

As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.

As suas reclamações, ainda mesmo afectivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.

Não estrague o seu dia.

Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o infinito bem.

com base no cap. 38, do livro Agenda Cristã, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Jo 19,25-27

Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Evangelho (Jo 17,11b-19)

Naquele tempo, Jesus alçando os olhos ao céu, disse: «Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um, como nós somos um. Quando estava com eles, eu os guardava em teu nome, o nome que me deste. Eu os guardei, e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura.

»Agora, porém, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas estando ainda no mundo, para que tenham em si a minha alegria em plenitude. Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Eu não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles, a fim de que também eles sejam consagrados na verdade».

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Evangelho (Jo 15,1-8)

«Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não dá fruto em mim, ele corta; e todo ramo que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que vos falei. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim será lançado fora, como um ramo, e secará. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. Se permanecerdes em mim, e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos».

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Evangelho (Jo 12,44-50)

Jesus exclamou: «Quem crê em mim, não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. Se alguém ouve as minhas palavras e não as observa, não sou eu que o julgo, porque vim não para julgar o mundo, mas para salvá-lo. Quem me rejeita e não acolhe as minhas palavras já tem quem o julgue: a palavra que eu falei o julgará no último dia. Porque eu não falei por conta própria, mas o Pai que me enviou, ele é quem me ordenou o que devo dizer e falar. E eu sei: o que ele ordena é vida eterna. Portanto, o que eu falo, eu o falo de acordo com o que o Pai me disse».

quarta-feira, 22 de abril de 2020

A diferença entre a Oração e a Meditação

A oração é quando você conversa com Deus ou com os Anjos); Quando você fala com Deus; Quando pede para Deus; Quando quer agradecer a Deus.

A meditação é quando Deus fala consigo; Você precisa de colocar a mente aberta e limpa para que Deus possa transmitir a informação e falar com você. Não de acordo com aquilo que você quer, mas de acordo com aquilo que Ele quer.

Nesse momento você precisa de estar meditando, com a mente livre, depois, durante os próximos dias (com a continuação), você poderá compreender o que lhe foi comunicado. Há que silenciar para ouvir Deus.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Deus, onde estás?

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?

Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito, 
que embalde desde então corre o infinito...

Onde estás, Senhor Deus?...

*   *   *

Dessa forma, o poeta dos escravos lançava sua súplica, em nome da África sofrida, que tinha seus filhos arrancados do seu seio para serem vendidos pelo mundo.

Como ele, em certos momentos de profunda dor, endereçamos nossos lamentos aos céus: Onde está Deus que não salvou a vida do meu filho?

Onde está o Deus de misericórdia que permite que os homens sejam lobos dos seus irmãos?

Onde está Deus que não impede as grandes catástrofes? Por que não governa os mares, não cala os vulcões e não dá ordens às tormentas para que se aquietem?

Onde está Deus que permite que alguns poucos homens se elejam como detentores da justiça e matem os seus semelhantes?

Onde está Deus que não detém o braço assassino, que não emudece as bocas da calúnia que destroem vidas, a maldade generalizada?

Onde está?

E, embora o sofrimento nos fira com punhais em brasa, entre os nossos soluços, poderemos ouvir a voz dos imortais a sussurrar:

Deus está em ti, Seu filho. Omnisciente, Omnipresente. Tudo sabe, tudo vê, a tudo preside.

Reclamas das reacções da natureza, esquecendo que este é um planeta em que se revezam e se repisam provas e expiações.

É uma escola e o aprendizado, por vezes, é duro. Exactamente como para quem deseja galgar os degraus da sabedoria, as horas de estudo se fazem árduas.

As dores que te alcançam são aquelas que te provam a resistência, que te desafiam a inteligência, que te fazem crescer.

Nada acontece por acaso e cada um está exactamente onde deve estar, no momento exacto.

As convulsões do planeta são os movimentos de reestruturação de um mundo em progresso. Progresso material. Modificam-se as paisagens, saneiam-se locais.

As loucuras provocadas pelos homens são produto do livre-arbítrio com que Deus a todos dotou. Tu também o tens para crescer, aproveitando as lições que te maltratam.

Verifica que todos os grandes homens alcançaram a glória na ciência, nas artes, nos feitos heróicos, por sua vontade férrea de vencer.

Tu também o podes. Deus te deseja feliz, passada a tempestade que te vai na alma.

O sofrimento que te alcança, passará. Tudo passa. Os que promovem o mal responderão por seus atos insanos, logo mais ou um pouco depois.

Nada está errado neste imenso mundo de Deus. E Ele sabe das dores da tua alma, da fome de justiça de tantos, da incoerência e loucura de muitos.

Não te desesperes. Permita-te ouvir a voz que fala: “Meu filho, tu me chamaste. Aqui estou.

Não estás só. Estou contigo. Sê forte. O sol voltará a brilhar, o problema terá solução.

Não chores a ausência dos amores. Eles estão contigo. Transferiram-se de uma para outra esfera. Os teus mortos estão de pé.”

*   *  *

Se tudo examinares pela perspectiva da justiça, entenderás que tudo está certo, no plano da Divina Criação.

Sossega tua alma. Permite-te sentir o afago divino na intimidade de ti mesmo. Tudo passa. Acredita.


com versos iniciais do poema Vozes da África, de Castro Alves.

domingo, 5 de abril de 2020

Evangelho (Mt 26,14—27,66)

Um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes e disse: «Que me dareis se eu vos entregar Jesus?».Combinaram trinta moedas de prata. E daí em diante, ele procurava uma oportunidade para entregá-lo.

No primeiro dia dos Pães sem fermento, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: «Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?».Jesus respondeu: «Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a ceia pascal em tua casa, junto com meus discípulos’». Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a ceia pascal.

Ao anoitecer, Jesus se pôs à mesa com os Doze. Enquanto comiam, ele disse: «Em verdade vos digo, um de vós me vai entregar». Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a perguntar-lhe: «Acaso sou eu, Senhor?». Ele respondeu: «Aquele que se serviu comigo do prato é que vai me entregar. O Filho do Homem se vai, conforme está escrito a seu respeito. Ai, porém, daquele por quem o Filho do Homem é entregue! Melhor seria que tal homem nunca tivesse nascido!».Então Judas, o traidor, perguntou: «Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: «Tu o dizes».

Enquanto estavam comendo, Jesus tomou o pão e pronunciou a bênção, partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: «Tomai, comei, isto é o meu corpo». Em seguida, pegou um cálice, deu graças e passou-o a eles, dizendo: «Bebei dele todos, pois este é o meu sangue da nova aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados. Eu vos digo: de hoje em diante não beberei deste fruto da videira, até o dia em que, convosco, beberei o vinho novo no Reino do meu Pai».

Depois de cantarem o salmo, saíram para o Monte das Oliveiras. Então Jesus disse aos discípulos: «Esta noite, todos vós caireis, no que respeita a mim. Pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão». Mas, depois de ressuscitar, eu irei à vossa frente para a Galiléia». Pedro lhe disse: «Mesmo que todos venham a cair, eu jamais». Jesus lhe declarou: «Em verdade eu te digo: esta noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás”. Pedro respondeu: «Ainda que eu tenha de morrer contigo, não te negarei». E todos os discípulos disseram a mesma coisa.

Jesus chegou com eles a uma propriedade chamada Getsêmani e disse aos discípulos: «Sentai-vos, enquanto eu vou orar ali!».Levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu e começou a ficar triste e angustiado. Então lhes disse: «Sinto uma tristeza mortal! Ficai aqui e vigiai comigo! Ele foi um pouco mais adiante, caiu com o rosto por terra e orou: «Meu pai, se possível, que este cálice passe de mim. Contudo, não seja feito como eu quero, mas como tu queres». Quando voltou para junto dos discípulos, encontrou-os dormindo. Disse então a Pedro: «Não fostes capazes de ficar vigiando uma só hora comigo? Vigiai e orai, para não caírdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca». Jesus afastou-se pela segunda vez e orou: «Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!». Voltou novamente e encontrou os discípulos dormindo, pois seus olhos estavam pesados. Deixando-os, afastou-se e orou pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Então voltou para junto dos discípulos e disse: «Ainda dormis e descansais? Chegou a hora! O Filho do Homem está sendo entregue às mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos! Aquele que vai me entregar está chegando».

Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, com uma grande multidão armada de espadas e paus; vinham da parte dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo. O traidor tinha combinado com eles um sinal: «Aquele que eu beijar, é ele: prendei-o!». Judas logo se aproximou de Jesus, dizendo: «Salve, Rabi!». E beijou-o. Jesus lhe disse: «Amigo, para que vieste?». Então os outros avançaram, lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam. Nisso, um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou a espada e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha. Jesus, porém, lhe disse: «Guarda a espada na bainha! Pois todos os que usam a espada, pela espada morrerão. Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai, que me mandaria logo mais de doze legiões de anjos? Mas como se cumpririam então as Escrituras, que dizem que isso deve acontecer?». Naquela hora, Jesus disse à multidão: «Viestes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um bandido. Todos os dias, no templo, eu me sentava para ensinar, e não me prendestes. Tudo isso, porém, aconteceu para se cumprir o que está escrito nos profetas. Então todos os discípulos o abandonaram, e fugiram.

Os que prenderam Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos. Pedro seguia Jesus de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como terminaria tudo aquilo. Ora, os sumos sacerdotes e o sinédrio inteiro procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte. E nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, vieram duas testemunhas, que afirmavam: «Este homem declarou: ‘Posso destruir o Santuário de Deus e construí-lo de novo em três dias’».

Então o sumo sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus: «Nada tens a responder ao que estes testemunham contra ti?».Jesus, porém, continuava calado. E o sumo sacerdote disse-lhe: «Eu te conjuro, pelo Deus vivo, dize-nos se tu és o Cristo, o Filho de Deus». Jesus respondeu: «Tu o disseste. Além disso, eu vos digo que de agora em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso, vindo nas nuvens do céu». Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes e disse: «Blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Pois agora ouvistes a blasfémia. Que vos parece?».Responderam: «É réu de morte!». Então cuspiram no rosto de Jesus e bateram nele. Outros o golpearam, dizendo: «Profetiza para nós, Cristo! Quem é que te bateu? ».

Pedro estava sentado fora, no pátio. Uma criada aproximou-se dele e disse: «Tu também estavas com Jesus, o galileu!». Mas ele negou diante de todos: «Não sei de que estás falando». E saiu para a entrada do pátio. Então, uma outra criada viu Pedro e disse aos que estavam ali: «Este também estava com Jesus, o nazareno».Pedro negou outra vez, jurando: «Nem conheço esse homem!».Pouco depois, os que estavam ali aproximaram-se de Pedro e disseram: «É claro que tu também és um deles, pois o teu modo de falar te denuncia». Pedro começou a praguejar e a jurar: «Não conheço esse homem!». E nesse instante, um galo cantou. Pedro se lembrou do que Jesus lhe tinha dito: «Antes que um galo cante, três vezes me negarás». E saindo dali, chorou amargamente.

De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo deliberaram a respeito de Jesus para levá-lo à morte. Então, o amarraram, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador.

Judas, o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: «Pequei, entregando à morte um inocente». Eles responderam: «Que temos nós com isso? O problema é teu». E ele jogou as moedas no Santuário, saiu e foi se enforcar. Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram: «É contra a Lei depositá-las no tesouro do templo, porque é preço de sangue». Então deliberaram comprar com esse dinheiro o Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos forasteiros. É por isso que aquele campo até hoje se chama «Campo de Sangue». Cumpriu-se então o que tinha dito o profeta Jeremias: «Eles pegaram as trinta moedas de prata — preço do Precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram — e as deram em troca do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou».

Jesus foi conduzido à presença do governador, e este o interrogou: «Tu és o rei dos judeus?». Jesus declarou: «Tu o dizes». E quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos, nada respondeu. Então Pilatos perguntou: «Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?». Mas Jesus não respondeu uma só palavra, de modo que o governador ficou muito admirado.

Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar um preso que a multidão quisesse. Naquela ocasião, tinham um preso famoso, chamado Barrabás. Então Pilatos perguntou à multidão reunida: «Quem quereis que eu vos solte: Barrabás, ou Jesus, que é chamado o Cristo?». Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: «Não te envolvas com esse justo, pois esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele».

Os sumos sacerdotes e os anciãos, porém, instigaram as multidões para que pedissem Barrabás e fizessem Jesus morrer. O governador tornou a perguntar: «Qual dos dois quereis que eu solte?».Eles gritaram: «Barrabás». Pilatos perguntou: «Que farei com Jesus, que é chamado o Cristo?».Todos gritaram: «Seja crucificado!». Pilatos falou: «Mas, que mal ele fez?».Eles, porém, gritaram com mais força: «Seja crucificado!». Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: «Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. A responsabilidade é vossa!». O povo todo respondeu: «Que o sangue dele recaia sobre nós e sobre nossos filhos». Então Pilatos soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-o para ser crucificado.

Em seguida, os soldados do governador levaram Jesus ao pretório e reuniram todo o batalhão em volta dele. Tiraram-lhe a roupa e o vestiram com um manto vermelho; depois trançaram uma coroa de espinhos, puseram-na em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombavam, dizendo: «Salve, rei dos judeus!».Cuspiram nele e, pegando a vara, bateram-lhe na cabeça. Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar.

Ao saírem, encontraram um homem chamado Simão, que era de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer Calvário. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas não quis beber. Depois de o crucificarem, repartiram as suas vestes tirando a sorte. E ficaram ali sentados, montando guarda. Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da condenação: «Este é Jesus, o Rei dos Judeus». Com ele também crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro, à esquerda. Os que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: «Tu que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!». Do mesmo modo zombavam de Jesus os sumos sacerdotes, junto com os escribas e os anciãos, dizendo: «A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel: desça agora da cruz, e acreditaremos nele. Confiou em Deus; que o livre agora, se é que o ama! Pois ele disse: ‘Eu sou Filho de Deus’». Do mesmo modo, também o insultavam os dois ladrões que foram crucificados com ele.

Desde o meio-dia, uma escuridão cobriu toda a terra até às três horas da tarde. Pelas três da tarde, Jesus deu um forte grito: «Eli, Eli, lamá sabactâni?», que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?». Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o disseram: «Ele está chamando por Elias!». E logo um deles correndo, pegou uma esponja, ensopou-a com vinagre, colocou-a numa vara e lhe deu de beber. Outros, porém, disseram: «Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!».Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

Nisso, o véu do Santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitas pessoas. O centurião e os que com ele montavam a guarda junto de Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: «Este era verdadeiramente Filho de Deus!». Grande número de mulheres estava ali, observando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia, prestando-lhe serviços. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.

Ao entardecer, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo. José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo e o colocou num túmulo novo, que mandara escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra na entrada do túmulo e retirou-se. Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, em frente ao sepulcro.

No dia seguinte, terminado já o dia de preparação do sábado, os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos e disseram: «Senhor, lembramo-nos de que este impostor, quando ainda estava vivo, disse: ‘Depois de três dias vou ressuscitar!’ Manda, portanto, assegurar o sepulcro até ao terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: ‘Ele ressuscitou dos mortos! ’, pois essa última impostura seria pior do que a primeira». Pilatos respondeu: «Aí tendes uma guarda. Ide assegurar o sepulcro como melhor vos parecer». Então eles foram assegurar o sepulcro: lacraram a pedra e deixaram ali a guarda.

terça-feira, 31 de março de 2020

Oração pela cura e o fim da pandemia COVID-19

Queridos irmãos, irmãs, amigos, amigas...

Começa já HOJE

●Estamos agora nos organizando de novo, um grupo de pessoas de diferentes nacionalidades, para orar/meditar durante pelo menos 10 min (ou mais tempo de 1 minuto pelo menos, até 60 minutos) pela segurança de nossos países, para o fim dos problemas que nos oprimem e angustiam e para que Deus guie as decisões de nossos governantes.

●Vamos nos encontrar nos seguintes horários:

*Espanha 16:00 hrs.*
*Ilhas Canárias 15:00 hrs*
*Costa Rica 20 hrs.*
*Colômbia 19 hrs.*
*Nicarágua  20 hrs.*
*Equador  19 hrs.*
*Guatemala 20 hrs.*
*México 20 hrs.*
*Panamá19 hrs.*
*Honduras 18 hrs.*
*El Salvador 20 hrs.*
*Venezuela 18 hrs.*
*Uruguai 17 hrs.*
*Paraguai 17 hrs.*
*Brasil 18 hrs.*
*Argentina 17 hrs.*
*Chile 17 hrs.*
* PORTUGAL 15 hrs*
  
●Peço a vocês, por favor, que se unam a esta campanha.

●Vamos nos deter por um minuto todos os dias, nos horários indicados, e pedir pela paz no mundo, para que terminem os conflitos e se restabeleça a tranquilidade  a todas as nações do mundo e para que as famílias busquem em Deus sua segurança e salvação.

●Se entendêssemos o enorme poder da oração ficaríamos
assombrados!!!

●Se você puder encaminhar este pedido a seus contactos podemos conseguir um milagre com nossa oração.

●Portugal Coloque o alarme do seu celular para todos os dias 15:00 orar 1 minuto pela paz🙏

segunda-feira, 30 de março de 2020

Oração

Do mais profundo do meu Coração, Tabernáculo Divino da Chama Trina, envio a Potência Maior da Luz e do Amor Universal para todos os governantes do mundo que promovem a guerra e a todos os que semeiam a morte, a dor e a destruição.

Eles são meus irmãos e minhas irmãs em Cristo. Que esta Luz e este Amor que lhes envio sejam a iluminação de suas Almas e o começo de um novo caminho em direcção à Paz na Terra.
Pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem.

Em seguida, filhos meus, colocai as vossas mãos voltadas uma para a outra e separadas, como se estivésseis a suster o globo terrestre, visualizai depois a seguinte imagem: do vosso coração começarão a sair finos fios de luz, que pouco a pouco irão envolvendo o Planeta. Primeiro em Luz Branca, depois Azul, depois Rosa e finalmente Violeta. Cobri toda a Terra com esses fios luminosos, como se fosse um novelo de lã. Deixai-vos estar assim durante alguns minutos. Em seguida libertai o vosso Planeta e purificai-o do mal.

Fazei esta Oração e exercício todos os dias, na hora que for mais propícia. Não pareis nunca. Assim estareis construindo o mundo e contribuindo para que o vosso sofrimento seja minorado.

Paz em vossos corações.

terça-feira, 10 de março de 2020

Evangelho (Mt 23,1-12)

Depois, Jesus falou às multidões e aos discípulos: «Os escribas e os fariseus sentaram-se no lugar de Moisés para ensinar. Portanto, tudo o que eles vos disserem, fazei e observai, mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. Amarram fardos pesados e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo. Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros, usam faixas bem largas com trechos da Lei e põem no manto franjas bem longas. Gostam do lugar de honra nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, de serem cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de ‘Rabi’.

»Quanto a vós, não vos façais chamar de ‘Rabi’, pois um só é vosso Mestre e todos vós sóis irmãos. Não chameis a ninguém na terra de ‘pai’, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. Não deixeis que vos chamem de ‘guia’, pois um só é o vosso Guia, o Cristo. Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado».

quarta-feira, 4 de março de 2020

Evangelho (Lc 11,29-32)

E, ajuntando-se a multidão, começou a dizer: «Maligna é esta geração; ela pede um sinal; e não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas; Porquanto, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o Filho do homem o será também para esta geração. A rainha do sul se levantará no juízo com os homens desta geração, e os condenará; pois até dos confins da terra veio ouvir a sabedoria de Salomão; e eis aqui está quem é maior do que Salomão. Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração, e a condenarão; pois se converteram com a pregação de Jonas; e eis aqui está quem é maior do que Jonas».

Parece impossível, mas é verdade, a rainha do Sul, ou a rainha de Sabá ( I Reis 10:1-10), se levantará no dia do juízo, como testemunha de acusação contra os religiosos do tempo de Jesus e contra os "sabe tudo" dos nossos dias, porque apenas têm teorias vazias e não têm a fé necessária para crerem. A rainha do Sul, na sua falta de ciência (que incha) e de conhecimento, foi capaz de crer num rei sábio, que vivia em Israel, que foi ver, tendo verificado que o que ela sabia não era nem metade do que Jeová tinha feito a Salomão.

Ela, com pouca luz, um mínimo de conhecimento, creu. E nós, com tanto conhecimento, com tantas "ferramentas" para chegarmos a Deus, como está a nossa fé? Como estamos a tratar a mensagem do Evangelho da graça? Que testemunho estamos a dar? Que estamos a fazer de Jesus, chamado o Cristo? A guardar os Seus ensinos ou a recrucificá-lO, para gáudio dos nossos devaneios carnais?

Olhai para a rainha de Sabá. A enorme distância percorrida nos tempos difíceis de então; a enorme oferta de gratidão que deixou ao rei de Israel ( I Reis 11:10); as críticas que teria enfrentado, etc.. Nada a fez desistir, por isso, adquiriu o direito de ser testemunha de acusação contra os que hoje, como ontem e amanhã, têm tido tantas oportunidades e não as aproveitam. Não será apenas a rainha do Sul, mas os ninivitas, os gregos, que procuraram ver Jesus (João 12:20-22), e muitos outros que, pelo ouvir a Palavra, creram.

Muitos só querem ver milagres, exorcismos, maravilhas, mas apenas se lhes dará a ver o milagre de Jonas, que esteve três dias no ventre de um grande peixe, mas cumpriu a sua missão. Basta que creiamos na realidade da morte e ressurreição de Cristo, o milagre constante, diante de nós.

Crede ou sereis confundidos no dia do Juízo, acusados pelos que tiveram pouca oportunidades mas creram, acabando por serdes condenados.

terça-feira, 3 de março de 2020

Evangelho (Mt 6,7-15)

 «E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.

»Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas»

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Quando eu voltar

Eu tenho a firme convicção de que não vivemos uma única vez nesta Terra abençoada por Deus.
Tenho a convicção plena de que já vivi muitas experiências.
Como explicar, senão dessa forma, que meu coração bata descompassado ante certas paisagens do mundo? Paisagens que jamais visitei na presente existência mas que as contemplo como velhas conhecidas.

Como explicar que ouvindo determinado idioma, que não o do meu país natal, me aguce o cérebro e eu sinta como se conhecesse todas aquelas palavras, que soubesse pronunciar todos aqueles vocábulos?

Paisagens, sons, pessoas. De repente, tudo vai se sucedendo em minha mente como múltiplas lembranças. Não muito nítidas, mas nem por isso menos autênticas.
Pareço recordar paisagens da Gália, com seus cultos, suas crenças, seus sacerdotes druidas.

Peregrino pelo vale do Loire, entre castelos, como se fossem dias vividos, sofridos, passados.
As pirâmides do Egipto, as areias do deserto, réis, escravos, nações que se degladiam.
Ásia, Oceânia, Europa. Por onde terei andado em tantas e multiplicadas vidas, entre muitas posses ou na quase miséria?

Com acesso às conquistas do intelecto ou iletrado, entre o povo ignorado?
Quantas vestes terei usado? De poder ou de submissão. Mantos de veludo, coroas, andrajos que mal cobriam o corpo.
Terei vivido recluso em mosteiros, montanhas? Ou livre, em cidades populosas?

A memória não permite acesso integral a tudo que fui, tudo que experienciei.
Mas, como afirmava o Apóstolo Paulo, Graças a Deus sou o que sou. Por isso, ouso erguer a fronte e sonhar.
Sonhar com meu retorno a esta terra bendita. Quem sabe quando se dará. Talvez décadas. Ou séculos.

Não importa. Penso e planeio o que desejo para quando eu voltar.
Com certeza, retornarei a esta Terra abençoada porque reconheço não ter pago até o último centil, conforme advertiu o sábio de Nazaré.

E, se nesta vida, aprendi a me extasiar com a beleza arquitectónica de prédios antigos, que sobreviveram ao tempo, quem sabe eu possa retornar como alguém que, qual novo Mecenas, possa restaurar tantos daqueles carcomidos pelo tempo.
Se agora planifico a alma ouvindo a música que me enche os ouvidos, talvez eu possa retornar como alguém dedicado à arte musical. Serei, quem sabe, um virtuoso do violino, do cello, do piano...

Ou então eu possa retornar com uma flauta mágica engastada na garganta e solte a voz em todos os tons, em caprichosas escalas.
Quiçá, como Bach, um dia, eu possa dizer que nasci para louvar a Deus, através das árias mais sublimes, executadas de forma magistral, arrebatando as almas em êxtase.
Ou retornarei como exímio pintor que reproduzirá em telas magníficas paisagens de uma outra dimensão, entrevistas em noites de sonho.

Penso e sonho. Em verdade, o mais importante é saber que voltarei.
Voltarei para esses campos do planeta azul e amarei a pátria onde renascer. Talvez até precise aprender um novo idioma.

Novo aprendizado.

No entanto, com certeza, nas noites brilhantes, olharei para os céus, contemplarei as estrelas, identificarei outros mundos, celestes moradas que me aguardam num futuro distante.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Quando a morte chegar

É algo a que ninguém escapa. Rico, intelectual, pobre, ignorante, bons ou maus, todos morreremos um dia.

De uma forma paradoxal, no entanto, é o em que, de modo geral, menos pensamos. Ou nem queremos pensar.

Porém, deveríamos ter em mente que se caminhamos para um destino certo o correcto seria nos prepararmos.

É como se nos fosse imperioso realizar uma longa viagem, deixando tudo que temos para trás. Com certeza, nos prepararíamos.

Não sabendo exactamente qual clima iremos encontrar no lugar para onde estamos nos dirigindo, levaríamos uma bagagem que comportasse vestimentas para dias de temperatura amena e outras de intenso calor ou muito frio.

Haveríamos de nos preocupar com o que faríamos ao chegar e estabeleceríamos um planeamento.

Então, como não pensamos na grande e imprescindível viagem que faremos, transferindo-nos deste mundo para outro?

Um mundo que é vibrante, onde haverá reencontros, onde precisaremos ter uma veste especial, para nele nos movimentarmos, de forma adequada.

A veste nupcial, aquela mesma que o Evangelista descreve na parábola do festim das bodas.

Veste que é tecida, em nosso dia a dia, pela nossa forma de pensar, de agir, de produzir para o bem ou para o mal.

Talvez fosse interessante que pensássemos em rogar ao bom Deus para quando chegar esse momento, o da passagem, o deixar uma realidade para penetrar em outra.

Poderia ser algo mais ou menos assim: 

Senhor, quando eu tiver que partir, permite que eu esteja preparado. Que haja paz em minha consciência por não ter agido mal para com meu semelhante. Que eu esteja pronto, com minha bagagem de boas ações em mala apropriada, sem remorso pelo não feito e não realizado. Permite que Espíritos do bem me possam receber, auxiliando-me nessa transposição da embarcação frágil da vida terrena para o navio imenso da Espiritualidade.

Quem sabe, Senhor, possas permitir que antigos amores me recebam à chegada, levando-me abraços, flores e sorrisos. Amores desta vida, que partiram antes, deixando uma lacuna em meu coração; amores de outras vidas, sempre lembrados pelo Espírito imortal.

Permite, Pai Celeste, que os que permanecerem na Terra, fiquem tranquilos, que aceitem a minha partida, com a dignidade de quem tem consciência plena de que a jornada terrena é passageira. Que pensem em reestruturar as suas vidas, sem minha presença, que prossigam em seus dias de progresso e lutas.

E eu, alma pacificada, possa adentrar os umbrais da Espiritualidade há tanto tempo deixada, com vontade de continuar a aprender, a trabalhar, tão logo me refaça do cansaço da viagem terrena e de eventuais reflexos de transtornos físicos que me tenham tomado os últimos dias.

Que eu possa retornar para o lar que ali deixei, retomando tarefas suspensas por um tempo. E que, como Espírito, tenha a possibilidade de me sentir livre, transitando por tantos lugares que desejei visitar, enquanto encarnado.

Desejo conhecer paisagens simplesmente sonhadas enquanto folheava livros ou assistia documentários. Conhecer lugares espectaculares criados pela Tua grandeza, onde cantam as cascatas, vibram as montanhas e Te enaltecem as florestas.

Enfim, Senhor, fica comigo nessa hora.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Evangelho (Mc 7,14-23)

Chamando outra vez a multidão, dizia: «Escutai-me, vós todos, e compreendei! Nada que, de fora, entra na pessoa pode torná-la impura. O que sai da pessoa é que a torna impura».

Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe faziam perguntas sobre essa parábola. Ele lhes disse: «Também vós não entendeis? Não compreendeis que nada que de fora entra na pessoa a torna impura, porque não entra em seu coração, mas em seu estômago, e vai para a fossa?». Assim, ele declarava puro todo alimento. E acrescentou: «O que sai da pessoa é que a torna impura. Pois é de dentro, do coração humano, que saem as más intenções: imoralidade sexual, roubos, homicídios, adultérios, ambições desmedidas, perversidades; fraude, devassidão, inveja, calúnia, orgulho e insensatez. Todas essas coisas saem de dentro, e são elas que tornam alguém impuro».

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Um tanto mais

Você guarda a impressão de haver esgotado o estoque de todos os seus recursos, em determinada tarefa de amor, mas se você perseverar um tanto mais no devotamento, ninguém pode prever os louros de luz que brilharão em seu passo.

Você está doente e pretende obter licenças de longo prazo, mas se você continuar um tanto mais em serviço, ninguém pode prever o tesouro de forças novas que lhe aparecerá no caminho.

Você encontrou imensas dificuldades no exercício das boas obras e anseia fugir delas, mas se você persistir um tanto mais na construção da beneficência, ninguém pode prever o triunfo que as suas horas recolherão, nas fontes vivas da caridade.

Você acredita que não pode tolerar o amigo importuno, o filho teimoso, o irmão inconsciente, a esposa inconstante ou o marido insensato, mas se você suportar um tanto mais a luta em família, ninguém pode prever a extensão do júbilo por-vindouro em seu ninho doméstico.

Você supõe que o azar é o seu clima e chora na bica do desespero, mas se você cultivar um tanto mais de fidelidade às próprias obrigações, ninguém pode prever a amplitude do seu êxito, no amanhã que vem perto.

Você experimenta enorme cansaço e não quer dar ouvidos ao companheiro de longa conversa, mas se você esticar um tanto mais o seu sacrifício, ninguém pode prever os prodígios da colheita de bênçãos que surgirão dos seus breves minutos de gentileza.

Observe que você mesmo para realizar isso ou aquilo, exige incessantemente dos semelhantes um tanto mais de bondade, um tanto mais de cooperação, um tanto mais de tempo, um tanto mais de carinho...

O génio é a paciência que não se acaba.

É justo que você deseje um tanto mais de felicidade, mas para isso, é necessário que você ajude um tanto mais a felicidade dos outros.

Repare você as lições da vida e compreenderá que a vitória no bem é sempre trabalhar conforme o dever e servir... um tanto mais.

*   *   *

O mestre da Antiguidade, Confúcio, elaborando ideias a respeito da perseverança, afirma:

Se há pessoas que não estudam ou que, se estudam, não aproveitam, elas que não se desencorajem e não desistam.

Se há pessoas que não interrogam os homens instruídos para esclarecer as suas dúvidas ou o que ignoram, ou que, mesmo interrogando-os, não conseguem ficar mais instruídas, elas que não se desencorajem e não desistam.

Se há pessoas que não meditam ou que, mesmo que meditem, não conseguem adquirir um conhecimento claro do princípio do bem, elas que não se desencorajem e não desistam.

Se há pessoas que não distinguem o bem do mal ou que, mesmo que distingam, não têm uma percepção clara e nítida, elas que não se desencorajem e não desistam.

Se há pessoas que não praticam o bem ou que, mesmo que o pratiquem, não podem aplicar nisso todas as suas forças, elas que não se desencorajem e não desistam.

O que outros fariam numa só vez, elas o farão em dez. O que outros fariam em cem vezes, elas o farão em mil, porque aquele que seguir verdadeiramente esta regra da perseverança, por mais ignorante que seja, tornar-se-á uma pessoa esclarecida; por mais fraco que seja, tornar-se-á necessariamente forte.

com base no cap.71, do livro Ideal Espírita, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Evangelho (Mc 6,1-6)

Saindo dali, Jesus foi para sua própria terra. Seus discípulos o acompanhavam. No sábado, ele começou a ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam se admiravam. 

«De onde lhe vem isso?», diziam.«Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E esses milagres realizados por suas mãos? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset, Judas e Simão? E suas irmãs não estão aqui connosco?» 

E ele se tornou para eles uma pedra de tropeço. Jesus, então, dizia-lhes: «Um profeta só não é valorizado na sua própria terra, entre os parentes e na própria casa». 

E não conseguia fazer ali nenhum milagre, a não ser impor as mãos a uns poucos doentes. Ele se admirava da incredulidade deles. E percorria os povoados da região, ensinando.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Evangelho (Mc 5,21-43)

Jesus passou novamente para a outra margem, e uma grande multidão se ajuntou ao seu redor. Ele estava à beira-mar. Veio então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, caiu-lhe aos pés e suplicava-lhe insistentemente: «Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe as mãos sobre ela para que fique curada e viva!». Jesus foi com ele. Uma grande multidão o acompanhava e o apertava de todos os lados.

Estava aí uma mulher que havia doze anos sofria de hemorragias e tinha padecido muito nas mãos de muitos médicos; tinha gastado tudo o que possuía e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se, na multidão, por detrás e tocou-lhe no manto. Ela dizia: «Se eu conseguir tocar na roupa dele ficarei curada». Imediatamente a hemorragia estancou, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele e, voltando-se para a multidão, perguntou: «Quem tocou na minha roupa»? Os discípulos disseram: «Tu vês a multidão que te aperta, e ainda perguntas: ‘Quem me tocou? ’». Ele olhava ao redor para ver quem o havia tocado. A mulher, tremendo de medo ao saber o que lhe havia acontecido, veio, caiu-lhe aos pés e contou toda a verdade. Jesus então disse à mulher: «Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e fica livre da tua doença».

Enquanto ainda estava falando, chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga dizendo: «Tua filha morreu. Por que ainda incomodas o mestre?». Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: «Não tenhas medo, somente crê». Ele não permitiu que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a agitação, pois choravam e lamuriavam muito. Entrando na casa, ele perguntou: «Por que essa agitação, por que chorais? A menina não morreu, ela dorme». E começaram a zombar dele. Afastando a multidão, levou consigo o pai e a mãe da menina e os discípulos que o acompanhavam. Entrou no lugar onde estava a menina. Pegou a menina pela mão e disse-lhe: «Talitá cum!(que quer dizer: «Menina, eu te digo, levanta-te»). A menina logo se levantou e começou a andar — já tinha doze anos de idade. Ficaram extasiados de tanta admiração. Jesus recomendou com insistência que ninguém soubesse do caso e falou para que dessem de comer à menina.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Virtudes e defeitos

É notável como conseguimos ver, todos os dias, a todos os instantes, os defeitos alheios.
Dificilmente encontraremos alguém que não se mostre propenso a apontar erros e absurdos dos outros.
Muitos casamentos acabam porque marido e mulher passam a ver tanto os defeitos um do outro, que se esquecem que se uniram porque acreditavam se amar.
Amigos de infância, certo dia, se surpreendem a descobrir falhas de carácter um no outro. Desencantados se afastam, perdendo o tesouro precioso da amizade.

Colegas de trabalho culpam o outro por falhas que, em verdade, em muitos casos, é da equipe como um todo.

Foi observando esse quadro que alguém escreveu que os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.

Na sacola da frente, estão colocadas as qualidades positivas, as virtudes de cada um. Na sacola de trás são guardados todos os defeitos, as paixões, as más qualidades do Espírito.

Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos de forma impiedosa, nas costas do companheiro que está à frente, todos os defeitos que ele possui. Assim nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

A imagem é significativa e nos remete à reflexão. Talvez seja muito importante que saiamos da fila indiana e passemos a andar ao lado do outro. E, no relacionamento familiar, profissional, social em geral, que nos coloquemos de frente um para o outro. Aí veremos as virtudes nossas, que devem ser trabalhadas, para crescerem mais e também as virtudes do outro.

Com certeza nos surpreenderemos com as descobertas que faremos.

Haveremos de encontrar colegas de trabalho que supúnhamos orgulhosos, como profissionais conscientes, dispostos a estender as mãos e laborar em equipe. Irmãos que acreditávamos extremamente egoístas, com capacidade de ceder o que possuam, a bem dos demais membros da família. Pais e mães que eram tidos como distantes, em verdade estarem ávidos por um diálogo aberto e amigo. Esposos e esposas que cultivavam amarguras, encontrarem um novo motivo para estarem juntos, redescobrindo os encantos dos dias primeiros do namoro.

*   *   *

A crítica só é válida quando serve para demonstrar erros graves que possam causar prejuízo para os outros ou quando sirva para auxiliar aquele a quem criticamos. Portanto, resistir ao impulso de ressaltar as falhas dos outros, exercitando-nos em perceber o que eles tenham de positivo, é a meta que devemos alcançar.

Não esqueçamos de que se desejamos que o bem cresça e apareça, devemos divulgá-lo sempre.

Falar bem é fazer o bem. Apontar o belo é auxiliar outros a verem a beleza.

com base no texto Sem olhar para trás, de Gilberto Nucci.