RODA DA VIDA

Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos pela vida e pela saúde de todos os que servem a Paz no mundo — homens e mulheres de todas as culturas, tradições e caminhos espirituais que, com coragem e entrega, assumem missões difíceis para levar esperança, justiça e consciência a um planeta tantas vezes ferido pela corrupção e pela desigualdade. Honramos estes irmãos e irmãs da humanidade, desde figuras amplamente reconhecidas, como o Papa Leão XIV e o Dalai Lama, até todos aqueles que, de forma silenciosa e anónima, trabalham pela harmonia, pela verdade e pelo bem comum. Cada um deles, na sua própria luz, ajuda a elevar a vibração da Terra e a despertar a compaixão nos corações. Que o seu exemplo inspire um mundo onde nenhum ser esteja à mercê da tirania, onde a força seja sempre colocada ao serviço do Amor, e onde a verdadeira autoridade seja a da consciência desperta e da dignidade humana. Elevemos também a nossa prece à Mãe Terra, casa sagrada de todos os povos e de todas as formas de vida. Que a nossa atenção, o nosso cuidado e as nossas ações reflitam o respeito profundo que ela merece. Que sejamos a mudança viva, a presença consciente e o gesto compassivo que contribui para a cura do planeta. Assim é, e assim se manifesta. - "Divina Fonte de toda a Vida, clamamos hoje pelo despertar das consciências. Que o ruído das armas seja silenciado pelo pulsar de corações em harmonia. Pedimos o fim imediato de todas as guerras, que as fronteiras do ódio se dissolvam e que o diálogo substitua o confronto. Que cada líder seja tocado pela compaixão e cada povo encontre no outro um irmão. Que a Terra não seja mais palco de dor, mas um solo fértil onde a paz floresça como direito de todos. Pela união, pela vida, pela paz mundial — que assim seja."- Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos por la vida y la salud de todos aquellos que sirven a la Paz en nuestro mundo — hombres y mujeres de todas las culturas, tradiciones y caminos espirituales que, con valentía y entrega, asumen misiones difíciles para llevar esperanza, justicia y conciencia a un planeta tantas veces herido por la corrupción y la desigualdad. Honramos a estos hermanos y hermanas de la humanidad, desde figuras ampliamente reconocidas como el Papa León XIV y el Dalai Lama, hasta todos aquellos que, en la humildad de su servicio silencioso, trabajan por la armonía, la verdad y el bien común. Cada uno de ellos, con su propia luz, ayuda a elevar la conciencia de la Tierra y a despertar la compasión en los corazones humanos. Que su ejemplo inspire un mundo donde ningún ser quede a merced de la tiranía, donde la fuerza esté siempre al servicio del Amor, y donde la verdadera autoridad surja de la conciencia despierta y de la dignidad humana. Elevemos también nuestra oración a la Madre Tierra, hogar sagrado de todos los pueblos y de todas las formas de vida. Que nuestra atención, nuestro cuidado y nuestras acciones reflejen el profundo respeto que ella merece. Que seamos el cambio vivo, la presencia consciente y el gesto compasivo que contribuye a la sanación del planeta. Así es, y así se manifiesta. - Divina Fuente de toda Vida, clamamos hoy por el despertar de las conciencias. Que el estruendo de las armas sea silenciado por el latir de corazones en armonía. Pedimos el fin inmediato de todas las guerras, que las fronteras del odio se disuelvan y que el diálogo reemplace al enfrentamiento. Que cada líder sea tocado por la compasión y cada pueblo encuentre en el otro a un hermano. Que la Tierra no sea más escenario de dolor, sino un suelo fértil donde la paz florezca como derecho de todos. Por la unión, por la vida, por la paz mundial — que así sea." -Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - We pray for the life and health of all those who serve Peace in our world — men and women from every culture, tradition, and spiritual path who, with courage and devotion, take on difficult missions to bring hope, justice, and awareness to a planet so often wounded by corruption and inequality. We honor these brothers and sisters of humanity, from widely recognized figures such as Pope Leo XIV and the Dalai Lama to all those who, in quiet humility, work for harmony, truth, and the common good. Each of them, in their own light, helps elevate the consciousness of the Earth and awaken compassion in human hearts. May their example inspire a world where no being is left at the mercy of tyranny, where strength is always placed in the service of Love, and where true authority arises from awakened conscience and human dignity. Let us also raise our prayer to Mother Earth, the sacred home of all peoples and all forms of life. May our attention, our care, and our actions reflect the deep respect she deserves. May we become the living change, the conscious presence, and the compassionate gesture that contribute to the healing of the planet. So it is, and so it manifests. - "Divine Source of all Life, we call today for the awakening of consciences. May the roar of weapons be silenced by the pulse of hearts in harmony. We plead for the immediate end of all wars, that the borders of hate may dissolve and that dialogue may replace conflict. May every leader be touched by compassion and every nation find a brother in one another. May the Earth no longer be a stage for pain, but a fertile ground where peace flourishes as a right for all. For unity, for life, for world peace — so be it."

terça-feira, 25 de outubro de 2022

A oração

Meditais, por exemplo, acerca de verdades sublimes que não conseguis captar, e eis que ao fim de algum tempo conseguis compreendê-las. O que se passou? De onde veio essa compreensão?... O vosso espírito já a possuía desde sempre, mas era um domínio ao qual a vossa consciência ainda não tinha tido acesso. Porque o homem, que não sabe o que se passa no seu subconsciente, também não sabe o que se passa no Alto, no Céu, no seu Céu, no seu espírito, a supraconsciência.

Podeis fechar-vos quantas vezes quiserdes entre as quatro paredes de um quarto e aí orar; se não tiverdes amor pelo Senhor, se não conseguirdes atingir esse estado de fervor que é próprio da oração, não podereis encontrar esse aposento secreto nem entrar nele. O aposento secreto é o estado de grande concentração, de paz, de silêncio interior, em que tudo o resto se extingue, em que não existe mais nada senão a vossa oração, a vossa palavra interior que percorre o espaço. Nesse momento, mesmo se não souberdes que estais nesse aposento secreto, vós estais lá realmente.

O aposento secreto é um símbolo magnífico e de uma grande profundidade, que era certamente conhecido muito antes de Jesus. Todos os Iniciados e místicos sabem que para orar é preciso entrar nesse aposento interior, porque no exterior o Céu não os ouvirá. Porquê? Imaginai que estais na rua e que quereis falar a um amigo que se encontra noutra cidade: não podereis fazê-lo, a menos que entreis numa cabina telefónica, porque há lá um aparelho onde marcareis um número e estabelecereis a comunicação. Se ficardes na rua, por mais que griteis, por mais que berreis, o vosso amigo não vos ouvirá. Da mesma maneira, para sermos ouvidos pelo Céu, é preciso que entremos nesse aposento secreto de que falava Jesus, porque ele também está apetrechado com aparelhos telefónicos que permitem comunicar com os mundos superiores.

Mas aprofundemos mais ainda esta comparação: quando entrais numa cabina telefónica, fechais a porta para poder escutar e falar sem barulhos. De igual modo, esse aposento secreto deve estar silencioso, porque não é com barulho que se faz o trabalho espiritual.

Devemos, pois, compreender que existe em todos os seres um lugar muito silencioso em que eles devem penetrar fechando a porta atrás de si. Fechar a porta quer dizer não deixar entrar pensamentos e desejos estranhos à oração, senão haverá parasitas na vossa comunicação com o Céu e não obtereis resposta. Só no aposento secreto é que a comunicação pode passar corretamente: Vós falais e ouvis; dirigis um pedido ao Céu e recebeis uma resposta. Se não conseguirdes captar o que vos dizem é porque vos esquecestes de fechar a porta ou não conseguistes acalmar o tumulto dos vossos pensamentos e dos vossos sentimentos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Minha oração

Minha oração é onde amanheço.

Onde me reconheço no que peço a vós.

Minha oração é feita de asa.

Por vezes feita em brasa, levanto a voz.

Minha oração busca o sublime.

Um pouco de sol que me anime... os passos. 

Orar é ir à essência.

Do Pai e do filho.

Feliz experiência.

Para a alma sem brilho

Que quer algum luar.

Orar com paciência.

Pois quem espera sabe ouvir.

Conselho, consciência.

Que nos diz para onde ir.

E que abraça sem julgar.

Minha oração é onde amanheço.

E onde me despeço da noite e do breu.

Minha oração é feita de abraço.

O indivíduo é sempre o resultado dos pensamentos que elabora, que acolhe e que emite. O pessimista se autodestrói, enquanto o otimista se autossustenta. Aquele que acredita nas próprias possibilidades as desenvolve, aprimora e delas se serve, com segurança.

Aquele que duvida de si mesmo e dos próprios recursos, envolvendo-se em psicosfera perturbadora, desarranja os centros de força e se exaure, especialmente quando enfermo. 

A mente que se vincula à oração, se ilumina sem desprender vitalidade. Ao contrário, mais se fortalece e expande a claridade que possui. A alma em oração adquire resistências no campo de suas energias, conquista forças indispensáveis para a manutenção dos equipamentos nervosos funcionais da mente e do corpo. A oração revigora, a oração acalma, evitando os pensamentos viciosos e as ações impensadas que quase sempre trazem consequências infelizes. A oração sustenta, abre possibilidades, abre horizontes novos de inspiração, de observação e sensibilidade. A oração cura o outro, pois a rogativa sincera se faz bálsamo suave no ser que a recebe. Também a nós mesmos, pois quem acende uma candeia se ilumina por inteiro quase sem querer. A oração esclarece, pois quando o ser apresenta o que vai no íntimo profundo, se mostra como é, mostra seus valores e assim lança luz, sobre as áreas escuras da personalidade. A oração é uma conexão do Espírito com sua essência e, por isso, a mais bela forma de contato com Deus.

Orar é se perceber frágil, em construção, humilde. Ao mesmo tempo, se sentir forte, vivo, pertencente a um Universo grandioso e mergulhado em amor infinito. Quem tem o hábito de orar e ora do fundo do coração, permanece mais tempo nas sintonias benfazejas, nos pensamentos elevados que, de muitas formas, vão purificando os hábitos mentais, a própria criatura. Quem ora está habitando o mundo de dentro e não apenas o de fora. Quem ora encontra forças para prosseguir na marcha, não importa a gravidade da batalha ou a delonga da guerra. Quem ora se prepara melhor para agir, pois entende que tem na prece um manancial de equilíbrio e sabedoria que o faz melhor nas ações.

Minha oração é onde amanheço.

Onde me reconheço e também o meu irmão.

Em minha oração eu vos agradeço.

Pelo primeiro parto,

Pelo diário prato,

E pela constante consolação.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Oração

O que muito me agradou quando viajei pela Índia, e que me fez também reflectir, foi que em cada casa, tanto a mais pobre como a mais rica, havia sempre um pequeno altar com imagens ou estatuetas de divindades, diante das quais estavam acesas lamparinas e ardiam alguns paus de incenso. Os grandes Mestres da Índia conseguiram incutir nos homens e mulheres daquele país a necessidade de reservar um pequeno lugar para todos os espíritos luminosos a fim de receberem a sua ajuda e a sua proteção.

Este lugar tanto pode estar no exterior como no interior da casa. Até os hotéis têm pequenos santuários nas varandas ou nos terraços e veem-se também muitos nas ruas. Evidentemente, o que menos me agradou foi que raramente vi altares bem conservados: havia toda a espécie de coisas no espaço onde estava o altar e até as imagens estavam muitas vezes sujas e estragadas como se as pessoas de lá não dessem qualquer importância à ordem e à limpeza, mas apenas ao lado simbólico das coisas.

Os espiritualistas, os místicos, precisam de ter um lugar para se recolherem e orarem. Evidentemente, é preferível poderem fazê-lo na solidão de uma sala onde não se corra o risco de ser incomodado. Por isso recomendo-vos que, se possível, tenhais em vossa casa um lugar que fique à parte, sagrado, onde nem toda a gente possa entrar, mesmo que não seja maior do que uma cabine telefónica. O essencial é que seja um lugar consagrado cujas vibrações, cujos fluidos subtis, irão permitir-vos entrar mais facilmente em contacto com as entidades celestes.

Lembro-me de que, antigamente, na Bulgária, havia em todas as casas um pequeno nicho onde era colocado um ícone diante do qual as pessoas vinham todas as noites acender a lamparina e recolher-se um instante a fim de ficarem protegidas durante a noite. Este costume também existia em muitos outros países, porém hoje está quase abandonado por todo o lado.

Os seres humanos perderam o desejo de se ligar, a eles e a toda a família, com essas forças luminosas que podem guiá-los, protegê-los. Já nem sequer creem que pode existir essa proteção invisível. Têm outras proteções, proteções físicas, materiais, graças às quais se julgam mais protegidas, o que em certos casos é verdade, mas noutros não. É bom estarmos protegidos no plano físico, e a técnica está sempre a preparar novos aparelhos para assegurar a segurança dos seres humanos; porém, é também indispensável estarmos protegidos, do ponto de vista espiritual, por correntes, por entidades celestes.

Mas esse lugar de que estou a falar-vos, esse lugar nas nossas casas que é bom prepararmos e purificarmos para que aí se instale a Divindade, é apenas a concretização no plano físico de um outro lugar, invisível, aquele de que Jesus falava, ao dizer: «Quando orares, entra no teu aposento, fecha a porta e ora ao teu Pai que está aí, no aposento secreto.» Este aposento secreto não é outra coisa senão um estado de consciência. Quando conseguis criar em vós o silêncio e a paz, quando tendes necessidade de exprimir ao Senhor o vosso amor por Ele, estais já nesse aposento secreto. Ele pode estar no coração, pode estar também na mente, na alma… Na realidade, é um estado de consciência superior até onde vós conseguistes elevar-vos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Oração

Agora, vou dar-vos alguns métodos. Quando quiserdes orar e ligar-vos a Deus, imaginai, em qualquer parte do espaço, um centro vivo, brilhante, para o qual convergem todos os seres luminosos, espirituais, e no qual eles captam as vossas forças. Deste centro, vedes emanar raios de luz que partem em todas as direções para alimentar todas as criaturas vivas. Desta maneira, os vossos pensamentos dirigir-se-ão exactamente para o lugar onde a presença de Deus é mais forte e mais determinada, e a vossa oração terá resultados. Todos os grandes Mestres e Iniciados se concentraram neste ponto que é um centro de luz e os seus pensamentos criaram uma tal força no espaço que o discípulo, exercitando-se todos os dias deste modo, recebe desta força imensas bênçãos.

No momento em que orais, esforçai-vos também por criar uma imagem: a de uma multidão de espíritos dispersos pelo mundo inteiro mas que, lá onde eles se encontram, estão a concentrar-se no Criador, a ligar-se a Ele. Pelo pensamento, ligai-vos a esses seres para orar com eles e assim a vossa voz já não ficará isolada no deserto da vida. Quando dirigirdes solicitações ao Céu juntamente com milhares de seres luminosos, a vossa oração será ouvida por causa da coletividade e vós beneficiareis igualmente dela. É por agirdes sozinhos que o vosso pensamento não alcança o seu objetivo e retorna a vós. O segredo está em vos ligardes a todos os que oram, porque a cada momento há seres a orar em qualquer lugar do mundo.

Orar é, portanto, pedir. Contudo, há pedidos e pedidos. A maioria das pessoas pensa que orar a Deus é pedir-Lhe tudo o que lhes falta: precisam de abrigo, de roupa, de algum dinheiro… desejam escapar a um perigo, a uma doença…, desejam um marido, uma mulher, filhos, e pedem tudo isto a Deus. Quem é que, antes de orar, pensa em não pedir nada, em orar somente para se sentir mais próximo do Senhor? Quem ora verdadeiramente não pede nada. E, aliás, nessa altura, mesmo sem nada pedir, obtém tudo. Deus é força, sabedoria, amor, pureza, beleza, e aqueles que se ligam a Ele adquirem pouco a pouco cada uma das Suas virtudes, das Suas riquezas. Então, como podem eles duvidar de que um dia obterão tudo o que desejam?

É na oração que deveis encontrar a vossa felicidade, no próprio acto de orar, conscientes de que no dia em que todos os vossos desejos forem atendidos já não tereis a felicidade de pedir! Quando os desejos se tornam realidade, já não temos com que nos alegrar, temos saudades desses belos dias e que esperávamos a imaginávamos algo de maravilhoso. Por isso, deveis encontrar toda a vossa felicidade nessa ligação que, através da oração, criastes com o Céu, porque depois, quando tiverdes obtido o que desejais, só Deus sabe se ireis ter dias felizes! Aquele que compreendeu o verdadeiro significado da oração será sempre feliz, mesmo que nada tenha, porque ninguém poderá impedi-lo de criar no mundo subtil do pensamento coisas extraordinárias que, permanecendo inacessíveis, estarão sempre presentes nele.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Evangelho (Lc 11,42-46)

Naquele tempo, o Senhor disse: «Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Isto é que deveríeis praticar, sem negligenciar aquilo. Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro assento nas sinagogas e de serdes cumprimentados nas praças. Ai de vós, porque sois como túmulos que não se vêem, sobre os quais as pessoas andam sem saber». Um doutor da Lei tomou a palavra e disse: «Mestre, falando assim, insultas também a nós!». Jesus respondeu: «Ai de vós igualmente, doutores da Lei, porque carregais as pessoas com fardos insuportáveis, e vós mesmos, nem com um só dedo, não tocais nesses fardos!».

Parábola fortíssima que nos revela a bravura de Jesus perante as intimidantes autoridades religiosas, admoestando-as da grave falta em que incorrem ao aprumarem as suas vidas e seus atos diários pela hipocrisia e falsidade, exigindo elevado padrão moral aos fieis e eles próprios em escandaloso incumprimento perante as suas consciências. 

Constitui uma advertência de grande importância nos dias de hoje, com os avançados meios de comunicação global, em que os atos de vida das pessoas são expostos incontroladamente e sem pudor, sobretudo das figuras publicas com grande responsabilidade cívica, ética e moral.

Relembra-nos que devemos estar sobretudo de bem com a nossa consciência, modo seguro para que possamos permanecer ligados pelo calor do coração com os Seus ensinamentos e com a Sua luz redentora.

De outra forma permaneceremos "surdos, mudos e cegos", para o objetivo ultimo de nossa vida, caminhando pelos túmulos de nossos destinos por cumprir, sem tão pouco dar conta, como uns tolos alienados. Coragem é necessário em tempos de tão grande desvario. 
Assim seja!

domingo, 9 de outubro de 2022

Uma viagem salutar

Tudo no mundo precisa de cuidados e conservação. As flores dos nossos vasos ou dos nossos jardins precisam de água, sol, terra adequada. Os animais domésticos nos requerem alimento, vacinas, visitas periódicas ao veterinário. Os pássaros, que nos despertam pela manhã, entre cantos e trinados, nas árvores próximas, necessitam que lhes providenciemos água e algum alimento, sobretudo nos dias do inverno.

Nossos bens materiais igualmente nos exigem cuidados. A casa precisa ser pintada, eventuais rachaduras sanadas, consertos variados, lâmpadas queimadas requerem substituição. Nosso carro precisa ser abastecido com o combustível apropriado, requer revisões regulares para constatar se tudo está bem: motor, suspensão, freios, filtro de óleo. E é preciso a calibragem dos pneus, observar o reservatório de água.

Nós também somos uma máquina orgânica, com peças que precisam ser muito bem cuidadas. Algumas até podem ser substituídas mas dependemos de terceiros para a doação. E sabemos como as filas por transplantes são enormes. Nosso corpo é um conjunto de diversas estruturas que se associam e criam uma rede de dependências entre umas e outras. O coração bate porque o cérebro envia mensagens de comando para ele. Por sua vez, o sangue corre em nossas veias e artérias porque é bombeado pelo coração. O sistema digestivo atua no processamento do alimento, garantindo a absorção dos nutrientes importantes para o corpo. Para que tudo funcione bem, para que gozemos de saúde física e mental, precisamos de combustível de primeira linha.

Pensamentos positivos são essenciais. Os bons sentimentos ajudam no trabalho dos nossos órgãos, gerando energia, ânimo para nosso dia a dia. 

A meditação, que até recentemente era considerada prática de caráter religioso, está tendo outro entendimento. Tanto que a vemos sendo utilizada por personalidades do mundo empresarial e pessoas de renome em variadas áreas. Steve Jobs, por exemplo, usava sua última hora do dia para meditar. 

Quando terá surgido a prática da meditação não sabemos ao certo. Terá talvez surgido nas tribos primitivas, em torno da fogueira, olhando o crepitar do fogo?

Ou admirando as estrelas nas noites esplendorosas? Ou no precipitar das águas, provocando sonoridades estranhas?

É uma prática que engloba relaxamento corporal, diminuição acelerada da respiração, levando a um estado de paz, calma e tranquilidade. Considerada fundamental em todos os aspectos sociais, já é admitida em muitas empresas. Dentre os benefícios estão a redução do estresse, clareza mental, melhoria da qualidade de vida, aumento de emoções positivas, autoconhecimento. A meditação provoca o despertamento das faculdades psíquicas. Meditar, portanto, é uma forma de estabelecer uma conexão com o divino. De alimentar o coração e todos os sistemas orgânicos. É realizar essa viagem para nosso interior, voltarmo-nos para nós mesmos. Se Jesus nos disse que o reino de Deus está dentro de nós, que melhor razão podemos encontrar do que nos propormos a essa viagem ao interior de nós mesmos?

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Sadako Sasaki

No dia 6 de agosto de 1945, os Estados Unidos detonaram sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, a primeira bomba atômica da Segunda Guerra Mundial. Três dias depois seria a vez da cidade japonesa de Nagasaki sofrer o ataque nuclear.

A primeira bomba caiu a pouco mais de um quilômetro da casa da menina Sadako Sasaki que, na época, tinha dois anos de idade. A mãe conseguiu salvá-la da explosão, no entanto, durante a fuga, as duas se encharcaram na chuva radioativa que caiu. 

Sasaki viveu normalmente até os doze anos, quando descobriu que estava com leucemia, devido à radiação nuclear a que fora exposta. Em tratamento no hospital, ela recebeu a visita de uma amiga que lhe contou a lenda dos mil Tsurus de papel.

O Tsuru é uma ave grande, de cores contrastantes, plumagem clara, chegando ao branco, com extremos de fascinante degradê vermelho, e dotada de inigualável encanto. Na mitologia japonesa, é considerado o pássaro mais velho do planeta, com expectativa de vida de cerca de mil anos. A arte do origami, ou seja dobrar papel, se inspirou nessa ave para criar uma de suas mais conhecidas formas, tanto que muitos consideram o Tsuru como o símbolo dessa arte japonesa. A lenda diz que se a pessoa dobrar mil origamis de Tsurus, com a mente direcionada para uma necessidade, garante o desejo realizado.

Sasaki começou a fazer as dobraduras, mentalizando a sua cura. Queria sair do hospital livre da leucemia. Ela não tinha muito papel. Por isso, usou invólucros de medicamentos e o que mais conseguisse. Visitava os quartos de outros pacientes para pedir embrulhos dos seus presentes. Uma versão popular diz que ela morreu pouco antes de atingir seu objetivo. No entanto, uma exibição no Museu Memorial da Paz de Hiroshima afirmou que pelo fim de agosto de 1955, Sasaki havia atingido seu objetivo e continuou a dobrar mais trezentos Tsurus. Ela morreu em 25 de outubro de 1955.

Depois de sua morte, seus amigos e colegas da escola publicaram uma coleção de cartas com o objetivo de conseguir financiamento para construir um memorial para ela e para todas as crianças que morreram pelos efeitos da bomba atômica. Três anos depois, em maio, foi inaugurado em Hiroshima, no Parque da Paz, o Monumento da Paz das Crianças, com a estátua da menina Sasaki erguendo um origami de Tsuru. No pé da estátua está a inscrição: Este é o nosso choro. Esta é a nossa oração. Paz no mundo.

A história de Sadako Sasaki é considerada como um dos símbolos da luta pelo fim das armas nucleares. A vontade de viver da menina japonesa, que se pôs a fazer mil origamis de Tsurus, transformou-se no símbolo da paz, tanto que todos os anos, no dia 6 de agosto, no qual se comemora o Dia da Paz, milhares de pessoas enviam Tsurus ao Monumento da Paz das Crianças. Para os japoneses, depositar Tsurus nos memoriais representa votos de paz ao mundo, uma manifestação pacífica no intuito de chamar a atenção de todas as nações para que nunca se esqueçam do mal que as armas nucleares podem causar a um povo.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

A Oração

Tomemos ainda uma outra imagem, a de um banco, para dizer que todas as nossas emanações luminosas e puras, tudo o que nos nossos pensamentos, sentimentos e actos for bom, nobre, impessoal, generoso, é classificado, sem o nosso conhecimento, por entidades que têm a seu cargo esse trabalho, e depois é colocado nos bancos celestes como um capital em nosso nome. Consequentemente, quando atravessarmos dificuldades ou quisermos fazer o bem, poderemos pedir um auxílio, uma proteção: esse banco concede-nos imediatamente essa ajuda. Contudo, se não tivermos lá nenhum capital depositado, se nada tivermos economizado, esse apoio não nos será concedido. Assim se explica porque é que umas orações são ouvidas e outras não. Só os que colocam riquezas no banco divino - simbolicamente falando - são atendidos pelo Céu.

Na realidade, há casos em que, mesmo que tenhais preenchido estas condições, as entidades do mundo invisível não atendem a oração que fazeis em vosso favor ou a favor dos vossos pais ou amigos porque a satisfação desse pedido viria perturbar todos os seus projectos. Muitas provações - insucessos, doenças - são enviadas aos seres humanos porque eles têm dívidas a pagar, lições a aprender, e não podem ser libertos disso antes de terem pago essas dívidas, de terem aprendido essas lições. Mas não vos esqueçais de que qualquer oração que fizerdes, se for sincera, trará sempre algo de bom, para vós ou para os outros.

E há ainda uma outra lei que deveis conhecer: tudo o que desejais, tudo o que pensais, tudo o que imaginais, realiza-se de imediato no plano subtil e, se persistirdes muito nesse sentido, essas realizações, que ainda só existem no mundo invisível, descerão pouco a pouco ao plano físico e, seja para o bem ou para o mal, será muito difícil opordes-vos depois à sua materialização.

Alguns de vós dirão: «Mas é impossível que o que desejamos já esteja realizado!» Não é! Quando orais e pedis para se manifestarem todas as qualidades do vosso Pai e da vossa Mãe celestes, mesmo que depois penseis: «Não há nada a fazer, o meu pedido não foi atendido, não me escutaram…», na realidade, há entidades luminosas que estão já a infiltrar-se e a instalar-se em vós; só que não as sentis e não vos alegrais com a sua presença. Deveis continuar a orar, deveis ter paciência, e um dia tudo o que tiverdes desejado se realizará.

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Os 5 Princípios do Reiki

 Os 5 Princípios do Reiki

Só por hoje....

1. Não sinto raiva nem me zango.

2. Abandono as minhas preocupações.

3. Agradeço as minhas bênçãos.

4. Faço o meu trabalho honestamente.

5. Trato com amor, e sou gentil com todos os seres vivos.

Só por hoje, todos os dias....

De manhã e à noite sentar na posição Gassho e dizer estes princípios em voz alta e no coração.

terça-feira, 27 de setembro de 2022

A Oração

Um homem vai morrer e está sozinho, abandonado, na miséria. Mas, graças à oração, ele parte com alegria, em paz, na luz, enquanto outro, nas mesmas condições, mas que não ora, é invadido por sentimentos de revolta e de raiva. Mesmo quando não se consegue alterar as condições exteriores, a oração age imenso, ainda que seja só para a próxima encarnação. A maior parte das pessoas ignora porque é que a religião tenta sempre convencer um criminoso ou um ateu arrepender-se, a pedir perdão ao Senhor antes de morrer. É por causa da importância desse momento final: se alguém que foi bom, virtuoso, crente, durante toda a sua vida, se revoltar ou perder a fé no último momento, estará em risco de destruir o bem que fez durante a vida inteira… Porque é o último minuto que conta.

Como vedes, é importante conhecer as leis e viver em conformidade com elas. Portanto, se não tiverdes conseguido alterar nada nesta vida, isso não tem uma importância absoluta; Se tiverdes vivido bem o último minuto, o vosso destino futuro será mudado, a vossa própria encarnação será melhor. Nunca esqueçais isto.

Muitas pessoas vêm lamentar-se a mim de que as suas orações não são atendidas. Evidentemente, elas imaginam que podem viver não importa como e que, no dia em que estiverem com dificuldades, bastar-lhes-á dirigir um pedido ao Céu para serem atendidas. Pois bem, estão muito enganadas! Tomemos uma imagem: quando ides às compras numa loja, deveis dar qualquer coisa em troca daquilo que pedis. A isso chama-se "pagamento". Se não quiserdes pagar, recusar-se-ão a dar-vos seja o que for. Na Natureza, no mundo invisível, tudo se passa como nas lojas da terra. 

O mundo invisível diz-vos: «Dai o vosso coração a Deus e Ele, em troca, dar-vos-á tudo.» Mas vós respondeis: «Não posso, tenho uma mulher, filhos, ou uma amante encantadora, e já não tenho coração para dar.» 

Pois bem, eis porque as vossas orações nunca são atendidas. Imaginai sempre que podereis obter qualquer coisa sem dar nada em troca e isso é impossível: para obterdes as bênçãos do Céu, deveis, pelo menos, dar uma parte do vosso amor, da vossa atenção consciente, do vosso tempo, dos vossos esforços quotidianos.

terça-feira, 20 de setembro de 2022

A ORAÇÃO

A verdadeira oração é, portanto, uma criação. Porque, quando vós orais, não vos dirigis somente a um fulano qualquer porque ele é o chefe, o diretor ou o banqueiro e pode dar-vos ou emprestar-vos qualquer coisa. Com este género de oração, não ireis muito longe porque aqueles a quem vos dirigis são como vós, estão ao mesmo nível que vós, têm as mesmas lacunas, as mesmas fraquezas que vós. A verdadeira oração é uma ligação que o homem tenta estabelecer com o mais sublime dos seres, o Criador do Céu e da terra, o Senhor do Universo. Pela oração, ele liga-se a este Ser sublime que é a imensidão, o infinito, a eternidade. E é justamente graças a esta ligação que ele tem a possibilidade de atrair elementos dos mundos superiores. Estes elementos, estas partículas, provenientes das regiões sublimes, têm uma força prodigiosa. Se conseguirdes captar pelo menos um deles, ele entrará para purificar, restabelecer, harmonizar, iluminar tudo em vós, e este estado benéfico poderá mesmo agir sobre todos aqueles que vos rodeiam.

Mesmo os seres mais fracos, com menos recursos, possuem esse átomo da oração graças ao qual podem ligar-se ao Céu para ultrapassar as provações. Mesmo que lhes falte tudo - dinheiro, alimentos, roupa -, mesmo que estejam presos, tornam-se poderosos. A saúde, o dinheiro, a inteligência, não são dados a toda a gente, mas todos podem utilizar o poder deste átomo para pedir, para insistir, a fim de que os espíritos luminosos venham em sua ajuda. Para a evolução, para o avanço espiritual, são estas faculdades que contam. Neste domínio, é possível que sejam os pobres, os deserdados, os infelizes os moribundos, que possuem mais força, enquanto os outros estão anestesiados e adormecidos porque têm tudo.

Quando tiverdes que enfrentar grandes dificuldades, se não pedirdes nada, ficareis impotentes. Este átomo da oração é o único que pode remediar tudo; mas, se não lhe derdes qualquer actividade, suportareis interiormente tudo o que estava previsto. A força deste átomo está no domínio psíquico, quer dizer, nos vossos pensamentos, nas vossas emoções. Graças à oração, mesmo que exteriormente nada mude, vós não podereis permanecer no mesmo estado interior. Se estiver um tempo de gelo, tereis frio; se ficardes doentes, sofrereis; mas a oração produziu mudanças em vós próprios.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Fazer o bem...

"Fazer o bem é ser capaz de dar frutos. Todos nós viemos à terra para dar frutos, isto é, pensamentos, sentimentos e atos belos, nobres, gloriosos. Por isso, devemos estar sempre atentos ao nosso estado interior quando nos relacionamos com os outros.

Se visitardes alguém sem vos preocupardes com os efeitos que produzireis nessa pessoa, ireis provocar-lhe uma indigestão ou envenená-la com os vossos gestos, o vosso olhar, as vossas palavras. Se agis desse modo, mostrais que nunca compreendestes a ciência do bem. Depois, não fiqueis surpreendidos se a vossa vida for solitária e triste... Porque é que não aprendestes a dar frutos? Quando se dá, nunca se está só. Dai, pois, um fruto, isto é, um trabalho, um sacrifício, um pensamento, um bom olhar, um sorriso... "

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Pensamentos sábios

 "A situação de um Mestre é muito complicada. O seu trabalho é ajudar o discípulo a libertar o seu espírito, pois este é como um rei que se deixou destronar por súbditos revoltosos; agora, o rei está fechado num calabouço e o reino está entregue à anarquia.

Infelizmente, mesmo que se sinta sem recursos, despedaçado, o discípulo nem sempre compreende a ajuda que o Mestre quer dar-lhe, tem a impressão de que, com os seus conselhos, com a sua atitude, ele quer limitar a sua liberdade. Então, que deve fazer o Mestre?... Esperar pacientemente que o discípulo compreenda a natureza do seu trabalho. O que o Mestre quer limitar nele são as manifestações da sua natureza inferior, os instintos, as paixões, que acabaram por reduzir ao silêncio a sua natureza superior, o seu espírito. Se, em vez de compreender que o Mestre só quer o seu bem, o discípulo pensa que este faz tudo para lhe criar entraves, para o atormentar, isso significa, muito simplesmente, que ele ainda não sabe onde está o seu verdadeiro bem. Tal como as crianças, esse discípulo gosta de doces e de quem lhos oferece. Só que o Mestre propõe-lhe quinino..."

"O Céu observa quem vós servis. Se ele vê que servis o vosso próprio deus, o vosso egoísmo, a vossa natureza inferior, afasta-se de vós. Ele não distribui a sua riqueza a pessoas que só pensam em viver a sua vida de desonestidades e de prazeres. E se o Céu vos abandonar, quem vos ajudará, quem vos salvará? O vosso dinheiro? A vossa glória? A vossa celebridade?

Para o Céu, só existem duas categorias de seres: os que trabalham unicamente para si, para satisfazer os seus próprios desejos, e os que fazem esforços para ajudar os seus irmãos, para participar no trabalho de milhões e milhões de entidades que, no mundo invisível, se empenharam na realização do Reino de Deus na terra. Esses estão inscritos no grande Livro da Vida como benfeitores da humanidade e o Céu nunca os abandona."

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Oração à Terra

Terra, perdoa minha passagem pelo teu solo!

Somente agora, livre das algemas orgânicas, me dou conta da dívida que tenho para contigo. Bebi das tuas águas transparentes e puras, comi de teus frutos, provei o pão que teus campos me ofertaram no trigal em festa e atravessei teus prados em êxtase, como o poeta que busca inspiração para o verso ligeiro.

Pisei tuas areias e esqueci de te agradecer as praias serenas. Banhei-me em teus salgados oceanos e não proferi uma rogativa de gratidão. Deslumbrei-me com tuas noites estreladas e deixei fugir o instante de estesia. Terra amada, perdoa teu filho ingrato!

Quantas sementes tive nas mãos e não depositei em teu solo fértil?

Deixei de cantar tuas belezas e me vi perdido nas madrugadas de melancolia. Quando as criaturas me negavam socorro, teu vento me trouxe o alento da esperança, tuas manhãs inundadas de sol dissiparam minhas tristezas noturnas e teus poentes de fogo me otimizaram a existência descolorida. Descobri, tarde, quanto te devo e nada tenho para te devolver tantas foram as bênçãos que recebi de ti. Tuas ervas medicaram minhas feridas. Teu silêncio aquietou a minha ansiedade. Terra bendita, desculpa se não te valorizei!

Tenho um tributo não pago para com tua generosidade. Agora, livre na pátria invisível, cercado dos amores do ontem, te vejo com outros olhos. Busco teus montes altaneiros, teus desertos áridos, tuas geleiras imponentes, teu céu muito azul, ajoelhando-me em prece de gratidão. Terra, acolhe minhas madressilvas como singela lembrança do muito que recebi de ti.

Muitos de nós, como pais, lembramos de colocar, na oração que ensinamos nossos pequenos a fazer, o agradecimento especial pela escola que os recebe.

Pois bem, a Terra é uma escola toda especial. Dessas que enchem os olhos de quem a visita, pela primeira vez, observando o capricho do Arquiteto que a desenhou. Tudo nela funciona para nos educar, tudo trabalha para nos servir. Ao mesmo tempo, para nos consolar e nos dar forças. Se ainda não notamos isso, é que nos falta sensibilidade. Falta-nos educar o olhar.

Que possamos enxergar todas essas magnitudes da escola Terra ainda enquanto estamos por aqui, nas suas salas de aula. A Terra tem belíssimas salas de aula, que conhecemos como família, onde todos são alunos e professores, ao mesmo tempo. Que possamos valorizar os instantes de trabalho e descanso percebendo o que a Terra tem a nos oferecer para nos abraçar, seja enquanto nos sacrificamos, seja enquanto respiramos o ar do amor e da esperança.

Gratidão nos gestos de cuidado com o planeta.

Gratidão nas orações por tudo e por todos.

Gratidão nas mãos que auxiliam os outros alunos da instituição abençoada de ensino. Gratidão nos pensamentos e palavras destinados a esse astro de amor espacial, esculpido pelas mãos do Celeste Arquiteto, há bilhões de anos, e que hoje nos serve incansavelmente.

Gratidão, planeta Terra!💖🙏💖

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

A ORAÇÃO

Qualquer ser possui a faculdade de desejar ardentemente, de reclamar, de insistir. E isso já é a oração. Não é preciso ser-se um sábio nem um letrado para se lançar gritos ao Céu, basta ter um sentimento intenso. Por isso, se alguém hesita em empenhar-se na vida espiritual com o pretexto de que não possui as faculdades e as qualidades necessárias, podemos dizer-lhe: «Quando estás triste, quando sofres, não fazes tudo o que podes para te desembaraçares do teu mal? Não pedes ajuda? Pois bem, isso é o suficiente!» Cada um de nós possui a faculdade de se concentrar para gritar e pedir socorro, e é essa faculdade que pode salvar-vos em todas as circunstâncias.

Ficai sabendo que podem esmagar-vos de tal maneira que já nada reste de vós, a não ser um único átomo. Sim, pelo menos um átomo de vós subsistirá sempre e ele poderá reconstruir para vós o Universo inteiro. Este átomo é a faculdade de orar, de suplicar. Foi o maior dom que Deus concedeu ao ser humano. Sem essa faculdade, ele teria desaparecido há muito tempo.

Esta ideia da existência de um "átomo da oração", de que ninguém fala, pode parecer completamente inaceitável, impossível de acreditar… Todavia, vós já sabeis que, para a Ciência Iniciática, existe na ponta do coração um átomo cuja função é registar o que o homem pensa, sente e vive ao longo de toda a sua vida. Esse átomo não tem o poder de intervir para modificar seja o que for, apenas regista. Na realidade, é uma espécie de bobine microscópica que se desenrola ininterruptamente do princípio ao fim da existência, e no momento da morte ela pára e separa-se do corpo. É com esta bobine que o homem se apresenta no outro mundo perante os seus juízes.

Mas existe também um outro átomo graças ao qual o homem tem a possibilidade de pedir ajuda para enfrentar as dificuldades e remediar as situações. Se esse átomo não estiver desenvolvido porque o homem não ora, tudo se desenrolará para ele exactamente como estava determinado pelo destino. É claro que este átomo não pode mudar as grandes linhas da vida - é muito difícil modifica-las -, mas no domínio subtil, etérico, pode produzir mudanças. Por isso, as pessoas para quem a oração é um movimento natural têm mais possibilidades de sair triunfantes das provações do que as outras. Quando lhes aparecem dificuldades, elas sentem menos o desalento, a anarquia, a desolação.



sexta-feira, 29 de julho de 2022

Rogativa do culpado

Caro amigo:

Desejo pedir perdão pelo mal que te fiz. Infelizmente, naquela ocasião, eu me encontrava infeliz, mal comigo mesmo, sem a capacidade de discernir entre o bem e o mal. O que deveria e o que não deveria fazer. Reconheço que te magoei com a minha insolência e desequilíbrio, causando-te sofrimentos desnecessários.

Aprendi a lição da dignidade, após atravessar os caminhos sombrios do remorso, procurando reparar a culpa, tentando reabilitar-me através das boas ações, a fim de me encorajar a pedir-te perdão. Reconheço que é mais infeliz aquele que acusa indevidamente, aquele que comete o erro de ofender o outro do que a sua vítima.

Quando o ofendido supera a situação deplorável, se eleva no rumo da iluminação, enquanto o seu adversário mergulha no abismo do desequilíbrio, assinalado pela culpa de que não se consegue libertar. Tem piedade, portanto, de mim, conforme hoje dou-me conta da própria inferioridade. Sei que não será fácil compreender tudo quanto sinto e gostaria de te dizer...

No entanto, prossegue na tua jornada, olhando para trás e estendendo a mão para mim, em socorro, eu que me encontro na retaguarda. Desejo, porém, que saibas quanto estou feliz por poder haver chegado a esta conclusão, a este momento, conseguindo dizer-te, embora em poucas palavras, o que me vai na alma, reabilitando-me, pelo menos um pouco, do mal que te fiz.


Pedir perdão é vencer uma grande batalha dentro de nós. É vencer o orgulho que, sempre, através das épocas, foi vencedor em nossa intimidade desequilibrada. Pedir perdão, de coração, é grande passo na conquista do acerto final e completo com as Leis Divinas. Há humildade em tal pedido. Também sabedoria. Baixar a fronte. Reconhecer-se imperfeito, porém, perfectível, mutável.

Se pedíssemos perdão mais vezes, certamente seríamos mais felizes. O pedido de perdão verdadeiro nos faz mais fortes, porque com ele vem o reconhecimento do erro, e a autoproposta de não mais errar. No pedido de perdão vem o desejo do bem ao outro. Desejo exatamente oposto àquele que gerou toda a situação desastrosa entre as almas de um e de outro. Por carregar tal aspiração, representa grande vitória do bem contra o mal. Dessa forma, ao reconhecer que magoamos alguém, que prejudicamos alguém, disponhamo-nos a pedir perdão. Procuremos o outro e, de alguma forma, demonstremos que estamos cientes do erro, que nos arrependemos do que dissemos, ou fizemos em seu prejuízo e que, agora, somente lhe desejamos o bem. Não esperemos contrapartida. A vitória de quem sabe pedir perdão está dentro de si mesmo, e não depende da aceitação da outra parte. Eventualmente, o outro não estará preparado ou disposto a nos conceder o perdão. Isso, na essência, não importa. A nós, compete reconhecer o erro, pedir perdão, estabelecer o propósito de não tornar a cometer a mesma falta. Finalmente, dependendo do que tenhamos dito ou feito, nos disponhamos a reparar o mal que tenhamos causado. Quando tomarmos essa decisão, estaremos no início da grande jornada da felicidade, que é a paz de uma consciência íntegra.

domingo, 24 de julho de 2022

Evangelho (Lc 11,1-13)

Um dia, Jesus estava orando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: «Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou a seus discípulos». Ele respondeu: «Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja teu nome; venha o teu Reino; dá-nos, a cada dia, o pão cotidiano, e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos introduzas em tentação».

E Jesus acrescentou: «Imaginai que um de vós tem um amigo e, à meia-noite, o procura, dizendo: ‘Amigo, empresta-me três pães, pois um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’. O outro responde lá de dentro: ‘Não me incomodes. A porta já está trancada. Meus filhos e eu já estamos deitados, não posso me levantar para te dar os pães’. Digo-vos: mesmo que não se levante para dá-los por ser seu amigo, vai levantar-se por causa de sua impertinência e lhe dará quanto for necessário. Portanto, eu vos digo: pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate, a porta será aberta. Algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!».




quinta-feira, 21 de julho de 2022

Evangelho (Mt 13,10-17)

Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: «Por que lhes falas em parábolas?». Ele respondeu: «Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não. Pois a quem tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas a quem não tem será tirado até o que tem. Por isto eu lhes falo em parábolas: porque olhando não enxergam e ouvindo não escutam, nem entendem. Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Por mais que escuteis, não entendereis, por mais que olheis, nada vereis. Pois o coração deste povo se endureceu, e eles ouviram com o ouvido indisposto. Fecharam os seus olhos, para não verem com os olhos, para não ouvirem com os ouvidos, nem entenderem com o coração, nem se converterem para que eu os pudesse curar’.

»Felizes são vossos olhos, porque vêem, e vossos ouvidos, porque ouvem! Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que estais vendo, e não viram; desejaram ouvir o que estais ouvindo, e não ouviram».


Nesta parábola Yeshua nos fala da incredulidade que se instalou em grande parte das pessoas, dão permissão e aceitam ser orientadas em suas vidas  por princípios limitados e mesquinhos ou mesmo por falta de princípios. Nos instruí sobre a forma como o ser humano processa a sua iniciação, de como aceder ao conhecimento e sabedoria de Deus corretamente, que Yeshua processa em forma de parábolas.

Assim refere que o conhecimento da ciência amorosa de Deus e de seus maravilhosos frutos, está escondida bem à frente de nossos olhos, no quotidiano de nossas missões de vida. Esclarece que somente um coração disponivel e sincero, pode mediante seu compromisso voluntário e entrega diária, gradualmente aceder a esses conhecimentos e consequentemente, sentir as suas graças. 

Igualmente adverte, que a infelicidade e o caminho sem saída, é o infalível destino de todos aqueles que persistem num modelo de vida materialista, limitado às paixões do sensualismo, e das sensações imediatas.  Vai mais longe, admoesta a cada um de nós, que com a sua vinda e o seu ministério, ninguém mais poderá perante si próprio um dia refutar a sua escolha que ninguém impôs, uma escolha que é consciente. Assim aquele que renegar a Deus com toda a informação que hoje dispõe, depois de ter estado o próprio Messias fisicamente entre a humanidade, no dia de seu ajuste de contas, também será renegado por sua própria consciência e então não haverá nada que ninguém possa fazer, por essa alma que escolheu o seu próprio destino, baseado na sua própria incredulidade obviamente.

Jesus suspira entre nós. que felizes serão aqueles que crerem, sobretudo aqueles que crerem ser terem necessidade de comprovarem, de verem com seus olhos, porque farão a sua escolha alicerçada na sua fé de crer, a escolha de pertencer a uma família Divina, e então assim que terminar este ciclo de vida, de dores, sofrimentos e sacrifícios, serão recompensados com o descanso e a Paz do Seu Divino Colo.

terça-feira, 12 de julho de 2022

Tecendo o amor

Qual é a grande finalidade da vida?

Em torno desta pergunta, muitos filósofos, poetas e artistas se debruçaram. Na sua arte, nos seus poemas, nas suas crônicas e manuscritos apresentaram suas dúvidas existencialistas, seus questionamentos e suas respostas. Porém, foi com a comprovação da continuidade da vida, a partir das manifestações espirituais, que essa resposta se definiu. Foi a partir das vozes dos Espíritos, coordenados pela Providência Divina, que foi possível ter clara compreensão da nossa Imortalidade. Alicerçamos a certeza de que somos imortais e que o grande objetivo da vida é aprender a amar. Com essa compreensão, essa passa a ser a meta e finalidade de vida de todos nós. Porém, amar a todos e sem limites, é complexo e desafiador.

Sendo o amor o sentimento que coroa e sintetiza uma infinidade de sentimentos, exige de nós dedicação e empenho para que consigamos exercitá-lo. Podemos dizer que o sentimento do amor vai se fazendo em nossa intimidade aos poucos. 

Como quem vai lentamente tecendo à mão um imenso tapete, feito de infindáveis nós, nossas emoções vão se construindo uma a uma, nessa desafiadora tecelagem do amor. Se mirarmos apenas em um nó desse trabalho, não encontraremos nenhum sentido. É necessário que vislumbremos o conjunto da obra. Contudo, aquele pequeno nó é indispensável para a beleza do trabalho final. Muitas vezes, imaginamos que amar é ter o tapete pronto, todo tramado, com seus nós feitos, cores escolhidas, e resultado encantador. Isso acontecerá um dia, é verdade. Mas, ainda estamos nas primeiras lições de tecelões de nossas emoções. Ainda estamos aprendendo a dar os primeiros nós, a acostumar as mãos com a aspereza dos fios, a escolher cores, combinações, estampas e tramas. Nessa etapa, é natural que alguns nós precisem ser desfeitos, porque foram mal feitos. São os nós das emoções equivocadas, dos relacionamentos mal construídos, das combinações truncadas de sentimentos. Essas são ações que nos exigem reelaboração na trama complexa para o feliz resultado final de uma tapeçaria bela, harmoniosa, encantadora.

As pessoas que reencontramos, nos caminhos da vida, que são difíceis e nos desafiam emocionalmente, são os nós mal feitos do ontem próximo ou mais longínquo. Elas chegam nos convidando a desfazer o nó do mal querer, do desamor, para juntos tecermos novos nós. De outra feita, alguns relacionamentos nos convidam a aprender a fazermos nós que desconhecemos. São os sentimentos que ainda não ganharam espaço em nossa intimidade, e que precisam ser experienciados. Não podemos esquecer que aqueles com quem convivemos também estão com seus próprios desafios, fazendo e desfazendo nós em seu mundo emocional.

Assim, respeitemos suas dificuldades e limitações. Quanto a nós, aproveitemos todas as oportunidades para sermos melhores tecelões. Afinal, nesse grande tapete que é nosso mundo emocional, somente devem existir nós de amor. Essa é a proposta da Divindade.

domingo, 3 de julho de 2022

Evangelho (Lc 10,1-12.17-20)

O Senhor escolheu outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois, à sua frente, a toda cidade e lugar para onde ele mesmo devia ir. E dizia-lhes: «A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para sua colheita. Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não vos demoreis para saudar ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; senão, ela retornará a vós. Permanecei naquela mesma casa; comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador tem direito a seu salário. Não passeis de casa em casa.

»Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’. Mas quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: ‘Até a poeira de vossa cidade que se grudou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’ Eu vos digo: naquele dia, Sodoma receberá sentença menos dura do que aquela cidade.

Os setenta e dois voltaram alegres, dizendo: «Senhor, até os demônios nos obedecem por causa do teu nome». Jesus respondeu: «Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. Eu vos dei o poder de pisar em cobras e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo. Nada vos poderá fazer mal. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos se submetem a vós. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos nos céus».

Os setenta e dois escolhidos nesta parábola de Jesus, aludem às 72 diferentes mensagens divinas ou nomes de Deus como é conhecido. A Sabedoria Divina multiplicou-se em 72 formas ou mensagens diferentes de chegar ao nosso conhecimento, e assim de nossa filiação Divina. E todas essas diferentes formas de chegar ao entendimento Divino se espalharam pelas diferentes nações no mundo representadas por 72 génios ou Anjos, com diferentes características, funções e sensibilidades. Esta é a forma de tornar múltiplo e amplo o acesso à fonte universal de vida, e é por meio do amor e da oferta que maior numero de seres humanos possam encontrar entre os 72 nomes de Deus, o nome com o qual mais se identificam, para fazerem o caminho de retorno ao lar.

Nesta parábola Jesus conta como estes agentes Divinos atuam, fala das suas recomendações, do seu impacto entre nós humanos, e qual o nosso destino no final de nosso caminho de vida, mediado pelas próprias decisões, do que decidimos com o que nos foi presenteado na vida, através deste 72 nomes divinos e de como os acolhemos e neles nos apoiamos, em nossa vida dentre os nossos semelhantes.

Basta para compreender, reler a parábola substituindo onde Jesus menciona discípulos ou os seus alunos, por enviados de Deus Divinos. Jesus indica instruindo também nestas suas palavras, o método iniciático por excelência para a salvação do próprio homem, rumo à existência eterna no seio de Deus

quarta-feira, 29 de junho de 2022

A agulha perdida

Há uma lenda que narra que, certa noite, as pessoas viram a grande mestra Rábia procurando algo na rua, em frente à sua cabana. Elas se reuniram em torno dela e perguntaram: O que aconteceu? O que você está buscando?

E Rábia respondeu: Eu perdi a minha agulha.

Todos se dispuseram a ajudar na procura. Então, alguém perguntou: Rábia, a rua é grande, a noite está chegando e logo não haverá mais luz. Uma agulha é uma coisa tão pequena. Se você não nos contar exatamente onde ela caiu, será difícil encontrá-la. A resposta da mestra foi: Não pergunte isso. Não levante essa questão de modo algum. Se você quer me ajudar, ajude, caso contrário, não levante essa questão. Todos os que estavam procurando, pararam e insistiram: Qual é o problema? Por que não podemos perguntar isso? Se você não diz onde ela caiu, como nós poderemos ajudar?

Ela esclareceu: A agulha caiu dentro da minha casa.

Quase indignados, falaram ao mesmo tempo: Você enlouqueceu? Se a agulha caiu dentro da sua casa, por que você está procurando aqui? Então, veio a resposta surpreendente: Porque a luz está aqui. Dentro da casa não há luz nenhuma.

Alguém retrucou: Mesmo que a luz esteja aqui, como podemos achar a agulha se ela não foi perdida aqui? A atitude correta seria levar a luz para dentro da sua casa, só assim você pode achar a agulha.

Rábia sorriu e chegou ao ponto que desejava: Vocês são pessoas tão espertas com pequenas coisas. Quando vão usar suas inteligências para suas vidas interiores? Vi todos vocês buscando do lado de fora e sei perfeitamente bem, sei, pela minha própria experiência, que aquilo que estão buscando está perdido dentro de cada um. A bênção que estão buscando, vocês a perderam dentro. E a estão buscando fora. A lógica de vocês é essa porque seus olhos podem ver facilmente o lado de fora, as suas mãos podem tatear facilmente o lado de fora. Porque a luz está fora, vocês estão procurando fora. Se vocês são realmente inteligentes, concluiu a mestra, então usem a sua inteligência. Por que estão buscando a bênção no mundo exterior? Vocês a perderam ali? Todos emudeceram, enquanto Rábia desapareceu no interior de sua casa.

É tão mais fácil procurar fora. A luz já está posta, basta olhar. Tudo parece bem claro e ao alcance das mãos. Falar em olhar dentro nos assusta. Há tanta escuridão, há tanto desconhecido. E ainda, ter que iluminar? Ter que fabricar luz? Isso parece que nos daria tanto trabalho...

É por isso que grande parte de nós ainda permanece procurando a agulha perdida onde ela não está, do lado de fora de nossa casa íntima, apenas por ser mais fácil a busca. Lembramos quantos mestres nos falaram sobre iluminação. Trata-se dessa criação de lume interior. Das propostas de autoconhecimento da Grécia Antiga a Buda, de Jesus, a Luz do mundo, até os dias atuais, quando os estudos da alma falam da necessidade de luz interior.

Onde andamos procurando nossa agulha perdida?

Já temos coragem e disposição para, finalmente, entrar em nossa casa interior?

Chegou o tempo. Pensemos a respeito.