RODA DA VIDA

Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos pela vida e pela saúde de todos os que servem a Paz no mundo — homens e mulheres de todas as culturas, tradições e caminhos espirituais que, com coragem e entrega, assumem missões difíceis para levar esperança, justiça e consciência a um planeta tantas vezes ferido pela corrupção e pela desigualdade. Honramos estes irmãos e irmãs da humanidade, desde figuras amplamente reconhecidas, como o Papa Leão XIV e o Dalai Lama, até todos aqueles que, de forma silenciosa e anónima, trabalham pela harmonia, pela verdade e pelo bem comum. Cada um deles, na sua própria luz, ajuda a elevar a vibração da Terra e a despertar a compaixão nos corações. Que o seu exemplo inspire um mundo onde nenhum ser esteja à mercê da tirania, onde a força seja sempre colocada ao serviço do Amor, e onde a verdadeira autoridade seja a da consciência desperta e da dignidade humana. Elevemos também a nossa prece à Mãe Terra, casa sagrada de todos os povos e de todas as formas de vida. Que a nossa atenção, o nosso cuidado e as nossas ações reflitam o respeito profundo que ela merece. Que sejamos a mudança viva, a presença consciente e o gesto compassivo que contribui para a cura do planeta. Assim é, e assim se manifesta. - "Divina Fonte de toda a Vida, clamamos hoje pelo despertar das consciências. Que o ruído das armas seja silenciado pelo pulsar de corações em harmonia. Pedimos o fim imediato de todas as guerras, que as fronteiras do ódio se dissolvam e que o diálogo substitua o confronto. Que cada líder seja tocado pela compaixão e cada povo encontre no outro um irmão. Que a Terra não seja mais palco de dor, mas um solo fértil onde a paz floresça como direito de todos. Pela união, pela vida, pela paz mundial — que assim seja."- Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos por la vida y la salud de todos aquellos que sirven a la Paz en nuestro mundo — hombres y mujeres de todas las culturas, tradiciones y caminos espirituales que, con valentía y entrega, asumen misiones difíciles para llevar esperanza, justicia y conciencia a un planeta tantas veces herido por la corrupción y la desigualdad. Honramos a estos hermanos y hermanas de la humanidad, desde figuras ampliamente reconocidas como el Papa León XIV y el Dalai Lama, hasta todos aquellos que, en la humildad de su servicio silencioso, trabajan por la armonía, la verdad y el bien común. Cada uno de ellos, con su propia luz, ayuda a elevar la conciencia de la Tierra y a despertar la compasión en los corazones humanos. Que su ejemplo inspire un mundo donde ningún ser quede a merced de la tiranía, donde la fuerza esté siempre al servicio del Amor, y donde la verdadera autoridad surja de la conciencia despierta y de la dignidad humana. Elevemos también nuestra oración a la Madre Tierra, hogar sagrado de todos los pueblos y de todas las formas de vida. Que nuestra atención, nuestro cuidado y nuestras acciones reflejen el profundo respeto que ella merece. Que seamos el cambio vivo, la presencia consciente y el gesto compasivo que contribuye a la sanación del planeta. Así es, y así se manifiesta. - Divina Fuente de toda Vida, clamamos hoy por el despertar de las conciencias. Que el estruendo de las armas sea silenciado por el latir de corazones en armonía. Pedimos el fin inmediato de todas las guerras, que las fronteras del odio se disuelvan y que el diálogo reemplace al enfrentamiento. Que cada líder sea tocado por la compasión y cada pueblo encuentre en el otro a un hermano. Que la Tierra no sea más escenario de dolor, sino un suelo fértil donde la paz florezca como derecho de todos. Por la unión, por la vida, por la paz mundial — que así sea." -Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - We pray for the life and health of all those who serve Peace in our world — men and women from every culture, tradition, and spiritual path who, with courage and devotion, take on difficult missions to bring hope, justice, and awareness to a planet so often wounded by corruption and inequality. We honor these brothers and sisters of humanity, from widely recognized figures such as Pope Leo XIV and the Dalai Lama to all those who, in quiet humility, work for harmony, truth, and the common good. Each of them, in their own light, helps elevate the consciousness of the Earth and awaken compassion in human hearts. May their example inspire a world where no being is left at the mercy of tyranny, where strength is always placed in the service of Love, and where true authority arises from awakened conscience and human dignity. Let us also raise our prayer to Mother Earth, the sacred home of all peoples and all forms of life. May our attention, our care, and our actions reflect the deep respect she deserves. May we become the living change, the conscious presence, and the compassionate gesture that contribute to the healing of the planet. So it is, and so it manifests. - "Divine Source of all Life, we call today for the awakening of consciences. May the roar of weapons be silenced by the pulse of hearts in harmony. We plead for the immediate end of all wars, that the borders of hate may dissolve and that dialogue may replace conflict. May every leader be touched by compassion and every nation find a brother in one another. May the Earth no longer be a stage for pain, but a fertile ground where peace flourishes as a right for all. For unity, for life, for world peace — so be it."

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Quando eu voltar

Eu tenho a firme convicção de que não vivemos uma única vez nesta Terra abençoada por Deus.
Tenho a convicção plena de que já vivi muitas experiências.
Como explicar, senão dessa forma, que meu coração bata descompassado ante certas paisagens do mundo? Paisagens que jamais visitei na presente existência mas que as contemplo como velhas conhecidas.

Como explicar que ouvindo determinado idioma, que não o do meu país natal, me aguce o cérebro e eu sinta como se conhecesse todas aquelas palavras, que soubesse pronunciar todos aqueles vocábulos?

Paisagens, sons, pessoas. De repente, tudo vai se sucedendo em minha mente como múltiplas lembranças. Não muito nítidas, mas nem por isso menos autênticas.
Pareço recordar paisagens da Gália, com seus cultos, suas crenças, seus sacerdotes druidas.

Peregrino pelo vale do Loire, entre castelos, como se fossem dias vividos, sofridos, passados.
As pirâmides do Egipto, as areias do deserto, réis, escravos, nações que se degladiam.
Ásia, Oceânia, Europa. Por onde terei andado em tantas e multiplicadas vidas, entre muitas posses ou na quase miséria?

Com acesso às conquistas do intelecto ou iletrado, entre o povo ignorado?
Quantas vestes terei usado? De poder ou de submissão. Mantos de veludo, coroas, andrajos que mal cobriam o corpo.
Terei vivido recluso em mosteiros, montanhas? Ou livre, em cidades populosas?

A memória não permite acesso integral a tudo que fui, tudo que experienciei.
Mas, como afirmava o Apóstolo Paulo, Graças a Deus sou o que sou. Por isso, ouso erguer a fronte e sonhar.
Sonhar com meu retorno a esta terra bendita. Quem sabe quando se dará. Talvez décadas. Ou séculos.

Não importa. Penso e planeio o que desejo para quando eu voltar.
Com certeza, retornarei a esta Terra abençoada porque reconheço não ter pago até o último centil, conforme advertiu o sábio de Nazaré.

E, se nesta vida, aprendi a me extasiar com a beleza arquitectónica de prédios antigos, que sobreviveram ao tempo, quem sabe eu possa retornar como alguém que, qual novo Mecenas, possa restaurar tantos daqueles carcomidos pelo tempo.
Se agora planifico a alma ouvindo a música que me enche os ouvidos, talvez eu possa retornar como alguém dedicado à arte musical. Serei, quem sabe, um virtuoso do violino, do cello, do piano...

Ou então eu possa retornar com uma flauta mágica engastada na garganta e solte a voz em todos os tons, em caprichosas escalas.
Quiçá, como Bach, um dia, eu possa dizer que nasci para louvar a Deus, através das árias mais sublimes, executadas de forma magistral, arrebatando as almas em êxtase.
Ou retornarei como exímio pintor que reproduzirá em telas magníficas paisagens de uma outra dimensão, entrevistas em noites de sonho.

Penso e sonho. Em verdade, o mais importante é saber que voltarei.
Voltarei para esses campos do planeta azul e amarei a pátria onde renascer. Talvez até precise aprender um novo idioma.

Novo aprendizado.

No entanto, com certeza, nas noites brilhantes, olharei para os céus, contemplarei as estrelas, identificarei outros mundos, celestes moradas que me aguardam num futuro distante.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Quando a morte chegar

É algo a que ninguém escapa. Rico, intelectual, pobre, ignorante, bons ou maus, todos morreremos um dia.

De uma forma paradoxal, no entanto, é o em que, de modo geral, menos pensamos. Ou nem queremos pensar.

Porém, deveríamos ter em mente que se caminhamos para um destino certo o correcto seria nos prepararmos.

É como se nos fosse imperioso realizar uma longa viagem, deixando tudo que temos para trás. Com certeza, nos prepararíamos.

Não sabendo exactamente qual clima iremos encontrar no lugar para onde estamos nos dirigindo, levaríamos uma bagagem que comportasse vestimentas para dias de temperatura amena e outras de intenso calor ou muito frio.

Haveríamos de nos preocupar com o que faríamos ao chegar e estabeleceríamos um planeamento.

Então, como não pensamos na grande e imprescindível viagem que faremos, transferindo-nos deste mundo para outro?

Um mundo que é vibrante, onde haverá reencontros, onde precisaremos ter uma veste especial, para nele nos movimentarmos, de forma adequada.

A veste nupcial, aquela mesma que o Evangelista descreve na parábola do festim das bodas.

Veste que é tecida, em nosso dia a dia, pela nossa forma de pensar, de agir, de produzir para o bem ou para o mal.

Talvez fosse interessante que pensássemos em rogar ao bom Deus para quando chegar esse momento, o da passagem, o deixar uma realidade para penetrar em outra.

Poderia ser algo mais ou menos assim: 

Senhor, quando eu tiver que partir, permite que eu esteja preparado. Que haja paz em minha consciência por não ter agido mal para com meu semelhante. Que eu esteja pronto, com minha bagagem de boas ações em mala apropriada, sem remorso pelo não feito e não realizado. Permite que Espíritos do bem me possam receber, auxiliando-me nessa transposição da embarcação frágil da vida terrena para o navio imenso da Espiritualidade.

Quem sabe, Senhor, possas permitir que antigos amores me recebam à chegada, levando-me abraços, flores e sorrisos. Amores desta vida, que partiram antes, deixando uma lacuna em meu coração; amores de outras vidas, sempre lembrados pelo Espírito imortal.

Permite, Pai Celeste, que os que permanecerem na Terra, fiquem tranquilos, que aceitem a minha partida, com a dignidade de quem tem consciência plena de que a jornada terrena é passageira. Que pensem em reestruturar as suas vidas, sem minha presença, que prossigam em seus dias de progresso e lutas.

E eu, alma pacificada, possa adentrar os umbrais da Espiritualidade há tanto tempo deixada, com vontade de continuar a aprender, a trabalhar, tão logo me refaça do cansaço da viagem terrena e de eventuais reflexos de transtornos físicos que me tenham tomado os últimos dias.

Que eu possa retornar para o lar que ali deixei, retomando tarefas suspensas por um tempo. E que, como Espírito, tenha a possibilidade de me sentir livre, transitando por tantos lugares que desejei visitar, enquanto encarnado.

Desejo conhecer paisagens simplesmente sonhadas enquanto folheava livros ou assistia documentários. Conhecer lugares espectaculares criados pela Tua grandeza, onde cantam as cascatas, vibram as montanhas e Te enaltecem as florestas.

Enfim, Senhor, fica comigo nessa hora.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Evangelho (Mc 7,14-23)

Chamando outra vez a multidão, dizia: «Escutai-me, vós todos, e compreendei! Nada que, de fora, entra na pessoa pode torná-la impura. O que sai da pessoa é que a torna impura».

Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe faziam perguntas sobre essa parábola. Ele lhes disse: «Também vós não entendeis? Não compreendeis que nada que de fora entra na pessoa a torna impura, porque não entra em seu coração, mas em seu estômago, e vai para a fossa?». Assim, ele declarava puro todo alimento. E acrescentou: «O que sai da pessoa é que a torna impura. Pois é de dentro, do coração humano, que saem as más intenções: imoralidade sexual, roubos, homicídios, adultérios, ambições desmedidas, perversidades; fraude, devassidão, inveja, calúnia, orgulho e insensatez. Todas essas coisas saem de dentro, e são elas que tornam alguém impuro».

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Um tanto mais

Você guarda a impressão de haver esgotado o estoque de todos os seus recursos, em determinada tarefa de amor, mas se você perseverar um tanto mais no devotamento, ninguém pode prever os louros de luz que brilharão em seu passo.

Você está doente e pretende obter licenças de longo prazo, mas se você continuar um tanto mais em serviço, ninguém pode prever o tesouro de forças novas que lhe aparecerá no caminho.

Você encontrou imensas dificuldades no exercício das boas obras e anseia fugir delas, mas se você persistir um tanto mais na construção da beneficência, ninguém pode prever o triunfo que as suas horas recolherão, nas fontes vivas da caridade.

Você acredita que não pode tolerar o amigo importuno, o filho teimoso, o irmão inconsciente, a esposa inconstante ou o marido insensato, mas se você suportar um tanto mais a luta em família, ninguém pode prever a extensão do júbilo por-vindouro em seu ninho doméstico.

Você supõe que o azar é o seu clima e chora na bica do desespero, mas se você cultivar um tanto mais de fidelidade às próprias obrigações, ninguém pode prever a amplitude do seu êxito, no amanhã que vem perto.

Você experimenta enorme cansaço e não quer dar ouvidos ao companheiro de longa conversa, mas se você esticar um tanto mais o seu sacrifício, ninguém pode prever os prodígios da colheita de bênçãos que surgirão dos seus breves minutos de gentileza.

Observe que você mesmo para realizar isso ou aquilo, exige incessantemente dos semelhantes um tanto mais de bondade, um tanto mais de cooperação, um tanto mais de tempo, um tanto mais de carinho...

O génio é a paciência que não se acaba.

É justo que você deseje um tanto mais de felicidade, mas para isso, é necessário que você ajude um tanto mais a felicidade dos outros.

Repare você as lições da vida e compreenderá que a vitória no bem é sempre trabalhar conforme o dever e servir... um tanto mais.

*   *   *

O mestre da Antiguidade, Confúcio, elaborando ideias a respeito da perseverança, afirma:

Se há pessoas que não estudam ou que, se estudam, não aproveitam, elas que não se desencorajem e não desistam.

Se há pessoas que não interrogam os homens instruídos para esclarecer as suas dúvidas ou o que ignoram, ou que, mesmo interrogando-os, não conseguem ficar mais instruídas, elas que não se desencorajem e não desistam.

Se há pessoas que não meditam ou que, mesmo que meditem, não conseguem adquirir um conhecimento claro do princípio do bem, elas que não se desencorajem e não desistam.

Se há pessoas que não distinguem o bem do mal ou que, mesmo que distingam, não têm uma percepção clara e nítida, elas que não se desencorajem e não desistam.

Se há pessoas que não praticam o bem ou que, mesmo que o pratiquem, não podem aplicar nisso todas as suas forças, elas que não se desencorajem e não desistam.

O que outros fariam numa só vez, elas o farão em dez. O que outros fariam em cem vezes, elas o farão em mil, porque aquele que seguir verdadeiramente esta regra da perseverança, por mais ignorante que seja, tornar-se-á uma pessoa esclarecida; por mais fraco que seja, tornar-se-á necessariamente forte.

com base no cap.71, do livro Ideal Espírita, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Evangelho (Mc 6,1-6)

Saindo dali, Jesus foi para sua própria terra. Seus discípulos o acompanhavam. No sábado, ele começou a ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam se admiravam. 

«De onde lhe vem isso?», diziam.«Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E esses milagres realizados por suas mãos? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset, Judas e Simão? E suas irmãs não estão aqui connosco?» 

E ele se tornou para eles uma pedra de tropeço. Jesus, então, dizia-lhes: «Um profeta só não é valorizado na sua própria terra, entre os parentes e na própria casa». 

E não conseguia fazer ali nenhum milagre, a não ser impor as mãos a uns poucos doentes. Ele se admirava da incredulidade deles. E percorria os povoados da região, ensinando.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Evangelho (Mc 5,21-43)

Jesus passou novamente para a outra margem, e uma grande multidão se ajuntou ao seu redor. Ele estava à beira-mar. Veio então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, caiu-lhe aos pés e suplicava-lhe insistentemente: «Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe as mãos sobre ela para que fique curada e viva!». Jesus foi com ele. Uma grande multidão o acompanhava e o apertava de todos os lados.

Estava aí uma mulher que havia doze anos sofria de hemorragias e tinha padecido muito nas mãos de muitos médicos; tinha gastado tudo o que possuía e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se, na multidão, por detrás e tocou-lhe no manto. Ela dizia: «Se eu conseguir tocar na roupa dele ficarei curada». Imediatamente a hemorragia estancou, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele e, voltando-se para a multidão, perguntou: «Quem tocou na minha roupa»? Os discípulos disseram: «Tu vês a multidão que te aperta, e ainda perguntas: ‘Quem me tocou? ’». Ele olhava ao redor para ver quem o havia tocado. A mulher, tremendo de medo ao saber o que lhe havia acontecido, veio, caiu-lhe aos pés e contou toda a verdade. Jesus então disse à mulher: «Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e fica livre da tua doença».

Enquanto ainda estava falando, chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga dizendo: «Tua filha morreu. Por que ainda incomodas o mestre?». Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: «Não tenhas medo, somente crê». Ele não permitiu que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a agitação, pois choravam e lamuriavam muito. Entrando na casa, ele perguntou: «Por que essa agitação, por que chorais? A menina não morreu, ela dorme». E começaram a zombar dele. Afastando a multidão, levou consigo o pai e a mãe da menina e os discípulos que o acompanhavam. Entrou no lugar onde estava a menina. Pegou a menina pela mão e disse-lhe: «Talitá cum!(que quer dizer: «Menina, eu te digo, levanta-te»). A menina logo se levantou e começou a andar — já tinha doze anos de idade. Ficaram extasiados de tanta admiração. Jesus recomendou com insistência que ninguém soubesse do caso e falou para que dessem de comer à menina.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Virtudes e defeitos

É notável como conseguimos ver, todos os dias, a todos os instantes, os defeitos alheios.
Dificilmente encontraremos alguém que não se mostre propenso a apontar erros e absurdos dos outros.
Muitos casamentos acabam porque marido e mulher passam a ver tanto os defeitos um do outro, que se esquecem que se uniram porque acreditavam se amar.
Amigos de infância, certo dia, se surpreendem a descobrir falhas de carácter um no outro. Desencantados se afastam, perdendo o tesouro precioso da amizade.

Colegas de trabalho culpam o outro por falhas que, em verdade, em muitos casos, é da equipe como um todo.

Foi observando esse quadro que alguém escreveu que os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.

Na sacola da frente, estão colocadas as qualidades positivas, as virtudes de cada um. Na sacola de trás são guardados todos os defeitos, as paixões, as más qualidades do Espírito.

Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos de forma impiedosa, nas costas do companheiro que está à frente, todos os defeitos que ele possui. Assim nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

A imagem é significativa e nos remete à reflexão. Talvez seja muito importante que saiamos da fila indiana e passemos a andar ao lado do outro. E, no relacionamento familiar, profissional, social em geral, que nos coloquemos de frente um para o outro. Aí veremos as virtudes nossas, que devem ser trabalhadas, para crescerem mais e também as virtudes do outro.

Com certeza nos surpreenderemos com as descobertas que faremos.

Haveremos de encontrar colegas de trabalho que supúnhamos orgulhosos, como profissionais conscientes, dispostos a estender as mãos e laborar em equipe. Irmãos que acreditávamos extremamente egoístas, com capacidade de ceder o que possuam, a bem dos demais membros da família. Pais e mães que eram tidos como distantes, em verdade estarem ávidos por um diálogo aberto e amigo. Esposos e esposas que cultivavam amarguras, encontrarem um novo motivo para estarem juntos, redescobrindo os encantos dos dias primeiros do namoro.

*   *   *

A crítica só é válida quando serve para demonstrar erros graves que possam causar prejuízo para os outros ou quando sirva para auxiliar aquele a quem criticamos. Portanto, resistir ao impulso de ressaltar as falhas dos outros, exercitando-nos em perceber o que eles tenham de positivo, é a meta que devemos alcançar.

Não esqueçamos de que se desejamos que o bem cresça e apareça, devemos divulgá-lo sempre.

Falar bem é fazer o bem. Apontar o belo é auxiliar outros a verem a beleza.

com base no texto Sem olhar para trás, de Gilberto Nucci.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

PRECE DE CURA


Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de meu ser. 

Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos, micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse no meu corpo, que é templo de Divindade.

Pai teu Divino filho Jesus disse: pedi e recebereis, porque todo aquele que pede recebe, portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a própria cura. 

Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total. 

Mesmo que a imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo, só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.

Todas as energias curadoras existentes em mim estão atuando intensamente, como um exército poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o meu corpo. 

Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da cura perfeita.

Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.

Agradeço-te, óh! pai, porque Tu ouvistes a minha oração.

Dou-te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque tua vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido.

Assim é e assim será.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Você pode fazer a diferença

No primeiro dia de aula, ela parou em frente aos seus alunos da quinta série e lhes disse que gostava de todos.

No entanto, ela sabia que isso era quase impossível. Na primeira fila estava um garoto chamado Teddy. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e, muitas vezes, suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.

Ao iniciar o ano lectivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.

A senhora Thompson fez isso alguns meses depois que as aulas tinham iniciado. Quando leu a de Teddy ficou surpresa. A professora do primeiro ano havia anotado:

Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é agradável estar perto dele.

A professora do segundo ano escrevera: Teddy é um aluno excelente e muito querido por seus colegas. Tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave. A vida em seu lar deve estar muito difícil.

Da professora do terceiro ano: A morte de sua mãe foi um golpe duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.

A professora do quarto ano escrevera: Teddy anda muito distraído e não mostra interesse pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.

A senhora Thompson se deu conta do problema. Lembrou dos presentes que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, excepto o de Teddy, que estava enrolado num vulgar papel de mercado.

Os outros garotos riram ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.

Ela disse que o presente era precioso, pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.

Naquela ocasião, Teddy ficou um pouco mais de tempo na escola. Lembrou-se que ele dissera que ela estava cheirosa como sua mãe.

Nesse dia, a professora Thompson chorou...

Em seguida, mudou sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy.

O menino foi se animando e se tornou o melhor da classe.

Seis anos depois, a professora recebeu uma carta de Teddy contando que havia concluído o ensino médio e que ela tinha sido a sua melhor professora.

Então, um dia, ela recebeu uma carta assinada pelo Doutor Theodore Stoddard, seu antigo aluno Teddy.

Quando os dois se encontraram, no casamento dele, abraçaram-se por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.

Ela, com os olhos banhados em pranto, sussurrou: Você está enganado! Foi você quem me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.

*   *   *

Mais do que ensinar a ler, escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.

Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor, mostrando que sempre é possível fazer a diferença...

 com base em texto de autor desconhecido

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Oração da boa noite

Oração da boa noite ❤️
Senhor, obrigada por mais este dia.

Obrigada pelos pequenos e grandes dons que a tua bondade colocou no meu caminho em cada instante desta jornada.

Obrigada pela luz, água, alimento, trabalho e por este tecto.

Obrigada pela beleza das criaturas, pelo milagre da vida, pela inocência das crianças, pelo gesto amigo, pelo amor.

Obrigada pela surpresa da tua presença em cada ser.

Obrigada pelo teu amor que nos sustenta e protege, pelo o teu perdão que me dá sempre uma nova oportunidade e me faz crescer.

Obrigada pela alegria e por ser útil a cada dia, e com isso, ter a oportunidade de servir a quem está ao meu lado e de alguma forma servir a humanidade. 

Que amanhã eu seja melhor.

Quero antes de dormir, perdoar e abençoar a quem me magoou neste dia.

Quero também pedir perdão se alguém magoei.

Abençoa Senhor o meu descanso, o descanso do meu corpo físico e astral.

Abençoa também o descanso dos meus amigos, entes queridos e familiares.

Abençoa desde já o dia que vou empreender amanhã.

Obrigada Senhor, e boa noite!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Ajuda-me a olhar?

Diego não conhecia o mar.
O pai, Santiago Kovadloff, resolveu levá-lo para que conhecesse o mar gigantesco. Viajaram para o sul. O oceano estava do outro lado dos bancos de areia, esperando.
Quando o menino e o pai alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar apareceu na frente de seus olhos.

Foi tanta a imensidão do mar, tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo com tamanha beleza. E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: “Pai, me ajuda a olhar?”


Nós, pais, estamos no mundo para ajudar nossos filhos a olhar. 
Por trás desse me ajuda a olhar, de menino inocente e admirado, estão as grandes questões da educação no lar.
A pergunta do filho poderia ser entendida como: Pai, me ajuda a perceber todas as belezas, as nuances, tudo que ainda não consigo perceber?
Ajuda-me a saber admirar as coisas importantes da vida, você que já viveu tanto e tem tanta bagagem de mundo, tanta experiência?
Ajuda-me a compreender a existência, seus desafios, seus objectivos maiores?
Ajuda-me a não temer os problemas, a aprender com eles, toda vez que resolverem aparecer?
Ajuda-me a caminhar? Sem precisar caminhar por mim, pois tenho que descobrir meus próprios passos, mas, nos primeiros, principalmente, você fica ao meu lado?
E quando eu cair, você vai estar lá? Pois muitas coisas neste mundo me assustam, e preciso de uma segurança, de um lar para onde eu possa voltar. Ajuda-me a olhar para dentro de mim, pai?
Preciso me conhecer para me amar, para me perdoar e não deixar que a culpa me faça menor. Ajuda-me a olhar para dentro de mim?
A descobrir minhas potencialidades, minhas habilidades, o que tenho de bom?
Pois se você, pai, disser: “Você pode, meu filho. Você tem capacidade você é inteligente...” aí sim, vou acreditar.
E, se nessa busca eu encontrar algo que não goste, não suporte, você me ajuda a eu não desistir de mim mesmo?
Por isso preciso de você aqui, ao meu lado, me ensinando a olhar o mundo e a mim com olhos de quem quer a paz e não mais a discórdia, a violência. Por isso preciso que me ensine a olhar, que me ensine a escolher para que, um dia, quando meus olhos estiverem vendo o oceano, da altura dos seus... eu então possa dizer ao meu filho:

“Vou lhe ensinar a olhar, meu filho, não se preocupe. Segure firme em minhas mãos e vamos olhar o mundo juntos... Sempre juntos.”


Allan Kardec, Codificador da Doutrina Espírita, em O livro dos Espíritos assevera: Os espíritos apenas entram na vida corporal para se aperfeiçoar e melhorar.
A fraqueza da idade infantil os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir. É então que podem reformar seu carácter e reprimir suas más tendências. Este é o dever que Deus confiou a seus pais, missão sagrada pela qual terão de responder.


com base em trecho de O livro dos abraços, de Eduardo Galeano, ed. Porto e no item 385 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec

sábado, 14 de dezembro de 2019

No caminho para o encontro com o sol:

Quando saís de casa para assistir ao nascer do sol, pensai desde logo que ides ao encontro de um ser vivo, e que toda a natureza à vossa volta também é viva. O universo inteiro está povoado por uma infinidade de criaturas invisíveis, mas reais. Então, dirigi-lhes uma saudação, dizei a todas essas entidades que se manifestam através dos quatro elementos - a terra, a água, o ar, o fogo - que as amais, que apreciais o seu trabalho, que estais reconhecidos pela limpidez da manhã e toda a vida que está a despertar.

No momento em que vos pondes ao caminho para ir ao encontro da aurora, deveis ter na vossa cabeça e no vosso coração o pensamento de que ides não apenas assistir, mas participar neste acontecimento formidável que se produz no universo.
O que há de mais belo e de mais essencial que o nascimento de um novo dia? Vós direis que a vossa presença não mudará nada: o dia nascerá quer estejais lá, quer não. Com certeza, mas é para vós que é importante, pois existe uma relação entre o que se passa na natureza e o que se passa em vós. Quando souberdes como olhar para o sol que nasce, compreendereis como é importante trabalhar com as forças do dia, a fim de que o dia desperte também na vossa consciência.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Evangelho (Mt 11,28-30)

Naquele tempo,respondendo Jesus, disse: «Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve».

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Sem recolher detritos

O homem estava a caminho do aeroporto. O táxi rodava pela faixa devida, quando um outro veículo saiu, subitamente, de um estacionamento, cortando-lhe a frente.
O taxista pisou no freio com força, deslizou e escapou de bater em outro carro por um triz!
O motorista começou a gritar, nervoso. Porém, o taxista manteve-se inalterado. Apenas sorriu e acenou, fazendo um sinal de positivo, de maneira bastante amigável.
O passageiro do táxi, de certa forma indignado, perguntou: Por que você fez isso? Aquele cara quase arruína o seu carro e quase nos manda para o hospital!!!
O taxista, traduzindo tranquilidade deu uma explicação singela e profunda:
Muitas pessoas são como camiões de lixo. Andam por aí carregadas de detritos, cheias de frustrações, de raiva e traumas! À medida que o lixo aumenta, elas precisam de um lugar para descarregar e, às vezes, descarregam sobre a gente. Nunca tomo isso como pessoal. O problema não é meu!  É delas! Apenas sorrio, aceno, desejo-lhes sempre o bem, e sigo em frente. Não pego o lixo das pessoas e nem o espalho sobre os outros, seja no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fico tranquilo… Respiro... E deixo o lixeiro passar.

Pessoas felizes não deixam qualquer detrito estragar o seu dia.

*   *   *

A tolerância é caridade em começo. Exercitando-a, continuamente, encontraremos excelentes resultados do bem onde estejamos, com quem convivamos. 
Condescendência para com os direitos alheios, não produzindo choque, não escandalizando, seguindo os mesmos caminhos de todos com atitude correta na busca de algo que nos dignifica, é relevante testemunho de tolerância.
Jesus, o instrutor de sempre, convidado a pagar o tributo do templo, aceitou, elucidando: Não provoquemos escândalo. E cumpriu com esse dever para melhor poder trabalhar em Seus sublimes compromissos para com Deus.
A tolerância nos evita o contágio com a inquietação do mundo. A tolerância nos salva de cair no fosso dos pensamentos negativos e insanos que, por vezes, nos atiram em armadilhas das quais dificilmente escapamos.
Toleremos, relevemos, desculpemos, compreendamos.
Todos temos nossos dias difíceis, nossas vidas atribuladas, nossas provas e expiações que, muitas vezes, estremecem nossos dias. Compreendamos como desejamos ser compreendidos. Atrás de alguém esbracejando sem aparente razão, atrás de uma voz grosseira, há uma alma pedindo socorro. Atrás de palavras que machucam, de atitudes deseducadas, há alguém querendo descarregar suas frustrações, seus medos, suas tristezas. Não recolhamos esses detritos. Eles não são de ninguém.

Não desejemos estar certos, fazermos justiça, dizermos verdades. Não é este o momento. Oremos, peçamos por aqueles que, por vezes, se desequilibram tão facilmente, que parecem carregar uma bomba-relógio no coração. Esses precisam muito encontrar o caminho da paz interior, e não nos encontramos na mesma estrada sem motivo.

Pensemos nisso.

com base no cap 56, do livro Convites da Vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco

sábado, 7 de dezembro de 2019

Evangelho (Mt 9,27-31)

Partindo Jesus dali, dois cegos o seguiram, gritando: «Tem compaixão de nós, filho de Davi!» Quando entrou em casa, os cegos se aproximaram dele, e Jesus lhes perguntou: «Acreditais que eu posso fazer isso?» Eles responderam: «Sim, Senhor». Então tocou nos olhos deles, dizendo: «Faça-se conforme a vossa fé». E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu: «Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo». Mas eles saíram e espalharam sua fama por toda aquela região.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Algo grande que sirva para alguém

A moça trabalhava como voluntária numa loja de roupas usadas, numa lojinha de um hospital.

Certo dia, conta ela, adentrou a loja uma certa senhora bastante obesa.

Logo a atendente pensou, entristecida: Puxa... Ela não vai encontrar nada na numeração dela...

A partir daquele momento, ficou bastante apreensiva, conforme observava a senhora passando de cabide em cabide, procurando algo.

Pensava numa forma de evitar que a cliente se sentisse mal, uma vez que tinha certeza de que não encontraria nada que lhe servisse.

Não queria que ela se sentisse excluída e nem que a questão de seu sobrepeso viesse à tona, deixando a estranha sem jeito.

Fez, então, uma breve oração, pedindo uma luz para se sair bem daquela situação delicada, evitando que a senhora passasse por qualquer tipo de humilhação naquele momento.

Foi quando o esperado aconteceu. A cliente se dirigiu à moça e afirmou, um pouco entristecida e constrangida:

É... Não tem nada grande, não é?

E a moça, que até aquele instante não soubera o que fazer, abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu, sorrindo:

Quem disse?? É claro que tem! Olha só o tamanho desse abraço! – E a abraçou com muito carinho.

A loja toda parou para observar a cena inusitada e bela.

A senhora, surpreendida, entregou-se àquele abraço acolhedor, deixou-se tomar por algumas lágrimas discretas e exclamou:

Há quanto tempo ninguém me dava um abraço...

Depois de alguns instantes, buscando se recompor, ainda emotiva, finalizou a conversa breve dizendo:

Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava...



Inspirados nessa singela passagem, poderíamos perguntar: Será que dentro de nós, procurando nos baús de nossa intimidade, nas prateleiras da alma, também não podemos encontrar algo grande que sirva para alguém?

Somos aprendizes, sim. Muito nos falta de bagagem moral e intelectual, mas muito já temos para oferecer.

Quem não tem condições de dar um abraço sincero?

Quem não consegue alguns minutos de sua semana para dedicar a algum tipo de trabalho voluntário?

Quem não está apto a proferir uma palavra de estímulo, um elogio, um voto de sucesso ou de paz?

Temos todos algo grande dentro de nós: o amor maior em estado de latência, a assinatura do Criador em nossas almas perfectíveis.

O que temos de bom não precisa ser guardado a sete chaves connosco. A candeia precisa ser colocada sobre o alqueire para que brilhe para todos.

Brilhe, assim, a nossa luz, sem economia e sem medo. Há tantos que precisam dela...

Não deixemos passar um dia sequer sem ter sido importante na vida de alguém, na história de um ser que respira ao nosso lado.

Haverá dia em que finalmente entenderemos o que é viver como irmãos na Humanidade inteira.

Que esta pergunta possa ecoar em nosso Espírito durante todo este dia: Será que não temos algo grande que sirva para alguém?

com base em depoimento anónimo, recebido pela internet em 4.12.2019

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Anjos da ponte

A ponte Golden Gate, na baía de São Francisco, Califórnia, Estados Unidos, é a ponte mais visitada por turistas.

Não há quem não admire sua imponência e a vista que oferece a quem por ela transite.

No entanto, o monumento guarda um outro recorde, nada animador: é um dos principais pontos de suicídio do planeta.

A questão é tão séria que a ponte tem a sua própria equipe de voluntários, a Bridgewatch Angels - anjos da brigada da ponte, dedicada a detectar potenciais suicidas e salvar suas vidas com um método simples: ouvir o que têm a dizer.

Desde sua inauguração, em 1937, a ponte conta com o triste índice de mais de mil e setecentos suicídios.

No ano de 2018, duzentas e quatorze pessoas tentaram pular. O fato de apenas vinte e sete terem realizado o seu desejo é um sinal do sucesso do trabalho conjunto desses voluntários com a polícia.

Apesar de viver na região, a policial Mia Munayer não tinha conhecimento do legado sombrio da Golden Gate, até assistir em 2010 ao documentário The bridge.

Tinha que fazer algo para ajudar a impedir que mais pessoas morressem, diz ela, que fundou a Bridgewatch Angels.

Desde 2011, os voluntários percorrem a ponte em datas importantes, como Dia dos namorados, véspera de Natal, e outras. São treinados para abordar qualquer pessoa que acreditem possa estar em perigo.

Munayer gastou mais de dez mil dólares do próprio bolso para financiar as campanhas, que incluem seminários para pessoas interessadas em ajudar a patrulhar a ponte em épocas de maior preocupação.

A policial treina os voluntários para lidar com aqueles que parecem isolados e angustiados. Eles aprendem a detectar os sinais de alerta e maneiras de reagir a isso. Os voluntários fazem perguntas que podem começar com um simples Você está bem?

É uma questão de estimular a pessoa a falar.

Conversamos com as pessoas. Mostramos que não estão sozinhas. Nós ouvimos. Às vezes, essa é a melhor resposta. Mas é importante tentar não tocar em assuntos sensíveis e apenas mantê-las conversando. - Diz a policial.

*   *   *

Talvez não tenhamos parado para pensar sobre isso, mas próximo a nós pode haver alguém pensando em desistir da própria vida.

Fiquemos atentos, mostremos que ninguém está só, que juntos podemos nos ajudar a solucionar os problemas e que não é desistindo de tudo que fará com que o sofrimento, a dor, vá embora.

O suicídio é uma saída enganosa, uma saída falsa, uma infracção às leis maiores do Universo.

A vida nos foi dada para evoluirmos. Para isso passamos por provas e expiação. Importante suportá-la e ainda, retirar de todos os dias o seu aprendizado, pois mesmo os maiores erros, os maiores deslizes têm algo a nos ensinar.

Estamos aqui para viver e viver é lidar com tudo isso, fortalecendo-nos em cada luta.

Não estamos sós. Temos nosso Espírito protetor ao nosso lado, temos amores que se importam conosco aqui na Terra, temos o Criador da vida no coração aguardando que nos aproximemos dele.
com base em reportagem do site BBC News Brasil.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

A ORAÇÃO - N. 15

Tudo reside, portanto, na intensidade, e a intensidade está sempre ligada ao poder que se tem de libertar os seus pensamentos e sentimentos de todas as preocupações estranhas à oração. Por isso, a atitude interior é muito importante: conseguir por tudo de lado, por uns momentos, para mergulhar num trabalho espiritual intenso. Só nesta condição é que se é atendido pelo Céu.

Cada coisa espiritual tem a sua correspondência material e cada partícula de matéria tem a sua correspondência no plano espiritual. Existe, pois, uma correlação entre o mundo subtil da consciência, do pensamento, do sentimento, e o mundo da matéria. Cada vez que a vossa oração vos projecta para as regiões superiores da consciência, vós atraís do espaço materiais de uma grande pureza graças aos quais podereis dar um corpo aos vossos desejos divinos. Há que começar por trabalhar no plano espiritual: o plano material transformar-se-á, então, automaticamente. Todos os Iniciados basearam a sua acção nesta lei das correspondências. A sua única preocupação é trabalharem correctamente, harmoniosamente. Em relação ao resto, estão completamente convencidos de que existe uma fidelidade e que o que já está realizado pelo pensamento no mundo espiritual será realizado um dia no plano físico.