RODA DA VIDA

Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos pela vida e pela saúde de todos os que servem a Paz no mundo — homens e mulheres de todas as culturas, tradições e caminhos espirituais que, com coragem e entrega, assumem missões difíceis para levar esperança, justiça e consciência a um planeta tantas vezes ferido pela corrupção e pela desigualdade. Honramos estes irmãos e irmãs da humanidade, desde figuras amplamente reconhecidas, como o Papa Leão XIV e o Dalai Lama, até todos aqueles que, de forma silenciosa e anónima, trabalham pela harmonia, pela verdade e pelo bem comum. Cada um deles, na sua própria luz, ajuda a elevar a vibração da Terra e a despertar a compaixão nos corações. Que o seu exemplo inspire um mundo onde nenhum ser esteja à mercê da tirania, onde a força seja sempre colocada ao serviço do Amor, e onde a verdadeira autoridade seja a da consciência desperta e da dignidade humana. Elevemos também a nossa prece à Mãe Terra, casa sagrada de todos os povos e de todas as formas de vida. Que a nossa atenção, o nosso cuidado e as nossas ações reflitam o respeito profundo que ela merece. Que sejamos a mudança viva, a presença consciente e o gesto compassivo que contribui para a cura do planeta. Assim é, e assim se manifesta. - "Divina Fonte de toda a Vida, clamamos hoje pelo despertar das consciências. Que o ruído das armas seja silenciado pelo pulsar de corações em harmonia. Pedimos o fim imediato de todas as guerras, que as fronteiras do ódio se dissolvam e que o diálogo substitua o confronto. Que cada líder seja tocado pela compaixão e cada povo encontre no outro um irmão. Que a Terra não seja mais palco de dor, mas um solo fértil onde a paz floresça como direito de todos. Pela união, pela vida, pela paz mundial — que assim seja."- Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos por la vida y la salud de todos aquellos que sirven a la Paz en nuestro mundo — hombres y mujeres de todas las culturas, tradiciones y caminos espirituales que, con valentía y entrega, asumen misiones difíciles para llevar esperanza, justicia y conciencia a un planeta tantas veces herido por la corrupción y la desigualdad. Honramos a estos hermanos y hermanas de la humanidad, desde figuras ampliamente reconocidas como el Papa León XIV y el Dalai Lama, hasta todos aquellos que, en la humildad de su servicio silencioso, trabajan por la armonía, la verdad y el bien común. Cada uno de ellos, con su propia luz, ayuda a elevar la conciencia de la Tierra y a despertar la compasión en los corazones humanos. Que su ejemplo inspire un mundo donde ningún ser quede a merced de la tiranía, donde la fuerza esté siempre al servicio del Amor, y donde la verdadera autoridad surja de la conciencia despierta y de la dignidad humana. Elevemos también nuestra oración a la Madre Tierra, hogar sagrado de todos los pueblos y de todas las formas de vida. Que nuestra atención, nuestro cuidado y nuestras acciones reflejen el profundo respeto que ella merece. Que seamos el cambio vivo, la presencia consciente y el gesto compasivo que contribuye a la sanación del planeta. Así es, y así se manifiesta. - Divina Fuente de toda Vida, clamamos hoy por el despertar de las conciencias. Que el estruendo de las armas sea silenciado por el latir de corazones en armonía. Pedimos el fin inmediato de todas las guerras, que las fronteras del odio se disuelvan y que el diálogo reemplace al enfrentamiento. Que cada líder sea tocado por la compasión y cada pueblo encuentre en el otro a un hermano. Que la Tierra no sea más escenario de dolor, sino un suelo fértil donde la paz florezca como derecho de todos. Por la unión, por la vida, por la paz mundial — que así sea." -Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - We pray for the life and health of all those who serve Peace in our world — men and women from every culture, tradition, and spiritual path who, with courage and devotion, take on difficult missions to bring hope, justice, and awareness to a planet so often wounded by corruption and inequality. We honor these brothers and sisters of humanity, from widely recognized figures such as Pope Leo XIV and the Dalai Lama to all those who, in quiet humility, work for harmony, truth, and the common good. Each of them, in their own light, helps elevate the consciousness of the Earth and awaken compassion in human hearts. May their example inspire a world where no being is left at the mercy of tyranny, where strength is always placed in the service of Love, and where true authority arises from awakened conscience and human dignity. Let us also raise our prayer to Mother Earth, the sacred home of all peoples and all forms of life. May our attention, our care, and our actions reflect the deep respect she deserves. May we become the living change, the conscious presence, and the compassionate gesture that contribute to the healing of the planet. So it is, and so it manifests. - "Divine Source of all Life, we call today for the awakening of consciences. May the roar of weapons be silenced by the pulse of hearts in harmony. We plead for the immediate end of all wars, that the borders of hate may dissolve and that dialogue may replace conflict. May every leader be touched by compassion and every nation find a brother in one another. May the Earth no longer be a stage for pain, but a fertile ground where peace flourishes as a right for all. For unity, for life, for world peace — so be it."

terça-feira, 12 de julho de 2022

Tecendo o amor

Qual é a grande finalidade da vida?

Em torno desta pergunta, muitos filósofos, poetas e artistas se debruçaram. Na sua arte, nos seus poemas, nas suas crônicas e manuscritos apresentaram suas dúvidas existencialistas, seus questionamentos e suas respostas. Porém, foi com a comprovação da continuidade da vida, a partir das manifestações espirituais, que essa resposta se definiu. Foi a partir das vozes dos Espíritos, coordenados pela Providência Divina, que foi possível ter clara compreensão da nossa Imortalidade. Alicerçamos a certeza de que somos imortais e que o grande objetivo da vida é aprender a amar. Com essa compreensão, essa passa a ser a meta e finalidade de vida de todos nós. Porém, amar a todos e sem limites, é complexo e desafiador.

Sendo o amor o sentimento que coroa e sintetiza uma infinidade de sentimentos, exige de nós dedicação e empenho para que consigamos exercitá-lo. Podemos dizer que o sentimento do amor vai se fazendo em nossa intimidade aos poucos. 

Como quem vai lentamente tecendo à mão um imenso tapete, feito de infindáveis nós, nossas emoções vão se construindo uma a uma, nessa desafiadora tecelagem do amor. Se mirarmos apenas em um nó desse trabalho, não encontraremos nenhum sentido. É necessário que vislumbremos o conjunto da obra. Contudo, aquele pequeno nó é indispensável para a beleza do trabalho final. Muitas vezes, imaginamos que amar é ter o tapete pronto, todo tramado, com seus nós feitos, cores escolhidas, e resultado encantador. Isso acontecerá um dia, é verdade. Mas, ainda estamos nas primeiras lições de tecelões de nossas emoções. Ainda estamos aprendendo a dar os primeiros nós, a acostumar as mãos com a aspereza dos fios, a escolher cores, combinações, estampas e tramas. Nessa etapa, é natural que alguns nós precisem ser desfeitos, porque foram mal feitos. São os nós das emoções equivocadas, dos relacionamentos mal construídos, das combinações truncadas de sentimentos. Essas são ações que nos exigem reelaboração na trama complexa para o feliz resultado final de uma tapeçaria bela, harmoniosa, encantadora.

As pessoas que reencontramos, nos caminhos da vida, que são difíceis e nos desafiam emocionalmente, são os nós mal feitos do ontem próximo ou mais longínquo. Elas chegam nos convidando a desfazer o nó do mal querer, do desamor, para juntos tecermos novos nós. De outra feita, alguns relacionamentos nos convidam a aprender a fazermos nós que desconhecemos. São os sentimentos que ainda não ganharam espaço em nossa intimidade, e que precisam ser experienciados. Não podemos esquecer que aqueles com quem convivemos também estão com seus próprios desafios, fazendo e desfazendo nós em seu mundo emocional.

Assim, respeitemos suas dificuldades e limitações. Quanto a nós, aproveitemos todas as oportunidades para sermos melhores tecelões. Afinal, nesse grande tapete que é nosso mundo emocional, somente devem existir nós de amor. Essa é a proposta da Divindade.

domingo, 3 de julho de 2022

Evangelho (Lc 10,1-12.17-20)

O Senhor escolheu outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois, à sua frente, a toda cidade e lugar para onde ele mesmo devia ir. E dizia-lhes: «A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para sua colheita. Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não vos demoreis para saudar ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; senão, ela retornará a vós. Permanecei naquela mesma casa; comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador tem direito a seu salário. Não passeis de casa em casa.

»Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’. Mas quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: ‘Até a poeira de vossa cidade que se grudou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’ Eu vos digo: naquele dia, Sodoma receberá sentença menos dura do que aquela cidade.

Os setenta e dois voltaram alegres, dizendo: «Senhor, até os demônios nos obedecem por causa do teu nome». Jesus respondeu: «Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. Eu vos dei o poder de pisar em cobras e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo. Nada vos poderá fazer mal. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos se submetem a vós. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos nos céus».

Os setenta e dois escolhidos nesta parábola de Jesus, aludem às 72 diferentes mensagens divinas ou nomes de Deus como é conhecido. A Sabedoria Divina multiplicou-se em 72 formas ou mensagens diferentes de chegar ao nosso conhecimento, e assim de nossa filiação Divina. E todas essas diferentes formas de chegar ao entendimento Divino se espalharam pelas diferentes nações no mundo representadas por 72 génios ou Anjos, com diferentes características, funções e sensibilidades. Esta é a forma de tornar múltiplo e amplo o acesso à fonte universal de vida, e é por meio do amor e da oferta que maior numero de seres humanos possam encontrar entre os 72 nomes de Deus, o nome com o qual mais se identificam, para fazerem o caminho de retorno ao lar.

Nesta parábola Jesus conta como estes agentes Divinos atuam, fala das suas recomendações, do seu impacto entre nós humanos, e qual o nosso destino no final de nosso caminho de vida, mediado pelas próprias decisões, do que decidimos com o que nos foi presenteado na vida, através deste 72 nomes divinos e de como os acolhemos e neles nos apoiamos, em nossa vida dentre os nossos semelhantes.

Basta para compreender, reler a parábola substituindo onde Jesus menciona discípulos ou os seus alunos, por enviados de Deus Divinos. Jesus indica instruindo também nestas suas palavras, o método iniciático por excelência para a salvação do próprio homem, rumo à existência eterna no seio de Deus

quarta-feira, 29 de junho de 2022

A agulha perdida

Há uma lenda que narra que, certa noite, as pessoas viram a grande mestra Rábia procurando algo na rua, em frente à sua cabana. Elas se reuniram em torno dela e perguntaram: O que aconteceu? O que você está buscando?

E Rábia respondeu: Eu perdi a minha agulha.

Todos se dispuseram a ajudar na procura. Então, alguém perguntou: Rábia, a rua é grande, a noite está chegando e logo não haverá mais luz. Uma agulha é uma coisa tão pequena. Se você não nos contar exatamente onde ela caiu, será difícil encontrá-la. A resposta da mestra foi: Não pergunte isso. Não levante essa questão de modo algum. Se você quer me ajudar, ajude, caso contrário, não levante essa questão. Todos os que estavam procurando, pararam e insistiram: Qual é o problema? Por que não podemos perguntar isso? Se você não diz onde ela caiu, como nós poderemos ajudar?

Ela esclareceu: A agulha caiu dentro da minha casa.

Quase indignados, falaram ao mesmo tempo: Você enlouqueceu? Se a agulha caiu dentro da sua casa, por que você está procurando aqui? Então, veio a resposta surpreendente: Porque a luz está aqui. Dentro da casa não há luz nenhuma.

Alguém retrucou: Mesmo que a luz esteja aqui, como podemos achar a agulha se ela não foi perdida aqui? A atitude correta seria levar a luz para dentro da sua casa, só assim você pode achar a agulha.

Rábia sorriu e chegou ao ponto que desejava: Vocês são pessoas tão espertas com pequenas coisas. Quando vão usar suas inteligências para suas vidas interiores? Vi todos vocês buscando do lado de fora e sei perfeitamente bem, sei, pela minha própria experiência, que aquilo que estão buscando está perdido dentro de cada um. A bênção que estão buscando, vocês a perderam dentro. E a estão buscando fora. A lógica de vocês é essa porque seus olhos podem ver facilmente o lado de fora, as suas mãos podem tatear facilmente o lado de fora. Porque a luz está fora, vocês estão procurando fora. Se vocês são realmente inteligentes, concluiu a mestra, então usem a sua inteligência. Por que estão buscando a bênção no mundo exterior? Vocês a perderam ali? Todos emudeceram, enquanto Rábia desapareceu no interior de sua casa.

É tão mais fácil procurar fora. A luz já está posta, basta olhar. Tudo parece bem claro e ao alcance das mãos. Falar em olhar dentro nos assusta. Há tanta escuridão, há tanto desconhecido. E ainda, ter que iluminar? Ter que fabricar luz? Isso parece que nos daria tanto trabalho...

É por isso que grande parte de nós ainda permanece procurando a agulha perdida onde ela não está, do lado de fora de nossa casa íntima, apenas por ser mais fácil a busca. Lembramos quantos mestres nos falaram sobre iluminação. Trata-se dessa criação de lume interior. Das propostas de autoconhecimento da Grécia Antiga a Buda, de Jesus, a Luz do mundo, até os dias atuais, quando os estudos da alma falam da necessidade de luz interior.

Onde andamos procurando nossa agulha perdida?

Já temos coragem e disposição para, finalmente, entrar em nossa casa interior?

Chegou o tempo. Pensemos a respeito.

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Evangelho (Mt 6,19-23)

«Não ajunteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, ajuntai para vós tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Pois onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. A lâmpada do corpo é o olho: se teu olho for simples, ficarás todo cheio de luz. Mas se teu olho for ruim, ficarás todo em trevas. Se, pois, a luz em ti é trevas, quão grandes serão as trevas!».

É comum reclamarmos do mundo, das coisas que observamos acontecer, das tantas tragédias provocadas pelo próprio homem. Quase sempre, nossa visão acanhada toma ciência das maldades cometidas pelo homem e dizemos que o mundo vai muito mal. Ouvimos falar de crimes hediondos, de corrupção em vários níveis, de tantos que desafiam a lei do respeito e da cidadania e dizemos que está tudo perdido, mesmo. Os anos se somam acumulando séculos e o homem continua lobo do próprio homem. Por vezes, chegamos até a duvidar que nossas atitudes corretas possam vir a produzir qualquer diferença positiva para cenário tão triste. 

No entanto, é bom que consultemos a História. É bom relembrar como éramos no ontem das nossas existências. Lembrar das mulheres que eram consideradas coisa alguma. Recordar que a mulher era tida como propriedade do pai, depois do marido, que sobre seu destino decidia sem contestação da sociedade, ou de qualquer lei que lhe pudesse garantir direitos. Recordar que crianças bastardas tinham direito algum, podendo se lhes dar o destino que bem se quisesse. Olhemos para nosso mundo hoje. Sim, ainda pleno de equívocos, de maldade, até mesmo de crueldade. 

No entanto, basta que uma tragédia se instale em algum local do planeta e todos se irmanam em donativos, em auxílio, em voluntariado para saciar a sede, a fome dos envolvidos. O ser humano tem seu direito à vida assegurado. As mulheres conquistaram um largo espaço, podendo frequentar a escola, ilustrar suas mentes, tornando-as ainda mais brilhantes.

Sim, há muito mal na Terra. Contudo, a soma de bens sobrepuja o que ainda persiste. A dor é socorrida com a anestesia e o medicamento. Doenças consideradas incuráveis são combatidas, ferozmente. A higiene é propalada como indispensável condição para a saúde e dignidade da vida. Sim, com o Apóstolo Paulo podemos afirmar que não somos perfeitos, que muito deve ser conquistado e melhorado mas graças a Deus, já somos o que somos. Seres que se importam com o outro, que batalham por leis sempre mais justas, pela proteção do ser humano, desde o ventre materno. Por leis que assegurem a educação plena a todos, o direito ao teto e ao pão, leis que digam da correta remuneração a quem trabalha. Das aristocracias do passado marchamos para a verdadeira aristocracia, a do mérito, ajustando-nos ao preceito evangélico: A cada um segundo as suas obras. Obras de construção, de amor, de engrandecimento.

Com certeza, ainda é duro o mundo quando a impiedade nos alcança, quando os maus agridem, quando nos sentimos acuados pela desonestidade e pela ironia. No entanto, avançamos, rumo ao Alto. Estamos melhores hoje. Somos melhores hoje. Guardemos essa certeza e continuemos a crescer para a luz. Somos filhos da Luz, nos disse o Mestre.

Iluminemos o mundo com nossa luz. Luz da compreensão, luz que ampara o caído, que socorre quem errou, que estende a mão ao que resvala pelo caminho. Somos seres humanos. Comportemo-nos como tal, amando-nos uns aos outros. E, de mãos dadas, rumemos para a angelitude. Ela pode estar bem próxima de nós, se quisermos.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Evangelho (Jo 17,11b-19) (Jo 17,20-26)

Naquele tempo, Jesus alçando os olhos ao céu, disse: «Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um, como nós somos um. Quando estava com eles, eu os guardava em teu nome, o nome que me deste. Eu os guardei, e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura.»

Agora, porém, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas estando ainda no mundo, para que tenham em si a minha alegria em plenitude. Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Eu não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles, a fim de que também eles sejam consagrados na verdade».


Nesta oração Jesus dá testemunho de sua filiação divina. De suas escolhas, de sua fé e das diferenças entre aqueles de nós humanos, que decidimos em nosso coração pela sua filosofia de vida, pelo seu testemunho e pelas suas palavras. Jesus nos recorda, que Ele e o Pai são um só, que a sua ciência amorosa e todo o desenvolvimento que lhe está associado, a todos os niveis, de avanço civilizacional, de avanço cientifico, de avanço amoroso e de autoconhecimento ainda não são deste mundo. Que neste mundo todos de nós que nos sentimos filiados em seu amor, seremos incompreendidos, que nos sentiremos uns estranhos e muitas vezes perseguidos. Diz-nos que o destino do mundo está escrito, que o que já o é no mundo espiritual superior, um dia será estabelecido na Terra, que todos aqueles que se identificarem com essa ciência amorosa, sejam de que origem forem, por ela também serão reconhecidos, que todos serão abençoados com a alegria suprema de se sentir parte dessa familia universal onde todos são irmãos, sem distinção e sem fronteiras, com o mais elevado sentido de entreajuda e bem querer entre todos. Assim seja!

Naquele tempo, Jesus, alçando os olhos ao céu, disse: «Eu não rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela palavra deles. Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: eu neles, e tu em mim, para que sejam perfeitamente unidos, e o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste como amaste a mim. Pai, quero que estejam comigo aqueles que me deste, para que contemplem a minha glória, a glória que tu me deste, porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o farei conhecer ainda, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles».

terça-feira, 31 de maio de 2022

Pensamento do dia

"Vemos a maioria dos humanos fazerem tudo o que podem para satisfazerem os seus desejos e realizarem as suas ambições. Será que eles se interrogaram sobre a natureza de todos esses cálculos, desses projetos, desses preparativos? Será que pensaram em perguntar ao Céu: «Ó espíritos luminosos, estamos a agir em conformidade com os vossos projetos? Qual é a vossa opinião? Que plano tendes para nós? Onde e como devemos trabalhar para cumprirmos a vossa vontade?» Muito poucos se questionam nestes termos.

No entanto, nada é mais importante para o ser humano do que suplicar às entidades do mundo invisível que lhe deem a possibilidade de realizar finalmente os projetos do Céu, porque então toda a sua vida se transforma: ele deixa de ir atrás das suas loucuras, das suas fraquezas, das suas cegueiras, das suas cobiças. Esforçando-se por conhecer a vontade do Céu, coloca-se noutros trilhos, segue uma nova orientação, que corresponde aos projetos de Deus. E é isso a verdadeira vida!"

terça-feira, 24 de maio de 2022

O sal da Terra

Em várias passagens do Evangelho, Jesus exorta Seus seguidores a que sejam o sal da Terra e a luz do Mundo. A mensagem cristã constitui um chamado ao desprendimento das coisas e dos valores mundanos. Desprendimento não no sentido de desprezo, mas com o significado de dar a tudo o seu justo valor. Sabe-se que as conquistas terrenas são fugazes e transitórias. Tudo o que se refere à matéria possui uma grande fragilidade. Beleza, poder, influência, fortuna, tudo isso, cedo ou tarde, fenece ou troca de mãos.

A vida é cheia de revezes e os percalços inerentes à trajetória humana podem amargurar. Quem coloca todas as suas alegrias e expectativas nessas conquistas transitórias candidata-se a fortes decepções. A proposta evangélica é que se deve viver no Mundo, mas sem ser do Mundo. Ocupar-se com dignidade das atividades que garantem a manutenção da vida e da ordem social. Estudar, trabalhar, cuidar da saúde e planejar a própria existência com prudência e critério. Contudo, perceber que a finalidade do viver terreno não se cinge a tais aspectos.

Por preciosa que seja determinada conquista material, ela um dia ficará para trás. Ao mesmo tempo, os revezes da fortuna nem sempre permitem que se atinja o objetivo almejado. Nem por isso a criatura humana deve se tornar angustiada ou indiferente. Para bem aproveitar seu tempo na Terra, ela precisa aprender a dar a cada coisa o seu merecido valor. Tendo em vista seu potencial de desenvolvimento da inteligência e da vontade, são positivos os mais comuns sonhos humanos. Entretanto, sua realização não pode constituir a meta da existência.

Ciente de que um dia o corpo físico perecerá, é importante cuidar do que a ele transcende. Aí se encontra a possibilidade que a mensagem cristã possui de conferir um novo sabor à vida do homem. À semelhança do sal, ela funciona como um tempero, dá um atrativo diferente ao que de outro modo seria insípido. Trata-se do convite à vivência de virtudes com o potencial de tornar doce e pacífico o coração. Jesus apresentou ao mundo um Deus pleno de amor e sabedoria. A fé nesse Deus amoroso e sábio possui o condão de pacificar a alma, entre as lutas do mundo. Também o perdão é uma força libertadora, que permite seguir tranquilo mesmo por entre agressões. A compaixão faz com que o homem preste atenção no semelhante e sinta vontade de auxiliá-lo. Com isso, ajuda-o a não pensar muito em seus próprios problemas e sua vida se simplifica.

O Evangelho significa Boa Nova e seu objetivo é tornar felizes os homens. Não promete uma felicidade feita das instáveis e perecíveis conquistas humanas. Mas assegura a vivência de doces emoções, com infinito potencial pacificador.

Pense nisso.

sábado, 21 de maio de 2022

Pacificadores – quantos somos?

Foi há poucos dias. Aconteceu, entre as conversas da guerra que parece bater à nossa porta, considerando que somos, afinal, uma aldeia global. O que ocorre de um lado do mundo afeta todos, das mais variadas formas. O comentário era de que os humanos temos limitações para percebermos, sentirmos e nos decidirmos pela paz. E concluiu nosso interlocutor: São tão poucos os vultos históricos que podemos considerar pacificadores.

A afirmativa nos levou a pensar: Seremos mesmo poucos?

Acudiu-nos à mente o versículo do Sermão da Montanha: Bem-aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus. E, nas recordações, foram desfilando: Mohandas Karamchand Gandhi e sua ação de não violência, através da qual conseguiu libertar seu país do jugo estrangeiro; Martin Luther King Junior, igual adepto da não violência e sua luta pelo fim da segregação racial nos Estados Unidos. Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto Hitler, de um lado, coordenava suas tropas para matar milhares de judeus, do outro, estava Irena Sendler, assistente social polonesa, que salvou nada menos que duas mil e quinhentas crianças judias. E que se dizer do diplomático arcebispo Ângelo Roncalli que, quando estourou esse segundo conflito mundial, salvou muitos judeus com a permissão de trânsito, fornecida pela delegação apostólica. Lembramos de Aracy Guimarães Rosa, a paranaense que conseguiu passaportes para judeus virem para o Brasil, mesmo quando o governo brasileiro lhes fechara as portas. Fazia muito mais. Acompanhava os refugiados até o navio, muitas vezes levando, em sua bolsa, as joias de alguns deles. Por trabalhar no Ministério das Relações Exteriores, em Hamburgo, não era revistada e assim, somente quando eles estavam, a salvo, no navio, ela lhes entregava os bens. Na Guerra do Paraguai, lembramos da baiana Ana Néri, que se fez enfermeira voluntária para atender feridos de ambos os lados do conflito. Ficou conhecida como a Mãe dos brasileiros. Um dos seus três filhos morreu na guerra. Quando ela retornou ao Brasil, trouxe consigo três órfãos.

Promotores da paz.

Esses têm seus nomes registados na História.

Contudo, temos que considerar quantos pacificadores dispõe o mundo, em todas as épocas. É pacificador o pai de família que trabalha para manter os seus. E dá aos filhos a lição da honestidade. É pacificador todo aquele que não provoca discórdias no seio familiar, entre amigos, no templo religioso que frequenta. É pacificador aquele que veicula, nas redes sociais, entre seus grupos de amigos somente notícias que elevem o ânimo e promovam o bem. É pacificador aquele que descobre a dor e se propõe a amenizá-la. É pacificador aquele que enxuga lágrimas, na calada das horas; aquele que tem a consciência tranquila, pelo dever retamente cumprido.

Em síntese, somos pacificadores todos os que, descobrindo necessidades ocultas, nos disponemos a saná-las. Todos os que oramos pela paz, que cooperamos com a paz, com nossos pensamentos positivos, altruístas.

Somos todos nós, os cidadãos honrados.

Somos muitos, tenhamos certeza.


sexta-feira, 13 de maio de 2022

Para além dos nossos sentidos

Se dedicássemos tempo para a meditação, descobriríamos horizontes jamais imaginados. Campos vibratórios ainda inacessíveis nos facultariam acesso a estados mentais e emocionais desconhecidos. Anotemos alguns atributos dos sentidos humanos.

A visão: dotados de uma máquina fotográfica de enorme precisão, os olhos não conseguem ver além do infravermelho e do ultravioleta, se detendo numa faixa limitada de percepção de cores e linhas geométricas.

A audição: embora o equipamento muito delicado, nossa audição não ultrapassa certas faixas de som. Flutuando entre zero e cento e vinte decibéis, não identificamos faixas na frequência do infrassom, perfeitamente acessíveis aos morcegos, cães, golfinhos e inúmeros insetos.

O olfato: nosso olfato rastreia uma série de odores, mas não identifica certas substâncias químicas, que circulam ao nosso redor, como sinais identificadores do processo de procriação entre os irracionais.

Paladar: somos capazes de identificar o salgado e o doce, o azedo e o amargo, mas não possuímos receptores para outras substâncias sutis, que escapam inteiramente à nossa percepção.

E conquanto os sentidos corporais nos levem a dominar o meio em que nos encontramos, para evoluir e aprender, outras faixas vibratórias ocultam segredos ainda impenetráveis para nosso equipamento grosseiro, cujo inquilino, o Espírito, se recusa a aprimorar pelos exercícios da oração e da meditação. Chumbado e profundamente identificado com a casca orgânica de que nos servimos para a reencarnação, trafegamos do berço ao túmulo sem nos darmos conta de um mundo rarefeito que nos cerca. À medida que crescemos no conhecimento e exercitamos valores morais na construção das teias do bem, as emoções amplificam nossa capacidade de perceber o ignorado.

Como disse a raposa ao Pequeno Príncipe: O essencial é invisível aos olhos. A personagem da imortal literatura fala para o deslumbrado viajante de um universo não identificado, não visto.

Quando nos sentirmos tomados de certa melancolia em relação à vida, como a se esvair de nós o encanto por viver, aquietemos o sentimento na prece e adentremos nosso mundo íntimo. Deixemos nos conduzir por outros sentidos nunca utilizados. Observemos que, por detrás das sombras, refulge uma claridade não vista, um perfume não sentido, uma vibração não percebida.

Lembramos de Beethoven, em mudo desespero, profundamente atacado pelo avanço da surdez sem detenção. Descrevem alguns biógrafos que foi procurado por uma jovem cega que disse que daria tudo para enxergar uma noite de luar. O célebre compositor se deixou tocar por aquele apelo e compôs Sonata ao luar, em 1801, onde parece descrever uma lua de prata, bailando solitária na noite salpicada de pingentes estelares.

Todos somos capazes de encontrar a nossa própria Sonata ao luar, em meio à noite escura, em meio à crise, despertando esses sentidos embotados, desenvolvendo nossa Espiritualidade e percebendo, com muito mais clareza, a vida estuante que nos cerca.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Evangelho (Jo 13,16-20)

«Em verdade, em verdade, vos digo: o servo não é maior do que seu senhor, e o enviado não é maior do que aquele que o enviou. Já que sabeis disso, sereis felizes se o puserdes em prática. Eu não falo de todos vós. Eu conheço aqueles que escolhi. Mas é preciso que se cumpra o que está na Escritura: ‘Aquele que come do meu pão levantou contra mim o calcanhar’. Desde já, antes que aconteça, eu vo-lo digo, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou. Em verdade, em verdade, vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou».


Nesta parábola Jesus fala da importância da presença da humildade no caráter de todo o estudante perante o objeto de seu estudo. Fala da importância de cada um se manter centrado em seu próprio ser, afim de que possa dessa forma aceder a um maior e mais profundo conhecimento de si mesmo, de tudo que o rodeia e assim possa cultivar harmonia e ser um promotor de paz e de concórdia onde se encontrar. 

Fala que esse posicionamento na vida é sempre uma opção de cada um, que haverá muitos que não escolherão esse caminho porque Deus não é intromissão, não obriga a ninguém, muito pelo contrario a todos convida.

Assim sempre haverá em cada um de nós a escolha de seguir um caminho que nos conduzirá à felicidade pela observação das leis Divinas, ou inversamente um caminho que nos conduzirá à infelicidade pelo incumprimento das referidas leis.

Profeticamente afirma que serão muitas as pessoas que o negarão antes de o conhecer de forma mais intima, antes de sua filosofia amorosa fazer sentido em suas vidas. Eis a importância da prática da tolerância mesmo sobre aqueles que nos fazem mal, porque ainda serão entre eles muitos os que se arrependerão. 

Assim, todos aqueles que persistirem humildes e corajosos, acabarão saciados se persistirem em seus benevolentes esforços. Fala ainda que a luz desta comunhão é de origem Divina e aqueles que a ela se filiarem, em nome de Yeshua jamais estarão sós em suas demandas, jamais serão esquecidos no reino da espiritualidade eternamente. 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Pensamentos do dia

"Muitas religiões apresentaram o Senhor como um ser implacável, vingativo, invejoso, que vê tudo, castiga por tudo e não perdoa. Na realidade, não é assim, o Senhor não nos castiga, nem sequer quer ver as nossas faltas. Mas Ele fez o mundo assente em leis e, se não as respeitarmos, são elas que nos castigam, não Ele; o Senhor não tem tempo para se ocupar disso. Ele é todo-amor, vive completamente no esplendor.

Suponhamos que fizestes uma asneira: sentis-vos perturbados e orais; por intermédio dessa prece, sentis que escapais aos vossos tormentos, que vos elevais e chegais ao Trono de Deus. Mesmo que estejais cheios de pó e esfarrapados, Ele diz-vos: «Entrai, sede bem-vindos!» e ordena que vos lavem e vos vistam, convida-vos para o seu banquete e vós ficais felizes e em paz. Mas essa felicidade e essa paz não duram. Quando descerdes (porque, evidentemente, sois obrigados a descer, não podeis manter-vos muito tempo lá em cima), os tormentos recomeçam... E continuarão até compreenderdes que deveis corrigir os vossos erros, reparar o mal que fizestes. Não é o Senhor que vem punir-vos, Ele tem muito mais que fazer!"

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Pensamento do dia

"Jesus dizia: «Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai, que está lá no lugar secreto.» Como deve ser entendido este lugar secreto?... Quando o discípulo consegue criar em si o silêncio e a paz, quando ele tem necessidade de exprimir ao Senhor o seu amor por Ele e quer comunicar com Ele, está, desde logo, no seu lugar secreto. Perguntais-me onde é esse lugar... Pode ser no coração, no cérebro, na alma... Na realidade, é um estado de consciência ao qual o homem consegue elevar-se.

Estais a meditar, por exemplo, sobre verdades que ainda não conseguis apreender e, passado algum tempo, faz-se luz: vós compreendeis. O que se passou? De onde vos veio essa compreensão? O espírito possuía-a, mas era um domínio que a vossa consciência ainda não tinha conseguido atingir. Portanto, é este o sentido das palavras de Jesus: pela prece, pela meditação, o homem deve entrar no seu lugar secreto, para aí receber revelações."

domingo, 1 de maio de 2022

Um Projeto arrojado

Quantas vezes imaginamos criar algum projeto arrojado, marcante?

Quantas vezes, participando da nossa comunidade religiosa, a descobrimos pequena, com tão poucos membros e cogitamos que, de forma alguma, podemos pensar em algo que possa vir a fazer a diferença na localidade em que vivemos. Menos ainda, em termos mais abrangentes, no Estado, no país, no mundo. Pensamos que não pode ser nada dispendioso, porque nem todos poderiam participar. Mas, naquele templo, numa reunião, em que fervilharam ideias, a pequena assembleia criou o Projeto de orações para as viaturas de Polícia e do Corpo de Bombeiros.

O objetivo era pedir proteção para esses servidores em todas as suas atividades. Para cada viatura, inclusive, seriam doados alguns bichinhos de peluche, para serem deixados nas malas dos automóveis e dados às crianças que fossem socorridas em acidentes. Doutora Lilian era um dos membros e, diante da lista pendurada no quadro de avisos, ela escolheu a viatura de número 211.

Não sabia quem seriam os policias, nem qual área patrulhavam. Mas, levou o Projeto muito a sério. De modo geral, orava à noite. Pensava que a combinação de trânsito, escuridão, especialmente em dias chuvosos, seria o momento em que os policias deveriam ter mais proteção. No entanto, por vezes, durante o dia, o número 211 surgia em sua mente. Ela deixava, por alguns minutos, o que estava fazendo, e orava.

Certo dia, coincidiu que, indo para a casa de amigos, a viatura 211 passou por ela. Minha viatura! – Exclamou.

A partir de então, passou a orar com mais fervor, sentindo-se conectada àqueles servidores. Semanas depois, doutora Lilian se deu conta de como devia ainda mais intensificar suas preces em favor deles, acrescentando gratidão. Foi exatamente a viatura 211 que atendeu ao acidente que envolveu sua filha, quando ocorreu um problema na roda direita dianteira do carro, que o fez mergulhar no riacho. Por algo que ela considera um verdadeiro milagre, a filha escapou com leves ferimentos.

Já imaginamos algo semelhante? Adotarmos, anonimamente, uma Corporação, para lhe enviarmos preces, todos os dias? Quantas vezes pensamos nos perigos a que se expõem policias e bombeiros, em suas missões de resgates e atendimentos cotidianos? Quando explodiu a pandemia, muitos passamos a orar pelos médicos, enfermeiros, atendentes dos hospitais, porque reconhecemos o esforço e a dedicação deles. Também entendemos que precisavam de vibrações positivas para se manterem dispostos no bom trabalho.

Pensando em tantos que nos servem, no serviço público, de lixeiros, faxineiros, serventes, a agentes de saúde, seguranças, a ocupantes de altos cargos, seria oportuno que abraçássemos um projeto semelhante ao dessa pequena comunidade. Para uns, a prece lhes será fortalecimento das energias físicas. Para outros, vibrações para decisões acertadas, despojadas de interesse pessoal.

Oremos. Longe estamos de entender o grande alcance das rogativas, em nome do amor. Prece é luz, é energia. É bênção do Alto alcançando os filhos de Deus na Terra.

domingo, 24 de abril de 2022

Pensamento de domingo 24 de Abril de 2022

"Falai aos humanos numa política inspirada pela generosidade, pelo desapego, e muito poucos vos seguirão. Mas falai-lhes da possibilidade de esmagarem os outros, para se apoderarem do seu lugar ou das suas riquezas, e tereis uma multidão atrás de vós. Por isso – desculpai que vos diga! –, os humanos ainda precisam de sofrer, não há outra explicação. Um dia, por causa desses sofrimentos, talvez venham a compreender o que devem procurar.

Direis que estou a ser cruel... Não! Sinto-me infeliz por ter de o dizer, mas os humanos precisam de sofrer para compreenderem. A prova é que, quando se lhes apresenta um enviado do Céu que pode esclarecê-los e ajudá-los, eles não o escutam. Não só não o escutam, como ainda o prendem, o queimam ou o crucificam. Mas, quando se trata de um monstro que vai fazê-los sofrer, acolhem-no e aclamam-no, levam-no ao poder, são eles mesmos que lhe dão todas as possibilidades de os destruir. Como podeis ver, os humanos precisam de sofrer para, finalmente, compreenderem quem devem escutar e seguir."

quinta-feira, 21 de abril de 2022

O primeiro culto cristão no lar

A noite era de estrelas e luar. Na Terra, uma vez mais, o Mestre escolhia residência humilde para trazer lição inesquecível. Dessa vez, não era a estalagem singela onde poucos animais puderam ouvir o canto de gratidão de uma mãe e de um pai. Nessa noite, era a casa de um pescador, aquele que atendera, prontamente, ao Seu convite: Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens. A casa de Simão Pedro jamais seria a mesma...

Como se desejasse imprimir novo rumo às conversas, que estavam improdutivas e nada edificantes, Jesus expôs com bondade: O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? 

Se não nos habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o eterno Pai que nos parece distante?

Jesus passeou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou: Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento?

O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, nos envia a luz através do céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais. 

Naquele instante, Jesus propunha, com muita naturalidade, a prática da reflexão dos textos sagrados dentro do lar. Lembrando que à época não havia livros; as leituras dos textos da Torá eram realizadas nas sinagogas e ainda, apenas os homens tinham acesso ao conteúdo da chamada lei e os profetas. Quando Jesus propõe essa prática doméstica, Ele altera esse panorama. Jesus propunha uma conversa regular, dentro de casa, sobre os textos da lei, o que muitos conhecemos como Evangelho no lar, no qual nos servimos das lições do próprio Cristo para enriquecer as conversações. Jesus não lhe deu nome. Não o rotulou. Propôs, apenas, que fosse um momento em família, em que todos, na casa, pudessem ter voz, pudessem expor suas ideias e também pudessem ouvir. Em todos os cultos realizados na casa de Pedro, o Mestre demonstrou o quanto sabia escutar, mesmo sendo Ele o Caminho, a Verdade e a Vida. Sigamos mais esse exemplo. Guardemos um momento semanal na rotina de nosso lar para a oração e breve leitura de texto do livro da vida. Depois, permitamos que todos, crianças, jovens e adultos, se manifestem, dizendo de como aqueles ditos lhes falam ao coração. Perceberemos o quanto de doçura e de entendimento existe nos corações dos que nos compõem o lar. E, mais do que tudo, verificaremos os benefícios que esse encontro semanal trará ao nosso lar.

A paz no mundo começa com a paz no lar.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Mergulhados no Hálito Divino

Um Espírito de luz, certa feita, escreveu que nos encontramos mergulhados no Hálito Divino. Isso nos fala não somente e de forma primordial do amor de um Pai Celeste e bom, quanto nos interliga a todos os seres viventes. Enquanto organismos vivos, tudo que fazemos tem, no mundo, uma consequência. Lemos que o bater das asas de uma borboleta na África pode causar chuvas no Paraguai. O importante não é realmente onde está a borboleta ou onde vai chover, mas o fato de que o minúsculo deslocamento de ar causado pelo bater de suas asas pode causar efeitos na atmosfera, turbulentos o suficiente para serem sentidos a milhares de quilômetros de distância. A atmosfera não reconhece fronteiras. 

Aqueles que assistimos ao primeiro episódio do filme A era do gelo, com certeza, nos lembramos do simpático esquilo, que é uma figura paralela à trama principal. Ele tem sua própria história, seu próprio interesse, que é acumular avelãs. É justamente ele que dá um exemplo surpreendente de como a ação de um único indivíduo pode repercutir na vida dos demais. Mesmo que isso possa parecer improvável, em um primeiro momento. Quando ele tenta enterrar a avelã, no solo gelado, provoca uma fissura que se alastra, sobe a encosta de uma montanha e termina por dividi-la ao meio. O resultado é o deslocamento de imensas massas de gelo, que quase esmagam o frágil esquilo, quanto modificam totalmente a paisagem. A cena leva ao riso, naturalmente. 

Contudo, se pensarmos, descobriremos uma mensagem na imagem: a repercussão dos nossos atos, a dimensão das nossas responsabilidades em tudo que fazemos. Também em tudo que pensamos. Vivemos num mundo em que vibramos constantemente. Nossa produção de pensamentos é inimaginável. E todos colaboramos para a formação da atmosfera em que nos movemos, a atmosfera espiritual. Em nosso mundo particular, alcançamos os que nos rodeiam no lar, na escola, no escritório. Nossa ação vibratória se alonga para a rua em que moramos, o bairro, a cidade. Alcançamos o mundo. Nossos pensamentos, gerados sem cessar, colaboram na formação da atmosfera espiritual de todo o planeta. É nesse ambiente que nos movemos, que nos alimentamos uns dos pensamentos dos outros. Por isso se diz que cada um de nós pode alimentar o estado de guerra mundial ou colaborar para a sua paz.

Quando assistimos a um noticiário e nos enchemos de raiva por algo que consideramos uma injustiça, estamos contribuindo para engrossar o tumulto que se apresenta em qualquer lugar. Se nossas emissões mentais forem de apaziguamento, de compreensão, a nossa colaboração será pela solução do incidente de forma pacífica. Gandhi libertou sua nação do jugo estrangeiro com ações pacíficas. Disse ele: Se um único homem atingir a plenitude do amor, neutralizará o ódio de milhões. Pensemos, portanto, como desejamos atuar no mundo. Como promotores do bem, do belo, do bom?

Comecemos agora. Pensemos no bem, no belo, no bom. Colaboremos para a paz, a ordem, o progresso, emitindo nossas vibrações nobres, nossos pensamentos de luz. Emitamos luz. Somos filhos da luz.


terça-feira, 29 de março de 2022

O sono da indiferença

Um dos relatos mais comoventes, quando se abordam as horas anteriores à prisão de Jesus, é a Sua solidão. Durante a ceia daquela quinta-feira, Ele fizera recomendações para o futuro e revelações do que aconteceria, logo mais. Seria de se esperar que os Apóstolos se mantivessem com olhos e ouvidos atentos, na sequência das horas. Saindo do local onde tivera lugar a comemoração pascal, Jesus se dirigiu para o Getsêmani, um jardim aos pés do Monte das Oliveiras. Calcula-se que tenha sido uma caminhada de uns dez minutos.


Acompanhado de Pedro, Tiago e João, adentrou-se para o monte povoado de árvores frondosas, que convidavam ao pensamento contemplativo. Tornou a frisar que aqueles eram os Seus últimos momentos na Terra. E lhes pediu: Orai e vigiai comigo, para que tenha a glorificação de Deus no supremo testemunho. Afastou-se, à pequena distância, mantendo-se em prece. Reconhecendo que, se assim Jesus os convidava, para aquela derradeira hora, é porque confiava neles, dispuseram-se à vigília. No entanto, logo adormeceram.

Foram despertados, pelo Mestre, que lhes perguntou por que não haviam permanecido em oração. E lhes narrou que fora visitado por um mensageiro do Pai, que O viera confortar para o sacrifício próximo. Apesar de mais essa extraordinária revelação, poucos segundos passados, os três tornaram a adormecer. Acordaram, finalmente, com os ruídos estranhos, a invasão dos soldados do templo, a prisão do Nazareno. Considerando a tristeza da flagelação, a sentença arbitrária, e morte na cruz, o Apóstolo João entrou a refletir maduramente sobre os acontecimentos do Getsêmani. Por que dormira, ele, que amava tanto a Jesus? Por que não pudera estar com Ele, naquela prece derradeira? Por que não conseguira atender ao pedido do Amigo?

O tempo passou sem que João conseguisse esquecer aquela falta de vigilância. Certa noite, numa atmosfera de sonho, em divino esplendor, Jesus o visitou e lhe falou das lições que deveriam ser extraídas daquele episódio. Disse da marcha solitária de quantos abraçam missões de amor. Sobretudo, falou a respeito do sono da indiferença, alertando para o Orar e vigiar.


Hoje, como naquele dia, muitos de nós cultivamos o sono da indiferença. Um terrível vírus se alastrou pela Terra, nos solicitando reformulação de atitudes, da maneira de viver. A pandemia nos exigiu mais respeito ao outro, à própria vida. Fomos convocados à vigilância, preservando-nos do contágio cruel. Vimos centenas de amores e amigos serem levados pela morte. Vimos empregos desaparecerem, negócios serem fechados, angústia e dor em todo o planeta. Vieram as vacinas, a bênção da recomposição da vida, como uma fugidia luz de esperança. Bastou uma breve pausa da corrida pandêmica, um arrefecimento da sua incidência, e retornamos aos mesmos velhos hábitos descuidados. Parece-nos que o Governador Planetário se achega e nos indaga: Filhos da alma, tanta dor não os consegue manter atentos, despertos?

Será que prosseguiremos imersos no sono da indiferença?

É hora de despertar. Orar e vigiar.

segunda-feira, 21 de março de 2022

O silêncio

"O silêncio, a paz e a harmonia expressam a mesma realidade. Não penseis que o silêncio é vazio e mudo; não, o silêncio é vivo, vibrante; ele fala, canta. Mas só o ouvimos quando os tambores param de rufar em nós.

Um dia, graças à contemplação, à prece, à meditação, conseguiremos ouvir a voz do silêncio. Quando, finalmente, todas as forças caóticas se tiverem apaziguado, o silêncio aproximar-se-á, expandir-se-á, envolver-nos-á com o seu manto maravilhoso. Instalar-se-á em nós uma clareza e, de súbito, sentiremos que algo muito poderoso reina acima de nós e nos governa: esse silêncio de onde o Universo saiu e para o qual voltará um dia."

domingo, 20 de março de 2022

O amor e o medo

"Quando amais alguém, será que vos preocupais em saber como o amais? Não. Dizeis: «Eu amo-o, eu amo-o...» Decerto que o amais, disso ninguém duvida; mas questionai-vos acerca da natureza desse amor. 

Os humanos chamam amor a cada cobiça, desejo, necessidade ou apetite. Desde que o sentimento se manifeste, há que ceder-lhe. E até é proibido raciocinar: o intelecto cala-se. Perante o coração, que está ocupado a amar, o intelecto não tem voto na matéria. O coração diz-lhe: «Cala-te! Eu estou a falar. O amor está a falar. Que tens tu a dizer?» 

Na realidade, se o coração e o intelecto trabalhassem em colaboração um com o outro, o amor manifestar-se-ia com formas e cores mais belas. Quanto menos evoluído é um ser, mais cede perante a insistência do seu amor, sem analisar se é um amor desinteressado, puro ou útil. Desde que ame, não tem nada que refletir; por isso há tantos romances, peças de teatro e filmes para contar as aventuras, muitas vezes desastrosas, daqueles que amam!"


"É preciso ver como a Natureza trabalha. É ela que, em dado momento, impele os animais e os humanos a terem este ou aquele comportamento, e é também ela que, algum tempo depois, os impele a substituírem esse comportamento por outro, porque a época é diferente.

Consideremos o medo. O medo é um reflexo que a Natureza inspira a todos os animais, para assegurarem a sua preservação. Felizmente, os animais têm medo, porque assim escapam ao perigo. Passa-se o mesmo com o homem... 

Mas, para atingir um grau superior de evolução, o homem deve desembaraçar-se deste instinto de medo, que tem várias expressões: o medo dos outros, o medo da miséria, o medo da doença, o medo da morte... 

Sim, numa etapa anterior da evolução, o medo era necessário ao homem, para ele se proteger; agora, é prejudicial ao seu progresso espiritual, e o homem só pode vencer o medo por intermédio do amor."

sexta-feira, 18 de março de 2022

Evangelho (Mt 21,33-43.45-46)

«Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, cavou nela um lagar para pisar as uvas e construiu uma torre de guarda. Ele a alugou a uns agricultores e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, ele mandou os seus servos aos agricultores para receber seus frutos. Os agricultores, porém, agarraram os servos, espancaram a um, mataram a outro, e a outro apedrejaram. Ele ainda mandou outros servos, em maior número que os primeiros. Mas eles os trataram do mesmo modo. Por fim, enviou-lhes o próprio filho, pensando: ‘A meu filho respeitarão’. Os agricultores, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e tomemos posse de sua herança! ’ Então agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e o mataram. Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses agricultores?».

Eles responderam: «Dará triste fim a esses criminosos e arrendará a vinha a outros agricultores, que lhe entregarão os frutos no tempo certo». Então, Jesus lhes disse: «Nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram, esta é que se tornou a pedra angular. Isto foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos’? Por isso vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e entregue a um povo que produza frutos».

Os sumos sacerdotes e os fariseus ouviram as parábolas de Jesus e entenderam que estava falando deles. Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas o tinham na conta de profeta.

Palavras de Yeshua, o Divino Sábio, passados mais de dois milénio admiravelmente resistem ao tempo, o seu sentido e a sua mensagem mantém-se atual. É muito fácil, identificar nas palavras desta parábola os comportamentos da generalidade dos homens responsáveis pela condução dos povos espalhados por este mundo. Eles próprios tantas vezes agindo corretamente pela aparência, utilizam os extraordinários meios que detém ao seu alcance para corromper os próprios sistemas de funcionamento das sociedades que haveriam de estar a serviço dos mais desprotegidos, a favor de uma desejável harmonização social. Também e sobretudo eles, terão que prestar contas, e se não for nesta mesma vida como já assistimos acontecer tantas vezes, será numa outra bem mais impiedosa, a das suas próprias consciências à luz pura da verdade Divina. 🙏

quinta-feira, 17 de março de 2022

Águas cristalinas

As tão almejadas férias chegaram. Reservara para si algumas semanas num chalé, a fim de se distanciar da balbúrdia da cidade grande. Quando lá chegou, deitou-se no confortável sofá e começou a ler um romance que trouxera consigo. Em certo momento, interrompeu a leitura para preparar um chá. Nesse instante, observou, em cima da lareira, um livro. Tomou-o em suas mãos. Na capa, escrito em letras douradas, lia-se Bíblia Sagrada.

É bem verdade que nunca fora apreciador de religiões. Não se julgava ateu, não negava a existência de uma força maior que rege o Universo. Porém, não se sentia capacitado para compreendê-la. Assim, depois de abrir o livro e de ler alguns trechos, sem maior interesse, devolveu-o no mesmo local no qual o encontrara. 

Dias depois, decidiu fazer um passeio pela floresta próxima ao chalé. Encontrou cachoeiras, animais, flores belíssimas, os mais doces cheiros. Uma profunda paz. Entretanto, por ter se distanciado muito, acabou por se perder mata adentro. Horas se passaram. Estava exausto. Todos os caminhos que tomava pareciam idênticos. Num instante de desespero, pensou: Meu Deus, que faço agora?

Lembrou-se do trecho bíblico, que lera poucos dias antes: O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Sentindo-se um pouco desconfortável, pois pouquíssimas vezes orara em sua vida, pediu a Deus que o ajudasse a encontrar o caminho de volta. Enquanto andava a esmo, repetia aquilo que se tornara um mantra frente ao desespero: O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Pouco tempo depois, avistou a lâmpada da varanda do chalé brilhando longe. Correu aliviado, abriu a porta e exclamou, com toda a sinceridade de seu coração: Obrigado, meu Deus!

Então, tomou a Bíblia novamente em mãos, procurou ansioso o delicado poema e leu para si todos os versos, bebendo cada palavra: O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida. E habitarei na casa do senhor por longos dias.


Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida, sentenciou o Mestre Nazareno. Não obstante o Cristo tenha deixado pegadas seguras em nosso caminho para que O sigamos, é tão fácil nos perdermos na senda que nos conduz ao progresso, à felicidade, à paz. Imperioso que façamos um profundo mergulho em nós mesmos, ouvindo a voz divina que está em colóquio incessante connosco. Tenhamos a humildade e a coragem de segui-La, pois, embora nos percamos nos vales das sombras de nossas mazelas morais, o Senhor é o pastor que nos guia em direção às águas tranquilas e cristalinas de Seu puro e infinito amor. Pensemos nisso!

sexta-feira, 11 de março de 2022

Pensamento do dia

"Enquanto os homens colocarem o seu interesse pessoal à frente do da coletividade, não haverá solução para os seus problemas. E quando digo «interesse da coletividade», não me refiro apenas à coletividade dos seres humanos, mas à que é formada por todo o Universo, de que eles querem sempre servir-se para sua satisfação exclusiva. Notai como eles exploram os animais, as árvores, as montanhas, o mar... E, se alguma vez tiverem meios técnicos suficientes, vereis o que eles farão com o Sol, com a Lua ou com os outros planetas! Tudo o que existe é utilizado como meio, com um único objetivo: a satisfação material do homem.

Isto tem de mudar! É preciso inverter o fim e os meios: ter por objetivo a fraternidade universal, a harmonia universal, e utilizar, para isso, todos os meios que possuímos, todas as nossas qualidades, faculdades, forças e energias. Só assim os problemas da humanidade serão resolvidos."