RODA DA VIDA

Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos pela vida e pela saúde de todos os que servem a Paz no mundo — homens e mulheres de todas as culturas, tradições e caminhos espirituais que, com coragem e entrega, assumem missões difíceis para levar esperança, justiça e consciência a um planeta tantas vezes ferido pela corrupção e pela desigualdade. Honramos estes irmãos e irmãs da humanidade, desde figuras amplamente reconhecidas, como o Papa Leão XIV e o Dalai Lama, até todos aqueles que, de forma silenciosa e anónima, trabalham pela harmonia, pela verdade e pelo bem comum. Cada um deles, na sua própria luz, ajuda a elevar a vibração da Terra e a despertar a compaixão nos corações. Que o seu exemplo inspire um mundo onde nenhum ser esteja à mercê da tirania, onde a força seja sempre colocada ao serviço do Amor, e onde a verdadeira autoridade seja a da consciência desperta e da dignidade humana. Elevemos também a nossa prece à Mãe Terra, casa sagrada de todos os povos e de todas as formas de vida. Que a nossa atenção, o nosso cuidado e as nossas ações reflitam o respeito profundo que ela merece. Que sejamos a mudança viva, a presença consciente e o gesto compassivo que contribui para a cura do planeta. Assim é, e assim se manifesta. - "Divina Fonte de toda a Vida, clamamos hoje pelo despertar das consciências. Que o ruído das armas seja silenciado pelo pulsar de corações em harmonia. Pedimos o fim imediato de todas as guerras, que as fronteiras do ódio se dissolvam e que o diálogo substitua o confronto. Que cada líder seja tocado pela compaixão e cada povo encontre no outro um irmão. Que a Terra não seja mais palco de dor, mas um solo fértil onde a paz floresça como direito de todos. Pela união, pela vida, pela paz mundial — que assim seja."- Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos por la vida y la salud de todos aquellos que sirven a la Paz en nuestro mundo — hombres y mujeres de todas las culturas, tradiciones y caminos espirituales que, con valentía y entrega, asumen misiones difíciles para llevar esperanza, justicia y conciencia a un planeta tantas veces herido por la corrupción y la desigualdad. Honramos a estos hermanos y hermanas de la humanidad, desde figuras ampliamente reconocidas como el Papa León XIV y el Dalai Lama, hasta todos aquellos que, en la humildad de su servicio silencioso, trabajan por la armonía, la verdad y el bien común. Cada uno de ellos, con su propia luz, ayuda a elevar la conciencia de la Tierra y a despertar la compasión en los corazones humanos. Que su ejemplo inspire un mundo donde ningún ser quede a merced de la tiranía, donde la fuerza esté siempre al servicio del Amor, y donde la verdadera autoridad surja de la conciencia despierta y de la dignidad humana. Elevemos también nuestra oración a la Madre Tierra, hogar sagrado de todos los pueblos y de todas las formas de vida. Que nuestra atención, nuestro cuidado y nuestras acciones reflejen el profundo respeto que ella merece. Que seamos el cambio vivo, la presencia consciente y el gesto compasivo que contribuye a la sanación del planeta. Así es, y así se manifiesta. - Divina Fuente de toda Vida, clamamos hoy por el despertar de las conciencias. Que el estruendo de las armas sea silenciado por el latir de corazones en armonía. Pedimos el fin inmediato de todas las guerras, que las fronteras del odio se disuelvan y que el diálogo reemplace al enfrentamiento. Que cada líder sea tocado por la compasión y cada pueblo encuentre en el otro a un hermano. Que la Tierra no sea más escenario de dolor, sino un suelo fértil donde la paz florezca como derecho de todos. Por la unión, por la vida, por la paz mundial — que así sea." -Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - We pray for the life and health of all those who serve Peace in our world — men and women from every culture, tradition, and spiritual path who, with courage and devotion, take on difficult missions to bring hope, justice, and awareness to a planet so often wounded by corruption and inequality. We honor these brothers and sisters of humanity, from widely recognized figures such as Pope Leo XIV and the Dalai Lama to all those who, in quiet humility, work for harmony, truth, and the common good. Each of them, in their own light, helps elevate the consciousness of the Earth and awaken compassion in human hearts. May their example inspire a world where no being is left at the mercy of tyranny, where strength is always placed in the service of Love, and where true authority arises from awakened conscience and human dignity. Let us also raise our prayer to Mother Earth, the sacred home of all peoples and all forms of life. May our attention, our care, and our actions reflect the deep respect she deserves. May we become the living change, the conscious presence, and the compassionate gesture that contribute to the healing of the planet. So it is, and so it manifests. - "Divine Source of all Life, we call today for the awakening of consciences. May the roar of weapons be silenced by the pulse of hearts in harmony. We plead for the immediate end of all wars, that the borders of hate may dissolve and that dialogue may replace conflict. May every leader be touched by compassion and every nation find a brother in one another. May the Earth no longer be a stage for pain, but a fertile ground where peace flourishes as a right for all. For unity, for life, for world peace — so be it."

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O que te faz melhor


Narra-se que Leonardo Boff, num intervalo de uma conversa de mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, perguntou ao Dalai Lama:

Santidade, qual a melhor religião?

O teólogo confessa que esperava que ele dissesse: É o budismo tibetano. Ou São as religiões orientais, muito mais antigas que o Cristianismo.

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, olhou seu inquiridor bem nos olhos, desconcertando-o um pouco, como se soubesse da certa dose de malícia na pergunta, e afirmou:

A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor.

Para quem sabe sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, Boff voltou a perguntar: O que me faz melhor?

Aquilo que te faz mais compassivo; aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...

A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...

Boff confessa que calou, maravilhado, e até os dias de hoje ainda rumina a resposta recebida, sábia e irrefutável.

O Dalai Lama foi ao cerne da questão: a religião deve nos ser útil para a vida, como promotora de melhorias em nossa alma.


Não haverá religião mais certa, mais errada, mas sim aquela que é mais adequada para as necessidades deste ou daquele povo, desta ou daquela pessoa.


Se ela estiver promovendo o Espírito, impulsionando-o à evolução moral e estabelecendo este laço fundamental da criatura com o Criador –independente do nome que este leve ela será uma óptima religião.

Ao contrário, se ela prega o sectarismo, a intolerância e a violência, é óbvio que ainda não cumpre adequadamente sua missão como religião.

O eminente Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, quando analisou esta questão, recebeu a seguinte resposta dos Espíritos de luz:

Toda crença é respeitável quando sincera, e conduz à prática do bem. As crenças censuráveis são as que conduzem ao mal.

Dessa forma, fica claro mais uma vez que a religião, por buscar nos aproximar de Deus, deve, da mesma forma, nos aproximar do bem, e da sua prática quotidiana.

Nenhum ritual, sacrifício, nenhuma prática externa será proveitosa, se não nos fizer melhores.

Deveríamos empreender nossos esforços na vida para nos tornarmos melhores.

Investir em tudo aquilo que nos faz mais compreensivos, mais sensíveis, mais amorosos, mais responsáveis.


A melhor doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão, e que mais elementos tem para conduzir o homem ao bem.

Gandhi afirmava que uma vida sem religião é como um barco sem leme.

Certamente todos precisamos de um instrumento que nos dirija. Assim, procuremos aquela religião que nos fale à alma, que nos console e que nos promova como Espíritos imortais que somos.


Transmitamos às nossas crianças, desde cedo, esta importância de manter contacto com o Criador, e de praticar o bem, acima de tudo.
com base nos itens 302 e 838, de O livro dos Espíritos, ambos de Allan Kardec, ed. FEB e no livro Espiritualidade, um caminho de transformação, de Leonardo Boff,

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Deus de todos nós

Entardecia... Na pequena cidade, a jovem desalentada passava em frente a uma igreja, quando resolveu entrar.

Nem era da sua religião aquela instituição. No entanto, estava tão triste, com vontade de que o mundo acabasse para que ela própria fosse consumida, que se dirigiu para a porta.

Nesse exacto momento, o sacristão se preparava para fechar o local.

Isabel recuou. Entretanto, ao perceber-lhe a intenção, ele convidou:

Deseja entrar? Seja bem-vinda.

Mas, o senhor estava fechando.

Sem problemas. Entre e fique quanto quiser. Posso fechar as portas mais tarde.

Ela adentrou o templo. Com certeza, era diferente do local que costumava frequentar.

Sentou-se em um dos bancos e principiou a orar. Uma torrente de lágrimas a tomou. Era como se toda sua dor extravasasse. Soluçou baixinho, enquanto pedia ajuda.

Deus a ouviria? Porque tamanha tristeza nem ela mesma conseguia explicar. Tinha problemas, é verdade. Quem não os tem?

Mas sua razão dizia que ela não deveria estar tão triste assim. Afinal, havia pessoas, no mundo, que sofriam muito mais do que ela.

Orou de novo. Sentiu-se envolver por uma doce presença espiritual.

O sacristão, discreto e atento, se aproximou.

Senhora, eu fui buscar um pouco desta água que abençoamos aqui na igreja. Leve para sua casa. Tome. Vai se sentir melhor.

Ela apanhou o pequeno frasco, agradeceu e saiu. Sentia-se melhor.

Mais tarde, em casa, tendo em mãos o livro de sua predilecção para a reflexão diurna, ficou a pensar:

Como Deus é bom! Deus não tem religião. Ele está em todo lugar. Atende a todos os seus filhos e se manifesta através de qualquer pessoa de boa vontade.



Deus é amor. Infinitamente justo e bom, derrama das suas bênçãos por todo o Universo.

Quando aprendemos que Deus é Omnipresente, nem sempre nos damos conta de que, dentro e fora dos templos, Ele está presente.

Jesus orava em pleno coração da natureza. Buscava o Pai no silêncio da noite, ou nas tardes mornas, à beira do lago.

Foi Ele quem nos ensinou que Deus deve ser adorado, em Espírito e verdade, no altar do coração.

Os homens erguemos templos, no intuito de melhor atender as pessoas, permitindo-lhes um local de acolhimento, uma escola de aprendizagem.

Contudo, alguns de nós, exactamente nessa oportunidade, começamos a nos dividir e criar exclusões.

Como se Deus protegesse a uns mais do que a outros. Todos Seus filhos.

Bom que meditemos a respeito da Omnipresença Divina e nos respeitemos mais, participantes de cultos e religiões diversas.

Deus não tem religião. A religião serve aos homens para justamente nos aproximar d´Ele. Portanto, jamais deve ser motivo de separação ou de discórdia.

Louvamos os servidores do Senhor que atendem a dor humana, sem indagar da pessoa se é ou não afeiçoada a esse ou aquele culto.

Louvamos os que têm o dom da palavra e a oportunidade da liderança e as utilizam para semear a paz, a concórdia e o amor entre todos.


Deus abençoe os que servem, de forma anónima e discreta, no silêncio dos templos, na dor dos hospitais, na convulsão dos corações.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

GRANDE INVOCAÇÃO


Do ponto de Luz na Mente de Deus
Flua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no Coração de Deus
Flua amor aos corações dos homens.
Que o Cristo volte à Terra.

Do centro onde a vontade de Deus é conhecida
Guie o propósito as pequenas vontades dos homens –
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.

Do centro a que chamamos raça dos homens
Cumpra-se o Plano de Amor e Luz.

E que ele vede a porta onde mora o mal.

Que a Luz o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

A SAUDAÇÃO DA AURORA

(Antiga Oração em Sânscrito)

Cuida bem deste Dia, porque é o Dia da própria vida da Vida.

Neste Dia residem todas as Verdades e as Realidades de tua Existência:

- A glória da Beleza;

- O esplendor da Acção;

- A bênção do Crescimento.

Cuida bem deste Dia!

Pois ontem é apenas um Sonho
E Amanhã, apenas uma Visão.

Mas cada Hoje bem vivido
Torna cada Ontem um Sonho de Felicidade

E cada Amanhã uma Visão de Esperança.
Cuida bem, pois, deste Dia.


Esta é a saudação da Aurora. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

ORAÇÃO INDÍGENA

Ó, Grande Espírito, cuja voz ouço nos ventos, e cujo alento dá origem a toda a vida, ouça-me, sou pequeno e fraco, necessito de Sua força e sabedoria. 

Deixa-me andar na beleza. 

Fazei meus olhos contemplarem sempre o vermelho e a púrpura do Pôr-do-sol. 

Fazei com que minhas mãos respeitem as coisas que criaste, e que meus ouvidos sejam aguçados para ouvir a Tua voz. 

Fazei-me sábio para que eu possa compreender as coisas que ensinaste ao meu povo. 

Deixa-me aprender as lições que escondeste em cada folha, em cada rocha. 

Busco força, não para ser maior que o meu irmão, mas para vencer o maior inimigo: eu mesmo. 

Fazei-me sempre pronto para chegar a Ti, com as mãos limpas e olhar firme, a fim de que, quando a vida se apague, como se apaga o poente, o meu espírito possa chegar a Ti sem se envergonhar. 



segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Uns pelos outros

A foto de um menino de quatro anos junto a um Pai Natal, ambos ajoelhadas, orando, emocionou muitos, no Natal de 2015.

O instante captado pelas lentes motivou diversas acções nas mídias sociais. Foi o que chamam de viral, um vírus do bem, podemos afirmar.

O menino, o pequeno Preston Barnette, num encontro com um Pai Natal de shopping, nos Estados Unidos, ao invés de pedir brinquedos, como seria o esperado, desejou que seu presente de Natal fosse a saúde de um bebezinho doente, que nem sequer conhecia pessoalmente.

A fotografia captou o momento em que ambos, ajoelhados, oraram pela recuperação do recém-nascido, desenganado em uma UTI neonatal.

Preston ficou sabendo do estado do bebé através de sua avó, que mantém um grupo de orações numa rede social. Não teve dúvida que era isso que iria pedir ao Pai Natal quando o encontrasse: que o bebé ficasse bem.

A avó conta que ele se sensibilizou de tal forma, quando viu a foto da criança hospitalizada, que desejou fazer algo por ele. E fez.

*   *   *

Há tantas coisas que podemos fazer uns pelos outros...

O gérmen da bondade, do altruísmo vive dentro de cada um de nós, sem excepção.

Alguns levamos mais tempo para encontrá-lo, mas podemos dizer que a floração do bem em nossos corações é inevitável, é da Lei, é do Universo.

Quando alguém começa a pensar também no outro, começa a enxergar o próximo em sua jornada, vendo-o como um igual, um irmão de caminho, começa a perceber maravilhas no mundo.

A lei de amor e de caridade não propõe o abandono de si mesmo, isto é, uma desvalorização de quem somos, de nossos desejos ou sonhos.

Não, isso é compreensão equivocada. O que o amor propõe é: considere o outro também; considere que o outro é importante, que tem direito de ser feliz da mesma forma que você.

Essas perspectivas, por si só, podem mudar totalmente nossas relações sociais e familiares.

O amor diz que precisamos fazer mais uns pelos outros, mesmo que esse fazer seja uma singela oração por alguém que sofre distante.

A oração é força, é acção positiva, não é apenas um pedido atirado no ar, como um balão que soltamos no vento sem saber que direcção irá tomar.

Que possamos orar, uns pelos outros, nos momentos difíceis, de provação, de infelicidade e também de alegria.

Isso mesmo, de alegria também. Quem vive momentos bons em sua existência, frutos de conquistas, vitórias, celebrações, precisa igualmente de nossas orações.

É a oração pedindo protecção, enviando boas vibrações, que funcionam como escudo contra qualquer tipo de adversidade. 

Enfim, é a antítese da inveja que, em sua natureza perturbada, não suporta enxergar a felicidade no outro.



Uns pelos outros.

O que podemos fazer uns pelos outros?

Muito mais do que imaginamos.


Olhemos ao nosso redor e percebamos o quão útil podemos ser. 

Abracemos essa causa simples, das pequenas acções, e desfrutemos de uma felicidade sem igual no fundo de nossos corações.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A oração mais pura - uma criança.

Sim, já consideraste?

Até qualquer um de nós foi em alguma altura a oração mais perfeita.


Lembras quando criança?
Não tem algo mais parecido com um Anjo que uma criança, pois do seu mundo ela ainda conserva a aparência.

Para ti agora volvidos os anos, quando em Deus quiseres reflectir, ou num Anjo quiseres relembrar a tua origem,

Olha para uma criança, olha sem pensar, deixa o teu coração entregue à sua mensagem, e rejubila, pois o teu testemunho te chegou ainda a tempo, de fazeres cumprir em ti o modelo dos mundos superiores. 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

INVOCAÇÃO UNIVERSAL

Em nome de todos os povos da Terra,

Unimos os nossos corações ao Ritmo do Cosmos
E invocamos a grandeza da Força Universal
Com o apelo vivente das nossas almas.

Ó Senhor do Amor e da Luz,
Mestre do Saber de todos os tempos e lugares,
Vem unir todas as partes cindidas, 
todos os anseios,
Todos os credos, 
todas as luzes, 
todas as vidas!

Dá-nos o Ânimo, 
dá-nos a força de servir!
Dá-nos, ó Mestre, o Poder do Teu Verbo,
Para que o Reino venha, para sempre, na Terra!

Nós Te afirmamos 
como Vontade do Bem!
Nós Te afirmamos 
como Amor consagrado!

Nós Te afirmamos 
como Sabedoria de Deus!
E Te manifestamos no mundo 
como Luz e Verdade!

Nós todos, Senhor, 
Te vivemos em nós!
AUM!
  
Que a Paz e o Amor reinem no coração de cada um de nós.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Evangelho (Mt 6,7-15

«Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. 

»Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do Maligno. De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas».

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Yesua

Sobre as dúvidas de a cada instante estar mais fácil; Yeshua conhecia o Pai integralmente, para dar de seu testemunho foi selvaticamente e cobardemente assassinado por nossos antepassados em Jerusalém. Seus directos discípulos conheceram o Senhor em vida, e por seus ensinamentos um pouco por todo mundo, perseguidos foram selvaticamente assassinados. Comparativamente tu hoje, não conheces a nenhum Humano dessa estirpe mas, tu próprio tens um ambiente propício a adorares e transformares a tua vida, como nenhum deles anterior a ti teve, e para que isso aconteça, nem és perseguido nem tens que dar a vida,... apenas que ser feliz ❤️


terça-feira, 23 de maio de 2017

Ó meu amado Jesus, preenche-me de ti...

Evangelho (Jn 16,5-11): «Agora, eu vou para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: ‘Para onde vais? ’ Mas, porque vos falei assim, os vossos corações se encheram de tristeza. No entanto, eu vos digo a verdade: é bom para vós que eu vá. Se eu não for, o Defensor não virá a vós. Mas, se eu for, eu o enviarei a vós. Quando ele vier, acusará o mundo em relação ao pecado, à justiça e ao julgamento. Quanto ao pecado: eles não acreditaram em mim. Quanto à justiça: eu vou para o Pai, de modo que não mais me vereis. E quanto ao julgamento: o chefe deste mundo já está condenado».

terça-feira, 9 de maio de 2017

Ando devagar porque já tive pressa

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa de ter tantas coisas, de chegar a tantos lugares, pressa do ter, do parecer.

Mas hoje ando a passo lento, pois já entendo que a vida é uma busca de si mesmo, do ser: ser melhor, ser amável, ser amigo, ser sensível, ser compassivo, ser caridoso...

Hoje compreendo que é preciso paz para poder sorrir, pois o sorriso verdadeiro, a felicidade autêntica, vem da paz de espírito, a paz de consciência, de quem segue o caminho do bem a todo custo.

Entendo também que as chuvas são bem-vindas, e que sem elas não há floradas, pois é preciso chuva para florir.

A dor nos esculpe a alma, quando bem entendida, quando bem absorvida nos passos diários da lida.

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa do sucesso a qualquer custo, pressa de ser popular, de ser o primeiro, de agradar a todos...

Mas hoje ando tranquilo, percebendo mais as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs, absorvendo a vida em toda sua plenitude.

O viver pode ser o mesmo, as circunstâncias podem permanecer inalteradas, mas minhas lentes são outras. Enxergo tudo de outra forma.

E o mais importante de tudo: descobri que para cumprir a vida, para cumprir meu papel, minha missão aqui, preciso compreender minha própria marcha.

Sêneca, antigo sábio, afirmou que nenhum vento é a favor para quem não sabe para onde ir. Então, compreender a marcha é fundamental. Precisamos saber para onde estamos indo, precisamos saber o que é nossa marcha, nossa vida.

Só então posso ir tocando em frente, com simplicidade e devoção, com alegria e coração.

Pois todos temos talento, todos carregamos o dom de ser capaz e ser feliz.

A felicidade não é para poucos, não, é para todos. E cada um a vai encontrando no seu tempo, no seu momento, da sua forma.

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa de partir, já quis desistir de tudo, em alguns momentos, mas hoje ando como que em câmera lenta, com a coragem de quem quer ficar e ver tudo até o fim.

Carrego esse sorriso porque já chorei demais, mas isso não quer dizer que não voltarei a derramar alguma gota dos olhos. Significa apenas que os sorrisos serão a regra. A lágrima, exceção.

Ando devagar no passo curto dos meus filhos, pois se resolver andar acelerado, os deixarei para trás.

Ando devagar para perceber o sabiá cantador, pois se torno minha vida uma bomba-relógio, passo a não perceber a vida que passa ao largo de meus passos, e assim, os sabiás passam a não existir mais.

Ando devagar para ainda conseguir olhar onde piso, e não esmagar nada, nem ninguém com minha desatenção ou deselegância.

Ando devagar para pensar um tanto mais antes de agir, para escolher as palavras certas, para digerir uma ideia nova, para escolher um caminho, para silenciar a mim mesmo por alguns instantes.

Ando devagar... porque já tive pressa.

*   *   *

A vida é especialmente rica para que se passe por ela, às pressas, sem atentar para os detalhes.

O mundo é pleno de belezas para que se o percorra aos saltos, sem nos determos a descobrir as belezas das flores, o segredo das matas, o encanto das fontes.

Pensemos nisso!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Tesouro da oração

Francisco Osuna, sacerdote místico espanhol do período renascentista - séculos quinze e dezesseis - na sua grande obra “Abecedário terceiro”, afirma que:

“A primeira forma de orar, a que se situa no plano da fé, é como escrever a um amigo.

A segunda forma de orar, situada no plano da esperança, é como escrever a um amigo e esperar por uma resposta.

A terceira maneira de orar, situada no plano do amor, é como se fôssemos pessoalmente à casa desse amigo.”

A antiguidade do conceito - mais de quinhentos anos - é de grande utilidade, porque esse amigo é Deus, cuja oração deve ser-lhe dirigida.

Trata-se de um grito emocional na hora da aflição encaminhado ao Pai Criador, como um ato de irrestrita confiança.

Noutras vezes, é uma descarga de angústias que necessita de socorro imediato e, por fim, é um enlevo de gratidão em delícia de emoção.

Por isso a oração, de maneira alguma se circunscreve apenas ao ato da rogativa. Também é instrumento de louvação e, por fim, de júbilo pelo bem alcançado, em forma de reconhecimento.

Orar é romper as barreiras mentais limitadoras das emoções e necessidades imediatas para alcançar os altiplanos da vida.

Nem sempre é tão fácil a oração assinalada pela perfeita integração da criatura com o Criador.

A falta do hábito salutar interrompe o fluxo do pensamento e ideias extravagantes interferem no ato, dificultando a sintonia.

A insistência disciplinadora, mediante a criação de novo programa, termina por facultar a doce interação entre quem ora e o destinatário.

Quando a fé ora, uma vibração ascendente superior rompe as cristalizações mentais e abre o psiquismo ao Senhor.

Quando a esperança ora, há uma natural comunhão que devolve a onda de luz que beneficia quem faz a solicitação.

Quando é o amor que ora, sucede uma fusão de psiquismos que culminam no êxtase.

*   *   *

Ainda associamos a oração a um ritual externo, a um endereçamento de palavras rebuscado, repleto de formalidades. São séculos e séculos de cultura arraigada na alma antiga.

Escrevemos a um Senhor que tememos, não conhecemos, e que mora muito longe...

Porém, quando desconstruirmos essa ideia – aos poucos, é claro – e transformarmos esse ato numa conversa de respeito, amizade e encanto, perceberemos que o Criador nunca esteve longe como imaginávamos. Nós é que criamos tal distância...

*   *   *

A palavra religião pode ter duas principais raízes.

Para alguns pensadores, o termo latino religare teria criado a palavra religião, numa alusão à necessidade de uma religação com o Criador.

Para outros, o termo pode ter vindo da palavra relegere, que significa reler, revisitar, retomar o que estava largado.

Que nossa oração aprenda a encurtar caminhos.

Que nossa oração nos faça perceber o Pai em tudo e em todos.

Que nossa oração seja, por si só, remédio para os pensamentos deletérios que ainda reinam em nossas mentes agitadas e confusas.

Que nossa oração – tesouro que temos – nos possibilite caminhar com os pés limpos, mesmo ainda pisando os pântanos do mundo.