“Há um lugar dentro de ti onde todas as coisas são perfeitas, pois repousam na criação de Deus. Neste lugar és amparado pela luz e pelo amor e diante disso o que poderia machucar o teu coração ou fazer-te pequeno perante a alegria de Deus? Um lugar onde a respiração é pausada porque é feita de tranquilidade. Vai e toma teu lugar ...”
RODA DA VIDA
terça-feira, 30 de abril de 2024
Evangelho (Jn 10,22-30)
segunda-feira, 29 de abril de 2024
domingo, 28 de abril de 2024
MEU SENHOR
quarta-feira, 24 de abril de 2024
terça-feira, 23 de abril de 2024
sábado, 20 de abril de 2024
Servidores de Deus
quinta-feira, 18 de abril de 2024
Evangelho (Mc 6,53-56)
quarta-feira, 17 de abril de 2024
Vivendo cada dia
Quando lemos alguns relatos, sobretudo de sobreviventes de campos de concentração, nos admiramos da força de viver que os fez tudo superar.
Ser privado de sua identidade, passando a ser simplesmente um número. Ser privado de sua cidadania, confinado em barracões sem higiene, sem condições mínimas de conforto. Ser privado da dignidade de criatura humana. Ter servida uma ração miserável, numa lata. Sentir o medo percorrer a espinha a cada vez que castigos eram determinados por coisas banais, por nada, por meros caprichos de quem estava ali para gozar a desgraça dos prisioneiros. Não saber qual dos amores sobrevivente poderia ser destacado para a morte, no dia seguinte, sofrendo a dor antecipada de mais uma perda. Não ter coisa alguma: sem nome, sem roupas adequadas, sem medicação, nada.
No entanto, sobreviveram a tudo isso. E o que mais impressiona é como reconstruíram as suas vidas. Constituíram família, emigraram para outras localidades, buscaram opções de bem viver.
Uma bailarina húngara, de apenas dezesseis anos, na sua primeira noite em Auschwitz, foi forçada a dançar para um alto oficial da SS. No cimento frio do barracão, a adolescente ficou paralisada de medo. Sua mãe fora enviada para a morte, na primeira seleção dos prisioneiros, naquele dia. A orquestra do campo, no lado de fora, começou a tocar a valsa Danúbio Azul.
Ela fechou os olhos e lembrou de um conselho materno: Ninguém pode tirar de você o que você colocar em sua mente. Então, ela se transportou ao palco da ópera de Budapeste, interpretando Julieta, do balé de Tchaikovsky. E dançou.
Ao narrar essa experiência, aos noventa e dois anos de idade, Edith, psicóloga clínica, diz que a pior prisão é aquela que construímos para nós mesmos. Essa a grande lição que esses sobreviventes nos transmitem: a da superação, o do começar de novo, o de viver, o nunca deixar de amar. É de nos perguntarmos por que nós, por vezes, por problemas bem menores do que aqueles que passaram meses ou anos em campos de concentração, nos sentimos tão desesperançados.
Olhamos para o quadro pandêmico que nos levou amores, e nos parece que não poderemos continuar a viver sem eles. Pensemos: eles se foram levados por um vírus cruel. Tudo que lhes era possível receber, lhes oferecemos. Podemos dizer adeus mesmo que à distância. Se é o desemprego que ensombra os nossos dias, guardemos a esperança. A pouco e pouco, tudo se vai restabelecendo e a bênção do trabalho nos chegará, outra vez. Talvez descubramos que somos capazes de outras atividades, diversas daquela que nos garantia o pão de cada dia, anteriormente.
Quiçá possamos nos realizar ainda mais, descobrindo talentos adormecidos em nós. Se problemas, traumas e dores se acumulam, ainda assim, não nos entreguemos ao desespero. Prossigamos. Pensemos que se outros puderam superar, nós também podemos. A vida é digna de ser vivida, em toda a sua pujança. Não estamos sós. Vejamos quem está ao nosso lado. Demo-nos as mãos. Somos todos filhos de Deus. Nenhum de nós jaz abandonado. O dia surge. O sol brilha, levantemo-nos para vencer.
terça-feira, 16 de abril de 2024
Invisíveis, mas não ausentes
Quando morreu, no Século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris. Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação, o genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte. Um deles fala exatamente do homem e da Imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:
A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa.
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo.
Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra, coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.
Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.
Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo, de que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta Terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só veem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a Terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz, aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no Infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.
Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito.
Muitos consideram que a morte de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se, nem consumir-se, mas libertar-se. Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assumamos o compromisso de nos prepararmos para o reencontro com eles na vida espiritual. Prossigamos em nossa jornada na Terra sem adiar as realizações superiores que nos competem, pois elas serão valiosas, quando fizermos a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade.
E que esse dia não nos surpreenda em demasia. Que estejamos com a mala da vida pronta para ser fechada; com a bagagem espiritual toda bem acondicionada.
Que esse dia não nos seja de surpresa senão porque, fechando os olhos da carne, com os do Espírito veremos nossos amores, de pé, de braços e sorrisos abertos nos rececionando. Estejamos prontos para o grande dia, a cada dia.
com base nos caps. Palavras do autor e A França chora seu maior poeta, do livro Victor Hugo e seus fantasmas, de Eduardo Carvalho Monteiro, ed. EME.
segunda-feira, 15 de abril de 2024
Jesus sabe
Quantas lágrimas já verteu a sós, sem ninguém para lhe estender um ombro amigo, sem uma palavra de alento, sem nenhum consolo...
Considere, no entanto, que Jesus sabe...
Quando descobre que seus amigos, nos quais depositava a mais sincera confiança, o traem, e a amargura lhe visita a alma dolorida, no silêncio das horas... Jesus sabe.
Jesus conhece os mais secretos pensamentos e sentimentos de cada uma das ovelhas que o Pai lhe confiou.
Jesus sabe das noites mal dormidas, quando se debate em busca de soluções para os problemas que preocupam a mente...
Das dores que dilaceram a alma, quando a solidão parece ser sua única companheira fiel, Jesus sabe...
Dos imensos obstáculos que já superou, sem nenhuma estrela por testemunha, Jesus sabe...
Da sua sede de justiça, Jesus sabe.
Da luta para ser cada dia melhor que o dia anterior, Jesus sabe.
Jesus, esse Irmão Maior, a quem o Pai confiou a Humanidade terrestre, conhece cada um dos Seus tutelados.
Se sofreu algum tipo de calúnia, de injustiça, alguma punição imerecida, Jesus sabe.
Jesus conhece as suas horas de vigília ao lado do leito de um familiar enfermo...
Sabe da dedicação aos filhos, tantas vezes ingratos, ao esposo ou à esposa problemática.
Jesus sabe dos confrontos para vencer os próprios vícios e as tendências infelizes.
Jesus conhece suas fraquezas, seus medos, suas chagas abertas, suas inseguranças...
Jesus sabe das muitas vezes que persiste em caminhar, mesmo com os pés sangrando...
Jesus sabe o peso da cruz que você leva sobre os ombros...
Jesus sabe quantas gotas de lágrimas você já derramou por compaixão, sofrendo a dor de outros corações...
Jesus conhece suas muitas renúncias...
Suas amarguras não confessadas...
Jesus sabe das esperanças que você já distribuiu, dos alentos que ofertou, das horas que dedicou voluntariamente a benefício de alguém...
Jesus conhece suas ações nobres e percebe o desdém daqueles que só notam e ressaltam suas falhas.
Jesus entende seu coração dorido de saudade, dilacerado pela solidão, amargurado pelas dificuldades que, às vezes, parecem intransponíveis...
Jesus sabe que todas as situações pelas quais você passa, são para seu aprendizado e para seu crescimento na direção da grande luz.
O Sublime Pastor conhece cada uma de Suas ovelhas e sabe o que se passa com cada uma delas.
Por isso Ele mesmo assegurou: Nunca estareis a sós.
Jesus é o Divino Amigo que nos segue os passos desde sempre e para sempre.
E nos momentos em que suas forças quiserem abandoná-lo, aconchegue-se junto ao Seu coração amoroso e ouça Sua voz a lhe dizer, com imensa ternura:
Meu filho, trace o seu sulco; recomece no dia seguinte o afanoso labor da véspera. O trabalho das suas mãos lhe fornece ao corpo o pão terrestre; sua alma, porém, não está esquecida. E eu, o jardineiro divino, a cultivo no silêncio dos seus pensamentos.
Quando soar a hora do repouso e a trama da vida se lhe escapar das mãos e seus olhos se fecharem para a luz, sentirá que surge em você, e germina, a minha preciosa semente. Nada fica perdido no reino de nosso Pai e os seus suores e misérias formam o tesouro que o tornará rico nas esferas superiores, onde a luz substitui as trevas...
E onde o mais desnudo dentre vós será talvez o mais resplandecente.
quarta-feira, 10 de abril de 2024
A esperança não se faz só
Mas faz-se
De estacas sustentadoras de árvores longevas
De sopros de estímulo em olhos cansados
De sorrisos apaziguadores às almas que choram
De um a_braço firme a quem perdeu o rumo
De palavras de conforto a quem vive em sofrimento
De orar_acção materializada na dádiva da presença ativa, carinhosa, profícua, aos que da esperança apenas conhecem a promessa
Porque esperança, não se faz só.
terça-feira, 9 de abril de 2024
Evangelho (Jo 3,16-21)
De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem crê nele não será condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus. Ora, o julgamento consiste nisto: a luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo o que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que suas ações sejam manifestadas, já que são praticadas em Deus.
segunda-feira, 8 de abril de 2024
Oração pelos aflitos
domingo, 7 de abril de 2024
Os verdadeiros Guias...
terça-feira, 2 de abril de 2024
"Onde Deus Possa Me Ouvir", por Vander Lee - Sr. Brasil - 15/03/15
sábado, 30 de março de 2024
Páscoa
"O cristianismo põe a tónica na crucificação de Jesus. Evidentemente, é bom associar-se à paixão e à morte de Jesus para se compreender a grandeza do seu sacrifício. Mas, na nova vida que o Cristo agora nos propõe, não é preconizado que se fique pelo suplício da cruz, pois o Cristo também se manifesta pela beleza, pela alegria, pela luz.
Na nova cultura, a ideia da glória do Cristo é que alimentará a nossa vida interior. Deus rejubilará ao ver que já não damos a primazia ao lado negativo, que deixamos de abraçar o pó e de nos ajoelhar diante de túmulos, pois Ele destinou-nos um futuro muito mais grandioso. Os mortos de que devemos ocupar-nos não são os dos cemitérios, mas sim os que estão sepultados no interior de nós: os nossos velhos hábitos, as nossas conceções velhas e erradas. São esses os mortos que temos de procurar, para acabarmos com eles!"
sexta-feira, 22 de março de 2024
Rezar é...
Soltar a voz, mergulhar em ondas azuis onde a intenção será o plâncton da transformação
É o voo sereno nas cálidas correntes dos mares celestes, nossa origem e destino
É arrepio de nos sabermos comunhão com tantos outros em fervor e compaixão
É cíclica catarse, rio de prata, metamorfose do mosto das emoções em maturação
É saber-se mestre-canteiro na fundação de um novo mundo
Rezar, é o mais singelo modo de amar
quarta-feira, 20 de março de 2024
Oração para o momento de dormir
terça-feira, 19 de março de 2024
fonte...
domingo, 17 de março de 2024
Nossos apegos
Algum dia nos perguntamos quais são nossos maiores apegos?
Essa é uma questão interessante e, com certeza, a resposta varia para cada um de nós. Difícil para aqueles que diriam que a nada somos apegados. Alguns temos demasiado apego a tudo que possuímos. Nada emprestamos, nem aos melhores amigos. Muito menos doamos alguma coisa.
Alegamos que nossos objetos, livros, roupas foram comprados com esforço do nosso trabalho. Também foram escolhidos com cuidado. Dizemos, por vezes, que o apego emocional a essa ou aquela peça, nos impede o desapego. Aquele objeto nos eterniza alegres lembranças.
E nos apegamos à nossa casa, ao nosso carro, às coisas herdadas de algum parente querido, a um presente recebido em especial ocasião. Dessa forma, justificamos nossos apegos argumentando que neles moram delicadas recordações, sentimentos, alegrias vivenciadas. Não que não possamos ter aquela peça de roupa de nossa predileção, ou aquele móvel em casa, o adorno ou enfeite que sejam nosso preferido. O que devemos nos questionar é: Qual o tamanho de nosso apego?
Se o carro, ou a casa, ou todas as nossas peças de roupa preferidas nos fossem subtraídas, qual seria nossa reação?
Podemos ter pequenos exemplos no nosso dia a dia: Como reagimos quando aquela blusa ou camisa preferida foi manchada na lavagem?
E quando a calça preferida ganhou marca indevida na hora de ser passado a ferro?
E quando a peça de decoração quebrou, o móvel avariou, as coisas se desmantelam, qual a nossa reação?
Convenhamos: não podemos depositar nossa felicidade, nossas melhores energias naquilo que é finito, que é perecível. Em algum momento haverá avarias, quebra, esfacelamento. Ou, inevitavelmente, nós iremos partir deixando tudo que ilusoriamente pensamos possuir. Que tal se na próxima campanha de agasalho, de doação de roupas, incluíssemos um vestuário que gostamos muito, um daqueles que possuímos há anos?
Quem sabe poderíamos escolher um objeto de nossa predileção para doar a um bazar beneficente…
São pequenos exercícios de desapego que irão medir o nosso apego às coisas que dizemos serem nossas. É verdade que temos o direito de usufruir de tudo aquilo que conseguimos honestamente adquirir. Porém, poderemos estar criando dificuldades maiores quando esse usufruir passa a ser muito relevante em nosso caminhar. Onde estiver nosso tesouro, aí estará o nosso coração, nos advertiu o Sábio de Nazaré. Assim, assentemos nossos corações naquilo que verdadeiramente importa. O objeto que quebra, a roupa que mancha, a joia que foi furtada, nada disso merece desmedida perturbação de nossa parte. Afinal, tudo aquilo que pensamos ter a posse, apenas detemos por um tempo em nossas mãos. Logo mais, tomará outro rumo, seguindo outros destinos. Efetivamente, apenas aquilo que somos seguirá conosco, em definitivo.
Nosso saber, nossas virtudes, os sentimentos mais nobres constituem o que possuímos verdadeiramente, e que nos acompanharão onde quer que nos conduzam nossos passos, aqui, na Espiritualidade, em distantes paragens do Universo.
"Aprendei a amar sem estardes à espera de ser amados; assim, sereis livres e podereis fazer muito com essa liberdade. Infelizmente, os humanos não valorizam muito a liberdade, não a procuram; pelo contrário, só procuram prender-se. Dir-se-ia que a liberdade lhes pesa, os aborrece, que não sabem o que fazer com ela. Enquanto com os constrangimentos, até com as “pancadas” da vida, pelo menos têm com que se ocupar; sim, sofrer, queixar-se, chorar… Pois bem, isso não traz grande glória.
O discípulo deve aprender a resolver o problema do amor compreendendo que o essencial é amar, amar, amar dia e noite todas as criaturas, como o Sol, que envia o seu amor através do espaço sem se preocupar em saber sobre quem esse amor vai recair – ninguém e toda a gente – nem, sobretudo, se haverá criaturas que lhe darão resposta. O essencial é que essa energia, que vem do Céu, passe através de nós, pois ela é que nos dilata, nos maravilha, nos inspira."
sábado, 16 de março de 2024
obstáculo ao crescimento...
quarta-feira, 13 de março de 2024
Evangelho (Jo 5,31-47)
Se eu dou testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Um outro é quem dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. Vós mandastes perguntar a João, e ele deu testemunho da verdade. Ora, eu não recebo testemunho da parte de um ser humano, mas digo isso para a vossa salvação. João era a lâmpada que iluminava com sua chama ardente, e vós gostastes, por um tempo, de alegrar-vos com a sua luz. Mas eu tenho um testemunho maior que o de João: as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, pois mostram que o Pai me enviou. Sim, o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Mas vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes a sua face, e não tendes a sua palavra morando em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou.
Examinais as Escrituras, pensando ter nelas a vida eterna, e são elas que dão testemunho de mim. Vós, porém, não quereis vir a mim para terdes a vida! Eu não recebo glória que venha dos homens. Pelo contrário, eu vos conheço: não tendes em vós o amor de Deus.
Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a esse receberíeis. Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do Deus único? Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a meu respeito que ele escreveu. Mas, se não acreditais nos seus escritos, como podereis crer nas minhas palavras?
O que é um Mestre espiritual?
O orgulho empobrece os humanos e a humildade enriquece-os. Sim, observai a atitude do orgulhoso: ele fica inchado, ao invés do homem humilde, que se esvazia, e é justamente este vazio que atrai a plenitude. Assim que ocorre algures um vazio, imediatamente uma força o preenche. É preciso ser humilde para atrair Deus, porque Deus não pode ir para os recipientes que já estão cheios: é preciso estar vazio para que Ele entre.
Se disserdes: «Meu Deus, eu sou insensato e Tu és a sabedoria, eu sou pobre e Tu és a riqueza, eu sou fraco e Tu és a força…», estareis a fazer o vazio em vós, e então Deus apressar-se-á a vir encher-vos. Se, pelo contrário, vos vangloriardes das vossas virtudes e das vossas capacidades, jamais recebereis a visita do Senhor. Ele dir-vos-á: «Pois bem, já que estás tão contente contigo, continua assim, não necessitas de mim.
terça-feira, 12 de março de 2024
2 passos atrás para dar 5 à frente
domingo, 10 de março de 2024
RESPIRAR... um alimento da alma
domingo, 3 de março de 2024
Da vida, uma prece
Encontramos, no seio de praticamente todas as religiões, o exercício salutar da prece. Em algumas, tal prática apresenta-se na forma de mantras. Em outras, de cântico. Ou, ainda, de rogativa.
Entretanto, independentemente da forma, a prece sempre tem como objetivo ligar a criatura ao Criador. A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar n´Ele; é aproximar-se d´Ele; é pôr-se em comunicação com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir e agradecer.
Louvar a Deus significa reconhecer n´Ele a fonte de toda vida, de toda a Criação. É observarmos tudo o que nos cerca – as plantas, os animais, nosso próximo – e enxergarmos neles a assinatura Divina, o traço que Deus deixa em cada uma de Suas criaturas. Uma prece de louvor é feita mais do que com palavras. Pode ser expressa em atitudes. Quando louvamos, reconhecendo, em tudo o que nos cerca, a mão do Criador, torna-se impossível não expressarmos gratidão a Deus por todo amor que Ele nos oferece, em todas as circunstâncias do viver. Amor esse que se manifesta através das mais variadas expressões: o ar que respiramos, o alimento que temos em nossas mesas, a família que nos acolhe, a casa que nos abriga, os amigos que nos fortalecem. O companheiro ou companheira que divide a vida conosco, os filhos que nos são dados ao coração, as oportunidades diárias de progresso intelecto-moral, a conquista das virtudes que nos aproximam da paz e da felicidade. E, quando brota em nossas almas o sentimento que nos leva a louvar e a agradecer, o gesto de pedir modifica-se.
Nossas rogativas já não são mais baseadas nas ilusões da matéria, nem tampouco no orgulho que confunde nossas escolhas. Nossas decisões tornam-se mais maduras, pois começamos a compreender as leis que regem toda a Criação. Já não mais rogamos a Deus que solucione nossos problemas, dificuldades e sofrimentos.
Antes, pedimos ao Senhor da vida que nos conceda a sabedoria, a resignação e a humildade para que, além de poder superá-los, possamos aprender com as preciosas lições que acompanham cada momento. Entrarmos em comunicação com Deus significa fazermos, diariamente, de nossa vida uma prece. E a prece se faz em cada gesto de abnegação, de renúncia, de fé.
A prece se faz quando olhamos para aquele que sofre, para aquele que passa fome, para aquele que não tem onde morar e, desinteressadamente, lhe estendemos a mão que ajuda, o ombro que consola, o abraço que afaga, a palavra que une. A prece se faz quando perdoamos quem nos fere e somos capazes de pedir perdão àquele que ferimos. A prece se faz quando nos reconhecemos parte integrante de toda a Criação, de todo o equilíbrio universal e, dessa forma, tomamos para nós a responsabilidade de contribuirmos para a construção de um mundo melhor.
Na oração a criatura suplica e se apresenta a Deus. Pela inspiração profunda e reconfortante responde o Senhor e se revela ao aprendiz.
Pensemos nisso.



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