RODA DA VIDA

Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos pela vida e pela saúde de todos os que servem a Paz no mundo — homens e mulheres de todas as culturas, tradições e caminhos espirituais que, com coragem e entrega, assumem missões difíceis para levar esperança, justiça e consciência a um planeta tantas vezes ferido pela corrupção e pela desigualdade. Honramos estes irmãos e irmãs da humanidade, desde figuras amplamente reconhecidas, como o Papa Leão XIV e o Dalai Lama, até todos aqueles que, de forma silenciosa e anónima, trabalham pela harmonia, pela verdade e pelo bem comum. Cada um deles, na sua própria luz, ajuda a elevar a vibração da Terra e a despertar a compaixão nos corações. Que o seu exemplo inspire um mundo onde nenhum ser esteja à mercê da tirania, onde a força seja sempre colocada ao serviço do Amor, e onde a verdadeira autoridade seja a da consciência desperta e da dignidade humana. Elevemos também a nossa prece à Mãe Terra, casa sagrada de todos os povos e de todas as formas de vida. Que a nossa atenção, o nosso cuidado e as nossas ações reflitam o respeito profundo que ela merece. Que sejamos a mudança viva, a presença consciente e o gesto compassivo que contribui para a cura do planeta. Assim é, e assim se manifesta. - "Divina Fonte de toda a Vida, clamamos hoje pelo despertar das consciências. Que o ruído das armas seja silenciado pelo pulsar de corações em harmonia. Pedimos o fim imediato de todas as guerras, que as fronteiras do ódio se dissolvam e que o diálogo substitua o confronto. Que cada líder seja tocado pela compaixão e cada povo encontre no outro um irmão. Que a Terra não seja mais palco de dor, mas um solo fértil onde a paz floresça como direito de todos. Pela união, pela vida, pela paz mundial — que assim seja."- Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos por la vida y la salud de todos aquellos que sirven a la Paz en nuestro mundo — hombres y mujeres de todas las culturas, tradiciones y caminos espirituales que, con valentía y entrega, asumen misiones difíciles para llevar esperanza, justicia y conciencia a un planeta tantas veces herido por la corrupción y la desigualdad. Honramos a estos hermanos y hermanas de la humanidad, desde figuras ampliamente reconocidas como el Papa León XIV y el Dalai Lama, hasta todos aquellos que, en la humildad de su servicio silencioso, trabajan por la armonía, la verdad y el bien común. Cada uno de ellos, con su propia luz, ayuda a elevar la conciencia de la Tierra y a despertar la compasión en los corazones humanos. Que su ejemplo inspire un mundo donde ningún ser quede a merced de la tiranía, donde la fuerza esté siempre al servicio del Amor, y donde la verdadera autoridad surja de la conciencia despierta y de la dignidad humana. Elevemos también nuestra oración a la Madre Tierra, hogar sagrado de todos los pueblos y de todas las formas de vida. Que nuestra atención, nuestro cuidado y nuestras acciones reflejen el profundo respeto que ella merece. Que seamos el cambio vivo, la presencia consciente y el gesto compasivo que contribuye a la sanación del planeta. Así es, y así se manifiesta. - Divina Fuente de toda Vida, clamamos hoy por el despertar de las conciencias. Que el estruendo de las armas sea silenciado por el latir de corazones en armonía. Pedimos el fin inmediato de todas las guerras, que las fronteras del odio se disuelvan y que el diálogo reemplace al enfrentamiento. Que cada líder sea tocado por la compasión y cada pueblo encuentre en el otro a un hermano. Que la Tierra no sea más escenario de dolor, sino un suelo fértil donde la paz florezca como derecho de todos. Por la unión, por la vida, por la paz mundial — que así sea." -Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - We pray for the life and health of all those who serve Peace in our world — men and women from every culture, tradition, and spiritual path who, with courage and devotion, take on difficult missions to bring hope, justice, and awareness to a planet so often wounded by corruption and inequality. We honor these brothers and sisters of humanity, from widely recognized figures such as Pope Leo XIV and the Dalai Lama to all those who, in quiet humility, work for harmony, truth, and the common good. Each of them, in their own light, helps elevate the consciousness of the Earth and awaken compassion in human hearts. May their example inspire a world where no being is left at the mercy of tyranny, where strength is always placed in the service of Love, and where true authority arises from awakened conscience and human dignity. Let us also raise our prayer to Mother Earth, the sacred home of all peoples and all forms of life. May our attention, our care, and our actions reflect the deep respect she deserves. May we become the living change, the conscious presence, and the compassionate gesture that contribute to the healing of the planet. So it is, and so it manifests. - "Divine Source of all Life, we call today for the awakening of consciences. May the roar of weapons be silenced by the pulse of hearts in harmony. We plead for the immediate end of all wars, that the borders of hate may dissolve and that dialogue may replace conflict. May every leader be touched by compassion and every nation find a brother in one another. May the Earth no longer be a stage for pain, but a fertile ground where peace flourishes as a right for all. For unity, for life, for world peace — so be it."

terça-feira, 30 de abril de 2024

Evangelho (Jn 10,22-30)

Em Jerusalém celebrava-se a festa da Dedicação. Era inverno. Jesus andava pelo templo, no pórtico de Salomão. Os judeus, então, o rodearam e disseram-lhe: «Até quando nos deixarás em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-nos abertamente!». 

Jesus respondeu: «Eu já vos disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu pai dão testemunho de mim. Vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna. Por isso, elas nunca se perderão e ninguém vai arrancá-las da minha mão. Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior do que todos, e ninguém pode arrancá-las da mão do Pai. Eu e o Pai somos um»

domingo, 28 de abril de 2024

MEU SENHOR


Crentes com fé no futuro
Ouçam a voz da razão
Com vara, cajado ou bordão
O caminho é seguro

Deus nunca abandona
Quem crê na fé incomum
Cada um se questiona
Mas o povo é todo um.

Mesmo sofrendo males da terra
Nos guia a Mão Divina
Entre a paz e a guerra
Nosso Pastor não se cansa
A Bíblia sempre ensina
Um caminho de esperança
Meu Pastor
Meu Bom Senhor
Deixai-me seguir
Contigo

Meu Senhor
Meu Bom Pastor
Salvai-me
De qualquer perigo

Meu Senhor
Meu Bom Pastor
Pelo Teu caminho quero ir

Meu Senhor
Meu bom Pastor
Amparai-me se eu cair.

sábado, 20 de abril de 2024

Servidores de Deus

Numa sala de audiências do Vaticano, o papa João Paulo II recebeu a visita de uma das mais altas autoridades religiosas do judaísmo, Israel Meir Lau, o grão rabino do Estado de Israel. O papa já se encontrava com a síndrome de Parkinson, por isso foi pedido que a entrevista não se alongasse em demasia. O rabino tomou a palavra e iniciou interessante relato:

Em 1942, numa aldeia no norte da Polônia, os nazis, fazendo a seleção dos judeus para os campos de extermínio, levaram um pai de família. A esposa, que ficara com um filho de apenas dois anos, temeu ser a próxima vítima e decidiu salvar o filho. Muito amiga de uma mulher católica, a procurou para que adotasse o seu menino. A senhora pensou um pouco e concordou. Nesse exato momento, a dama judia lhe fez um pedido:

“Há um detalhe, no entanto. Meu filho é judeu e tenho certeza de que ele veio à Terra para uma missão muito especial. Então, quando essa guerra acabar, e um dia haverá de acabar, eu peço que mande meu filho para Israel, para que ele possa desenvolver o ministério que Jeová lhe destinou.”

Ante a concordância da amiga, ali ficou a criança. Naquela semana, a mãe judia foi levada para o campo de extermínio. O tempo passou. Acabou a guerra. Quando a criança completou seis anos, em 1946, a mãe adotiva o desejou batizar na igreja de sua fé. Mas, lembrou da promessa. E agora, o que fazer?

Então, ela procurou o pároco da sua aldeia para se aconselhar. Depois de ouvi-la, ele lhe deu uma resposta rápida e segura:

“Como cristã, você não pode defraudar a confiança que aquela mulher levou ao túmulo. Assim, você deve mandar o menino para Israel, conforme se comprometeu.”

Com o coração em frangalhos, ela se despediu do filho adotivo e o encaminhou a Israel. Manteve correspondência com ele, visitou-o várias vezes. Então, Santidade, quero lhe dizer que aquele menino se tornou um rabino. Aquele menino sou eu. O facto pareceu muito interessante a Karol Wojtyla, mas passou a ser realmente comovedor quando o grande rabino concluiu:

Sua Santidade sabe o que é mais importante nisso tudo? Sabe quem foi o sacerdote que aconselhou aquela mulher, naquele ano de 1946?

Aquele sacerdote era Sua Santidade, na época pároco da aldeia. Os dois se abraçaram, envolvendo-se em lágrimas.

Um era o representante da nação católica. Outro, um rabino israelense, reverenciado por judeus e não judeus no mundo inteiro. Tinha razão aquele coração de mãe em dizer que seu filho tinha uma missão. E visão de verdadeiro homem de bem aquele pároco, que bem aconselhou a mãe adotiva.
Os grandes homens vêm ao mundo para servir ao bem. Sua causa é a Humanidade, a paz, o amor, acima de qualquer seita, doutrina ou religião que seguem. E o Divino Pai os coloca em muitos lugares do planeta, a fim de que todos os Seus filhos, neste bendito lar chamado Terra, possam sentir de mais perto o hálito do Seu amor, pela palavra dessas criaturas.

Sentir o Seu abraço através dos braços de homens e mulheres que no mundo se entregam ao serviço dos seus irmãos. E esta é a grande verdade: somos todos filhos do mesmo Pai, vivendo neste planeta azul, com o objetivo de nos amarmos e crescer, até alcançar as estrelas.

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Evangelho (Mc 6,53-56)

Tendo atravessado o lago, foram para Genesaré e atracaram. Logo que desceram do barco, as pessoas reconheceram Jesus. Percorriam toda a região e começaram a levar os doentes, deitados em suas macas, para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. E, em toda parte onde chegava, povoados, cidades ou sítios do campo, traziam os doentes para as praças e suplicavam-lhe para que pudessem ao menos tocar a franja de seu manto. E todos os que tocavam ficavam curados.


quarta-feira, 17 de abril de 2024

Vivendo cada dia

Quando lemos alguns relatos, sobretudo de sobreviventes de campos de concentração, nos admiramos da força de viver que os fez tudo superar.

Ser privado de sua identidade, passando a ser simplesmente um número. Ser privado de sua cidadania, confinado em barracões sem higiene, sem condições mínimas de conforto. Ser privado da dignidade de criatura humana. Ter servida uma ração miserável, numa lata. Sentir o medo percorrer a espinha a cada vez que castigos eram determinados por coisas banais, por nada, por meros caprichos de quem estava ali para gozar a desgraça dos prisioneiros. Não saber qual dos amores sobrevivente poderia ser destacado para a morte, no dia seguinte, sofrendo a dor antecipada de mais uma perda. Não ter coisa alguma: sem nome, sem roupas adequadas, sem medicação, nada.

No entanto, sobreviveram a tudo isso. E o que mais impressiona é como reconstruíram as suas vidas. Constituíram família, emigraram para outras localidades, buscaram opções de bem viver.

Uma bailarina húngara, de apenas dezesseis anos, na sua primeira noite em Auschwitz, foi forçada a dançar para um alto oficial da SS. No cimento frio do barracão, a adolescente ficou paralisada de medo. Sua mãe fora enviada para a morte, na primeira seleção dos prisioneiros, naquele dia. A orquestra do campo, no lado de fora, começou a tocar a valsa Danúbio Azul.

Ela fechou os olhos e lembrou de um conselho materno: Ninguém pode tirar de você o que você colocar em sua mente. Então, ela se transportou ao palco da ópera de Budapeste, interpretando Julieta, do balé de Tchaikovsky. E dançou.

Ao narrar essa experiência, aos noventa e dois anos de idade, Edith, psicóloga clínica, diz que a pior prisão é aquela que construímos para nós mesmos. Essa a grande lição que esses sobreviventes nos transmitem: a da superação, o do começar de novo, o de viver, o nunca deixar de amar. É de nos perguntarmos por que nós, por vezes, por problemas bem menores do que aqueles que passaram meses ou anos em campos de concentração, nos sentimos tão desesperançados.

Olhamos para o quadro pandêmico que nos levou amores, e nos parece que não poderemos continuar a viver sem eles. Pensemos: eles se foram levados por um vírus cruel. Tudo que lhes era possível receber, lhes oferecemos. Podemos dizer adeus mesmo que à distância. Se é o desemprego que ensombra os nossos dias, guardemos a esperança. A pouco e pouco, tudo se vai restabelecendo e a bênção do trabalho nos chegará, outra vez. Talvez descubramos que somos capazes de outras atividades, diversas daquela que nos garantia o pão de cada dia, anteriormente.

Quiçá possamos nos realizar ainda mais, descobrindo talentos adormecidos em nós. Se problemas, traumas e dores se acumulam, ainda assim, não nos entreguemos ao desespero. Prossigamos. Pensemos que se outros puderam superar, nós também podemos. A vida é digna de ser vivida, em toda a sua pujança. Não estamos sós. Vejamos quem está ao nosso lado. Demo-nos as mãos. Somos todos filhos de Deus. Nenhum de nós jaz abandonado. O dia surge. O sol brilha, levantemo-nos para vencer.

terça-feira, 16 de abril de 2024

Invisíveis, mas não ausentes

Quando morreu, no Século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris. Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação, o genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte. Um deles fala exatamente do homem e da Imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:

A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa.

Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo.

Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.

O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra, coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.

Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.

Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?

Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo, de que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?

A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta Terra.

O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só veem a noite.

A morte é uma mudança de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.

Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a Terra, pelo peso que faz nela.

A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.

As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz, aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.

O ponto de reunião é no Infinito.

Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.

Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito.

Muitos consideram que a morte de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se, nem consumir-se, mas libertar-se. Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assumamos o compromisso de nos prepararmos para o reencontro com eles na vida espiritual. Prossigamos em nossa jornada na Terra sem adiar as realizações superiores que nos competem, pois elas serão valiosas, quando fizermos a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade.

E que esse dia não nos surpreenda em demasia. Que estejamos com a mala da vida pronta para ser fechada; com a bagagem espiritual toda bem acondicionada.

Que esse dia não nos seja de surpresa senão porque, fechando os olhos da carne, com os do Espírito veremos nossos amores, de pé, de braços e sorrisos abertos nos rececionando. Estejamos prontos para o grande dia, a cada dia.

com base nos caps. Palavras do autor e A França chora seu maior poeta, do livro Victor Hugo e seus fantasmas, de Eduardo Carvalho Monteiro, ed. EME.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Jesus sabe

Quantas lágrimas já verteu a sós, sem ninguém para lhe estender um ombro amigo, sem uma palavra de alento, sem nenhum consolo...

Considere, no entanto, que Jesus sabe...

Quando descobre que seus amigos, nos quais depositava a mais sincera confiança, o traem, e a amargura lhe visita a alma dolorida, no silêncio das horas... Jesus sabe. 

Jesus conhece os mais secretos pensamentos e sentimentos de cada uma das ovelhas que o Pai lhe confiou.

Jesus sabe das noites mal dormidas, quando se debate em busca de soluções para os problemas que preocupam a mente...

Das dores que dilaceram a alma, quando a solidão parece ser sua única companheira fiel, Jesus sabe...

Dos imensos obstáculos que já superou, sem nenhuma estrela por testemunha, Jesus sabe...

Da sua sede de justiça, Jesus sabe.

Da luta para ser cada dia melhor que o dia anterior, Jesus sabe.

Jesus, esse Irmão Maior, a quem o Pai confiou a Humanidade terrestre, conhece cada um dos Seus tutelados.

Se sofreu algum tipo de calúnia, de injustiça, alguma punição imerecida, Jesus sabe.

Jesus conhece as suas horas de vigília ao lado do leito de um familiar enfermo...

Sabe da dedicação aos filhos, tantas vezes ingratos, ao esposo ou à esposa problemática.

Jesus sabe dos confrontos para vencer os próprios vícios e as tendências infelizes.

Jesus conhece suas fraquezas, seus medos, suas chagas abertas, suas inseguranças...

Jesus sabe das muitas vezes que persiste em caminhar, mesmo com os pés sangrando...

Jesus sabe o peso da cruz que você leva sobre os ombros...

Jesus sabe quantas gotas de lágrimas você já derramou por compaixão, sofrendo a dor de outros corações...

Jesus conhece suas muitas renúncias...

Suas amarguras não confessadas...

Jesus sabe das esperanças que você já distribuiu, dos alentos que ofertou, das horas que dedicou voluntariamente a benefício de alguém...

Jesus conhece suas ações nobres e percebe o desdém daqueles que só notam e ressaltam suas falhas.

Jesus entende seu coração dorido de saudade, dilacerado pela solidão, amargurado pelas dificuldades que, às vezes, parecem intransponíveis...

Jesus sabe que todas as situações pelas quais você passa, são para seu aprendizado e para seu crescimento na direção da grande luz.

O Sublime Pastor conhece cada uma de Suas ovelhas e sabe o que se passa com cada uma delas.

Por isso Ele mesmo assegurou: Nunca estareis a sós.

Jesus é o Divino Amigo que nos segue os passos desde sempre e para sempre.

E nos momentos em que suas forças quiserem abandoná-lo, aconchegue-se junto ao Seu coração amoroso e ouça Sua voz a lhe dizer, com imensa ternura:

Meu filho, trace o seu sulco; recomece no dia seguinte o afanoso labor da véspera. O trabalho das suas mãos lhe fornece ao corpo o pão terrestre; sua alma, porém, não está esquecida. E eu, o jardineiro divino, a cultivo no silêncio dos seus pensamentos. 

Quando soar a hora do repouso e a trama da vida se lhe escapar das mãos e seus olhos se fecharem para a luz, sentirá que surge em você, e germina, a minha preciosa semente. Nada fica perdido no reino de nosso Pai e os seus suores e misérias formam o tesouro que o tornará rico nas esferas superiores, onde a luz substitui as trevas...

E onde o mais desnudo dentre vós será talvez o mais resplandecente.

quarta-feira, 10 de abril de 2024

A esperança não se faz só

Mas faz-se

De estacas sustentadoras de árvores longevas

De sopros de estímulo em olhos cansados

De sorrisos apaziguadores às almas que choram

De um a_braço firme a quem perdeu o rumo

De palavras de conforto a quem vive em sofrimento

De orar_acção materializada na dádiva da presença ativa, carinhosa, profícua, aos que da esperança apenas conhecem a promessa


Porque esperança, não se faz só.

Hoje, somente hoje!

terça-feira, 9 de abril de 2024

Evangelho (Jo 3,16-21)

De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem crê nele não será condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus. Ora, o julgamento consiste nisto: a luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo o que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que suas ações sejam manifestadas, já que são praticadas em Deus.

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Oração pelos aflitos

Deus de infinita bondade, digna-te de suavizar o amargor da posição em que se encontra (dizer o nome), se assim for a tua vontade. Bons Espíritos, em nome de Deus Todo-Poderoso, eu vos suplico que a assistais nas suas aflições. Se, no seu interesse, elas lhe não poderem ser poupadas, fazei compreenda que são necessárias ao seu progresso. Dai-lhe confiança em Deus e no futuro que as tornará menos acerbas. Dai-lhe também forças para não sucumbir ao desespero, que lhe faria perder o fruto de seus sofrimentos e lhe tornaria ainda mais penosa no futuro a situação. Encaminhai para ela o meu pensamento, a fim de que a ajude a manter-se corajosa.

domingo, 7 de abril de 2024

Os verdadeiros Guias...

Evangelho (Mt 23,1-12): Depois, Jesus falou às multidões e aos discípulos: «Os escribas e os fariseus sentaram-se no lugar de Moisés para ensinar. Portanto, tudo o que eles vos disserem, fazei e observai, mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. Amarram fardos pesados e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo. Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros, usam faixas bem largas com trechos da Lei e põem no manto franjas bem longas. Gostam do lugar de honra nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, de serem cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de ‘Rabi’. 
»Quanto a vós, não vos façais chamar de ‘Rabi’, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. Não chameis a ninguém na terra de ‘pai’, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. Não deixeis que vos chamem de ‘guia’, pois um só é o vosso Guia, o Cristo. Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado».

terça-feira, 2 de abril de 2024

"Onde Deus Possa Me Ouvir", por Vander Lee - Sr. Brasil - 15/03/15

Sabe o que eu queria agora, meu bem?
Sair, chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também

Que me oferecesse um colo, um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas, a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender por que se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir

Minha dor
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender por que se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir

Minha dor
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair

Meu amor
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir

Minha dor
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair
Adeus
🙏🙏🙏

sábado, 30 de março de 2024

Páscoa

"O cristianismo põe a tónica na crucificação de Jesus. Evidentemente, é bom associar-se à paixão e à morte de Jesus para se compreender a grandeza do seu sacrifício. Mas, na nova vida que o Cristo agora nos propõe, não é preconizado que se fique pelo suplício da cruz, pois o Cristo também se manifesta pela beleza, pela alegria, pela luz.

Na nova cultura, a ideia da glória do Cristo é que alimentará a nossa vida interior. Deus rejubilará ao ver que já não damos a primazia ao lado negativo, que deixamos de abraçar o pó e de nos ajoelhar diante de túmulos, pois Ele destinou-nos um futuro muito mais grandioso. Os mortos de que devemos ocupar-nos não são os dos cemitérios, mas sim os que estão sepultados no interior de nós: os nossos velhos hábitos, as nossas conceções velhas e erradas. São esses os mortos que temos de procurar, para acabarmos com eles!"

sexta-feira, 22 de março de 2024

Rezar é...

Soltar a voz, mergulhar em ondas azuis onde a intenção será o plâncton da transformação

É o voo sereno nas cálidas correntes dos mares celestes, nossa origem e destino

É arrepio de nos sabermos comunhão com tantos outros em fervor e compaixão

É cíclica catarse, rio de prata, metamorfose do mosto das emoções em maturação

É saber-se mestre-canteiro na fundação de um novo mundo

Rezar, é o mais singelo modo de amar

quarta-feira, 20 de março de 2024

Oração para o momento de dormir



Minha alma vai estar por alguns instantes com os outros Espíritos.

Venham os bons ajudar-me com seus conselhos. 

Faze, meu anjo guardião, que, ao despertar, eu conserve durável e salutar impressão desse convívio.

terça-feira, 19 de março de 2024

fonte...

Somente na observação autentica e genuína da tua própria natureza, encontras os elementos necessários à tua harmonia e paz…
do exterior derivam os processos de aprendizagem, 
e   nunca do reencontro direto   com a fonte de onde brotas.

Assim é...

Só não vê anjos aquele que não presta atenção nas pessoas que Deus coloca nas nossas vidas...

domingo, 17 de março de 2024

Nossos apegos

Algum dia nos perguntamos quais são nossos maiores apegos?

Essa é uma questão interessante e, com certeza, a resposta varia para cada um de nós. Difícil para aqueles que diriam que a nada somos apegados. Alguns temos demasiado apego a tudo que possuímos. Nada emprestamos, nem aos melhores amigos. Muito menos doamos alguma coisa.

Alegamos que nossos objetos, livros, roupas foram comprados com esforço do nosso trabalho. Também foram escolhidos com cuidado. Dizemos, por vezes, que o apego emocional a essa ou aquela peça, nos impede o desapego. Aquele objeto nos eterniza alegres lembranças.

E nos apegamos à nossa casa, ao nosso carro, às coisas herdadas de algum parente querido, a um presente recebido em especial ocasião. Dessa forma, justificamos nossos apegos argumentando que neles moram delicadas recordações, sentimentos, alegrias vivenciadas. Não que não possamos ter aquela peça de roupa de nossa predileção, ou aquele móvel em casa, o adorno ou enfeite que sejam nosso preferido. O que devemos nos questionar é: Qual o tamanho de nosso apego?

Se o carro, ou a casa, ou todas as nossas peças de roupa preferidas nos fossem subtraídas, qual seria nossa reação?

Podemos ter pequenos exemplos no nosso dia a dia: Como reagimos quando aquela blusa ou camisa preferida foi manchada na lavagem?

E quando a calça preferida ganhou marca indevida na hora de ser passado a ferro?

E quando a peça de decoração quebrou, o móvel avariou, as coisas se desmantelam, qual a nossa reação?

Convenhamos: não podemos depositar nossa felicidade, nossas melhores energias naquilo que é finito, que é perecível. Em algum momento haverá avarias, quebra, esfacelamento. Ou, inevitavelmente, nós iremos partir deixando tudo que ilusoriamente pensamos possuirQue tal se na próxima campanha de agasalho, de doação de roupas, incluíssemos um vestuário que gostamos muito, um daqueles que possuímos há anos?

Quem sabe poderíamos escolher um objeto de nossa predileção para doar a um bazar beneficente…

São pequenos exercícios de desapego que irão medir o nosso apego às coisas que dizemos serem nossas. É verdade que temos o direito de usufruir de tudo aquilo que conseguimos honestamente adquirir. Porém, poderemos estar criando dificuldades maiores quando esse usufruir passa a ser muito relevante em nosso caminhar. Onde estiver nosso tesouro, aí estará o nosso coração, nos advertiu o Sábio de Nazaré. Assim, assentemos nossos corações naquilo que verdadeiramente importa. O objeto que quebra, a roupa que mancha, a joia que foi furtada, nada disso merece desmedida perturbação de nossa parte. Afinal, tudo aquilo que pensamos ter a posse, apenas detemos por um tempo em nossas mãos. Logo mais, tomará outro rumo, seguindo outros destinos. Efetivamente, apenas aquilo que somos seguirá conosco, em definitivo.

Nosso saber, nossas virtudes, os sentimentos mais nobres constituem o que possuímos verdadeiramente, e que nos acompanharão onde quer que nos conduzam nossos passos, aqui, na Espiritualidade, em distantes paragens do Universo.

"Aprendei a amar sem estardes à espera de ser amados; assim, sereis livres e podereis fazer muito com essa liberdade. Infelizmente, os humanos não valorizam muito a liberdade, não a procuram; pelo contrário, só procuram prender-se. Dir-se-ia que a liberdade lhes pesa, os aborrece, que não sabem o que fazer com ela. Enquanto com os constrangimentos, até com as “pancadas” da vida, pelo menos têm com que se ocupar; sim, sofrer, queixar-se, chorar… Pois bem, isso não traz grande glória.

O discípulo deve aprender a resolver o problema do amor compreendendo que o essencial é amar, amar, amar dia e noite todas as criaturas, como o Sol, que envia o seu amor através do espaço sem se preocupar em saber sobre quem esse amor vai recair – ninguém e toda a gente – nem, sobretudo, se haverá criaturas que lhe darão resposta. O essencial é que essa energia, que vem do Céu, passe através de nós, pois ela é que nos dilata, nos maravilha, nos inspira."

sábado, 16 de março de 2024

obstáculo ao crescimento...

Tem aquele que se acha grande, este não tem por onde crescer,
não reúne espaço disponível, 
por sua própria forma de entender a vida.
Dentre aquele que não se acha grande, o que reúne condições para crescer, o pior que pode acontecer é quando
insiste a ficar atarraxado em sua pequenez…

quarta-feira, 13 de março de 2024

Evangelho (Jo 5,31-47)

Se eu dou testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Um outro é quem dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. Vós mandastes perguntar a João, e ele deu testemunho da verdade. Ora, eu não recebo testemunho da parte de um ser humano, mas digo isso para a vossa salvação. João era a lâmpada que iluminava com sua chama ardente, e vós gostastes, por um tempo, de alegrar-vos com a sua luz. Mas eu tenho um testemunho maior que o de João: as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, pois mostram que o Pai me enviou. Sim, o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Mas vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes a sua face, e não tendes a sua palavra morando em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou.

Examinais as Escrituras, pensando ter nelas a vida eterna, e são elas que dão testemunho de mim. Vós, porém, não quereis vir a mim para terdes a vida! Eu não recebo glória que venha dos homens. Pelo contrário, eu vos conheço: não tendes em vós o amor de Deus.

Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a esse receberíeis. Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do Deus único? Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a meu respeito que ele escreveu. Mas, se não acreditais nos seus escritos, como podereis crer nas minhas palavras?

O que é um Mestre espiritual?

O orgulho empobrece os humanos e a humildade enriquece-os. Sim, observai a atitude do orgulhoso: ele fica inchado, ao invés do homem humilde, que se esvazia, e é justamente este vazio que atrai a plenitude. Assim que ocorre algures um vazio, imediatamente uma força o preenche. É preciso ser humilde para atrair Deus, porque Deus não pode ir para os recipientes que já estão cheios: é preciso estar vazio para que Ele entre.

Se disserdes: «Meu Deus, eu sou insensato e Tu és a sabedoria, eu sou pobre e Tu és a riqueza, eu sou fraco e Tu és a força…», estareis a fazer o vazio em vós, e então Deus apressar-se-á a vir encher-vos. Se, pelo contrário, vos vangloriardes das vossas virtudes e das vossas capacidades, jamais recebereis a visita do Senhor. Ele dir-vos-á: «Pois bem, já que estás tão contente contigo, continua assim, não necessitas de mim.

terça-feira, 12 de março de 2024

2 passos atrás para dar 5 à frente

Em pleno clima de urbanos excessos, com a oferta a superar a procura em praticamente todas as áreas da vida quotidiana, ocorre-me reflectir como a expressão; “2 passos atrás para dar 5 à frente” está tão atual.
Eis um dos incontáveis exemplos que se podem encontrar, e que “desmontando” a questão poderia ser por si só suficiente à desejada mudança, de paradigmas disfuncionais, desatualizados e desarmoniosos.

- No estudo da espiritualidade, na instituição da Trindade; PAI – Absoluto Poder, FILHO – Absoluta Presença, ESPÍRITO SANTO – Absoluto Casamento, - cabe ao Ser Humano manter o equilíbrio entre estes três mistérios atuantes entre si. 

Qualquer excesso ou sobreposição de um deles, abala de imediato o equilíbrio entre os restantes. 

O bom e eficiente entendimento destas três forças, maravilhosas e atuantes, constitui a percepção da realização do caminho harmonioso.

domingo, 10 de março de 2024

RESPIRAR... um alimento da alma

respirar demoradamente... compassadamente... profundo..., inteiro.
Inspirar o ar, suas fragrâncias etereas como uma geleia fresca e aromatizada pelas fragrâncias invisíveis dos lugares cósmicos inimagináveis, solitários... cheios da presença inalterada do Todo.

Inspirar contraindo o espaço infinito das presenças, Divinas, de todas as suas Criaturas, para dentro de si mesmo, de seu corpo que dilata ao expandir de dentro para fora, quebrar as barreiras do corpo físico.

Inspirar, inebriar de vida, extasiar celular, vivificar de imortalidade pelo abandono do conhecido rumo a estados íntimos alterados, expandidos por tanto receber, tanto invisível a saborear a alma.

Expirar profundamente, rápida ou demoradamente as fossas deletérias do corpo, empurrar para fora as frustrações, vergonhas, pecados, falhanços, desamores, expurgar o sem uso como uma roupa molhada que se torce para que se enxugue, cravar o ar interno do corpo numa seta que se dispara percorrendo todos os cantos do corpo, e se regurgita como entranhas que se expõem à força desinfectante do sol, expirar como de um verme se libertasse, como um ultimo e defunto suspiro que matasse e fizesse acordar o mundo transcendente, a sua possibilidade ao menos..., que arrepiasse, expirar como um estalar de ossos, de articulações que se soltassem para o acordar do corpo renovado.

respirar, inspirando.... expirando.... como uma refeição bem saboreada, como uma integração de todos os ciclos naturais onde as coisas belas se harmonizam...
respirar..... como quem nasce, morre, renasce e volta a morrer, num trajecto de sonho, num lugar maravilhoso de percepções despertadas... respirar como quem se coloca como alimento no seio de quem deu a vida...  vida espiritual.

respirar como quem ama, como um ato de amor, um testemunho de paixão pela vida... um amor declarado por todas as manifestações naturais de vida.

respirar para o acordar espiritual, tal como um alimento da alma...

domingo, 3 de março de 2024

Da vida, uma prece

Encontramos, no seio de praticamente todas as religiões, o exercício salutar da prece. Em algumas, tal prática apresenta-se na forma de mantras. Em outras, de cântico. Ou, ainda, de rogativa.

Entretanto, independentemente da forma, a prece sempre tem como objetivo ligar a criatura ao Criador. A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar n´Ele; é aproximar-se d´Ele; é pôr-se em comunicação com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir e agradecer.

Louvar a Deus significa reconhecer n´Ele a fonte de toda vida, de toda a Criação. É observarmos tudo o que nos cerca – as plantas, os animais, nosso próximo – e enxergarmos neles a assinatura Divina, o traço que Deus deixa em cada uma de Suas criaturas. Uma prece de louvor é feita mais do que com palavras. Pode ser expressa em atitudes. Quando louvamos, reconhecendo, em tudo o que nos cerca, a mão do Criador, torna-se impossível não expressarmos gratidão a Deus por todo amor que Ele nos oferece, em todas as circunstâncias do viver. Amor esse que se manifesta através das mais variadas expressões: o ar que respiramos, o alimento que temos em nossas mesas, a família que nos acolhe, a casa que nos abriga, os amigos que nos fortalecem. O companheiro ou companheira que divide a vida conosco, os filhos que nos são dados ao coração, as oportunidades diárias de progresso intelecto-moral, a conquista das virtudes que nos aproximam da paz e da felicidade. E, quando brota em nossas almas o sentimento que nos leva a louvar e a agradecer, o gesto de pedir modifica-se.

Nossas rogativas já não são mais baseadas nas ilusões da matéria, nem tampouco no orgulho que confunde nossas escolhas. Nossas decisões tornam-se mais maduras, pois começamos a compreender as leis que regem toda a Criação. Já não mais rogamos a Deus que solucione nossos problemas, dificuldades e sofrimentos.

Antes, pedimos ao Senhor da vida que nos conceda a sabedoria, a resignação e a humildade para que, além de poder superá-los, possamos aprender com as preciosas lições que acompanham cada momento. Entrarmos em comunicação com Deus significa fazermos, diariamente, de nossa vida uma prece. E a prece se faz em cada gesto de abnegação, de renúncia, de fé.

A prece se faz quando olhamos para aquele que sofre, para aquele que passa fome, para aquele que não tem onde morar e, desinteressadamente, lhe estendemos a mão que ajuda, o ombro que consola, o abraço que afaga, a palavra que une. A prece se faz quando perdoamos quem nos fere e somos capazes de pedir perdão àquele que ferimos. A prece se faz quando nos reconhecemos parte integrante de toda a Criação, de todo o equilíbrio universal e, dessa forma, tomamos para nós a responsabilidade de contribuirmos para a construção de um mundo melhor.

Na oração a criatura suplica e se apresenta a Deus. Pela inspiração profunda e reconfortante responde o Senhor e se revela ao aprendiz.

Pensemos nisso.

sábado, 2 de março de 2024

A evolução

A evolução está presente em todas as vertentes da natureza apesar de muitas vezes ser muito difícil percepciona-la "a olho nu". Pode ser que a evolução pressupõe diversas dinâmicas, transmutação, transformação e inclua na sua caminhada deixar para trás certos estados e adquirir outros novos.

Se na aparente observação isso corresponder a um certo andar para trás, ou andar para a frente, para o alto ou para baixo, ou mesmo para o lado, não deixa de ser uma manifestação de vida, de movimento. Resumindo, não acredito haja alguém ou coisa alguma que tenha o poder de impedir a evolução em seus próprios ritmos e mistérios.

Nem a própria morte celular que como sabemos corresponde apenas a uma passagem para outros planos de existência. Portanto, no meu entender a evolução permanente em seus variados níveis de manifestação é um dos testemunhos soberanos de Deus e apenas Ele tem as ferramentas de trabalhar a esses níveis, ou seja de "parar" se assim O entendesse.


sexta-feira, 1 de março de 2024

Competir... ser o melhor...

queres dar cabo de ti?

- então tenta ser o melhor, tenta ficar à frente de forma que todos te cobicem…, que todos te adulem, que todos te procurem para que tu, dês cabo de ti.

a competição é a arma dos fracos.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Os Dons...

Os dons não são bens adquiridos dispensados de atenção.
Então o que é um dom?
Um dom é algo de que se dispõe naturalmente e sem esforço algum, comparativamente à maioria dos seus semelhantes, sendo que quanto mais difícil é de encontrar semelhante dom em seus semelhantes, mais raro e único se torna esse dom em seu portador.
Tu existes
O dom existe
Deus realiza através de Ti
A obra de Deus manifesta-se
Nesta pirâmide, se Tu não reconheceres os teus próprios processos de existência, tudo mais não se realiza. Nessa medida a consciência de Tua existência em tudo que tu fazes, é a iniciativa ou iniciação necessária a que tudo mais se possa desenvolver (reconhecer) e por consequência no aumento da intensidade de teus próprios dons a presença de Deus e a sua obra manifestada.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

mundo sábio

Se cada uma das pessoas ousasse a capacidade de reflexão sobre toda a ocorrência em sua existência,  de forma metódica e minuciosa, estaria certamente em condições, de obter todos os ingredientes necessários para a compreensão de todos os assuntos, relativos à sua própria forma de ser.  

Haveria de encontrar tudo que necessitasse a um determinado momento do seu próprio trajecto, apenas observando cuidadosamente como se sente, o que faz, o que vê e pensa, acerca desse dado momento. Como interage, que em resultado de forma natural se vai acercando ou afinando, do mais adequado para si própria.

Em cada idade para cada situação, correspondente afinação do Ser para o plano em que se encontra, pela dinâmica de dialogo que conscientemente activa em si mesmo. Pois é lá que tudo está que lhe necessite, muito mais que qualquer algo que lhe seja exterior.

Mundo assim, mundo sábio… quase de Deuses pela imensidão desse poder que se lhes emancipa a vontade.

Paz sobre todas as Fronteiras


terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Nuvens

nuvens… elas chegaram em força aos níveis da percepçãobrancas, etéreas e puras… naves espaciais de anjos celestiais

não resisti a registar esse evento, corresponder em esperança  ao que de puro e belo se vê e dentro de si mesmo se espera

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Acordar para...

Acordar para as capacidades que em ti residem, que sabes em ti se inquietam. Calar o dialecto da banalidade que te assalta todos os dias, é reconhecer uma ajuda importante e Altíssima, que tem a sua origem em ti mesmo e é capaz de mover montanhas… invisíveis é claro.
O teu futuro é construído agora.
A vida daqueles que para ti são mais influentes bebe desse destino que lhe dás, assim como tu desse néctar és alimentado. Deixa as formas externas que sem tua participação nada valem.
Atenção portanto no teu processo de criar arte, em ti.