RODA DA VIDA

Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos pela vida e pela saúde de todos os que servem a Paz no mundo — homens e mulheres de todas as culturas, tradições e caminhos espirituais que, com coragem e entrega, assumem missões difíceis para levar esperança, justiça e consciência a um planeta tantas vezes ferido pela corrupção e pela desigualdade. Honramos estes irmãos e irmãs da humanidade, desde figuras amplamente reconhecidas, como o Papa Leão XIV e o Dalai Lama, até todos aqueles que, de forma silenciosa e anónima, trabalham pela harmonia, pela verdade e pelo bem comum. Cada um deles, na sua própria luz, ajuda a elevar a vibração da Terra e a despertar a compaixão nos corações. Que o seu exemplo inspire um mundo onde nenhum ser esteja à mercê da tirania, onde a força seja sempre colocada ao serviço do Amor, e onde a verdadeira autoridade seja a da consciência desperta e da dignidade humana. Elevemos também a nossa prece à Mãe Terra, casa sagrada de todos os povos e de todas as formas de vida. Que a nossa atenção, o nosso cuidado e as nossas ações reflitam o respeito profundo que ela merece. Que sejamos a mudança viva, a presença consciente e o gesto compassivo que contribui para a cura do planeta. Assim é, e assim se manifesta. - "Divina Fonte de toda a Vida, clamamos hoje pelo despertar das consciências. Que o ruído das armas seja silenciado pelo pulsar de corações em harmonia. Pedimos o fim imediato de todas as guerras, que as fronteiras do ódio se dissolvam e que o diálogo substitua o confronto. Que cada líder seja tocado pela compaixão e cada povo encontre no outro um irmão. Que a Terra não seja mais palco de dor, mas um solo fértil onde a paz floresça como direito de todos. Pela união, pela vida, pela paz mundial — que assim seja."- Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - Oramos por la vida y la salud de todos aquellos que sirven a la Paz en nuestro mundo — hombres y mujeres de todas las culturas, tradiciones y caminos espirituales que, con valentía y entrega, asumen misiones difíciles para llevar esperanza, justicia y conciencia a un planeta tantas veces herido por la corrupción y la desigualdad. Honramos a estos hermanos y hermanas de la humanidad, desde figuras ampliamente reconocidas como el Papa León XIV y el Dalai Lama, hasta todos aquellos que, en la humildad de su servicio silencioso, trabajan por la armonía, la verdad y el bien común. Cada uno de ellos, con su propia luz, ayuda a elevar la conciencia de la Tierra y a despertar la compasión en los corazones humanos. Que su ejemplo inspire un mundo donde ningún ser quede a merced de la tiranía, donde la fuerza esté siempre al servicio del Amor, y donde la verdadera autoridad surja de la conciencia despierta y de la dignidad humana. Elevemos también nuestra oración a la Madre Tierra, hogar sagrado de todos los pueblos y de todas las formas de vida. Que nuestra atención, nuestro cuidado y nuestras acciones reflejen el profundo respeto que ella merece. Que seamos el cambio vivo, la presencia consciente y el gesto compasivo que contribuye a la sanación del planeta. Así es, y así se manifiesta. - Divina Fuente de toda Vida, clamamos hoy por el despertar de las conciencias. Que el estruendo de las armas sea silenciado por el latir de corazones en armonía. Pedimos el fin inmediato de todas las guerras, que las fronteras del odio se disuelvan y que el diálogo reemplace al enfrentamiento. Que cada líder sea tocado por la compasión y cada pueblo encuentre en el otro a un hermano. Que la Tierra no sea más escenario de dolor, sino un suelo fértil donde la paz florezca como derecho de todos. Por la unión, por la vida, por la paz mundial — que así sea." -Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsebayoth - We pray for the life and health of all those who serve Peace in our world — men and women from every culture, tradition, and spiritual path who, with courage and devotion, take on difficult missions to bring hope, justice, and awareness to a planet so often wounded by corruption and inequality. We honor these brothers and sisters of humanity, from widely recognized figures such as Pope Leo XIV and the Dalai Lama to all those who, in quiet humility, work for harmony, truth, and the common good. Each of them, in their own light, helps elevate the consciousness of the Earth and awaken compassion in human hearts. May their example inspire a world where no being is left at the mercy of tyranny, where strength is always placed in the service of Love, and where true authority arises from awakened conscience and human dignity. Let us also raise our prayer to Mother Earth, the sacred home of all peoples and all forms of life. May our attention, our care, and our actions reflect the deep respect she deserves. May we become the living change, the conscious presence, and the compassionate gesture that contribute to the healing of the planet. So it is, and so it manifests. - "Divine Source of all Life, we call today for the awakening of consciences. May the roar of weapons be silenced by the pulse of hearts in harmony. We plead for the immediate end of all wars, that the borders of hate may dissolve and that dialogue may replace conflict. May every leader be touched by compassion and every nation find a brother in one another. May the Earth no longer be a stage for pain, but a fertile ground where peace flourishes as a right for all. For unity, for life, for world peace — so be it."

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Evangelho (Mt 23,27-32)

Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Vós, pois, completai a medida de vossos pais!

domingo, 15 de agosto de 2021

Evangelho (Lc 1,39-56)

Naqueles dias, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa, dirigindo-se a uma cidade de Judá. Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com voz forte, ela exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o menino pulou de alegria no meu ventre. Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!».


Maria então disse: «A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva. Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Poderoso fez para mim coisas grandiosas. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os que tem planos orgulhosos no coração. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos, e mandou embora os ricos de mãos vazias. Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre». Maria ficou três meses com Isabel. Depois, voltou para sua casa.

domingo, 4 de julho de 2021

Evangelho (Mc 6,1-6)

Naquele tempo Jesus foi para sua própria terra. Seus discípulos o acompanhavam. No sábado, ele começou a ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam se admiravam. «De onde lhe vem isso?», diziam. «Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E esses milagres realizados por suas mãos? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset, Judas e Simão? E suas irmãs não estão aqui connosco?». E ele se tornou para eles uma pedra de tropeço. Jesus, então, dizia-lhes: «Um profeta só não é valorizado na sua própria terra, entre os parentes e na própria casa». E não conseguia fazer ali nenhum milagre, a não ser impor as mãos a uns poucos doentes. Ele se admirava da incredulidade deles. E percorria os povoados da região, ensinando.

Não será como muitos de nós acerca de nós próprios, ainda nos dias de hoje...?

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Para você, irmão, amigo

Este é um momento de dor. Acompanhamos o número crescente de mortes, de contaminados, de pessoas aguardando em hospitais uma vaga para o tratamento devido. Podemos aquilatar a dor de quem vê partir, de forma repentina, o ser amado, seja ele o cônjuge, o filho, o amigo, o namorado, o noivo. Não importa. São afeições cuja separação dilacera a alma. Por isso, as nossas palavras desejam alcançar você, que padece essa dor que somente é conhecida em sua profundidade, por quem já a sofreu. Por quem viu o ser querido realizar a viagem final, deixando um grande vazio em sua vida, pela sua ausência física.

Sim, todos sabemos que a morte nos chegará, mais dia, menos dia. Contudo, ainda somos, apesar de tantos anos de Cristianismo, apesar da mensagem da Imortalidade que nos legou Jesus, seres que não nos convencemos de que a permanência na Terra é transitória. Não poderia ser de outra forma. Se pensássemos que amanhã vamos morrer, não lutaríamos para conseguir o sustento honesto de cada dia, não pensaríamos em nos entregar a exaustivos estudos para contribuir positivamente para o mundo. Se pensássemos que a morte nos aguarda ao virar a próxima esquina, não cogitaríamos em ter um filho, porque somente para o ver nascer, precisamos aguardar nove meses.

É da natureza humana, e está contido na lei de conservação, esse amor à vida. Igualmente, está inserido na lei de progresso, estabelecida por Deus, o desejar crescer, produzir melhor. Está na lei de trabalho estipulada essa força que nos move para buscar o cargo, a função, a profissão que nos permita não somente o nosso bem-estar, mas o de outros, nossos irmãos. O que ocorre é que esta vida é tão extraordinária, maravilhosa, cheia de luz, de cor, de esperança, que vamos nos esquecendo de que não somos daqui. De que estamos somente de passagem. Então, quando a morte chega é sempre uma surpresa. Dizemos isso com nossas palavras: Por essa eu não esperava. Morreu? Como? Falei com ele ontem. Almocei com ele.

E nos vestimos de luto.

Por isso, ouvinte amigo, desejamos neste dia, chegar especialmente ao seu coração para lhe dizer que o desejamos abraçar. Sinta-se aconchegado ao nosso coração. Sinta as vibrações do nosso carinho o alcançando. Esteja você no hospital, enfermo ou aguardando a melhoria de alguém; esteja você acompanhando o corpo do seu afeto para o que chamamos a última morada, na carne, sinta as vibrações da nossa ternura. Estamos orando por você, pelos seus amores, encarnados ou desencarnados.

Muitos nos reunimos, todos os dias, para orar ao bom Deus por toda esta Humanidade sofrida. Pedimos que as dores sejam abreviadas, que a pandemia se vá, que novos dias, de sol, de felicidade, surjam para todos. Confie, ouvinte amigo. O amanhã surgirá com o sol raiando nos céus. Os ventos virão nos acariciar a face e tornarão a nos segredar aos ouvidos:

Você não está sozinho. Deus está com você. Jesus nos governa. Tudo passa. Isso também passará. Somos todos viajores da mesma nau Terra. Permaneçamos unidos, na esperança, na fé.

sábado, 26 de junho de 2021

Feito revoada

Você já observou uma dessas árvores comuns, altaneiras, quando estão repletas de pássaros em seus galhos?

As aves pousadas preenchem os espaços, e mesmo os ramos mais secos parecem ganhar vida com a visita animada dos pequenos seres alados. O vegetal erguido em direção ao Alto ganha movimentos que não possuía. Ganha sons que não era capaz de emitir. A vida se soma à vida. A árvore nunca foi tão exuberante. No entanto, sem avisar, sem aparente razão, subitamente todos eles resolvem bater em revoada ao mesmo tempo. Outro belíssimo espetáculo de se ver. Coordenados, sem medo, obedecendo a um comando interno que lhes faz desafiar os ares a todo instante, eles voam...

Eles voam, buscando seus destinos, continuando a desempenhar seu importante papel na Criação. Mas e a árvore? Normalmente nem mais a notamos.

A árvore permanece, agora, aparentando estar vazia, incompleta, sem vida... sem beleza. Ela sente falta dos passarinhos, dos ruídos, da festa, daquela alegria toda em torno de si.

Há épocas da vida que parece que as pessoas começam a partir assim, feito revoada, todas quase ao mesmo tempo. As redes sociais possibilitam que saibamos desse tipo de notícia instantaneamente. Lá se foi aquele amigo distante. Agora aquele outro, pai de fulano, mãe de beltrana...

E quando chega a vez dos nossos próximos mais próximos nos damos conta de que todos teremos que partir um dia. Sentimo-nos, então, como a árvore que perdeu todos os pássaros que cantavam e brincavam em seus braços. Sentimo-nos minguados, desfolhados, silenciosos...

É de se compreender a tristeza da árvore, ela é autêntica.

Necessário lembrar, vez ou outra, que os pássaros não pertencem às árvores, que não fazem parte dela, como o tronco, a galhada ou as folhas. São visitantes passageiros, que fizeram breve morada ali, em seu aconchego verdejante, antes de seguir suas jornadas pelo espaço sem fim. Assim, poderíamos perguntar: deve a árvore sofrer com as revoadas frequentes da existência, ou rejubilar-se com os belos voos de seus novos amigos passarinhos?

A resposta é admirável: ela precisa das duas coisas.

Não há mal algum em sofrer. As almas mais sensíveis sofrem a ausência e a despedida. Choram as lágrimas da gratidão, das boas lembranças e da falta das energias do outro no campo das suas próprias. Mas, também porque amam, choram de alegria pela libertação, pela beleza de um voo que é certo para todos, pois é voo de final de uma etapa e início de uma nova. É um voo de renovação. Curioso é que somos, ao mesmo tempo, árvore e passarinho. E conhecemos a história a partir dos dois pontos de vista. Bate em nós, vez ou outra, essa melancolia das revoadas, quando o olhar se detém apenas nas árvores esvaziadas que ficaram. Juntemos a esse sentir um outro: o deslumbre pelo céu repleto de asas, pelo bailar seguro e bem desenhado dos pequenos seres que partem daqui para ali, que continuam existindo, que logo mais pousarão em outras florestas, numa continuada e esplêndida celebração à vida que não cessa jamais.

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Folia de São João, por Pablo Cândido, Laura Cândida e Carroça de Mamulengos

Evangelho (Lc 1,57-66.80)

Quando se completou o tempo da gravidez, Isabel deu à luz um filho. Os vizinhos e os parentes ouviram quanta misericórdia o Senhor lhe tinha demonstrado, e alegravam-se com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe, porém, disse: «Não. Ele vai se chamar João». Disseram-lhe: «Ninguém entre os teus parentes é chamado com este nome!». Por meio de sinais, então, perguntaram ao pai como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu: «João é o seu nome!» E todos ficaram admirados.

No mesmo instante, sua boca se abriu, a língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. Todos os vizinhos se encheram de temor, e a notícia se espalhou por toda a região montanhosa da Judéia. Todos os que ouviram a notícia ficavam pensando: «Que vai ser este menino?» De fato, a mão do Senhor estava com ele. O menino crescia e seu espírito se fortalecia. Ele vivia nos desertos, até o dia de se apresentar publicamente diante de Israel

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Aprender a conhecer o teu semelhante

 A magia de conhecer de verdade alguém, 

é sempre olhar como se fosse pela primeira vez.


Quando olhar o seu semelhante dessa forma desformatada,

a sua entrega torna-se o seu prazer e a sua verdade,

a sua verdade a construção de relacionamentos autênticos.


Quando consegue olhar alguém que vê diariamente, 

como se fosse pela primeira vez, dispõe da maior atenção e cuidado

e essa pessoa vai sentir-se compreendida e estimada.


Assim como o que é puro permanece intacto

o seu bem agir permanece na sua natureza.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Evangelho (Mt 6,7-15)

«Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. Vós, portanto, orai assim: 

Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do Maligno. 

De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas».

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Mensageiros

Em todos os tempos, Deus enviou mensageiros à Terra, para transmitir recados aos homens. Os livros bíblicos são pródigos nos relatos, com maior relevância, quiçá, nos relatos do Novo Testamento.

Narra o Evangelista Lucas que um anjo do Senhor foi enviado a uma cidade da Galileia, de nome Nazaré, especialmente à casa de uma jovem chamada Maria. Entrando o mensageiro onde ela estava, disse: Eu te saúdo, cheia de graça. O senhor é contigo.

E porque ela refletisse consigo mesma o que significaria semelhante saudação, continuou ele, após se identificar como o anjo Gabriel: Venho te dizer que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado filho do altíssimo. E o seu reino não terá fim. 

E lhe dá ainda notícia de que sua prima Isabel também concebera e se encontrava em seu sexto mês de gravidez. O mensageiro é meticuloso em seu recado, dando detalhes que se haveriam de concretizar nos séculos futuros. Meses depois, quando Maria deu à luz seu filho primogênito, um anjo do Senhor apareceu no campo a pastores que faziam vigília, guardando os seus rebanhos. A mensagem era clara: Trago-vos uma nova de grande alegria. Nasceu, hoje, na cidade de David, o Cristo Senhor.

E a seguir uma multidão de arautos apareceu e se pôs a cantar Hosanas a Deus, saudando o nascimento do Menino. Mas Deus, em Sua bondade, não se serve somente de mensageiros espirituais, de seres do Além. Assim, homens e mulheres se transformam, na Terra, em arautos do bem, a Seu convite. Quando Maria vai a Jerusalém, com o esposo, levando o bebê, segundo as prescrições da lei de Israel, um homem se destaca. É o velho Simeão que, tomando o menino nos braços, louva a Deus, por poder tê-lO contemplado, a Luz, a Glória do povo de Israel. Mas igualmente olha para Maria e lhe prediz que sua alma de mãe seria ferida por uma espada e que seu filho estava destinado a ser a ruína de muitos em Israel.

Também Ana, a profetisa, compareceu na mesma ocasião e glorificou a Deus, falando do Menino a todos. Quando Jesus inicia Sua missão, elege setenta e dois discípulos e os incumbe de ir, dois a dois, pelas cidades anunciando a chegada do reino de Deus. A samaritana, com quem Ele se encontra, no poço de Jacó e entabula singular diálogo, se transforma em mensageira da verdade que Ele pregava. A mulher equivocada de Magdala se torna a mensageira da esperança para os excluídos da época, os leprosos. E o discípulo amado, João, é a própria mensagem do amor, não cansando de repetir, até a sua velhice: Amai, meus filhos, amai muito.

Mensageiros espirituais, mensageiros na carne. O importante é ser veículo da Luz.

Por isso, nos dias que atravessamos, quando tantos alardeiam desesperança e desânimo, é bom pensar se temos sido mensageiros da palavra de encorajamento. Quando tantos aludem à derrocada moral desses tempos de transição, é salutar meditarmos se temos sido os mensageiros do bom ânimo. Enfim, enquanto muitos afirmam que o mundo está perdido, que as gerações novas são o caos, é importante indagarmos se temos sido os mensageiros do bom  exemplo.

Ao nascer, Jesus teve a anunciá-lO um coro de anjos. Para disseminar a Sua palavra pela Terra, transformou homens e mulheres, pescadores e comerciantes em seus mensageiros. E pela necessidade imperiosa de que a Boa Nova se espalhe pela Terra, incendiando os corações, Jesus conta connosco. Portanto, se somos cristãos, façamos a nossa parte na difusão do bem. Sejamos os mensageiros da paz, da moral e do amor, onde e com quem nos encontremos.

terça-feira, 8 de junho de 2021

reflexão

Sou a pessoa mais feliz que conheço, 

mesmo nos dias em que não tenho consciência disso.

Até onde devemos ir...

As bibliotecas e as livrarias estão abarrotadas de livros com histórias de homens e mulheres incríveis. Histórias de superação, que falam de persistência, de não abandonar o sonho, de determinação e confiança. A persistência é exaltada. Todos sabemos que a força de vontade, a determinação são ingredientes essenciais para as conquistas humanas.

Tomas Edison, na busca pela descoberta da lâmpada incandescente realizou mais de mil experimentos. Não desistiu e iluminou o mundo. Os navegadores, os inventores, os cientistas deram ao mundo o seu melhor porque se mostraram persistentes, incansáveis. São exemplos que nos arrastam. Então, colocamos na nossa mochila de sonhos os planos que desejamos alcançar e vamos à luta.

Vamos à luta para concluir o curso superior, para prosseguir na especialização, alcançar o mestrado, o doutorado. Adentramos no campo das pesquisas, que nos exigem esforço fantástico. Abrimos o nosso negócio, ampliamos o que temos, perseguimos os sonhos. Isso é muito positivo. No entanto, importante pensarmos até onde vai a nossa persistência ou a nossa teimosia.

Os especialistas em negócios reforçam a ideia da necessidade de rever estratégias e, se preciso, mudar os planos. Isso significa, por vezes, desistir do que pretendemos e criar uma nova meta. E não há nada de errado nisso. Levantar a cabeça, seguir em frente, se reinventar. Nesses tempos de pandemia, a criatividade, investir no diferente, inovar foi o que manteve negócios ativos, garantiu o sustento de muitas famílias. A sabedoria está em sabermos se o momento é de perseverar no que vimos fazendo ou se devemos desistir. Num debate, ouvimos o relato da maratonista suíça que, nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, concluiu a prova cambaleando, em sofrimento extremo.

Foi ovacionada, elogiada e apresentada como um exemplo de verdadeiro espírito olímpico. No entanto, três médicos disseram que ela ultrapassara seus limites e tinha colocado em risco a sua vida. Caso tivesse andado mais uma centena de metros, poderia ter tido uma lesão cerebral irreversível.

Quem pode dizer o contrário? É um fato que nos leva a pensar em nossos investimentos. Pensarmos que persistir é louvável desde que não estejamos insistindo em um projeto somente para não dar o braço a torcer. Talvez tenhamos que reavaliar as questões, os riscos e parar tudo. Parar para pensar, para planejar um novo rumo. É o desistir para conquistar.

Quantos iniciamos um curso universitário, reconhecemos depois de algum tempo que aquilo não nos satisfaz, mas vamos até o fim. Recebemos o diploma, frustrados. Não é o que desejamos para nossa vida. Não desistimos porque tememos ser considerados fracos, ou tolos ou indecisos.

Contudo, desistir não é feio. Feio é não tentar, e mais feio ainda é não reconhecermos que erramos, que nos enganamos, que temos que mudar de planos, que podemos mudar de ideia. Se a dúvida estiver nos abraçando, façamos uma pausa para orar, meditar, pedir auxílio superior. E depois, retornemos à luta, renovados.

Pensemos nisso.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Sou Eu, Jesus

Um local árido, e dos mais ásperos. Justamente ali, uma voz se ergue, ecoando no deserto. Tendo Ele se levantado muito antes da luz do dia, retirara-se para o solitário lugar para orar. De Seu amoroso verbo, brota a água que faz correr rios de luz. De Sua presença luminosa, o silêncio se faz verdadeira orquestra, perfeitamente afinada com a celeste música do Criador, o Pai de todos nós, com o qual Ele estabelece um estreito diálogo. É nesse colóquio com o Senhor da Vida, que o Cristo se revela Um com Ele. E cumpre Sua missão para connosco: nos direciona, nos encoraja, nos fortalece.

Os desafios da vida são tão grandes. Não há mais distâncias. A globalização, o advento da Internet fazem com que o mundo nos esteja disponível na rapidez de um clique. Nunca estivemos tão conectados... e tão solitários.

Por vezes, nossos corações se tornam ressequidos, ao contemplarem as injustiças do mundo, a desigualdade social, a fome, a dor, as atrocidades cometidas e os atentados contra a vida. Não raro, nos apresentamos desesperançados. Também cansados. Parece-nos andar pela aridez de um deserto. A voz do silêncio ecoa em nosso ser. Todavia, lembremo-nos do Cristo. Fechemos, por um instante, nossos olhos. Permitamo-nos sentir Sua doce presença.

Permitamos que Ele, que conhece cada uma de nossas angústias, que compreende amorosamente nossa tão frágil e vacilante fé, adentre o deserto das nossas dores, das dores do próximo, das dores do mundo. Agucemos nossos ouvidos para lhe ouvir a voz:

Sou Eu, Yeshua.

Sou Aquele que caminha ao teu lado e que te conduz os passos, mesmo quando, para ti, eles pareçam tortuosos.

Sou Aquele cujas mãos repousam em tuas mãos, ainda que sintas o gosto amargo da solidão e, por isso, não as perceba.

Todavia, são as Minhas mãos que se juntam às tuas em prece e, quando tu não consegues orar, oro por ti ao Pai que está em Mim e que está também em ti.

Sou Eu, que me felicito com tuas alegrias, seco as tuas lágrimas, conheço o mais profundo de tua alma e que, em meio às lutas diárias, lembro-te de teu destino: a paz e a felicidade.

Então, mesmo que por um breve instante, tu sorris. E Meu sorriso é contigo.

Sou Eu, que conheço tão bem o peso da cruz, que te auxilio a carregar a tua, na certeza de que não há dores que sejam eternas e de que cada dia, por mais dolorosa seja a tua via crucis, é valiosa lição que te ilumina mais e mais.

Sou Eu, Jesus, que te amo profundamente e que sei de tuas lutas, confiante e certo de tuas vitórias.

Lembra-te de Mim. Nas amarguras, lembra-te de mim. Nas alegrias, lembra-te de mim. Nas incertezas, lembra-te de mim.

Lembra-te de mim, pois meus olhos estão sempre voltados para ti. Quando mais necessitares, mais refrescantes serão as bênçãos do céu que derramarei sobre ti.

Abraça a certeza de que não és um deserto. Antes, uma florida campina cujo perfume espalha harmonia.

Confia. Sou eu, o teu Amigo Jesus.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Explorai as vossas riquezas espirituais

Toda a gente deseja a paz, a liberdade, a felicidade. É igualmente verdade que muitas pessoas as desejam para os outros. Mas, como muito poucas sabem onde encontrá-las e como realizá-las, o que se passa é que, apesar de todos esses desejos magníficos, a maior parte delas são infelizes e tornam as outros também infelizes.

Só existe uma forma de encontrar a felicidade, é dando prioridade à vida interior relativamente às aquisições exteriores. Evidentemente, muitos dirão que já sabem isso: «O dinheiro não traz a felicidade.» Eles sabem que nem as posses materiais nem a glória trazem a felicidade, mas comportam-se como se não o soubessem. Vemo-los continuamente preocupados em instalar-se bem na matéria. Por isso, mesmo que tenham sucesso, eles não só não serão felizes, como farão os outros infelizes.

Faz-se tanto alvoroço em torno do sucesso material! Enquanto se atribuir tanta consideração aos que são bem sucedidos financeiramente, socialmente, mostrando-os por todo o lado nos jornais, na rádio, na televisão, estar-se-á a alimentar nos outros, menos favorecidos, o sentimento de que são inferiores, de que não são interessantes, o que gera necessariamente ciúmes, invejas, ódios.

Eu não digo que se deve deixar totalmente de lado o sucesso social, digo é que, se se mostrasse aos humanos que é mais importante explorarem as suas riquezas interiores, a sociedade estaria melhor. Em primeiro lugar, porque haveria mais generosidade. Como quereis que pessoas que concentram todos os seus esforços no sucesso material possam ser realmente generosas? Elas sentem que aquilo que têm não lhes pertence verdadeiramente, que estão à mercê dos acontecimentos ou da maldade de pessoas mais ativas e mais hábeis do que elas; então, é normal que hesitem em partilhar com os outros o que têm tanto medo de perder. E não só não o partilham, como farão tudo para o preservar, mesmo que para isso tenham de ser egoístas, impiedosas, cruéis. Ao passo que aqueles que trabalharam para adquirir riquezas espirituais estarão sempre prontos a fazer com que os outros beneficiem delas: eles sentem que não só não perderão nada, como enriquecerão ainda mais procurando ajudar os outros.

Os humanos precisam de modelos para imitar. Quando eles veem alguém que se distingue pelas suas capacidades, pelo seu sucesso, têm vontade de ser como essa pessoa. Então, atenção!, se a vossa superioridade consiste em ter mais dinheiro, mais poder, mais glória, não sois um grande modelo, porque encaminhareis as pessoas para uma via em que se é sempre levado a dominar os outros, a humilhá-los, a despojá-los. Ao passo que, se a vossa superioridade advém das vossas qualidades espirituais, da bondade, do autodomínio, da nobreza, da generosidade, da pureza, da abnegação… não só sentireis que essas qualidades vos pertencem verdadeiramente e vos permitem fazer face a todas as situações difíceis, mas também ajudareis os outros a entrar no bom caminho e a encontrar a felicidade. Todos precisam de modelos. Não de modelos de sucesso material, mas de modelos que os ajudem a tomar consciência das suas verdadeiras riquezas, as riquezas do coração, da alma e do espírito.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Lenda dos índios Cherokees


Na História dos Cherokees, índios da América do Norte, existe uma lenda que fala sobre o rito de passagem da juventude para a maturidade. Ao final de uma tarde, o pai leva seu filho para a floresta, no alto de uma montanha, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho. O jovem fica lá, sentado, sozinho, toda a noite, e não poderá remover a venda dos olhos até os raios do sol brilharem no dia seguinte.

Ele não poderá gritar por socorro para ninguém. Se ele conseguir passar a noite toda lá, será considerado um homem. Ele não deverá contar a experiência aos outros meninos, porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo. O menino ficará naturalmente amedrontado. É possível que ouça barulhos de toda espécie. Os animais selvagens poderão estar ao redor dele. Talvez possa ser ameaçado por outro humano. Insetos e cobras poderão feri-lo. É provável que sinta frio, fome e sede. O vento soprará a grama, as árvores balançarão e ele se manterá sentado estoicamente, nunca removendo a venda. Segundo os Cherokees, esse é o único modo de se tornar homem. Finalmente, após a noite de provações, o sol aparece e a venda é removida. Ele então descobre seu pai sentado na montanha, próximo a ele. Estava ali, a noite inteira, protegendo seu filho do perigo.


Essa lenda nos remete aos momentos de dificuldades que atravessamos na vida e nos quais nos julgamos estar sozinhos. Lembremos que Deus, Pai amoroso, está presente em nossas vidas em todos os momentos, nas alegrias e nas tristezas, pois jamais abandona um filho Seu. Assim como o pai do jovem índio, Deus, através dos benfeitores espirituais, está sempre olhando por nós. Por descuido da fé, muitas vezes, não confiamos na Sua presença. Evitemos tirar a venda dos olhos antes do amanhecer. Carreguemos a certeza em nossos corações de que estamos constantemente amparados pela Espiritualidade Maior. Nossos caminhos não estarão livres de percalços nem das dores. Entendamos que as dificuldades que a vida nos impõe são instrumentos de crescimento e fortalecimento para o futuro.


Nunca estás sozinho. No lugar onde estejas, Deus está contigo: no lar, no trabalho, no espairecimento, no repouso, na doença, na saúde, n´Ele haurindo consolo e forças para prosseguires nos misteres a que te vinculas. Somente te sentirás a sós, se deixares de preservar o vínculo consciente com o Seu amor. Mesmo assim, Ele permanecerá contigo. Lembra-te: Deus é sempre o teu constante companheiro

domingo, 23 de maio de 2021

Consolando sempre

Vivemos na Terra dias de graves dificuldades, especialmente agravadas pela pandemia que se abateu sobre o planeta, desde o primeiro semestre de 2020. Mudanças de toda ordem aconteceram. Pessoas adoeceram. Pessoas morreram. Pessoas em luto choram a partida de seus entes queridos. Pessoas conseguiram driblar o vírus cruel, mas sobrevivem com sequelas, que lhes atormentam as horas. Pessoas perderam seus empregos e não encontram solução para os problemas que se avolumam.

São dias de muita dor para as almas, que se encontram sobre a Terra, nesta conjuntura histórica.

Mas, ao mesmo tempo, há muitas pessoas fazendo o bem e procurando levar consolo àqueles que sofrem.

O vocábulo consolo tem sua origem na língua latina, da junção de duas palavras: com, que significa junto, e solari, que significa suavizar, e também deriva da ideia de solo, chão. Isso quer dizer que consolar é buscar amenizar a dor do outro ou, dar-lhe um chão. É comum, na linguagem popular, quando alguém recebe uma notícia impactante, dizermos que a pessoa está sem chão. Consolar é oferecer esse chão. Levar aos nossos irmãos uma base sólida construída a partir dos ensinos cristãos. Pavimentar esse solo com os valores da bondade, da esperança e do amor. É levar o acolhimento àquele que sofre, com palavras, ideias, sentimentos. Com a nossa presença, mesmo que seja virtualmente. A situação pandêmica que vivemos não nos permite, muitas vezes, estarmos fisicamente presentes com aqueles que queremos ajudar, aqueles pelos quais nutrimos afeição. Mas, podemos estar juntos de forma virtual, graças aos abençoados meios tecnológicos. Jesus, nosso Modelo e Guia, consolou muitas pessoas enquanto esteve entre nós. Acalentou aqueles que sofriam dores morais. Levou alívio àqueles que padeciam ante doenças físicas. Através de suas palavras, semeou esperança e reconforto a muitos desalentados. Acolheu, com Seu olhar e com Seus braços, os que se encontravam caídos. Foi Ele quem nos legou o ensino precioso: Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados. E nos acenou com seu acolhimento amoroso: Vinde a mim, vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. É a promessa de que todos seremos consolados. Consolar não é tirar a dor que o outro está sentindo. Consolar é buscar o entendimento das razões do sofrimento. É partilhar da fé no amor de Deus. É possibilitar a compreensão sobre a vida futura. É propiciar o saber de que as Leis Divinas são perfeitas. Consolar é semear o chão do outro com estímulos para a resignação, a fé, a calma e a coragem. É possibilitar a certeza de que tudo passa, nesta vida. Nada é para sempre. Todos podemos nos tornar esses consoladores que transmitem a renovação do bom ânimo. Todos temos o poder de pronunciar a palavra que conforta, anima, a quem já está quase desistindo da vida.

Pensemos nisso e não deixemos de oferecer consolo, hoje, agora, enquanto a necessidade se faz presente.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Milagres em todo lugar

Não há palavra capaz de dizer quanto eu me sinto em paz perante Deus e a morte. Escuto e vejo Deus em todos os objetos, embora de Deus mesmo eu não entenda nem um pouquinho...

Ora, quem acha que um milagre é alguma coisa demais? Por mim, de nada sei que não sejam milagres...

Cada momento de luz ou de treva é para mim um milagre, milagre cada polegada cúbica de espaço. Cada metro quadrado de superfície da Terra está cheio de milagres, e cada pedaço do seu interior está apinhado deles.

O mar é para mim um milagre sem fim: os peixes nadando, as pedras, o movimento das ondas, os navios que vão com homens dentro.

*   *   *

Walt Whitman, autor destes versos, confessa que não entende Deus, mas O sente profundamente nas coisas da vida. Neste poema, intitulado Milagres, ele vai descrevendo detalhada e apaixonadamente, tudo que lhe mostra com clareza a presença desses milagres.

Por vezes são coisas tão simples, como sentar à mesa e fazer uma refeição com sua mãe, ou sentar debaixo de uma árvore com alguém que ama, ou ainda observar os animais se alimentando no campo. O poema é uma descrição de dezenas de imagens, situações e fatos, que ele considera como milagres. Uma narração arrebatadora de alguém que consegue, simplesmente, perceber as belezas da vida.

Um encontro de uma alma com a riqueza do singelo. Contemplação enlevada do que para muitos já passa despercebido, sem ser notado...

Onde foi parar nossa sensibilidade para essas coisas? Onde foi parar nosso encantamento com a vida?

Por que não enxergamos mais os milagres que cintilam no véu da noite, e que são cores sob o astro rei do dia?

Uma série de anúncios de televisão mostrou algo muito interessante. Num deles, mostrava muitas pessoas fechadas num escritório, trabalhando. Uma delas então, começava ir, de sala em sala, dizendo algo como Venham ver! É incrível!

A notícia se espalhou e todos começaram a sair correndo de seus postos de trabalho para irem em direção a uma grande janela que havia no prédio. Quando finalmente todos chegaram lá, estavam anestesiados encantados com a imagem: era um pôr do sol. E diziam: Nossa, um pôr do sol, que lindo! Inacreditável!

Possivelmente, há tanto tempo não viam o sol se pôr, que haviam esquecido quanto era belo. Acostumamos com muitas coisas e deixamos de perceber o quanto são grandiosas. Acostumamo-nos com as pessoas, e esquecemos de dizer o quanto são importantes para nós. Acostumamos com tudo que temos, e nem temos mais tempo de agradecer...

Precisamos voltar a surpreender-nos com a vida, com as pessoas, connosco mesmo.

Quantos milagres acontecendo neste exato instante?

Quanto mais pudermos identificá-los e senti-los, mais próximos poderemos estar deste estado d´alma que pode afirmar:

Não há palavra capaz de dizer quanto eu me sinto em paz perante Deus e a morte.

Ora, quem acha que um milagre é alguma coisa demais?

Por mim, de nada sei que não sejam milagres...

domingo, 16 de maio de 2021

Evangelho (Mc 16,15-20)

Naquele tempo, Jesus se apareceu aos onze e disse-lhes: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Eis os sinais que acompanharão aqueles que crerem: expulsarão demônios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes e beberem veneno mortal, não lhes fará mal algum; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados».


Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu e sentou-se à direita de Deus. Então, os discípulos foram anunciar a Boa Nova por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais que a acompanhavam.

Jesus divino irmão, trouxe até nós humildes de espirito e sedentos de um amor impossível, a prova viva, o testemunho imortal, da nossa herança amorosa representada pela sua missão entre nós à mais de 2.000 anos, que somos afinal independentemente de nossa situação familiar, social, de raça ou de credo, de saúde, de fortuna ou infortúnio, legítimos herdeiros de nossa opção de nos amarmos a nós próprios, como sementes de amor para além de nosso bem estar, obreiros anónimos muitas vezes do crescer do mundo, da paz e da harmonia e do respeito por todos os seres que partilham connosco o milagre da vida. Sejamos portanto felizes, tolerantes com as nossas dificuldades e sobretudo, crentes neste amor divino que se fez um de nós um dia, para nos mostrar como nos ama e como cada um de nós é importante, para a salvação de todos.

domingo, 9 de maio de 2021

Evangelho (Jo 15,9-17)

Naquele tempo, Jesus falou assim aos seus discípulos: «Como meu Pai me ama, assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu observei o que mandou meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.

»Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vos sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei, para dardes fruto e para que o vosso fruto permaneça. Assim, tudo o que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vos dará. O que eu vos mando é que vos ameis uns aos outros».

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Jacob Collier - Lua (feat. MARO) [live]

Mamã, por que te amo tanto?

Todas as crianças, inevitavelmente, chegam naquela fase das famosas perguntas. Perguntam sobre tudo. Querem saber sobre tudo, num afã natural e belo de se ver, na busca pelo conhecimento, por descobrir o mundo.

Do que são formadas as nuvens?

Por que aquele homem mora na rua?

Como o Pai do Céu pode vigiar todos ao mesmo tempo?

Como nasceu a primeira mãe de todas?


Porquês e mais porquês... Que acabam deixando os pais de cabelo em pé, em muitas ocasiões. Uma dessas perguntas em especial, chamou-nos a atenção, quando em contato com uma reportagem de certa revista especializada em educação infantil.

Mamã, por que te amo tanto?

Há perguntas que nasceram para serem perguntas, e há respostas que não são palavras. – Afirma o autor da matéria. Diz ele ainda que nesses casos a melhor resposta pode ser um beijo, um abraço forte, o toque, o silêncio...

Realmente, poderíamos pensar: como explicar o amor? Como encontrar a razão na Terra onde reinam os sentimentos?

Sem a pretensão de explicá-lo, mas com a vontade de torná-lo mais admirável ainda, quem sabe poderíamos dizer a essa criança:

Você ama sua mãe, pois antes de lhe dar o abrigo desta casa feita de paredes, ela guardou você em um lar de beleza sem igual, aconchegante e cheio de paz. Você ama sua mãe, pois possivelmente esta não é a primeira vez que você a vê. Seus corações amigos podem ter se encontrado muito tempo antes...

Você ama sua mãe, certamente porque junto do alimento do corpo, ela lhe concedeu sempre a nutrição da alma, com seu sorriso e um seja bem-vindo ao mundo, meu filho!

Seu amor por sua mãe vem dos cuidados que ela tem pelas coisas mais simples da vida, como: arrumar os brinquedos no quarto para lhe darem bom dia pela manhã; colocar o macaquinho ao seu lado, para que o abrace à noite, e não se sinta só. Conversar consigo durante o banho, ensinando o nome de cada pedacinho de seu novo corpo, e enchendo-o de beijos amorosos. Dançar consigo pela sala, rodando, rodando, para ouvir suas gargalhadas deliciosas. Ficar consigo no colo, assistindo a seu desenho preferido, até que adormeça no sono, tranquilo, seguro, aquecido. Leva-lo para a sua cama, quando se sente sozinho em seu quarto à noite, aconchegando-o bem perto de seu coração - lembrando dos tempos em que você estava ali, crescendo forte dentro dela.

Finalmente, poderíamos dizer que você ama sua mãe, porque ela o ama sem pedir nada em troca. O que um dia entenderá isso como sendo o amor incondicional. E ela será seu maior exemplo dele.

Um filho bem amado nunca esquecerá sua mãe.

Mesmo que ele enverede por caminhos tortuosos, que faça escolhas perigosas na vida, aquela candeia do carinho materno sempre estará lá. Será aquela luzinha distante, no meio da escuridão dominante da ignorância - como um convite terno para trazê-lo para a senda iluminada novamente. O amor materno será sempre seu laço seguro e certo com o amor de Deus. Que o Criador Supremo do Universo abençoe todas as mães...

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Evangelho (Jo 13,16-20)

«Em verdade, em verdade, vos digo: o servo não é maior do que seu senhor, e o enviado não é maior do que aquele que o enviou. Já que sabeis disso, sereis felizes se o puserdes em prática. Eu não falo de todos vós. Eu conheço aqueles que escolhi. Mas é preciso que se cumpra o que está na Escritura: ‘Aquele que come do meu pão levantou contra mim o calcanhar’. Desde já, antes que aconteça, eu vo-lo digo, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou. Em verdade, em verdade, vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou».

sábado, 24 de abril de 2021

Evangelho (Jo 6,60-69)

Muitos discípulos que o ouviram disseram então: «Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?». Percebendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso, Jesus perguntou: «Isso vos escandaliza? Que será, então, quando virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes? O Espírito é que dá a vida. A carne para nada serve. As palavras que vos falei são Espírito e são vida. Mas há alguns entre vós que não creem». Jesus sabia desde o início quem eram os que acreditavam e quem havia de entregá-lo. E acrescentou: «É por isso que eu vos disse: ‘Ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai’».

A partir daquele momento, muitos discípulos o abandonaram e não mais andavam com ele. Jesus disse aos Doze: «Vós também quereis ir embora?». Simão Pedro respondeu: «A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus».

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Evangelho (Jo 6,44-51)

«Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrair. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o ensinamento do Pai e o aprendeu vem a mim. Ninguém jamais viu o Pai, a não ser aquele que vem de junto de Deus: este viu o Pai. Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê, tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Aqui está o pão que desce do céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo».

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Evangelho (Jo 6,22-29)

No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar notou que antes havia aí um só barco e que Jesus não tinha entrado nele com os discípulos, os quais tinham partido sozinhos. Entretanto, outros barcos chegaram de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. Quando a multidão percebeu que Jesus não estava aí, nem os seus discípulos, entraram nos barcos e foram procurar Jesus em Cafarnaum.

Encontrando-o do outro lado do mar, perguntaram-lhe: «Rabi, quando chegaste aqui?». Jesus respondeu: «Em verdade, em verdade, vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes saciados. Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até à vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois a este, Deus Pai o assinalou com seu selo». Perguntaram então: «Que devemos fazer para praticar as obras de Deus?». Jesus respondeu: «A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou».

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Oração é poesia

Para aqueles que ainda não descobrimos a ventura da prece, pode parecer que essa afirmativa seja tola. Muitos de nós nos acostumamos simplesmente a repetir certas fórmulas, que nos foram ensinadas desde a infância, ou que aprendemos, em algum momento das nossas vidas. E elas parecem não ter muito significado para a nossa razão ou para o nosso coração. Alguns acreditamos que elas devam ser ditas exatamente como nos foram repassadas, para que tenham algum valor. No entanto, o Mestre de Nazaré foi muito simples em Seu ensino a respeito da oração, apresentando-a como um diálogo da alma com o Seu Criador e Pai.

A oração do Pai Nosso tem frases curtas, que nos remetem ao louvor ao Pai, reconhecendo a Sua grandeza – o Pai que está nos céus. A submissão às leis divinas, os pedidos do que mais carecemos é a continuidade da prece, que deve ter a intensa participação da alma, sentindo e vibrando com cada verso. Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como nos céus. O pão nosso, de cada dia, dá-nos hoje. É a entrega do filho ao Pai Criador. Davi, o pastor, que depois se tornou rei de Israel, além de músico, era poeta. Muitos dos seus salmos não somente falam da submissão aos desígnios celestes, quanto traduzem o êxtase da alma que, na oração, penetra os mistérios do Infinito, descobrindo-lhe as belezas.

Meu coração está firme, ó Deus! Cantarei e louvarei, ó glória minha!

Acordem, harpa e lira! Despertarei a alvorada.

Eu Te darei graças, ó Senhor, entre os povos; cantarei louvores entre as nações, porque o Teu amor leal se eleva muito acima dos céus.

A Tua fidelidade alcança as nuvens!

Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus. Estenda-se a Tua glória sobre toda a Terra!

Salva-nos com a Tua mão direita e responde-nos, para que sejam libertos aqueles a quem amas.

Esses versos nos remetem à harmonia das palavras, na junção das sílabas. Versos que exaltam ao Senhor da Vida, reconhecendo a Sua grandeza. É um louvor. 

Do Senhor é a Terra e tudo o que nela existe. 

O mundo e os que nele vivem, pois foi Ele quem a estabeleceu sobre os mares e a firmou sobre as águas. 

A voz do Senhor ressoa sobre as águas. 

O Senhor troveja sobre as muitas águas. 

A voz do Senhor é poderosa. 

A voz do Senhor é majestosa. 

A voz do Senhor corta os céus com raios flamejantes, faz tremer o deserto, retorce os carvalhos e despe as florestas. 

No Seu templo todos clamam: glória! 

O Senhor dá a Seu povo a bênção da paz.

Necessitamos aprender a nos inebriar pela poesia da oração. Orar como quem escreve poemas. Uma alma artista. Uma alma agradecida. 

Meu Deus, vós que sois grande, que sois tudo, deixai cair sobre mim, humilde, sobre mim, que não existo senão pela Vossa vontade, um raio de divina luz. 

Dai-me o amor do trabalho, que é o dever de todos sobre a Terra, e, com o auxílio do archote que colocaste ao meu alcance, esclarecei-me sobre as imperfeições que retardam meu adiantamento nesta vida e na vindoura. 

Escutai a minha prece, Senhor!

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Esforço pessoal

As grandes conquistas da Humanidade têm começo no esforço pessoal de cada um. Disciplinando-se e vencendo a si mesmo, o homem consegue agigantar-se, logrando resultados expressivos e valiosos. Essas realizações, no entanto, têm início nele próprio. É possível que não consigas descobrir novas terras, a fim de te tornares célebre. Todavia, poderás desvelar-te para o bem, fazendo-te elemento precioso no contexto social onde vives. Certamente, não conseguirás solucionar o problema da fome na Terra. Não obstante, poderás atender a algum necessitado que defrontes, auxiliando a diminuir o problema geral. Não terás como evitar os fenômenos sísmicos desastrosos que, periodicamente, abalam o planeta. Assim mesmo, dispões da oração, que envia a essas almas o amparo necessário para a amenização de suas dores.

De fato, não terás como impedir as enfermidades que ceifam as multidões que lhes tombam, indefesas, ao contágio avassalador. Apesar disso, tens condições de oferecer as terapias preventivas do otimismo, da coragem, da esperança.

As sucessivas ondas de alienação mental e suicídios, que desnorteiam a sociedade, não cessarão de imediato sob a ação da tua vontade. Mas, a tua paciência e bondade, a tua palavra de fé e de luz, conseguirão apaziguar aquele que as receba, oferecendo-lhe reajuste e renovação.

Naturalmente, o teu empenho máximo não irá alterar o rumo das leis da gravitação universal. Mas, se o desejares, contribuirás para o teu e o equilíbrio do teu próximo, em torno do sol de primeira grandeza que é Jesus.

Os problemas globais merecem respeito. Mas, os individuais, que se somam, produzindo volume, são possíveis de serem solucionados.

A inundação resulta da gota de água.

A avalanche se dá ante o deslocamento de pequenas partículas que se soltam.

A epidemia surge num vírus que venceu a imunização orgânica.

Desta forma, faze a tua parte, mínima que seja, e o mundo irá melhorar. A sociedade, qual ocorre com o indivíduo, é o resultado de si mesma. Reajustando-se o homem, melhora-se a comunidade. Se teus sonhos almejam a felicidade plena no mundo, começa a busca de fazer felizes aqueles que se encontram ao teu redor. Se teus desejos de paz são sinceros, busca a paz interior da consciência tranquila, e transmite paz àqueles que te cercam. Se vês no futuro o amor reinante no planeta, principia amando intensamente tua família.

*   *   *

A escuridão não mais existe, quando na presença de uma minúscula faísca. O sofrimento pensa em desaparecer, quando envolvido por uma leve brisa de esperança. A chuva cinza decompõe-se em cores, quando recebe os raios do sol. A raiva tem saudade da doçura, quando é abraçada com carinho. A escuridão, o sofrimento, a chuva, a raiva: todos eles passam.

Pensa nisso.